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Pelos vistos, actualmente cada vez mais empresas pensam que a única saída para saír da crise consiste em sacar ainda mais dos seus clientes, em vez de beneficá-los. Todavia, com a instalação da crise profunda, cada vez mais pessoas abrem os olhos, mesmo aqueles que nos tempos das vacas gordas tiverem um comportamento superficial de papalvos.

Neste sentido, escrevi a cartinha abaixo referida a um dos meus bancos, o qual, tendo-me proposto um serviço “Cartão SOS Saúde”, quer que eu aceda ao sistema através de um nº 707 taxado. O pequeno exemplo constitui um indício claro de que muitos responsáveis empresariais (e políticos) ainda não compreenderam que o seu comportamento continua a agravar a crise.

"O objectivo da maximização dos lucros conduz a um aumento dos antagonismos de interesses, conflitos e tensões e, finalmente, a um estado de inimizade universal de cada um contra todos." Joseph Schumpeter, economista austríaco, Harvard 1932

Exmo. Sr. ...,

O que Schumpeter não sabia ou não disse: são as consequências da falta de estratégia que conduzem a que as empresas sejam obrigadas a perseguir o objectivo egocêntrico da maximização de lucros. Hoje mais do que nunca, estas consequências são - uma vez mais - bem visíveis a nível nacional, europeu e mundial.

A atracção das empresas e o poder solidário (!) exercidas sobre o seu respectivo grupo-alvo, assim como o seu sucesso, é, forçosamente, resultado de uma estratégia cujas linhas mestras devem consistir em medidas de índole extrovertida e sóciocêntrica.

Não faço ideia se o serviço de assistência médica ao domicílio proposto - na prática - obedece a estes critérios e se da parte do grupo-alvo recebe um eco positivo. Até admito que seja uma solução boa. Todavia: o facto de que se pretende obrigar logo à partida aos clientes que liguem para um número de telefone que começando com 707 implica (sobretudo nas longas esperas dos call centers) taxas pesadas, sinaliza tudo menos atracção, mas sim um efeito contrário. Com efeito: são poucos os sinais de motivação de uma empresa que transmitem mais a ideia de tratar-se de uma entidade que –primariamente – quer sacar, do que os números telefónicos que começam por 707 e outros. O marketing deve servir para a maximização de benefícos do grupo-alvo e não para a maximização dos lucros da própria empresa.

Neste sentido, sugiro que repense o sistema de acesso ao serviço em questão, mundando-o por ventura para um nº 800, 808 ou um simples nº de telefone fixo. Seja como for, uma medida dessas é bem capaz de não apenas aumentar a atracção do serviço proposto mas também do vosso banco no seu todo. Pequenas causas, grandes efeitos!

Com os melhores cumprimentos

Rolf Dahmer

(Estratégia Empresarial - Cibernética Social)

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publicado às 14:30

 

Um império de privilégios em que nunca ninguém tocou, com graves prejuízos para o estado e para o cidadão. É a única actividade de retalho não liberalizada. Os concursos para a abertura de novas farmácias está nas mãos do Infarmed, os critérios de selecção favorecem os instalados...

Milhares de jovens farmaceuticos estão há espera de abrirem a sua própria farmácia e trabalharem o tempo que for preciso para ganharem a sua vida e estarem disponíveis para quem os procure. 

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publicado às 14:00

“Para mim, os Planos de Business pertencem ao reino da literatura de ficção científica.” Vossi Vardi, empreendedor e investidor israelita

Enviaram-me esta citação em alemão e resolvi traduzi-la. A afirmação corrobora a minha advertência de há longa data: quem nos actuais tempos que em vez de teorias espertas exigem soluções de problemas, tira a licenciatura nas faculdades de economia e gestão/marketing, dominadas por teses teóricas-cientificadas e onde o objectivo principal da empresa continua a ser a maximização dos lucros, falhará na vida profissional prática. Porém, diferenciando, safam-se aqueles que, tendo interiorizado o princípio da maximização de benefícios para o grupo-alvo, apenas cumprem formalmente as exigências das faculdades e que depois na vida profissional agem conforme manda o são juízo humano. O futuro pertence a eles! Portanto, muito cuidado! Too much MBA makes your eyes looking funny.

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publicado às 21:00


O Lucro : os postos de trabalho do futuro

por Luis Moreira, em 30.01.12

Esta é a mais completa definição de lucro, esse conceito maldito que em Portugal é tão odiado, embora em boa verdade sejam os que mais o usam que  têm a culpa de todas as dúvidas que o conceito arrasta. É para comprar um porche ou é para modernizar uma fábrica? É esta a questão ! Sem lucro não há investimento e sem investimento não há novos postos de trabalho.

É , pois, na aplicação do lucro obtido que se concentram as dúvidas todas, não na iniciativa privada de quem tem determinação para se lançar numa actividade e transformá-la numa conta de exploração positiva. Sem lucro as organizações e os países não têm capacidade para inovar, investigar, substituit fábricas, equipamentos e produtos e bens absoletos. Perdem a capacidade de satisfazer as necessidades de quem é menos dotado, ou mais velho e de uma maneira geral dos mais frágeis.

O lucro, não é responsável pela sua má aplicação ou mesmo esbanjamento, não é responsável pelos comportamentos menos solidários dos gananciosos, dos que atropelam tudo e todos para ficarem com a fatia maior. O que faz a diferença entre as sociedade é a capacidade de investir bem , estabelecer uma estratégia a longo prazo, onde, quando e quanto, por forma a responder ao interesse geral.

Nos países onde a sociedade civil é forte, participativa e organizada, as desigualdades não são tão profundas, as oportunidades tendem a chegar a todos. Os Planos "quinquenais" colectivistas de má memória aqui e noutros países centralizados, levaram ao atraso e à miséria. É impossível, por melhor e perfeitos que sejam esses planos, reconhecer em todas as actividades as prioridades certas de investimento.

Vinte anos passados sobre os fundos europeus as más decisões quanto aos investimentos estão aí para quem as quer ver. Se esse dinheiro não fosse fácil e anónimo, se a sua obtenção resultasse de suor e trabalho, se fosse lucro, a sua aplicação teria sido mais criteriosa.

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publicado às 18:28


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