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Democracias pluralistas e tolerantes

por Luis Moreira, em 28.09.11

A grande força da Europa é liderar pelo exemplo. Repare-se no que se passa na Grã- Bretanha, reparem no pluralismo europeu: há um modelo francês, um britânico, um grego Não somos apenas Franceses.

Podemos dizer à Arábia Saudita: podem tornar-se numa democracia, reconhecer os direitos humanos e manter a vossa identidade muçulmana.

Não há uma cidade na Europa que não tenha uma Catedral, ou um museu que não esteja cheio de arte sacra. E os direitos humanos não derivam apenas da Revolução Francesa, derivam também da tradição Judaico-Cristã. Na Europa a maioria é Cristã mas isso não impede que se pratique a liberdade religiosa. É um conflito entre o direito individual e o Estado.

Em Inglaterra o hino nacional é uma oração: (God save de Queen) e se um estudante disser: "sou ateu, não creio em Deus e não quero cantar uma oração"? O direito individual estará comprometido se for forçado a cantar o hino e se for ameaçado de expulsão. Ninguém pode ser forçado a cantar uma oração...

A Dinamarca tem uma cruz na bandeira, a Inglaterra e a Grécia também. Vamos pedir que por causa da liberdade religiosa, tirem a cruz das bandeiras?

As pessoas falam de liberdade religiosa quando exigem que se tirem os crucifixos da sala de aula mas a maioria das vezes isso não é liberdade religiosa é cristofobia.

Temos compromissos simpáticos na Europa: o individuo tem o direito de não cantar a oração, os outros têm o direito de cantar. E todos têm direito à liberdade religiosa.

Por isso, na Inglaterra, que se afirma como um Estado com uma identidade religiosa ( a Rainha é a Chefe da Igreja), as escolas luteranas, muçulmanas, católicas são financiadas pelo Estado. Em contrapartida, os estados laicos financiam escolas seculares, mas não escolas religiosas.

Quem é mais tolerante e pluralista?

PS: com Joseph Weiler - Público

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publicado às 19:32

Se há liberdade que foi sublinhada no momento da fundação dos EUA foi, precisamente, a liberdade religiosa. É talvez a liberdade mais associada a ese momento. Acontecimentos como o terrível atentado de 11 de Setembro orquestrado por extremistas não representam, de modo algum, um grupo de milhões de pessoas, concretamente quase dois biliões de pessoas, que representam vários ramos, da mesma forma que encontramos vários ramos no cristianismo. Infelizmente, acontecimentos como o terrível atentado de 11 de Setembro têm causado um outro tipo de atentado, uma outra guerra, toda ela assente num choque, não tanto de civilizações, quanto num choque de ignorâncias.

Independentemente das razões de segurança também presentes no gesto de H. Clinton, é muito, mas muito positivo, que ela tenha considerado “desrespeitoso e vergonhoso” o plano de uma igreja evangélica da Florida, que convocou os seus fiéis para uma cerimónia de queima de cópias do Corão no próximo sábado, de forma a assinalar o aniversário dos atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos. Trata-se, nem mais, nem menos, do que consagrar o "Dia Internacional da queima do Corão". Hillary Clinton apoiou, desta forma, uma declaração assinada por líderes religiosos como o arcebispo católico de Washington, cardeal Theodore McCarrick, o director da União para a Reforma do Judaísmo, rabi David Saperstein ou o dirigente do Conselho Nacional das Igrejas, Michael Kinnamon, denunciando o “frenesim anti-muçulmano” que se está a viver na América, fruto da “desinformação e intolerância”.

Esta atitude é importante, não vem de uma pessoa qualquer. Pela minha parte, sou especialmente sensível às palavras escolhidas. Estamos perante um acto desrespeitoso e vergonhoso. Sou sensível à questão do respeito, porque devo dizer que me cansa a palavra tolerância. Sou obrigada a tolerar aquilo que não gosto, que me incomoda; mas respeito aquilo que pode perfeitamente conviver comigo, ainda que sem a minha adesão, porque em nada me agride. É esse o valor que me norteia nestas matérias. É isso mesmo: chama-se respeito.

 

Mais reacções.

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publicado às 09:33

"Most Say "Ground Zero Mosque" Is Inappropriate"..

por Isabel Moreira, em 26.08.10

...isto de acordo com uma sondagem. Portanto: 71% dos americanos acham a coisa inapropriada, contra 22%, mas, quando perguntados acerca do "direito a"...os números mudam. Ide ver.

Sai um referendo? 

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publicado às 12:17


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