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Jan Peerce - Tenor norte-americano

por António Filipe, em 03.06.13
No dia 3 de Junho de 1904, um ano depois de os pais terem emigrado da Rússia para os Estados Unidos, nasceu na baixa de Manhattan, Nova Iorque, o tenor norte-americano, de descendência russa, Jan Peerce. O seu nome de baptismo era Jacob Pincus Perelmuth.

Frequentou o Liceu De Witt Clinton e, mais tarde, a Universidade de Columbia. A pedido da mãe, começou a estudar violino. Às vezes também cantava e depressa se descobriu que tinha uma voz de tenor excepcional.
Em 1932, foi contratado como tenor solista no Radio City Music Hall. O empresário da companhia quis dar-lhe o nome artístico de John Pierce, mas o cantor achava que Jan Peerce seria um nome que reflectia melhor a sua etnicidade. O empresário concordou e foi assim que ficou conhecido. Graças a transmissões de rádio e actuações em palco, Peerce passou a ser conhecido por todo o país.
O maestro Arturo Toscanini, ao ouvi-lo na rádio, disse a um amigo comum que o queria conhecer. Assim começou uma colaboração de longos anos entre Peerce e Toscanini, com a Orquestra Sinfónica da NBC. Em 1956, Jan Peerce fez sensação em Moscovo, ao ser o primeiro americano a cantar com a famosa Ópera de Bolshoi.
Peerce fez parte do elenco do Metropolitan Opera de Nova Iorque, até 1967. Depois de se ter estreado na Broadway, no musical “O Violino no Telhado”, continuou a apresentar-se, ocasionalmente, até que se retirou, em 1982.
Jan Peerce veio a falecer em Nova Iorque, no dia 15 de Dezembro, de 1984.


Ária "Vesti la giubba", da ópera "I Pagliacci", de Leoncavallo
Tenor: Jan Peerce
Maestro: Howard Barlow

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Jussi Bjorling – O “Caruso Sueco”

por António Filipe, em 05.02.13
No dia 5 de Fevereiro de 1911 nasceu, em Borlänge, na Suécia, o tenor Jussi Bjorling, que, na opinião de muitos, foi o maior tenor de sempre. Existem, até, estudos científicos sobre a sua voz.

Johan Jonatan "Jussi" Björling é não só o melhor tenor do mundo, como foi considerado, há uns anos atrás, pela revista Classic CD, a melhor voz de todos os tempos. Aprendeu a cantar com o pai e, aos 4 anos, apresentou-se em público com o Björling Male Quartet. O grupo actuou em vários concertos pela Suécia e Estados Unidos, durante onze anos e meio. Foi no Carnegie Hall que, em 1937, Björling se estreou em concerto. No ano seguinte estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque, no papel de Rodolfo, na Bohème, de Puccini. O tenor era muito admirado pela sua inata musicalidade e a sua técnica, aparentemente sem esforço. Ao que parece, a sua maior fraqueza era como actor. Esta fraqueza era, no entanto, compensada pelo belo timbre da sua voz.
Jussi Björling era conhecido como o “Caruso Sueco”. A sua viúva, Anna-Lisa Björling, publicou uma biografia do seu marido, onde o descrevia como um homem que amava a família e que era um colega generoso. No entanto, não escondeu o facto da influência destrutiva que o álcool tinha na sua vida. No dia 15 de Março de 1960, Jussi Björling sofreu um ataque de coração, antes de uma actuação no Royal Opera House, Covent Garden, em Londres. Mesmo assim, ainda actuou nessa noite. Bjorling morreu seis meses depois, em Siarö, na Suécia, no dia 9 de Setembro de 1960.


Canção “Mattinata”, de Leoncavallo
Tenor: Jussi Bjorling

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Ruggero Leoncavallo – Compositor italiano

por António Filipe, em 09.08.12

No dia 9 de Agosto de 1919 morreu, em Montecatini, na Toscânia, o compositor italiano Ruggero Leoncavallo. Filho de um magistrado, tinha nascido, em Nápoles, no dia 8 de Março de 1857. Depois de alguns anos de estudo, e ineficazes tentativas de obter a produção de mais de uma ópera, presenciou o enorme sucesso da “Cavalleria rusticana” de Mascagni, em 1890, e não desperdiçou tempo na elaboração do seu próprio verismo. A sua ópera "I Pagliacci" continua uma das mais populares obras do repertório operático. Segundo o próprio compositor, o enredo deste trabalho teve origem na vida real: um julgamento sobre assassinato a que o seu pai tinha presidido.
Foi com a ópera “La Bohème”, estreada em 1897, em Veneza, que o seu talento obteve confirmação pública. No entanto, foi ultrapassada pela ópera de Puccini com o mesmo nome e enredo, que estreou em 1896.
Leoncavallo escreveu o libreto para a maioria das suas óperas e é considerado o maior libretista italiano do seu tempo, depois de Arrigo Boito. Importante foi ainda a sua contribuição para o libreto de Manon Lescaut de Giacomo Puccini. Leoncavallo também compôs algumas canções, sendo a mais famosa “Mattinata”, escrita para Enrico Caruso.
Foi reconhecido não só em Itália, mas em toda a Europa e na América, tendo inclusivamente levado obras suas à estreia em grandes teatros da Inglaterra, da Alemanha e dos Estados Unidos.
Ruggero Leoncavallo ficou na história e tem sido recordado, sobretudo, pela ópera “I Pagliacci” (Os Palhaços).


“Vesti la giubba”, da ópera “I Pagliacci”, de Leoncavallo
Tenor: Luciano Pavarotti

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Carlo Bergonzi – Tenor italiano

por António Filipe, em 13.07.12

No dia 13 de Julho de 1924 nasceu em Vidalenzo, perto de Parma, o tenor italiano Carlo Bergonzi, que se manteve a cantar até aos 75 anos.
Começou os estudos vocais como barítono, no Conservatório de Parma, quando tinha 14 anos. Durante a 2ª guerra foi prisioneiro de guerra, na Alemanha. Depois da guerra, regressou a Itália e estudou no Conservatório Boito, em Parma.
Estreou-se como barítono em 1948, no papel de Fígaro, da ópera “O Barbeiro de Sevilha”, de Rossini. Em 1951, depois de retreinar a voz, teve a sua estreia como tenor, em Bari, no papel principal de “Andrea Chenier”, de Umberto Giordano. Nesse mesmo ano, para assinalar o 50º aniversário da morte de Verdi, a Rádio Televisão Italiana contratou-o para uma série de transmissões de óperas menos conhecidas daquele compositor.
Em 1953, Carlo Bergonzi estreou-se no La Scala de Milão e em Londres e, em 1955, na ópera Lírica de Chicago. Um ano depois estreou-se no Metropolitan Opera, no papel de Radamés, da “Aida”, de Verdi. Nos anos 60 prosseguiu uma brilhante e intensa carreira, tanto em casas de ópera como em gravações de estúdio. Continuou a dar concertos até aos anos 80, altura em que as suas qualidades vocais se começaram a deteriorar, devido à idade.
Mas o seu concerto de despedida só se veio a realizar no dia 17 de Abril de 1996, no Carnegie Hall. No ano 2000 foi anunciado que Carlo Bergonzi iria interpretar o papel de Othelo, no dia 3 de Maio desse ano. Mas, devido a problemas de garganta, teve que ser substituído. Resta apenas uma gravação do ensaio geral onde se percebe que, embora com 75 anos, a voz de Carlo Bergonzi continuava fresca.


Ária “Vesti la giubba", da ópera “Pagliacci”, de Leoncavallo
Tenor: Carlo Bergonzi
Maestro: Daniel Lipton

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