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Missa”, de Leonard Bernstein

por António Filipe, em 08.09.13
No dia 8 de Setembro de 1971, o maestro Maurice Peress dirigiu a estreia da obra “Missa: uma peça de teatro para cantores, instrumentistas e bailarinos”, do compositor norte-americano Leonard Bernstein.

A “Missa”, de Leonard Bernstein, é uma peça de teatro musical encomendada por Jacqueline Kennedy para a inauguração do John F. Kennedy Center for the Performing Arts, em Washington. Embora as passagens litúrgicas sejam cantadas em latim, a obra também inclui textos em inglês, escritos por Bernstein, Stephen Schwartz e Paul Simon.
Inicialmente, a reacção dos críticos foi negativa, mas a gravação feita pela Columbia Records foi muito bem recebida pelo público. O elenco original incluía um celebrante, três coros e acólitos. Uma orquestra actuava no fosso, enquanto outros músicos, incluindo uma banda rock e uma banda filarmónica, actuavam e interagiam no palco.
No início, todos os participantes estão em harmonia, como em qualquer missa normal. No entanto, durante a missa, um coro na rua começa a exprimir dúvidas sobre a função da missa e a necessidade de Deus. Na altura mais emocionante da peça, durante as afirmações contra a guerra do “Dona nobis pacem”, estas dúvidas alastram para o próprio celebrante, que, num acto de sacrilégio, parte a cruz e atira para o chão o pão e o vinho, acabados de consagrar. Os outros participantes caiem ao chão, como mortos, enquanto o celebrante canta uma canção, questionando a sua própria fé, sucumbindo logo a seguir. Tudo se resolve quando aparece um acólito, cantando um hino de louvor a Deus e restaurando a fé dos participantes, que, um por um, se vão juntando ao acólito, cantando um hino de paz e amor universal.
Em 1971, o FBI, que mantinha um arquivo sobre Leonard Bernstein, devido às suas opiniões de esquerda, avisou a Casa Branca que o texto latino desta missa continha mensagens contra a guerra que poderiam causar embaraço ao Presidente Nixon, caso ele assistisse à estreia e aplaudisse. Nixon não compareceu, desculpando-se que a protagonista da noite devia ser Jacqueline Kennedy.


Gloria, da Missa, de Leonard Bernstein
Maestro: Krystjan Järvi

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Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky

por António Filipe, em 26.08.13
No dia 26 de Agosto de 1888, o compositor Pyotr Ilitch Tchaikovsky, terminou a composição da Sinfonia nº 5, op. 64, em mi menor, que tinha começado em Maio.

Dedicada a Theodore Avé-Lallemant, um músico de Hamburgo, esta sinfonia teve a sua estreia em São Petersburgo, na Rússia, no dia 17 de Novembro de 1888, dirigida pelo próprio compositor. Tal como a Sinfonia nº 4, a quinta sinfonia de Tchaikovsky é uma sinfonia cíclica, cujo tema principal está constantemente a ser chamado em todos os quatro andamentos, uma característica que o compositor tinha usado pela primeira vez na Sinfonia Manfred, composta dois anos antes.
O tema tem um carácter fúnebre no primeiro andamento, mas transforma-se, gradualmente, numa marcha triunfante, que domina o último andamento. Alguns críticos, incluindo o próprio Tchaikovsky, consideraram o final pouco sincero e mesmo rudimentar. Depois da segunda actuação, o compositor escreveu: “Cheguei à conclusão que é um fracasso”. Apesar disso esta sinfonia tornou-se numa das obras mais populares de Tchaikovsky.


Sinfonia nº 5, de Tchaikovsky
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Leonard Bernstein

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William Schuman – Compositor norte-americano

por António Filipe, em 04.08.13
No dia 4 de Agosto de 1910, nasceu, em Nova Iorque, o compositor americano William Schuman.

Nasceu no seio de uma família de judeus, em Manhattan, e foi-lhe dado o nome de Eilliam em honra do 27º presidente dos Estados Unidos, William Howard Taft, embora a família preferisse trata-lo por Bill. Enquanto criança, tocou violino e banjo, mas a sua grande paixão era baseball. Durante os tempos de liceu formou um grupo de música de dança, chamado "Billy Schuman and his Alamo Society Orchestra", que tocava em casamentos e bar mitzvahs.
Em 1928, William Schuman ingressou na Escola Comercial da Universidade de Nova Iorque, ao mesmo tempo que trabalhava numa empresa de publicidade e escrevia canções populares.
No dia 13 de Abril de 1930, foi, com a sua irmã mais velha, a um concerto no Carnegie Hall, pela Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, dirigida por Arturo Toscanini. Acerca desta experiência, Schuman disse: “Fiquei abismado ao ver o mar de instrumentos de cordas. Esta visão, por si só, foi fantástica. Mas o som! Fiquei possesso. Nunca tinha ouvido nada como aquilo.
No dia seguinte, decidi tornar-me compositor.”
Abandonou a escola e o emprego e foi estudar múesica. Em 1935, licenciou-se em Educação Musical, na Teachers College da Universidade de Columbia. Chamou à atenção do maestro Serge Koussevitzky, que patrocinou muitas das suas obras.
Em 1934, ganhou o Prémio Pulitzer para a Música, com a sua cantata “Uma Canção Livre”, adaptada de poemas de Walt Whitman. Entre 1935 e 1945, ensinou composição na Faculdade Sarah Lawrence e, em 1945, tornou-se presidente da Juilliard School, onde fundou o famoso Quarteto de Cordas Juilliard. Deixou o cargo em 1961 para se tornar o primeiro presidente do Lincoln Center, cargo que exerceu até 1969. Em 1987, foi-lhe atribuída a Medalha Nacional das Artes.
William Schuman faleceu em Nova Iorque, com 81 anos, no dia 15 de Fevereiro de 1992.


Sinfonia nº 5 “Sinfonia para Cordas”, de William Schuman
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Leonard Bernstein

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Chichester Psalms, de Leonard Bernstein

por António Filipe, em 15.07.13
No dia 15 de Julho de 1965 estreou-se, em Nova Iorque, a obra coral “Chichester Psalms”, do compositor norte-americano Leonard Bernstein. O maestro foi o próprio compositor.

Na partitura, o compositor fez questão de mencionar que a parte de contra tenor pode ser cantada tanto por um contra tenor como por um rapaz soprano, mas nunca por uma mulher. Quis reforçar a ideia do significado litúrgico do “Salmo de David”, da bíblia hebraica, que devia ser ouvido como se fosse cantado pelo próprio jovem David.O texto foi composto por Bernstein, a partir dos salmos originais, em hebraico.
Esta obra foi escrita para o Festival das Catedrais do Sul, na Catedral de Chichester, em 1965. Foi encomendada pelo organista da catedral e pelo seu director. No entanto, a estreia da obra aconteceu em Nova Iorque, no dia 15 de Julho e só no dia 31 foi executada em Chichester.


Chichester Psalms, de Leonard Bernstein
Solistas do Coro de Rapazes de Viena
Coro da Juventude Vienense
Orquestra Filarmónica de Israel
Maestro: Leonard Bernstein

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Sinfonia nº 92, de Haydn

por António Filipe, em 07.07.13
No dia 7 de Julho de 1791, estreou-se, no Teatro Sheldonian da Universidade de Oxford, a Sinfonia nº 92, de Franz Joseph Haydn. O maestro foi o próprio compositor.

A Sinfonia nº 92, em dó maior, conhecida como a Sinfonia Oxford, foi composta por Haydn em 1789 e é uma de um conjunto de três encomendadas pelo Conde d’Ogny. O nome de Oxford advém do facto de Haydn ter sido o maestro na sua estreia, em 1791, numa cerimónia em que Haydn foi galardoado com o grau de doutor honoris causa pela Universidade de Oxford. Na verdade, um dos requisitos para que Haydn recebesse o grau de doutor, era que ele dirigisse três concertos, em Oxford.
No dia marcado para o concerto, Haydn chegou atrasado e, por isso, não houve tempo para ensaiar. Mesmo assim, naquela noite, a interpretação da sinfonia Oxford obteve o mesmo sucesso que tinha obtido em Londres, num concerto em que Johann Peter Salomon foi o maestro. Salomon seria, mais tarde, o empresário responsável pela composição das 12 Sinfonias “Londres”, de Franz Joseph Haydn.


Sinfonia nº 92, em sol maior, “Oxford”, de Haydn
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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A Quiet Place, de Leonard Bernstein

por António Filipe, em 17.06.13
No dia 17 de Junho de 1983 estreou-se, na Grande Ópera de Houston, a ópera “A Quiet Place”, do compositor e maestro americano Leonard Bernstein.

“A Quiet Place” é uma ópera em três actos, com música de Leonard Bernstein e com libreto de Stephen Wadsworth. É a sequência da ópera “Trouble in Tahiti”, de 1951.
Em consequência de algumas críticas à estreia, Wadsworthe e Bernstein reviram a obra. Algumas cenas foram cortadas e “Thouble in Tahiti” foi incorporada na ópera, como um flashback. A versão revista foi apresentada no Teatro alla Scala de Milão e na Ópera de Washington, em 1984. Depois foi apresentada na Ópera Estatal de Viena, sob a direcção do próprio compositor, em Abril de 1986. A estreia inglesa aconteceu em 1988, no Corn Exchange Theatre, em Cambridge, com o compositor a assistir. Em Outubro de 2010 a Ópera da Cidade de Nova Iorque apresentou a estreia naquela cidade, numa produção de Christopher Alden. Ao contrário das anteriores produções, que tinham tido críticas menos boas, esta actuação em Nova Iorque teve uma boa aceitação tanto da parte dos críticos como das audiências.


Excerto da ópera “A Quiet Place”, de Leonard Bernstein
Intérpretes: Louise Edeiken, Mark Thomsen, Kurt Ollmann
Orquestra Sinfónica da Radiodifusão de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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Abertura “Egmont”, de Beethoven

por António Filipe, em 24.05.13
No dia 24 de Maio de 1810 estreou-se, no Teatro Hofburg, em Viena, a Abertura “Egmont”, de Ludwig van Beethoven.

Quando, em 1809, Beethoven recebeu uma encomenda para escrever música programática para a peça “Egmont”, de Goethe, escritor por quem Beethoven tinha profunda admiração, o compositor aceitou imediatamente. A música incorpora a convicção de Egmont e de Beethoven de que a morte não é um fim quando a esperança e os ideais permanecem intactos.
Egmont conta a história da perseguição espanhola ao povo dos Países Baixos, durante a Inquisição, no séc. XVI. O Conde Egmont é, inicialmente, leal aos espanhóis, porém sente-se incomodado quando vê as injustiças cometidas por eles e pede tolerância por parte do Rei de Espanha.
No entanto, por ordem do Duque de Alba, comandante das forças espanholas, Egmont é preso e condenado à morte. A sua morte como mártir servirá, mais tarde, como impulso decisivo para a rebelião.
Egmont, de Beethoven, consiste num conjunto composto pela abertura e mais nove peças para voz e orquestra, que narram essa história. A abertura em particular, destaca-se, hoje em dia, nas salas de concerto, devido à sua força, nobreza e carácter triunfante.


Abertura “Egmont”, de Beethoven
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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Oratória “A Criação”, de Haydn

por António Filipe, em 02.04.13
No dia 2 de Abril de 1798 realizou-se, no Palácio de Schwarzenberg, em Viena, a estreia da oratória “A Criação”, do compositor Franz Joseph Haydn.

“A Criação”, composta entre 1796 e 1798, celebra a criação do mundo, baseando-se no Livro do Génese, da Bíblia. A inspiração de Haydn veio das visitas que fez a Inglaterra durante os anos de 1791 a 1795, onde ouviu oratórias de Händel, interpretadas por grandes orquestras. “A Criação” é um profundo acto de fé de um compositor profundamente religioso, que, no fim de cada obra que completava, escrevia sempre “Louvado seja Deus”. Mais tarde, Haydn viria a afirmar: “Nunca me senti tão devoto como quando estava a trabalhar na ‘Criação’. Todos os dias me ajoelhava e pedia a Deus para me dar força para acabar a obra.” A composição desta obra demorou cerca de ano e meio. Foi a obra a que Haydn dedicou mais tempo, explicando: “Demorei muito tempo porque tenho esperança que dure por muito tempo”.

De facto, Haydn trabalhou neste projecto até ao ponto de exaustão e foi abatido pela doença, depois de dirigir a orquestra, no dia da estreia. Os bilhetes para a primeira apresentação pública da Oratória “A Criação” em Viena, no dia 19 de Março de 1799, esgotaram-se com muito tempo de antecedência. Haydn assistiu pela última vez à “Criação”, no dia 27 de Março de 1808, um ano antes de morrer: o idoso e doente compositor foi carregado para fora do teatro, com honras, numa cadeira de braços. Ouviu-se um aplauso espontâneo da audiência e o “Papá” Haydn, num gesto típico, apontou para cima e disse: “Não é minha. Tudo vem lá de cima”.


Excerto da oratória “A Criação”, de Haydn
Soprano: Judith Blegen
Tenor: Thomas Moser
Baixo: Kurt Moll
Coro e Orquestra da Rádio da Baviera
Maestro: Leonard Bernstein

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Katia Labèque - Pianista francesa

por António Filipe, em 11.03.13
No dia 11 de Março de 1950 nasceu, na costa sudoeste de França, perto da fronteira espanhola, a pianista francesa Katia Labèque que, juntamente com a sua irmã Marielle, faz parte de um dos mais conhecidos duos de piano do mundo.

A sua infância foi repleta de música e recebeu as primeiras lições de música da mãe, Ada Cecchi, que era italiana. Juntamente com a sua irmã, Marielle Labèque, desfruta de uma impressionante carreira internacional, tocando com as mais prestigiadas orquestras.
O entusiasmo por nova música levou a que Katia Labèque integrasse o grupo do músico de jazz John McLaughlin, com o qual fez várias digressões, nos anos 80, do séc. XX. No ano de 2001, Katia Labèque formou um dueto com a violinista Viktoria Mullova, que, desde o início, foi reconhecido internacionalmente, aparecendo regularmente por toda a Europa nas mais importantes salas de concerto e festivais.


“America”, de “O amor sem barreiras”, de Leonard Bernstein
Piano: Katia e Marielle Labèque

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Rhapsody in Blue, de George Gershwin

por António Filipe, em 12.02.13
No dia 12 de Fevereiro de 1924 estreou-se, no Aeolian Hall, em Nova Iorque, a obra mais conhecida do compositor americano George Gershwin: Rhapsody in Blue.

Gershwin acabou de compor Rhapsody in Blue no dia 7 de Janeiro de 1924. É uma obra que combina elementos de música clássica e do jazz. Foi composta a convite do maestro Paul Whiteman. O compositor hesitou muito na composição desta obra devido à polémica que o seu estilo, misturando elementos de jazz e música erudita, já vinha causando desde o seu primeiro sucesso, a canção Swanee, interpretada por Al Jonson no musical Sinbad. Mas, apesar dos receios, aceitou a tarefa. As discussões em torno da obra só seriam superadas pelas da ópera Porgy and Bess onde o autor aborda temas raciais de forma radical para a época.
Na primeira apresentação pública de Rhapsody in Blue, a 12 de Fevereiro de 1924, estavam presentes, na audiência, nomes como Stravinsky, Rachmaninov e Leopold Stokowski. O evento foi um sucesso, causando forte impacto no público, nos músicos e na crítica. Com o próprio Gershwin ao piano, como solista, a interpretação de "Rhapsody in Blue" encantou a plateia e, a partir desse dia, Gershwin ganhou maior dimensão pela capacidade de criar obras extensas de conteúdo importante. Foi a sua consagração definitiva.

Rhapsody in Blue, de George Gershwin

Pianista e maestro: Leonard Bernstein

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A Valsa, de Maurice Ravel

por António Filipe, em 12.12.12
No dia 12 de Dezembro de 1920, nos Concertos Lamoureux, em Paris, foi estreada, em versão orquestral, a obra de Maurice Ravel conhecida como “La Valse”. A direcção de orquestra esteve a cargo de Camille Chevillard. Como balé, foi encenada, pela primeira vez, no dia 23 de Maio de 1929, na Ópera de Paris, tendo como bailarina Ida Rubinstein.

“La Valse” é obra orquestral concebida como uma homenagem em forma de apoteose à valsa vienense. É classificada pelo compositor como "Poema Coreográfico", devido ao seu desejo de vê-la como um bailado. Ravel chegou a apresentá-la ao empresário Serguei Diaghilev em 1919, mas este considerou que a obra não era apropiada para um bailado.
Maurice Ravel já tinha pensado, por volta de 1909, em compor uma obra em homenagem à valsa de Viena. Seria uma obra dotada de romantismo, bem ao espírito da época. No início de 1916, alistou-se no exército, interrompendo assim a sua produção musical. Só em 1919 se voltou a dedicar à composição de “ La Valse”.
Como indicação para uma montagem coreográfica, no prefácio da partitura, o compositor escreveu:
"Através de nuvens em turbilhão, são vistos, aqui e ali, pares que dançam a valsa. A névoa dissipa-se gradualmente, distinguindo-se um imenso salão povoado por uma multidão que baila. A cena torna-se cada vez mais iluminada. As luzes dos candelabros acendem-se (…). Encenada na corte imperial, por volta de 1855."
Devido aos horrores da guerra que Ravel presenciou, a obra perdeu parte do romantismo que, inicialmente, tinha concebido. O ritmo de valsa é misturado com imagens musicais, por vezes caóticas e muitas vezes nervosas.


A Valsa, de Ravel
Orquestra Nacional da França
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 28 de Novembro de 1811 realizou-se na Gewandhaus, em Leipzig, a estreia do Concerto nº 5, op. 73, em mi bemol maior, para piano e orquestra, de Beethoven. O solista foi Friedrich Schneider. Em 1812, Carl Czerny, outro aluno de Beethoven, estreou a obra em Viena.

Mais conhecido como “Concerto do Imperador”, foi o último concerto, para piano, escrito pelo compositor. Foi composto entre 1809 e 1811, em Viena, e foi dedicado ao Arquiduque Rudolf, patrono de Beethoven.
O subtítulo de “Concerto do Imperador” não foi atribuído por Beethoven, mas por Johann Baptist Cramer, o editor inglês desta obra. De facto, o compositor nunca concordaria com esse nome, devido à sua conotação com Napoleão Bonaparte, mas foi esse o nome que prevaleceu através dos tempos e pelo qual ainda hoje é conhecido.
Este concerto é composto por três andamentos e, tal como outros concertos de Beethoven, desta época, o 1º é relativamente longo.
Embora os primeiros quatro concertos tivessem sido interpretados, em palco, pelo compositor, Beethoven nunca chegou a interpretar o nº 5. O facto de deixar de escrever concertos deve-se à sua surdez cada vez mais acentuada e ao declínio da sua carreira, como pianista, que daí resultou.


Concerto nº 5, op. 73, para piano, de Ludwig van Beethoven
Piano: Krystian Zimerman
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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Sinfonia nº 7, de Gustav Mahler

por António Filipe, em 19.09.12

No dia 19 de Setembro de 1908 estreou-se, em Praga, a Sinfonia nº 7, de Gustav Mahler. Escrita entre 1904 e 1905, sofreu várias revisões. Às vezes é conhecida como "Canção da Noite", título com o qual Mahler nunca concordou. A partitura acabada tinha a data de 15 de Agosto de 1905 e a orquestração só foi terminada em 1906. A estreia, mais de 2 anos depois, aconteceu durante um festival para comemorar as bodas de diamante do Imperador Francisco José.


Final da Sinfonia nº 7, de Mahler
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 25 de Agosto de 1918 nasceu, na cidade de Lawrence, Massachusetts, o maestro e compositor americano Leonard Bernstein. Foi o primeiro compositor nascido nos Estados Unidos a ter fama mundial, ficando famoso por composições como West Side Story. Bernstein despertou para a música relativamente tarde. Só aos dez anos teve as primeiras lições de piano. Foi na Universidade de Harvard e no Instituto Curtis que cursou Teoria Musical e teve as primeiras experiências como maestro.
No dia 13 de Novembro de 1943, estreou-se como maestro da Filarmónica de Nova York, em pleno Carnegie Hall. O jovem músico de 25 anos foi convidado, por acaso, para a tarefa, já que o maestro titular, Bruno Walter, tinha adoecido. Algumas pessoas do público chegaram a retirar-se da sala. Mas quem ficou, presenciou um momento que ficou para a história da música e aplaudiu-o de pé e aos gritos. No dia seguinte, o seu nome era manchete do New York Times.
Da noite para o dia, Leonard Bernstein tornou-se herói nacional. A sua enorme sensibilidade para com a música e a forma de passar esta sensibilidade para os músicos eram a sua principal característica. O pianista e compositor chegou a comparar a direcção de uma orquestra a um acto sexual:
"É como se respirássemos ao mesmo tempo, chegamos ao clímax juntos e relaxamos ao mesmo tempo. Como uma experiência sexual, só que com cem pessoas ao mesmo tempo."
Na década de 1960, Leonard Bernstein deliciou jovens e adultos por todo o mundo, com a sua série televisiva “Concertos para jovens”. Morreu no dia 14 de Outubro de 1990.

Requiem K. 626, de Mozart
Soprano: Marie Mc Laughlin
Mezzosoprano: Maria Ewing
Tenor: Jerry Hadley
Baixo: Cornelius Hauptmann
Coro e Orquestra Sinfónica da Radiodifusão da Baviera
Maestro: Leonard Bernstein

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Sinfonia nº 1, de Sibelius

por António Filipe, em 18.07.12

No dia 18 de Julho de 1900 estreou-se, em Estocolmo, a versão final da Sinfonia nº 1, de Jean Sibelius. O maestro Robert Kajanus dirigiu a Orquestra Filarmónica de Helsínquia.
A Sinfonia nº 1, op. 39, em mi menor, foi composta em 1898 pelo compositor finlandês Jean Sibelius. A obra foi tocada, pela primeira vez, no dia 26 de Abril de 1899, pela Filarmónica de Helsínquia dirigida pelo compositor. Esta versão original da sinfonia não sobreviveu. Depois da estreia, Sibelius fez algumas revisões, que resultaram na versão que hoje conhecemos.
Esta sinfonia é caracterizada pelo uso de solos de instrumentos de cordas e madeira. O primeiro andamento abre com um longo solo de clarinete sobre um rolar de tímpanos. Esta ideia volta no início do 4º andamento, com as cordas em fortíssimo, acompanhadas pelos naipes de sopros e metais. Os outros andamentos incluem solos de violino, viola e violoncelo.
O próprio Sibelius não estava completamente satisfeito com a sinfonia. Fez-lhe revisões, durante a Primavera e o Verão de 1900, para uma digressão pela Europa da orquestra do seu amigo Robert Kajanus. A atmosfera era triste porque a filha de Sibelius tinha morrido com apenas 1 ano e Aino, a sua mulher, tinha ficado doente devido à morte da filha.
No entanto, a estreia desta versão final foi um sucesso. A Sinfonia nº 1 foi a obra com a qual Sibelius atingiu fama internacional. Foi aclamada pelos críticos em Copenhaga, Estocolmo, Hamburgo, Berlim e, um pouco menos, em Paris.


Excerto (Final) da Sinfonia nº 1, de Sibelius
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 19 de Maio de 1954 faleceu, em Nova Iorque, o compositor americano Charles Ives. Tinha nascido, em Danbury, Connecticut, a 20 de Outubro de 1874. Era filho de George Ives, líder da Banda do Exército dos Estados Unidos, durante a guerra civil americana. O pequeno Charles costumava ir para a praça de Danbury, para ouvir a banda do pai e outras que por lá tocavam, às vezes simultaneamente, noutros locais da praça. Este facto contribuiu muito para o desenvolvimento do seu gosto pela música. Recebeu lições de música do pai, que o encorajou a fazer experiências com harmonizações bitonais e politonais.
Tornou-se organista da igreja quando tinha 14 anos e escreveu vários hinos e canções para os serviços eclesiásticos. As suas composições foram largamente ignoradas enquanto foi vivo e muitas delas não foram executadas durante vários anos. As suas composições combinavam a música popular americana e a música tradicional da igreja com a música europeia e foi dos primeiros compositores a aventurar-se no mundo da música experimental.
Em 1893 mudou-se para New Haven e matriculou-se na Hopkins School, onde foi capitão da equipa de baseball. Em Setembro de 1894 entrou para a Universidade de Yale. Compunha música de igreja e, em 1896, escreveu uma canção para a campanha presidencial de William McKinley. Continuou a ser organista na igreja até Maio de 1902. Em 1899 arranjou emprego numa companhia de seguros, onde se manteve até 1906. Em 1907, juntamente com um amigo, Charles Ives criou a sua própria companhia de seguros, que manteve até que se reformou. Era muito bem visto no ramo das seguradoras e muitos dos seus companheiros de profissão ficavam surpreendidos, ao saberem que também era compositor.
Nesse mesmo ano sofreu o primeiro de vários ataques de coração. Depois da recuperação, iniciou um dos períodos mais criativos da sua vida como compositor. Depois de casar com Harmony Twitchell, em 1908, mudou-se para Nova Iorque, onde continuou a ser um prolífico compositor até que, em 1918, sofreu outro ataque de coração. Depois disso, só compunha esporadicamente. A sua última composição foi a canção “Sunrise”, em Agosto de 1926. A sua mulher conta que, um dia, no início do ano de 1927, Ives foi ter com ela e, com lágrimas nos olhos, disse-lhe: “Já não consigo compor. Nada me soa bem.”
Embora deixasse de compor e lutasse, constantemente, com problemas de saúde, continuou a fazer revisões às sua obras anteriores e a supervisionar estreias da sua música. Em 1930 contraiu diabetes e retirou-se, definitivamente, do negócio de seguros. Embora tivesse mais tempo para se dedicar à música, nunca mais conseguiu compor.


4º e 5º andamentos da Sinfonia nº 2, de Charles Ives
Orquestra Sinfónica da Radiodifusão da Bavária
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 18 de Maio de 1911 faleceu, em Viena, o compositor austríaco Gustav Mahler. Tinha nascido em Kaliště, na Boémia, no dia 7 de Julho de 1860. Quando morreu o irmão mais velho, Gustav tomou conta da família que o pai, alcoólico, não conseguia governar. Tornou-se então músico profissional. Tinha 6 anos de idade. Os seus contemporâneos quase não o conheciam como compositor, pois foi como maestro que adquiriu fama e fortuna. As suas composições só viriam a ser reconhecidas nos anos 60. Para isso contribuíram as gravações de Leonard Bernstein, um dos seus sucessores à frente da Filarmónica de Nova Iorque, assim como biografias escritas por Theodor Adorno e Otto Klemperer, publicadas na década de 60. A última contribuição para a sua redescoberta foi a utilização do Adagietto da 5ª sinfonia como parte da banda sonora do filme “Morte em Veneza”, de Luchino Visconti, em 1970. A música de Mahler é impregnada de romantismo, mas possui novas tendências. As suas composições seguem a linha de Anton Bruckner e Beethoven.
Gustav Mahler compôs dez sinfonias, sendo que a última foi completada por Deryck Cooke, um investigador britânico, em 1964. A estreia, em 1910, da sua 8ª Sinfonia (A Sinfonia dos Mil), dirigida por ele mesmo, precisou de dois coros e um terceiro de vozes brancas, oito vozes solistas, órgão e orquestra. Mahler foi, também, um apreciado intérprete de obras clássicas. Em 1907, abandonou Viena para se instalar em Nova Iorque, onde dirigiu a Orquestra Filarmónica. Em 1911, ficou extremamente doente. A conselho do seu médico, ainda viajou até Paris, para ser tratado. Teve pequenas melhoras durante algum tempo, mas não conseguiu resistir. Deslocou-se, então, para Viena para ser internado. Veio a falecer a 18 de Maio de 1911.


3º andamento da Sinfonia nº 1, de Mahler
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 13 de Fevereiro de 1883, morreu, em Veneza, o compositor alemão Richard Wagner, um dos mais influentes compositores da música erudita. Tinha nascido no dia 22 de Maio de 1813, em Leipzig, cidade talismã da grande música. Foi compositor, maestro, teórico musical, ensaísta e poeta. Na música, foi um dos expoentes do romantismo.
Era um homem de personalidade egocêntrica e teve uma vida turbulenta e ideias radicais, não só quanto à música, mas também em assuntos tão diversos como a religião e a pureza racial.
Tendo-se apropriado do dinheiro e das mulheres dos seus amigos como se a sua condição de génio tudo permitisse, Wagner viveu em mais de uma dúzia de cidades da Europa, por vezes fugido de credores impacientes ou governos enfurecidos. Era anti-semita e xenófobo fanático e os seus caóticos panfletos viriam a ser muito admirados pelo ditador Adolf Hitler.
Apesar deste carácter controverso, teve um papel primordial na cultura europeia do séc. XX. Revolucionou a ópera, que com ele passou a ser o chamado “drama musical”. Combinação perfeita de música, poesia, dança e artes visuais, Wagner enriqueceu, como poucos, este género musical. Mas a produção wagneriana não se limitou à ópera, tendo conseguido excelentes obras no domínio da música orquestral e em particular da música de câmara.


Prelúdio da ópera "Tristão e Isolda", de Wagner
Orquestra Sinfónica de Boston
Maestro: Leonard Bernstein

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Abertura “Festival Académico”, de Brahms

por António Filipe, em 04.01.12

No dia 4 de Janeiro de 1881, realizou-se a estreia da Abertura “Festival Académico”, op. 80, de Johannes Brahms. O próprio compositor dirigiu a orquestra.

Johannes Brahms

Brahms compôs a Abertura “Festival Académico” durante o Verão de 1880, como agradecimento musical à Universidade de Breslau, que, no ano anterior, lhe tinha atribuído um doutoramento “honoris causa”. O compositor detestava que lhe fizessem homenagens públicas e, por isso, inicialmente, limitou-se a enviar uma nota de agradecimento manuscrita. No entanto, o maestro Bernard Scholz, que o tinha nomeado para o grau de doutoramento, convenceu-o de que o protocolo exigia que ele fizesse um grandioso gesto de gratidão.
A Universidade esperava nada menos que uma oferta musical do compositor. Scholz escreveu a Brahms: “Compõe uma bela sinfonia para nós. Mas bem orquestrada, meu velho, não demasiado densa.” Brahms compôs, então, uma espécie de rapsódia que incluía várias cantigas académicas, como “Gaudeamus igitur”, no final da abertura, que demonstra bem a mestria do compositor na arte do contraponto. A Abertura “Festival Académico” continua a ser uma obra muito importante do repertório de concerto.


Abertura “Festival Académico”, de Brahms
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro-Leonard Bernstein

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Nascimento de Berlioz

por António Filipe, em 11.12.11

No dia 11 de Dezembro de 1803 nasceu, perto de Grenoble, o compositor francês Hector Berlioz, cuja vida, passada entre sucessos e tormentos, faz jus à ideia de que o artista é sempre um sofredor. É um dos mais vivos símbolos do artista romântico, com toda a grandeza que o romantismo implica nos homens da arte e da cultura do séc. XIX: Génio assombrosamente original, vida cheia de contratempos, amores obsessivos e perniciosos, talento oscilando entre a obra genial e a incompreensão de quase todos.
Quis aprender música enquanto jovem, mas a família mandou-o estudar medicina. Só aos 22 anos conseguiu entrar no Conservatório, mas teve de concorrer 4 vezes ao Prémio de Roma para conseguir vencê-lo. Apaixonou-se perdidamente pela actriz irlandesa Harriet Smithson, mas só depois de seis anos de sofrimento casou com ela… e depois foram os dois infelizes.
Uma das suas principais obras, “A Morte de Cleópatra”, foi a última das três tentativas falhadas para ganhar o Prémio de Roma. O júri recusou energicamente atribuir-lhe o prémio, para não mostrar apoio oficial a um jovem que revelava “tendências tão perigosas…”
Do longo padecimento amoroso pela actriz Harriet Smithson nasceu a obra-prima de Berlioz: a “Sinfonia Fantástica”. A intenção era descrever aquele amor obsessivo, em que a amada aparece e reaparece em cada andamento, como o que o próprio compositor admitiu ser uma “ideia fixa”.


2º andamento da “Sinfonia Fantástica”, de Berlioz
Orquestra Nacional de França
Maestro:Leonard Bernstein

 

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