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Beniamino Gigli – Tenor italiano

por António Filipe, em 30.11.12
No dia 30 de Novembro de 1957 morreu em Roma, vítima de broncopneumonia, Beniamino Gigli, um tenor italiano de fama internacional, dotado de uma voz de grande e rara extensão a quem chamaram Caruso Segundo.

Tinha nascido em Recanati, no dia 20 de Março de 1890. Estreou-se como Enzo, na ópera Gioconda, de Ponchielli, a 15 de Outubro de 1914. Em Novembro de 1918 cantou no La Scala de Milão, na ópera Mefistófeles de Arrigo Boito, sob a direcção de Arturo Toscanini. No dia 26 de Novembro de 1920 estreou-se no Metropolitan Opera de Nova Iorque, novamente com Mefistófeles, seguida de Andrea Chérnier, de Umberto Giordano, que cantou durante onze temporadas consecutivas, La Bohème, de Puccini, O Elixir do Amor, de Donizetti e outros sucessos. Foi o tenor principal do Metropolitan Opera durante doze anos, sucedendo ao mito italiano, Enrico Caruso.
Em 1955 fez a tournée de despedida dos Estados Unidos, com três concertos, em Abril, no Carnegie Hall. O último concerto da sua vida foi em 25 de Maio de 1955, no Constitution Hall de Washington.


Ária “Che gelida manina”, da ópera “La Bohème”, de Puccini
Tenor: Beniamino Gigli

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Franco Corelli – Tenor italiano

por António Filipe, em 29.10.12
No dia 29 de Outubro de 2003 morreu, em Milão, o tenor italiano Franco Corelli. Tinha nascido a 8 de Abril de 1921, na cidade de Ancona – a mesma cidade em que ele próprio veio a promover um importante concurso internacional de canto, destinado a descobrir e estimular jovens cantores talentosos.

Um pouco à imagem do exemplo da sua própria carreira, que apenas quis iniciar depois dos 30 anos, por exigência de um trabalho de aperfeiçoamento da voz que nunca achava completo…
Por esse trabalho muito sério e pelos excepcionais dotes vocais que tinha, Franco Corelli foi reconhecido e aclamado como um dos maiores tenores do séc. XX. Um tenor que tinha tudo para ser o preferido de muitos dos críticos e melómanos do século: voz potentíssima, de agudos claros e fortes, excelentes atractivos físicos, presença de palco carismática.
O compositor preferido de Corelli era Puccini. Com dotes únicos de “casar” a voz com a orquestra, ele deslumbrava todos com a “cor” que dava aos personagens, com a perfeição de harmonia entre a personalidade da voz e o acompanhamento da música.


Ária “Che gelida manina”, da ópera “La bohème”, de Puccini
Tenor: Franco Corelli

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Ópera “La Bohème”, de Giacomo Puccini

por António Filipe, em 05.10.12

No dia 5 de Outubro de 1897 estreou, em Viena, na Áustria, a ópera “La Bohème”, de Giacomo Puccini que, devido à humanidade das suas personagens e à sua partitura, se tornou numa das óperas mais famosas do compositor.

“La Bohème” é uma ópera em quatro actos com libreto de Luigi Illica e Giuseppe Giacosa, baseado no livro de Henri Murger “Scènes de la vie de bohème”. A sua estreia absoluta realizou-se no Teatro Regio de Turim, a 1 de Fevereiro de 1896, sob a direcção de Arturo Toscanini. A história passa-se em Paris, por volta de 1830. La Bohème é um exemplo de uma ópera proletária. Até à época em que Puccini compôs La Bohème, quase todas as personagens de ópera tinham sido reis, príncipes, nobres, guerreiros, deuses ou heróis da mitologia grega. As personagens de La Bohème são intelectuais proletários que nem dinheiro têm para pagar a renda.
Assim como Violetta Valéry em “La Traviata”, de Verdi, a protagonista de “La Bohème” morre de tuberculose. Mas, ao contrário de Violetta, a bordadeira Mimi não é nenhuma cortesã dos salões elegantes de Paris, mas antes uma mulher pobre, da periferia. Até ao sucesso de “Manon Lescaut”, o próprio Puccini conheceu grande pobreza. A vida boémia que o compositor vivia na época também era muito semelhante à das personagens de “La Bohème”. Entusiasmou-se tanto com a sua obra que fundou o Club Bohème, onde, com um grupo de amigos, proclamava a divisa "viver bem e comer melhor".
Puccini havia de morrer triste e sem amigos, sem conseguir terminar uma obra de qualidade muito especial: a ópera Turandot.


"Quando Men Vo", da ópera “La Bohème”, de Puccini
Soprano: Anna Netrebko
Orquestra Filarmónica de S. Petersburgo
Maestro: Yuri Temirkanov

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No dia 24 de Fevereiro de 1934 nasceu, em Savona, na Itália, Renata Scotto, que se tornou mundialmente famosa como soprano, devido às suas habilidades técnicas e dramáticas e que, depois de se aposentar dos palcos, passou a actuar como directora de ópera. Iniciou os estudos de canto aos catorze anos, na sua cidade natal. Mudou-se para Milão dois anos mais tarde, e estreou-se no Teatro Nuovo desta cidade, em 1952, como Violetta, em La Traviata, de Verdi. No ano seguinte, foi escolhida para o papel de Walter em La Wally, de Alfredo Catalani, contracenando com Renata Tebaldi e Mario Del Monaco, no La Scala, de Milão. Na noite de abertura da ópera, no dia 7 de Dezembro de 1953, a cantora foi ovacionada, voltando ao palco quinze vezes para agradecer os aplausos do público. Após superar uma crise de voz nos anos seguintes, Scotto voltou ao La Scala em 1957.
Quando o teatro fazia uma digressão pela Escócia, Renata Scotto foi contratada, à pressa, para substituir Maria Callas em duas récitas extraordinárias da ópera “La sonnambula”, de Bellini. Preparando o papel de Amina em apenas dois dias, Scotto apresentou-se, com grande sucesso, em Edimburgo, e projectou-se deste modo como uma cantora lírica de renome internacional. Depois da sua estreia em 1965, no papel de Cio-Cio-San, na Madama Butterfly, de Puccini, Scotto actuou em diversas produções do Metropolitan Opera de Nova Iorque. A partir do final dos anos 80, do séc XX, ocupou o cargo de directora, retirando-se, definitivamente, dos palcos em 1991.


Ária “Si mi chiamano Mimì”, da ópera “La Bohème”, de Puccini
Soprano: Renata Scotto
Orquestra do Metropolitan Opera de Nova Iorque
Maestro: James Levine

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