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Os juros da dívida caem em todas as maturidades

por Luis Moreira, em 02.05.12

Mas a verdade é que os montantes que vamos pagar nos próximos anos são superiores ao que gastamos no Serviço Nacional de Saúde. Superiores ao que gastamos na Educação e superiores ao que gastamos na Segurança Social. A maturidade mais importante que é a de dez anos está agora com uma taxa de 10% menos de metade dos 21% que era cobrada há alguns meses atrás. Estamos, pois, perto dos 7% de Teixeira dos Santos.

isto quer dizer que se a queda das taxas de juro se mantiver ( o que só se consegue voltando aos mercados) será possível pagar compromissos financeiros com a renovação da dívida a taxas mais baixas.

O nível de endividamento e as taxas de juro aplicadas dão bem uma ideia das políticas seguidas quanto à recuperação dos investimentos. Em vez de serem as aplicações dos empréstimos a pagar o serviço da dívida são os nossos subsídios e os impostos elevadíssimos que suportamos.

É o empobrecimento em forma de juros para quem ainda não percebeu o que é a austeridade!

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publicado às 11:00

Louçã vai propor um programa de recuperação da economia.

"É preciso um programa de salvação da economia que crie investimento e só o pode fazer se cancelar os juros que não devemos. Uma economia que vai pagar 34 mil milhões de euros de juros, mais os juros do novo empréstimo que está a ser negociado à socapa, é uma economia que não pode sobreviver", afirmou Francisco Louçã.

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publicado às 11:00


Portugal pode cair

por Luis Moreira, em 08.04.12

Diz o Presidente de uma agência financeira americana. Com uma contração tão profunda da economia e com juros a 10% não há hipótese de saída.

Numa entrevista hoje divulgada no jornal alemão 'Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung', o presidente da agência de 'rating', Sean Egan, afirmou, referindo-se a Portugal, que «quando a economia de um país se retrai de forma tão significativa e, simultaneamente, os juros das obrigações a dez anos se situam próximo dos 10 por cento, é óbvio que a situação é insustentável».

O analista assinalou que «o drama ainda não atingiu o seu ponto mais crítico» e manifestou-se convicto que, «de qualquer modo, Portugal será afectado».

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publicado às 16:00

É esta a luz ao fundo do túnel? Ou no meio da ponte? Com este dinheiro assim poupado será possível apoiar a economia?

Nos últimos meses foi possível apoiar cerca de 300 empresas que estranguladas pela tesouraria teriam fechado. A última foi uma empresa bem conhecida . A Edifer!

Empresas viáveis com facturação acima de um milhão de euros mas que por não terem liquidez estavam a caminhar inexoravelmente para a falência. Isto foi conseguido sem criar nenhuma nova estrutura ao mesmo tempo que envolveu responsáveis dos ministérios da Economia, das Finanças, da Segurança Social e da Justiça. De outra maneira não teria sido possível pois parava no primeiro obstaculo que é o que sempre acontece quando os ministérios e os serviços não estão alinhados.

Pequenos sinais que não fazem notícia mas que são fundamentais para manter a esperança e o caminho! Oxalá estejamos no caminho certo, apesar de nos últimos dias terem novamente aparecido vozes a condenarem Portugal ao mesmo que aconteceu na Grécia. Novo resgate necessário? Mercados a atacarem a dívida de Portugal e Espanha?

Ou já foi ultrapassada a tempestade financeira como veio dizer esta semana a Directora - Geral do FMI ?

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publicado às 21:12

Já aqui falamos no banco que empresta dinheiro sem juros. Hoje vamos ver como seria possível, se todos quisessem e estivessem de boa fé resolver o problema dos juros monstruosos.

Dizem os mercados que as taxas de juro dos empréstimos sobem ou descem conforme o risco que correm em não receber de volta o dinheiro. Daí haver muita gente que não quer que as dívidas soberanas sejam renegociadas, pois isso é admitir que os países também podem deixar de pagar. Poder, podem, mas não fecham nem vão à falência, nem fogem para parte incerta...logo, não se vê qual é o risco que os credores correm. Naturalmente que, se os credores cobram 25% de taxa de juro, eles sabem muito bem que não há país nenhum que crie a riqueza suficiente para lhes pagar. Só esperando para aí uns 50 anos mas como prolongando o prazo se perdem eventuais melhores negócios, a taxa de juro continua a subir sempre...

Uma hipótese é o BCE garantir os empréstimos, o que a Alemanha não aceita, porque sendo a maior accionista é quem mais perde no caso de incumprimento.A isto há quem chame os Eurobondes, empréstimos de todos a todos na UE, ganhando quem está fraquinho e perdendo quem está bem, obrigado. A Alemanha não está para aí virada. Já vimos no outro dia que há quem pague ( taxas negativas) para a Alemanha lhe guardar o dinheiro. Então?

Num determinado momento o devedor pede o empréstimo a uma determinada taxa de juro que seria composta por duas partes. A primeira parte, correspondia a um taxa de "juro base" igual para todos( taxa de rendimento) e a partir daí adiciona-se o prémio de risco, variável conforme o risco. Chegados ao momento do pagamento se o devedor pagar integralmente, paga o empréstimo mais a taxa "juro base" e só ( pois se pagou é porque o risco que corresponde ao prémio de risco não existia) se não pagar então aí assim tem direito a receber a "taxa base" mais  a "taxa de risco".( porque o risco era real)

É obrigatório implementar algo do género (de outra forma os mercados até estão interessados "que chovam picaretas") envolvendo Bancos Centrais Nacionais e o Banco Central Europeu ao mesmo tempo que se caminha para uma maior integração política da União Europeia.

Sem amarrar de "pés e mãos" a usura e os especuladores a UE estará sempre debaixo de fogo. Pois se é com isso, com a confusão , o medo e o empobrecimento dos países que ganham dinheiro a que título vão mudar comportamentos?

E, não despiciendo, "mata-se à fome" as agências de rating...

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publicado às 11:00


Um banco que não cobra juros...

por Luis Moreira, em 14.11.11
Já escrevi aqui. A imaginação e a força de vontade fazem milagres! Onde? Na Suécia, claro, em democracia, na social-democracia, no estado de direito!

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publicado às 16:00


É assim tão difícil estimular as economias?

por Luis Moreira, em 22.09.11

A "Operação Twist" que a FED vai executar é um achado de imaginação, não muita, mas ao pé dos europeus é mais que muita.

"A Reserva Federal avançou com uma nova ronda de estímulos económicos, sublinhando os “significativos riscos de contracção” em termos de perspectivas económicas.
A medida agora anunciada é conhecida como “Operação Twist” porque o objectivo, ao comprar obrigações de longo prazo e criando pressão compradora nessas maturidades, é precisamente fazer descer os juros sobre essas mesmas obrigações. "

E, assim, baixa os juros pagos pelos operadores económicos: O banco central norte-americano anunciou que vai vender 400 mil milhões de dólares de obrigações de curto prazo e comprar dívida de longo prazo no mesmo valor. É a chamada "Operação Twist", em que substitui as maturidades mais curtas por prazos mais longos para aliviar a pressão sobre os juros dessas obrigações.

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publicado às 09:56


Cortar na despesa? Está aqui um exemplo !

por Luis Moreira, em 30.08.11

Juros da dívida portuguesa baixam em todos os prazos.

Juros da dívida: Portugal é exceção pela positiva

Os juros das Obrigações do Tesouro português no mercado secundário baixaram em todas as maturidades. Ao contrário do que sucedeu com os outros "periféricos" e mesmo com o núcleo duro da zona euro.

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publicado às 17:00


Que venham os bancos fora da banca!

por António Leal Salvado, em 20.08.11

Terminei o 1º round de leitura dos blogues com um post a roer-me que nem aquelas melodias que nos saltam do ouvido no banho matinal e não conseguimos exorcizar o dia inteiro. Estou deveras impressionado com as buscas, leituras e reflexões que nas últimas horas me provocou a leitura de UM BANCO QUE NÃO COBRA JUROS NOS EMPRÉSTIMOS, que Rolf Dahmer publicou ao final da manhã de hoje, aqui na Pegada.

Sem negligenciar o cumprimento (antes que me esqueça!) a quem já anteriormente tinha lido sobre e divulgado o tema, confesso e declaro publicamente a satisfação e o entusiasmo que a clareza do meu companheiro Rolf Dahmer e as portas por ele abertas me despertam.

O extraordinário modelo mutualista que os suecos (quem havia de ser) mantiveram e desenvolveram nestas décadas, se não é uma invenção, é sim uma extraordinária criação - criação prática, comme il faut - a demonstrar que é possível o combate à usura, que há meios de o financiamento privado defrontar, pelo mutualismo puro e eficaz, o crescendo de extorsão que a ganância da concentração oligopolista do capital há tantos anos impõe ao mundo (quantas vezes o mundo da miséria injusta) e nas últimas décadas se tem exibido tão tristemente na nossa desfigurada Europa.
Não cola, comigo, o papão do 'juro encoberto'. Qual quê?! Façamos as contas e concluimos facilmente que os custos de um modelo tão eficaz como justo, como é o caso, são não só comportáveis mas insignificantes.
É claro que o cooperativismo (é disso que se trata, nada mais) depende do espírito cooperativo dos seus mentores e diretores. Por isso a gente não se atreve a dizer que temos cá disto, por isso a gente nem fala dos montepios, dos créditos agrícolas, etc.. 

Apetece dizer "Ponham aqui os olhos, portugueses!", mas a gente lembra-se de que os suevos passaram por cá ao de leve (isto ficava-lhes muito longe, como hoje) e os lusitanos mais os muçulmanos foram muito mais fortes na imposição da 'marca' Tuga.

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publicado às 15:00


Um banco que não cobra juros nos empréstimos

por Rolf Dahmer, em 19.08.11

Sem dúvida uma boa performance de engenharia financeira. Esperemos que frutifique e se expanda por cá...
A razão porque este tipo de banco não se instala é a mesma razão pela qual os donos do actual sistema colocam os seus empregados bem comportados no poder político.

Um banco que não cobra juros nos empréstimos!

Era uma vez uma cooperativa com 36 500 membros que também eram proprietários de um banco no qual esses membros emprestavam dinheiro uns aos outros sem taxa de juro.

Não se trata de um conto de fadas, esse banco existe, situa-se na Suécia e chama-se JAK Medlemsbank.  

Além de ser uma banca, esta associação é sobretudo um movimento social criado em 1965 e reconhecido oficialmente como banco em 1997. Este sistema financeiro inovador está assim muito próximo da economia real, não necessita de ir buscar dinheiro nos mercados financeiro, prova que é possível emprestar dinheiro sem juros e que existem soluções para uma sociedade mais justa.

O sistema é relativamente simples, um associado que necessita de um empréstimo, terá, ao mesmo tempo o que o reembolsa mensalmente, de criar uma conta paralela de poupança de igual montante durante o mesmo período do empréstimo. No fim, quando acabar de pagar o empréstimo, poderá levantar a totalidade dessa sua conta paralela de poupança. Durante esse período, o banco vai utilizar essa conta poupança para financiar outros associados. No final o empréstimo não terá sido sujeito a qualquer taxa de juros.
Um exemplo prático:
Um dos sócios, com um depósito nulo no banco, necessita de 14 000 euros para um período de 11 anos. Vai ter de pagar:
15 euros por mês de despesas de funcionamento
106 euro por mês de reembolso do empréstimo
106 euros por mês numa conta poupança obrigatória
No total deverá pagar por mês 15 + 106 + 106 = 227 euros por mês

Ao fim de 11 anos, o empréstimo estará pago e simultâneamente, a sua conta poupança terá 14 000 euros, que poderá levantar ou deixar para a eventualidade de ter de vir a pedir outro empréstimo e nesse caso terá que criar uma conta poupança obrigatória de um montante inferior.

Numa economia como a nossa, baseada nas taxas de juros, o dinheiro é transferido dos mais pobres para os mais ricos, até se concentrar nas mãos de uma minoria. Actualmente a massa total do dinheiro que circula no mundo, é constituída, quase exclusivamente, pelo dinheiro proveniente das dividas e das suas taxas de juros. Este dinheiro especulativo não assenta em qualquer valor real, isto é em bens e serviços. 

É o crescimento exponencial dessa massa monetária especulativa que irá acabar por atingir um ponto de rotura e provocará o desmoronamento da economia mundial tal como a conhecemos actualmente.

Esta iniciativa bancária prova que é possível construir uma economia sustentável e mais equitativa.

http://jak.se/international/international

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publicado às 12:00


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