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No dia 28 de Fevereiro de 1917 nasceu, em Londres, o pianista, organista, professor e cravista inglês George Malcolm.

Começou por estudar piano com uma freira que, reconhecendo o seu talento, recomendou que fosse estudar para o Royal College of Music. Estava no início da sua carreira como pianista profissional, quando o início da guerra mudou o rumo da sua vida. Foi nomeado maestro da banda da força aérea inglesa, cargo que exigia a organização e direcção de concertos por todo o país. Depois da guerra, realizando o sonho de possuir um instrumento antigo, George Malcolm comprou o seu primeiro cravo. Rapidamente, George e o seu cravo começaram a ter grande procura para concertos. As suas gravações e actuações ao vivo influenciaram um grande número de músicos.
Mas George Malcolm também teve uma brilhante carreira como organista na Catedral de Westminster, onde tocou órgão de 1947 a 1959. Durante os anos 50, do séc. XX, participou em concertos anuais com três outros cravistas e, em 1957, fez algumas gravações com este grupo. Em 1967, participou num concerto com a Academy of St. Martin in the Fields, dirigida por Neville Marriner, no Royal Festival Hall. Mais tarde, colaborou, como maestro, com a Orquestra de Câmara Inglesa e a Northern Sinfonia. George Malcolm faleceu em Londres, no dia 10 de Outubro de 1997.


Fantasia Cromática e Fuga BWV 903, de Johann Sebastian Bach
Cravo: George Malcolm

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Riccardo Chailly – Maestro italiano

por António Filipe, em 20.02.13
No dia 20 de Fevereiro de 1953 nasceu, em Milão, de uma família musical, o maestro italiano Riccardo Chailly.

A sua actividade como maestro abrange tanto o repertório sinfónico como o operático. Dirigiu a Filarmónica de Berlim, a Filarmónica de Viena, a Orquestra da Gewandhaus de Leipzig, a Orquestra de Paris, a Orquestra Sinfónica de Londres, a Filarmónica de Nova Iorque, a Orquestra de Cleveland, a Orquestra de Filadélfia e a Orquestra Sinfónica de Chicago. Actuou também nas mais importantes salas de ópera, como o Scala de Milão (onde se estreou em 1978), a Staatsoper de Viena, o Metropolitan de Nova Iorque, a Royal Opera House - Covent Garden de Londres (estreia em 1979) e a Ópera da Baviera, de Munique.
Em 1984, Riccardo Chailly dirigiu o concerto de abertura do Festival de Salzburgo e actuou no Festival da Páscoa, dirigindo a Orquestra Real do Concertgebouw em 1988, 1996 e 1998. De 1982 a 1989, dirigiu a Orquestra Sinfónica da Rádio de Berlim e, de 1982 a 1985, foi Maestro Convidado Principal da Orquestra Filarmónica de Londres. Entre 1986 e 1993, esteve à frente do Teatro Comunale de Bolonha, onde dirigiu, com enorme êxito, várias produções de ópera. Em 1986, foi nomeado Maestro Titular e, em 2002, Maestro Emérito da Orquestra Real do Concertgebouw. Em Setembro de 1999, foi nomeado Maestro Titular da Orquestra Sinfónica de Milão Giuseppe Verdi.
No âmbito de um contrato de exclusividade com etiqueta Decca, Riccardo Chailly produziu um grande número de gravações, pelas quais recebeu diversos prémios, como o Gramophone, o Diapason d'Or, o Edison, o prémio da Academia Charles Cross, o Unga Knonotomo do Japão, o Toblacher Komponier-Häuschen e várias nomeações para os Grammy. Há poucos anos, foi eleito "Artista do Ano" pelas revistas Diapason e Gramophone.
Riccardo Chailly foi distinguido com o título de "Grand’Ufficiale della Repubblica Italiana", em 1994, e nomeado membro honorário da Royal Academy of Music de Londres, em 1996. Por ocasião do décimo aniversário à frente da Orquestra Real do Concertgebouw, foi-lhe concedido, pela Rainha Beatriz, o título de "Cavaleiro da Ordem do Leão Holandês", em Novembro de 1998. No mesmo ano foi distinguido em Itália com o título de "Cavaliere di Gran Croce della Repubblica Italiana".


2º andamento do Concerto nº5, BWV 1056, de Johann Sebastian Bach
Piano: Maria João Pires
Orquestra de Paris
Maestro: Riccardo Chailly

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Vanessa-Mae – Violinista nascida em Singapura

por António Filipe, em 27.10.12
No dia 27 de Outubro de 1978 nasceu, em Singapura, a violinista Vanessa-Mae, filha de uma pianista clássica e advogada chinesa e de um empresário de hotelaria tailandês. Tornou-se famosa mundialmente fazendo gravações onde mistura música clássica com pop, jazz, techno e outros ritmos modernos. Após a separação dos seus pais, a mãe casou com um inglês. Vanessa cresceu em Londres e é cidadã britânica. Começou a tocar piano aos 3 anos e aos 5 já tocava violino.

Adquiriu fama no Reino Unido quando, em criança, aparecia com regularidade na televisão. Ao entrar na adolescência, Vanessa-Mae rompe a influência que tinha com os pais e torna-se conhecida pela sua aparência e estilo sensual e glamoroso nos videoclipes de música. Apareceu com Janet Jackson no álbum The Velvet Rope a tocar violino solo.

Foi recebida com aclamação e elogiada pelo seu estilo e talento pessoal, mas também gerou muita controvérsia. Alguns críticos disseram que as suas habilidades técnicas e musicais são de facto rudimentares e que ela é apenas um produto típico da indústria da música a tentar usar o sex appeal para vender música clássica. Outros há que acham que ela está a prestar um mau serviço à música clássica. Ela contrapõe, dizendo que estes críticos são demasiado tradicionais e elitistas e incapazes de apreciar a sua fusão de música clássica com música pop.
Vanessa-Mae foi a mais jovem solista a gravar os concertos de Tchaikovsky e Beethoven. Gravou ambos com, apenas, 13 anos.


Tocata e Fuga em ré menor, de Johann Sebastian Bach
Violino: Vanessa-Mae
Orquestra Sinfónica da Radiodifusão de Bratislava

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Karl Richter - Maestro, organista e cravista alemão

por António Filipe, em 15.10.12

No dia 15 de Outubro de 1926 nasceu em Plauen, perto de Dresden, na Alemanha, o maestro, organista e cravista Karl Richter.
Estudou primeiro em Dresden e, mais tarde, em Leipzig, onde se licenciou em 1949. Nesse mesmo ano tornou-se organista da Igreja de S. Tomás, onde Johann Sebastian Bach tinha sido director musical. Em 1951 foi para Munique, onde ensinou no Conservatório e foi cantor e organista na Igreja de S. Marcos. Também foi maestro do Coro Bach de Munique e da Orquestra Bach de Munique. Nos anos 60 e 70 fez muitas gravações e deu concertos no Japão, Estados Unidos e União Soviética.
Embora tivesse interpretado música de muitos outros compositores, Karl Richter é hoje mais conhecido pelas suas interpretações de Johann Sebastian Bach e lembrado, principalmente como um excelente organista. Durante a sua estadia num hotel em Munique, Richter morreu, de ataque de coração, no dia 15 de Fevereiro de 1981.


Partita nº1, BWV 825, de Johann Sebastian Bach
Cravo: Karl Richter

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No dia 7 de Outubro de 1955 nasceu, em Paris, Yo-Yo Ma, considerado um dos melhores violoncelistas da história. A mãe, Marina Lu, era cantora, e o pai, Hiao-Tsiun Ma, era maestro e compositor. Yo-Yo Ma começou a estudar violino e depois viola, antes de se interessar pelo violoncelo, que começou a aprender aos quatro anos de idade, com o pai. Depois de um primeiro concerto em Paris, aos seis anos, a família mudou-se para Nova Iorque, onde Yo-Yo Ma ingressou na Juilliard School e estudou com Leonard Rose. Licenciou-se na Universidade de Harvard em 1976, tendo recebido também um doutoramento honoris causa em 1991.
Foi distinguido com numerosos prémios, incluindo, entre muitos outros, o Avery Fischer, em 1978, a Medalha Nacional das Artes, em 2001, e o Prémio de Cristal do Forum Económico Mundial, em 2008. Em Janeiro de 2006, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, anunciou a nomeação de Yo-Yo Ma como embaixador da paz da ONU, juntando-se a vários outros músicos, como Luciano Pavarotti e Wynton Marsalis, entre outros.


Prelúdio, da Suite nº 1 para violoncelo, de Johann Sebastian Bach
Violoncelo: Yo-Yo Ma

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No dia 28 de Setembro de 1732, o compositor Johann Sebastian Bach sentou-se ao órgão para interpretar a estreia da sua Tocata e Fuga, BWV 538.
A Tocata e Fuga em ré menor, BWV 538, é uma obra para órgão, de Johann Sebastian Bach. Tal como a mais conhecida BWV 565, também se chama Tocata e Fuga em ré menor, embora seja, muitas vezes referida pelo nome de “Dórica”, devido ao facto de não ser propriamente em ré menor, mas sim num tom que parece indicar o modo dórico.
A Fuga, escrita em modo eólio, é longa e complexa. O estrito contraponto do desenvolvimento só é quebrado nos últimos quatro compassos, quando alguns acordes muito fortes transportam a obra para um fim impressionante.


1ª parte da Tocata e Fuga em ré menor, BWV 538 “Tocata Dórica”, de Johann Sebastian Bach
Órgão: Karl Richter

 

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No dia 25 de Setembro de 1932 nasceu, em Toronto, o pianista Glenn Gould. Nasceu com o nome de Glenn Herbert Gold, mas este último apelido de família foi mudado logo após o nascimento: a família, que era protestante, receou que o apelido suscitasse a confusão de que ele fosse judeu – e o Canadá vivia então uma intolerante onda de anti-semitismo. Gold passou a ser Gould.
À parte isso, as referências de família eram, musicalmente falando, as melhores: a mãe era sobrinha-neta de Edvard Grieg – e, por questão genética ou não, uma razoável pianista. Foi ela que ensinou as primeiras notas ao filho e o levou até ao Conservatório quando ele tinha apenas 10 anos.
Soube-se que desde a infância Glenn Gould padecia de uma forma ténue de autismo – o que explica algumas das excentricidades que se lhe conheceram como músico, muito mais do que aquela pequena cadeira em que se sentou ao piano a vida inteira e o trautear da voz que sempre acompanhava as notas tocadas no piano…
Talvez essa tenha sido a razão de tão pouca gente ter tido o privilégio de ver Glenn Gould em concerto. A partir de 1964 dedicou-se a gravar em estúdio e em televisão, praticamente em exclusividade (só uma por outra vez, em ocasiões especiais, deu concertos em público). Mesmo assim, teve actividade intensa em estúdio, na televisão, na escrita, em documentários e na composição (embora a sua obra de compositor seja limitada).
Morreu no dia 4 de Outubro de 1982, em Toronto, com apenas 50 anos. Ficou como uma lenda da música do séc.XX, especialmente pelas suas gravações de Johann Sebastian Bach.

*Texto de António Leal Salvado

2º e 3º andamentos do Concerto nº 5, para piano e orquestra, de Johann Sebastian Bach
Piano: Glenn Gould
Orquestra de Vancouver
Maestro: Nicholas Goldschmidt

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Rudolf Baumgartner – Maestro e violinista suiço

por António Filipe, em 14.09.12

No dia 14 de Setembro de 1917 nasceu, em Zurique, o violinista e maestro suiço Rudolf Baumgartner. Estudou na Universidade e no Conservatório de Zurique e, depois, continuou os estudos de violino em Paris e Viena. Em 1956, fundou a Orquestra de Cordas do Festival de Lucerne, juntamente com Wolfgang Schneiderhan. De 1960 a 1987 foi director do Conservatório de Lucerne. Faleceu no dia 22 de Março de 2002.


Polonaise, da Suite nº 2, em si menor, de Johann Sebastian Bach
Flauta: Aurele Nicolet
Orquestra de Cordas do Festival de Lucerne
Maestro: Rudolf Baumgartner

 

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Helmut Walcha – Organista e cravista alemão

por António Filipe, em 11.08.12

No dia 11 de Agosto de 1991 morreu, em Frankfurt, o organista e cravista alemão Helmut Walcha. Tinha nascido no dia 27 de Outubro de 1907, em Leipzig, na Alemanha.
Especializou-se nas obras dos mestres do barroco alemão e é conhecido pelas suas gravações das obras integrais, para órgão, de Johann Sebastian Bach. Walcha ficou cego aos 16 anos, depois de ter sido vacinado contra a varíola. Apesar da sua deficiência, deu entrada no Conservatório de Leipzig. Como era cego, aprendia novas peças, pedindo a outros músicos (entre os quais a sua mulher e a sua mãe) que as tocassem quatro vezes: cada mão separadamente, depois a parte do pedal e, por fim, a obra complete. As suas interpretações fixaram novos padrões que, segundo alguns críticos, ainda não foram ultrapassados.
Walcha também compôs para o órgão. Publicou quatro volumes de prelúdios corais originais. Fez, ainda, transcrições para este instrumento de obras orquestrais de outros compositores. Ensinou muitos organistas americanos relevantes, os quais se tornaram grandes professores e intérpretes. Gravou, ainda, a maioria das obras para cravo, de Joahnn Sebastian Bach. Dizia que “Bach abre uma visão para o universo. Depois de o experimentar as pessoas pensam que, apesar de tudo, a vida tem significado”.


Tocata e Fuga em ré menor, de Johann Sebastian Bach
Órgão: Helmut Walcha

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No dia 30 de Maio de 1928 nasceu, em Graveland, no norte da Holanda, o teclista, maestro, musicólogo e professor Gustav Leonhardt, que foi líder de um movimento que defendia a ideia de que a música devia ser executada em instrumentos da época. Deu concertos e fez várias gravações em instrumentos como o cravo, órgão, claviórgão (uma combinação de cravo e órgão), clavicórdio e piano. Entre 1947 e 1950, estudou cravo e órgão, na Schola Cantorum Basiliensis, na Basileia. Estreou-se como cravista, em 1950, em Viena, onde estudou musicologia e foi professor de cravo na Academia de Música, de 1952 a 1955. A partir de 1954 foi, também, professor de cravo no Conservatório de Amesterdão.
Gustav Leonhardt participou no filme “As crónicas de Anna Magdalena Bach”. Neste filme de 1968, realizado por Jean-Marie Straub e Danièle Huillet interpretou o papel de Johann Sebastian Bach. A partir de 1965, foi membro do júri do concurso internacional de cravo, que se realiza, de três em três anos, em Burges, na Bélgica. Em 1980, recebeu o prémio europeu ''Erasmus'' e, nos anos de 1983, 1984, 1991, 1998 e 2000 foi distinguido com vários doutoramentos honoris causa. Em 2009, a Rainha Beatriz, da Holanda, atribuiu-lhe a Medalha de Honra das Artes e Ciências e, em 2007, foi agraciado com a Comenda da Ordem da Coroa da Bélgica.
Em Portugal, era uma presença regular na Casa Mateus, em Vila Real, na Gulbenkian, em Lisboa, passando pelo Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim.
A sua última apresentação em público foi no dia 12 de Dezembro de 2011, em Paris. Pouco depois anunciou que iria deixar de actuar, devido a problemas de saúde e cancelou todos os compromissos para 2012. Faleceu no dia 16 de Janeiro de 2012, em Amesterdão.


Concerto Italiano, de Johann Sebastian Bach
Cravo: Gustav Leonhardt

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Karl Münchinger Organista e maestro alemão

por António Filipe, em 29.05.12

No dia 29 de Maio de 1915 nasceu em Estugarda, na Alemanha, o organista e maestro Karl Münchinger. Mostrou talento desde criança e, mais tarde, iniciou os estudos na Hochschule für Musik, na sua cidade natal, ingressando, depois no Conservatório de Leipzig. Ao terminar o Conservatório, voltou para Estugarda, onde trabalhou como maestro e organista. No início de carreira foi frequentemente maestro convidado, mas viveu como organista e director de coro. Em 1941 aceitou o cargo de maestro principal da Orquestra Sinfónica de Hanover, onde se manteve até 1943. No Verão de 1945, fundou a Orquestra de Câmara de Estugarda, grupo com o qual ficou identificado, tal como Karajan ficou com a Filarmónica de Berlim.
Também nos estúdios de gravação Karl Münchinger obteve grande sucesso, muito associado com Bach, do qual gravou muitas obras, geralmente com grande aceitação por parte dos críticos e do público em geral. Em 1964 gravou “A Paixão segundo S: Mateus”, que obteve o Grand Prix du Disque. Fez outras notáveis gravações de obras corais de Bach, assim como os Concertos Brandeburgueses, sinfonias de Beethoven e Mozart e até música do séc. XX. Retirou-se em 1988 e morreu dois anos depois, no dia 13 de Março de 1990, na cidade onde tinha nascido 94 anos antes.


Concerto brandeburguês nº 3, de Johann Sebastian Bach
Orquestra de Câmara de Estugarda
Maestro: Karl Münchinger

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No dia 20 de Abril de 1943 nasceu numa pequena aldeia chamada Fontmell Magna, em Inglaterra, Sir John Eliot Gardiner. Fundador do Coro Monteverdi, do agrupamento English Baroque Soloists e da Orquestra Revolucionária e Romântica, celebrizou-se pelas suas interpretações de música barroca, em instrumentos da época. É o maestro principal da Orquestra Sinfónica da Rádio do Norte da Alemanha, e aparece frequentemente como maestro convidado com algumas das orquestras mais famosas do mundo, incluindo a Orquestra Filarmonia, a Orquestra Sinfónica de Boston, a Orquestra de Cleveland, a orquestra do Concertgebouw e a Filarmónica de Viena.
John Eliot Gardiner recebeu numerosos prémios internacionais, sendo o artista com o maior número de prémios Gramophone conquistados. Em 1998, foi-lhe atribuído, pela Rainha Isabel II, da Inglaterra, o título de Cavaleiro.


Concerto Brandeburguês nº 2, de Johann Sebastian Bach
The English Baroque Soloists
Maestro: Sir John Eliot Gardiner

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No dia 27 de Março de 1927 nasceu, em Baku, capital do Azerbaijão, o violoncelista e maestro russo Mstislav Rostropovich. Começou a aprender piano aos quatro anos e, aos oito, o pai foi o seu primeiro professor de violoncelo. Teve uma passagem brilhante pelo Conservatório de Moscovo: o jovem Slava, nome pelo qual Rostropovich era conhecido pelos amigos, foi aluno de Prokofiev e Shostakovich, ganhou concursos e figurou em circuitos de programação.
É quase unanimemente apontado como o maior violoncelista do séc. XX, com uma “aura” a que só se compara a do mítico catalão Pau Casals. Deu-se mal com o regime soviético: depois da contestação que fez ao regime, a propósito dos direitos humanos e do seu apoio a dissidentes (como o escritor Aleksandr Solzhenitsyn) fugiu da União Soviética, onde só regressou na “era Gorbachev” – e como cidadão americano. Tinha perdido a nacionalidade soviética em 1978, quatro anos depois de ter fugido.
Dedicando-se cada vez mais à direcção de orquestra, assumiu, em 1977, a da Orquestra Sinfónica Nacional, de Washington, integrando no seu repertório obras do século XX, muitas compostas para ele. Disso são exemplos as obras de compositores como Benjamin Britten, Sergei Prokofiev ou Dmitri Shostakovich. Rostropovich actuou com frequência em duo com músicos lendários como Yehudi Menuhin, Vladimir Horowitz ou David Oistrak, em diversos palcos internacionais, entre os quais figuram, desde 1990, os de alguns países do Leste Europeu. Mstislav Rostropovich faleceu no dia 27 de Abril de 2007, em Moscovo.

Prelúdio da Suite nº 1, para violoncelo, de Johann Sebastian Bach
Violoncelo: Mstislav Rostropovich

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No dia 21 de Março de 1685 nasceu, em Eisenach, o organista e compositor alemão Johann Sebastian Bach. Embora pouco reconhecido na altura em que viveu tornou-se num dos mais famosos compositores da história da música ocidental. Só se tornou conhecido depois de Felix Mendelssohn, já no séc. XIX, ter divulgado a sua obra, até então bastante esquecida. Posteriormente, Hans von Bülow faz referência a Bach como um dos "três bês da música", sendo os outros dois Beethoven e Brahms, e considera “O Cravo Bem Temperado” como o Antigo Testamento da Música.
Uma das grandes características de Bach é o domínio de complexos e engenhosos contrapontos, como demonstra em obras como “O Cravo Bem Temperado” e “A Arte da Fuga”. Entre as obras corais de Bach destacam-se a “Paixão segundo São Mateus” e a “Paixão segundo São João”, escritas para as cerimónias de Sexta-feira Santa, e a “Oratório de Natal”, um conjunto de seis cantatas para uso na época do Natal.
Em 1708, Bach foi nomeado organista da Corte e, em 1714, director de orquestra na corte do duque Wilhelm Ernst, em Weimar. De 1717 a 1723, foi mestre de capela na corte do príncipe Leopoldo. A partir de 1723 e até à sua morte, foi Director Musical na igreja luterana de São Tomás, em Leipzig.
Depois de uma fracassada operação aos olhos, Bach foi ficando cego até perder totalmente a visão. Actualmente crê-se que a sua cegueira foi originada por diabetes. Johann Sebastian Bach morreu, em Leipzig, no dia 28 de Julho de 1750.


“Wachet Auf" da Cantata BWV 140, de Johann Sebastian Bach
Royal Philharmonic Orchestra
Maestro: Andrew Litton

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No dia 19 de Março de 1917 nasceu, em Bucareste, na Roménia, o pianista Dinu Lipatti. Apesar da sua curta carreira e das poucas gravações que nos deixou, é considerado um dos melhores pianistas do séc. XX. Nasceu num meio musical: o pai era violinista, a mãe pianista e o padrinho era o violinista e compositor George Enescu. Ficou em segundo lugar no concurso internacional de piano de Viena. Em protesto, Alfred Cortot demitiu-se do júri, porque achava que Dinu Lipatti devia ter ficado em primeiro lugar.
Depois de ter ganho o 2º prémio no concurso de Viena, foi para Paris, onde estudou com Cortot, Nadia Boulanger, Paul Dukas e Charles Münch. A sua carreira foi interrompida durante a segunda guerra mundial. Embora continuasse a dar concertos por toda a Europa, incluindo os territórios ocupados pelos Nazis, em 1943 fugiu da Roménia e fixou-se, com a sua mulher, em Génova, na Suíça, onde aceitou a posição de professor no conservatório. Foi nesta altura que se manifestaram os primeiros sinais de doença. No início, os médicos não sabiam bem de que doença se tratava, mas, em 1947, foi-lhe diagnosticada a doença de Hodgkin's. Como resultado, as suas actuações em público tornaram-se cada vez menos frequentes.
Lipatti deu o seu último recital em Besançon, no dia 16 de Setembro de 1950. Apesar da doença avançada, executou, brilhantemente, a Partita em si bemol maior, de Bach, a Sonata em lá menor de Mozart, os Impromptus em sol maior e em mi bemol maior de Schubert e treze das catorze valsas de Chopin. Excluiu a nº 2, porque estava demasiado exausto para a tocar. Em sua substituição, interpretou a transcrição de Myra Hess de “Jesus, alegria dos homens”, de Bach. Morreu três meses depois, no dia 2 de Dezembro de 1950, com apenas 33 anos. O poder, beleza e sinceridade das suas gravações continua a inspirar pianistas e amantes da música por esse mundo fora. Além de ser um magnífico pianista, Dinu Lipatti foi, também, compositor, que escreveu num estilo neo-clássico, com influências francesas e romenas. Em 1997, foi, postumamente, admitido como membro da Academia Romena.


1ª parte da Partita nº 1, em si bemol maior, BWV 825, de Johann Sebastian Bach
Piano: Dinu Lipatti

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No dia 6 de Março de 1924 nasceu em Maryville, estado de Missouri, a maestrina americana Sarah Caldwell, que cresceu em Fayetteville, no Arkansas. Aos 10 anos apareceu em público, pela primeira vez, a tocar violino e aos 14 terminou o liceu. Licenciou-se, em 1944, pela Universidade de Hendrix e frequentou a Universidade de Arkansas e o Conservatório de Música de Nova Inglaterra. Em 1952, mudou-se para Boston, onde chefiou a Oficina de Ópera da Universidade e, em 1957, fundou a Companhia de Ópera de Boston.
Em 1976, Sarah Caldwell tornou-se na primeira mulher a dirigir o Metropolitan Opera de Nova Iorque. Dirigiu, também, a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque, a Orquestra Sinfónica de Pitsburgo e a Orquestra Sinfónica de Boston. Em 1981 dirigiu uma produção não musical, no Lincoln Center, da peça Macbeth, de Shakespeare. Em 1996 recebeu a Medalha Nacional das Artes. Faleceu com 82 anos, no dia 23 de Março de 2006, no Centro Médico de Portland.


1º andamento do Concerto Brandeburguês nº 2, de Johann Sebastian Bach
Violino: Vladimir Omeltchenko
Orquestra Sinfónica de Ekaterinburg
Maestrina: Sarah Caldwell

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Michel Corboz – Maestro suíço

por António Filipe, em 14.02.12

No dia 14 de Fevereiro de 1934, nasceu, em Marsens, na Suíça, o maestro Michel Corboz. Frequentou a École Normale, de Fribourg, onde estudou canto e composição. Em 1953, tornou-se director de música de igreja, em Lausanne. O seu conhecimento e paixão pela voz levaram-no a dirigir as obras inspiradas por ela: coros e a capella, cantatas e oratórias. Em 1961, fundou o Agrupamento Vocal de Lausanne, com o qual gravou e fez várias digressões. As distinções e as críticas favoráveis na imprensa, pela sua gravação de “Vésperas” e “Orfeu”, de Monteverdi, em 1965 e 66, marcaram o início da sua carreira internacional.
Em 1969 Michel Corboz foi nomeado Maestro Titular do Coro Gulbenkian. Pela sua reconhecida competência, foi solicitado a ficar, sucessivamente, durante os anos seguintes. Dirigindo o Coro Gulbenkian, realizou um grande número de concertos e gravações de obras de carácter coral-sinfónico, tendo assim colocado em destaque as qualidades raras e fundamentais deste coro. A partir de 1976, é professor no Conservatório Superior de Música de Genebra. Em 1990, foi-lhe atribuído o Grande Prémio da Cidade de Lausanne. Recebeu o Prémio da Crítica, na Argentina, em 1995 e 96. A República Francesa honrou-o com o título de Comandante da Ordem das Artes e Letras. Em 1999, foi condecorado com a Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República Portuguesa. Já então tinha mais de 100 títulos gravados, muitas vezes galardoados por várias academias internacionais do disco. Da música sacra à ópera, muitas das suas gravações são com o Coro Gulbenkian e com intérpretes portugueses.


Excerto da Missa em si menor, de Johann Sebastian Bach
Agrupamento Vocal e Instrumental de Lausanne
Maestro: Michel Corboz

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Jean-Pierre Rampal – Flautista e maestro

por António Filipe, em 07.01.12

No dia 7 de Janeiro de 1922 nasceu, em Marselha, o flautista francês Jean-Pierre Rampal. O seu pai era professor de flauta, mas nunca o incentivou a ser músico profissional. Queria que ele fosse médico. Decidiu-se pela música somente durante a segunda guerra mundial, depois dos Nazis terem ocupado a França e tentado levá-lo para trabalhos forçados na Alemanha. Saiu da escola de medicina, ficando escondido dos alemães em Paris, onde estudou no conservatório nacional e atraiu rapidamente a atenção da comunidade musical daquela cidade.
Rampall foi um dos músicos clássicos mais gravados da história e era mais conhecido pelo seu amor à música barroca, embora tenha tocado de tudo, desde jazz à música indiana e às canções populares inglesas. A marca de Rampal era a sua flauta de ouro, da qual nunca se separou. "A sua flauta... falava ao coração" disse o presidente francês Jacques Chirac, no seu discurso "uma luz no mundo musical acabou de se apagar", que proferiu aquando da morte do flautista.
Quando a guerra terminou, Rampall iniciou a carreira como solista e tornou—se o primeiro flautista da orquestra da ópera de Paris. Quando começou a sua carreira, a flauta era frequentemente negligenciada como um instrumento solista, e o público também preferia mais as obras tradicionais para piano e violino.
Durante a sua longa carreira, ajudou a trazer de volta a flauta como instrumento solista. Foi muito apreciado na América do Norte, onde realizou diversas digressões em recital, ganhando reconhecimento também como maestro. Jean-Pierre Rampall morreu de paragem cardíaca no dia 20 de Maio de 2000, em Paris, aos 78 anos.


Último andamento-Badinerie, da Suite nº 2, em si menor, de Johann Sebastian Bach
Flautista: Jean-Pierre Rampal

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Nathan Milstein – “Príncipe do violino”

por António Filipe, em 31.12.11

No dia 31 de Dezembro de 1903 nasceu em Odessa, Rússia, o violinista Nathan Milstein. Foi o quarto de sete filhos de uma família judia, da classe média, sem nenhum passado musical. É famoso pelas suas interpretações das obras para violino solo de Bach e de obras do período romântico. Teve uma longa carreira como violinista: actuou em público, com um enorme grau de excelência, até aos 83 anos e só terminou a sua carreira, porque partiu a mão, num acidente. O seu último concerto foi em Estocolmo, em 1986. Foi muitas vezes chamado “príncipe do violino” e, às vezes, “príncipe do arco”
Ao assistirem a um concerto dado por um rapaz de 11 anos, os pais de Milstein decidiram fazer dele um violinista. Esse rapaz de 11 anos era, nem mais nem menos, que Jascha Heifetz. Aos sete anos começou os estudos de violino com Piotr Stolyarsky, que também era professor do grande violinista David Oistrakh. Quando atingiu os 11 anos, foi convidado por Leopold Auer a ser um dos seus alunos no Conservatório de S. Petersburgo. Quando Auer partiu para a Noruega, Milstein regressou a Odessa.
Em 1921, conheceu o pianista Vladimir Horowitz e a sua irmã Regina, durante um recital, em Kiev. Convidaram-no a tomar chá, em casa dos pais. Milstein, mais tarde, afirmou: “Vim tomar chá e fiquei três anos”. Milstein e Horowitz actuaram juntos, como “filhos da revolução”, por toda a União Soviética, e desenvolveram uma amizade para o resto da vida. Em 1952, deram uma série de concertos pela Europa Ocidental.
Nathan Milstein teve a sua estreia nos Estados Unidos, em 1929, com Leopold Stokowsky e a Orquestra de Filadélfia. Eventualmente, mudou-se para Nova Iorque e tornou-se cidadão americano. No entanto, continuou a dar concertos pela Europa e manteve residência em Londres e Paris. Em 1968, foi-lhe atribuída, na França, a Legião de Honra e, em 1975, ganhou um Grammy Award, pela sua gravação das Sonatas e Partitas, de Bach. Também lhe foram atribuídas honras do Kennedy Center, pelo Presidente Ronald Reagan. Morreu em Londres no dia 21 de Dezembro de 1992, dez dias antes de fazer 89 anos.
 


Prelúdio da Partita nº 3, em mi maior, BWV 1006, de Johann Sebastian Bach
Violinista: Nathan Milstein

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Pablo Casals - Violoncelista e maestro catalão

por António Filipe, em 29.12.11

Pau Casals i Defilló nasceu em El Vendrell, na Catalunha, no dia 29 de Dezembro de 1876. Ironicamente, tornou-se conhecido internacionalmente pelo seu nome em castelhano, Pablo. Embora tivesse sido um grande incentivador da luta contra a ditadura de Francisco Franco e o domínio nazi, o nome imposto pelo regime franquista ficou gravado. Demonstrou talento desde pequeno, obtendo fama internacional ainda jovem. Centralizando as suas actividades de músico em Paris, percorreu a Europa e os Estados Unidos, promovendo concertos e recitais. Fundou uma orquestra em Barcelona, actuando também como maestro.

Por ser ardente patriota e republicano, Pablo Casals recusou-se a viver sob a ditadura de Franco e exilou-se na França. Contudo, o amor pela pátria levou-o a morar em Prades, uma pequena cidade no sul da França, no sopé dos Pirinéus, não muito longe da sua terra natal. Quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial, continuou a sua resoluta oposição ao governo franquista, combatendo também os fascistas alemães e italianos que apoiavam Franco. Os nazis ameaçaram-no, tentando suborná-lo, mas ele manteve-se firme nas suas convicções e ajudou os refugiados da Espanha fascista. Quando a guerra terminou muitos músicos foram a Prades estudar com Casals. Morreu em San Juan de Porto Rico, no dia 22 de Outubro de 1973.


Suite nº 1, BWV 1007, para violoncelo, de Johann Sebastian Bach
Violoncelista: Pablo Casals

 

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