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Alberto João no adro da igreja

por Luis Moreira, em 21.05.12

Jardim espera os fiéis no adro das igrejas para lhes explicar porque estão a perder o emprego e os subsídios. É um lugar incomum para um político, dir-se-ia um púlpito que Jardim anseia mas que ainda tem pejo em usar. Fica-se pelas aproximações. Por enquanto. Mas é fácil imaginá-lo, dedo em riste, desde a última barraquinha dos comes e bebes apontar os inimigos de deus , os fariseus que o abandonaram a ele e aos seus. Que teve que esconder a dívida e os contratos sem lei para que os inimigos da Madeira não viessem a impedir o desenvolvimento. A má lei é ele, Jardim, que a ignora, que a classifica. Não se aplica na Madeira.

Apela às almas que saem da Missa, ainda transparentes por amor ao Evangelho. Onde, há séculos, a Inquisição brandia a Cruz, ele agita o ódio pelos Cubanos.  É vê-lo envolto nas vestes sacerdotais do alto do púlpito rasgar a democracia e o estado de direito. Não tem dinheiro, sente-se de mãos atadas, agrilhoado, o filho do diabo escolhe o adro das igrejas para se reconciliar com os filhos de deus.

As fogueiras já sopram labaredas e como todos os ditadores apressa-se a pagar ao carrasco. Vinte vinténs para que não sinta o fogo purificador.

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publicado às 15:35

Numa Região Autónoma onde há mais de trinta anos Alberto João faz o que quer e lhe apetece, a pergunta tem razão de ser : para que servem a Constituição e as Leis da República?

Num lugar onde a o Governo Regional paga um jornal com o dinheiro dos contribuintes para poder dizer o que bem entende ; onde os contratos públicos são ganhos por meia dúzia de empresas dos amigos; onde a Assembleia Regional envergonha todos os dias a democracia; em que o próprio Presidente da República não foi recebido na Assembleia Regional ; onde se escondem verbas dos orgãos fiscalizadores do estado de direito ; em que uma parte importante da população continua a viver na miséria e na iliteracia; em que os barões do PSD - M controlam a maior parte da riquesa, tudo sem que Jardim seja chamado à ordem, por uma vez Jardim tem razão. O que faz a República Portuguesa na Madeira?

Pagar as contas, digo eu, para que Jardim possa ganhar as eleições umas atrás das outras e poder fazer chantagem com a independencia, como aliás está aqui a fazer novamente :

"Tudo o que a Madeira fez de novo, foi o povo madeirense que pagou; a dívida está o povo madeirense a pagar, a minha pergunta é muito simples e acho que em 2015 as pessoas têm o direito de se interrogar, o que é que faz aqui a República Portuguesa?".

"Paga às polícias, paga aos tribunais, paga aquilo que nos vigia, mais nada. O que é que faz aqui a República Portuguesa? Esta é a pergunta que se vai pôr se nós conseguirmos consolidar as nossas finanças e perante o facto de eles aqui não terem feito nada", declarou Alberto João Jardim."

Em 2015 quando a República tiver pago mais uma vez as contas, pois então!

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publicado às 22:24

Já chegamos à Madeira  ou quê ? Mais dois mil milhões fora da mãe pela mão de um homem que se fez eleger por trinta anos, eleição após eleição. A primeira lição é que a limitação de mandatos é um imperativo democrático !

A segunda lição é que quando se deixa um político pisar as leis da República impunemente, isso resulta da cadeia de cumplicidades que só a permanência excessiva no poder permite.

A terceira é que a classe política não deu nenhuma abertura a Jardim para sair da situação  airosamente. Pagamos mas ficas desterrado  na bruma do oceâneo para sempre foi a sentença.

 A quarta é que mais uma vez a realidade mostra que só aprofundando a Democracia é possível colocar o Estado de Direito ao abrigo de malfeitorias. Jardim com a cumplicidade de todos fez da Madeira uma vergonha da Democracia.

Dois mil milhões a somar aos mil milhões já conhecidos e a coberto do resgate. Homens de cabeça perdida, ambições ignóbeis, famintos a que só o poder absoluto sacia . Andamos todos durante todos estes anos a alimentar com os nossos impostos um regime antidemocrático!

O “Diário de Notícias” escreve hoje que a dívida da Madeira pode ter ultrapassado os 8 mil milhões de euros. A investigação ordenada pela Procuradoria-Geral da República detectou 1,6 mil milhões de euros de dívida oculta, numa fase inicial. Contudo, a investigação poderá ter detectada mais 2 mil milhões de euros ligados a negócios da construção civil, avança a mesma fonte.

Que ao menos nos sirva de lição!

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publicado às 11:00

O DCIAP, um obscuro orgão policial do continente, sem qualquer descrição, invadiu as instalações do Governo Regional da Madeira. Tal como o que investiga - a dívida oculta da Madeira - também esta operação devia ser oculta ( insinua Jardim). 

Esta investigação vem no seguimento da queixa apresentada pelo PND contra o Presidente do Governo Regional e diversas entidades - a elite do poder - que terão estado envolvidas no acumular da dívida oculta.

Não é com prazer que vejo Jardim a contas com a Justiça e a jogar a habitual vitimização. Mas é com  orgulho democrático que vejo a Justiça do meu país avançar sobre quem se julgou acima da Lei. Quarenta anos de chantagem, agitando os medos de quem tinha alguma coisa também para esconder, vê-se afinal que não passa de um tigre de papel. Foi interrompida uma cadeia de cumplicidades que envergonhava a democracia!

Com a descrição a que Jardim nos habituou e às escâncaras!

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publicado às 15:45


Passos adia afastamento de Alberto João

por Luis Moreira, em 28.01.12

Uma escola da Madeira deixou de servir almoços aos alunos por não pagar o gás. Vários centros de saúde foram encerrados à noite. Mas Jardim continua a subsidiar os partidos ( cinco milhões de euros / ano) e já garantiu que vai continuar a  subsidiar o "Jornal da Madeira" (quatro milhões/ano). Outro tanto para as equipas de futebol.

Passos deixou que Jardim explicasse aos cidadãos madeirenses o resultado das negociações. Ele aproveitou, como sempre, para dizer  que se não fosse ele a conta seria muito maior. Mas a verdade é que o líder madeirense iniciou a ronda a exigir três mil milhões e apenas levou metade. Por enquanto, com dinheiro, jura que vai cumprir e até lança desafios " vamos ver quem cumpre melhor" mas já teve um desabafo "tive que me vergar" que junto com os quatro anos de carência do pagamento do serviço da dívida( os quatro anos que lhe faltam para acabar o mandato) mostram bem que Jardim só espera o momento. E, já deixou cair que quer 2,5% das receitas das privatizações.

Jardim está num beco sem saída, sempre julgou que com o folclore habitual conseguia que lhe pagassem as contas, mas quem não tem dinheiro não tem vícios, e desta vez é o lugar que não o larga.

Há mesmo quem diga que Jardim com as condições que conseguiu a curto prazo, tem o oxigénio necessário para se manter e sair daqui a quatro anos com dignidade deixando para o sucessor todos os problemas.

Quem fica a perder é, como sempre , o povo madeirense. É que o seu mandato é eterno, não tem ínicio nem tem fim, vai pagar todas as dívidas! 

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publicado às 22:10


O acordo com a Madeira é secreto?

por Luis Moreira, em 26.01.12

Não se percebe realmente e nisso o PS tem razão. O acordo não é apresentado e não há assinatura formal. Porquê ? Será que a realidade é um murro no estômago ainda maior do que estamos a prever? Ou Passos Coelho está a dar a oportunidade a Jardim de controlar os estragos?

"«Não se compreende o que leva o primeiro-ministro a não falar sobre este acordo. Não se compreende por que é que Alberto João Jardim apresentará este acordo em conferência de imprensa [na sexta-feira] e não na Assembleia Legislativa Regional da Madeira e toda a sensação que nos dá é que se pretende esconder dos madeirenses a verdadeira dimensão da factura a pagar», sustentou o presidente da bancada do PS."

Na verdade isto na "política o que parece , é !" dizia o "botas" .

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publicado às 15:00

O Alberto João entalado pelas dificuldades financeiras de curto prazo - não tem crédito nas farmácias e não paga a fornecedores - e com um Ministro das Finanças que não vai em chantagens, passou a ver no Presidente da República o possível parceiro. Promoveu, pois, o sr. Silva a Presidente!

Já começou com os obstáculos (corrida de obstáculos) que vai levantar sempre que for possível, o primeiro já ai está, quer 2% das receitas das privatizações além, claro, dos tais dois mil milhões que o acordo lhe garante.

Entretanto o PS-M vai dizendo que se trata de um mau acordo, que Jardim escondeu o acordo aos Madeirenses e que a vida da população vai levar um grande abanão, nada que o PS do continente não diga em relação ao continente. E, Jardim tem que estar consciente que o país não compreenderia que o programa fosse "mais um bónus em vez de ser um ónus" .

Como pano de fundo, temos agora a certeza que a vida política de Jardim terminou logo que chegue ao fim o presente mandato e isso tira-lhe muito poder. Vamos ver lutas fratricidas no PSD -M que o enfraquecerá ainda mais e um crescendo do PS-M e do CDS-M.

A Democracia chegará , enfim, à Madeira?

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publicado às 12:06


Jardim chegou ao fim mas a Madeira não

por Luis Moreira, em 14.01.12

Jardim aí está com o terrorismo verbal habitual. Não quer pagar a factura de trinta anos de governo. A culpa e os méritos são seus, não há aqui repartição. A classe política do continente é que criou o "monstro". Julgaram que mantendo-o preso à ilha no meio do Atlântico o domesticavam. Pelo contrário , animal enjaulado, sem saída, torna-se perigoso.

Podiam ter-lhe aberto uma porta para Bruxelas ou para uma carreira internacional, ou mesmo a nível nacional, mas fecharam-lhas todas. João Bosco do Amaral fez o seu trabalho e depois veio para o continente e para Presidente da Assembleia da República. Carlos César já anunciou que a sua tarefa chegou ao fim nos Açores.

Jardim afunda-se numa economia que não existe, na sua própria cegueira que não o deixa ver que ele, Alberto João, não é a Madeira. E a Madeira já nas anteriores eleições  lhe sussurrou: vai-te embora! Entre deixar o cargo e um programa financeiro dificil que não o deixa gastar como quer, grita, enquanto se prepara para assinar o programa que vai mostrar ao povo Madeirense que os culpados,  estão todos a sacar há décadas. E vivem todos no Funchal!

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publicado às 12:00

«O despacho assinado por Alberto João Jardim determina a dispensa ao serviço, a partir das 14h de amanhã, dos trabalhadores dos serviços públicos e dos institutos e empresas públicas sob tutela do Governo Regional.»

O Jardim dá música mas quem assegura o "bailinho" somos nós todos. A que título a tolerância de ponto? As pessoas vão estar livres para assistir à luzidia cerimónia?

E, mais uma vez uns são filhos e outros enteados, porque a restante população que não é funcionário público, vai ter que "labutar para poder manducar" ( os que mesmo assim vão tendo trabalho). O Alberto João já nem sequer se importa com o que pensam dele, provocação atrás de provocação, agora que lhe tiraram mesmo o dinheiro, parece aquele gajo da nossa infância, agita-se mas já só mexe os olhinhos.

"«Considerando que se realizará no dia 9 de Novembro do corrente ano, pelas 17:00, a tomada de posse do novo Governo Regional, determino a dispensa ao serviço, a partir das 14:00, dos trabalhadores dos serviços públicos e dos institutos e empresas públicas sob tutela do Governo da Região Autónoma, a fim de permitir aos mesmos assistirem, pessoalmente ou através dos meios de comunicação social, ao referido acto»

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publicado às 12:00


Pirata das ilhas

por Luis Moreira, em 06.11.11

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publicado às 10:00


E as eleições são já Domingo

por Rogério Costa Pereira, em 07.10.11

Repórter da SIC - Por que é que vai inaugurar se [a obra] ainda não está completa?

João Jardim - Porque ela até ficar completa ...!

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publicado às 14:18


Marca comercial internacional

por Luis Moreira, em 01.10.11

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publicado às 14:00


Eu conto com o continente...

por Luis Moreira, em 25.09.11

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publicado às 10:00


O diabo está nos detalhes e este detalhe é o diabo

por Rogério Costa Pereira, em 20.09.11

Em entrevista à RTP 1 (que, aliás, ainda decorre), Passos Coelho insinuou de mil maneiras que não tem confiança política em Alberto João Jardim. Dando uma no cravo e outra na ferradura (o que até lhe garante mais uns barómetros em grande), "só" não teve coragem para o afirmar de forma peremptória e com as únicas palavras politicamente válidas e potencialmente úteis: "Como Presidente do PSD, obviamente, retiro-lhe a confiança política". É de coragem que se trata, sim. Aqui não há lugar para "nins", pelo que a conclusão é só uma: a estes costumes o PM disse "sopas".

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publicado às 21:42


Os passos de Coelho na Madeira

por Rogério Costa Pereira, em 17.09.11

O que Passos Coelho está a fazer, ao não retirar a confiança política a Jardim (que ainda há pouco tempo pedia mais dinheiro - é necessário não esquecer esse "pormenor"), é a retirar a confiança política a si próprio. Ao demitir-se das suas responsabilidades como líder do PSD e, mais que tudo, como Primeiro-ministro, escondendo-se atrás de uma ficção que se traduz na autonomia do PSD-Madeira, Passos Coelho coloca o país e o partido atrás dessa alegada autonomia. A desculpa usada - a Madeira aos madeirenses - não pode colar, a partir do momento em que foi essa mesma autonomia (aliada a uma inacreditável falta de regulação que responsabiliza todos os partidos que vêm estando no Governo) que ajudou Portugal, que já estava à beira do abismo, a dar o passo que faltava.

A partir do momento em que não agiu, enquanto não agir e se limitar a repudiar o que aconteceu na Madeira, o Primeiro-ministro passa a estar ao lado de Jardim. É que, tamanha a gravidade da coisa, nesta questão não há zonas cinzentas. Quem não estiver contra Jardim, quem, tendo poder para tal, não contribua para o seu afastamento do poder, está ao lado de Jardim.

Ao assobiar para o lado, ao limitar-se a empurrar com a barriga, o Primeiro-ministro perde toda a legitimidade para exigir mais esforços aos portugueses. A escolha é determinante mas simples, num momento que chegou demasiado cedo para um líder sem experiência, mas que chegou demasiado tarde para o país.

Em suma, e sabendo que a procissão ainda vai no adro e que nas próximas semanas o buraco tenderá a alcançar os antípodas, Passos Coelho tem pouco tempo para se decidir e sair da terra de ninguém onde se colocou. O país não pode esperar e limitar-se a assistir aos próximos capítulos, sendo certo que pelo meio Jardim poderá ganhar nova legitimidade política, com a inevitável vitória nas eleições.

A palavra a quem a tem, portanto.

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publicado às 15:18


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