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Desligada da máquina

por Ariel, em 12.11.12



Tivesse eu seguido os conselhos de madame Jonet e já teria amealhado o suficiente para substituir o meu velhinho portátil que há muito vinha ameaçando e acaba de estoirar. Sim, não andasse eu a espatifar dinheiro em longos períodos de quinze dias férias em paraísos exóticos como a Costa Vicentina todos os verões, ficasse sentadinha em frente ao televisor em vez de andar a derreter dinheiro em  cinema, concertos de jazz,  no regabofe que é a Festa da Música, todos os anos, imaginem a loucura, já para não falar no dinheirão em cereais ao pequeno almoço, sim porque no tempo de madame Jonet quem é que comia cereais ao pequeno almoço? uma torradita e já era um luxo, que a electricidade sempre foi cara, era o papo seco com margarina e copo de leite com Mokambo, que o Nescafé era só para gente fina. E os banhos? ela só falou na escovagem dos dentes com água a correr esqueceu-se desta mania do banho diário que se entranhou nesta gentinha trazido pelos retornados das áfricas que tinham o hábito de tomar dois e três banhos por dia. E os yogurtes? agora toda gente mama yogurtes, que são para cima dum dinheirão. E a moda das saladas? Dantes não havia esta paranoia e não consta que se fosse menos feliz por isso.

Quando me cruzar com madame Jonet que por acaso é minha vizinha em Oeiras, não deixarei de lhe agradecer a lição que me deu.


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publicado às 00:05


Do sermão de jonet aos pobres e das reles generalizações

por Rogério Costa Pereira, em 08.11.12

A declaração de Isabel Jonet, presidente do Banco Alimentar Contra a Fome, pretende caracterizar a sociedade portuguesa actual. Por motivos por demais óbvios, acaba por caracterizar apenas a própria jonet. É que ela fala de um "Nós" muito dela, um "Nós" que foi crescendo naquela cabecinha, ao longo de 20 anos de caridadezinha, e que a faz tomar a árvore pela floresta. Um “Nós” que ela responsabiliza pela crise que actualmente vivemos; “vamos ter de reaprender a viver mais pobres”; “estamos a empobrecer porque vivíamos muito acima daquilo que eram as nossas possibilidades”.

Abomino generalizações, é certo. E reajo a todas mais ou menos da mesma forma. Como reajo perante qualquer tipo de injustiça, categoria principal onde se inclui a reles generalização. Porém, a generalização de jonet causa-me um especial arrepio e obriga-me a tomar uma decisão.

O grau de afronta de uma generalização é maior ou menor consoante o tamanho da árvore que indevidamente se faz passar por floresta. jonet, essa, ousa pegar numa folha e dizer que é a floresta. É Grave, sim, e hediondo a raiar o depravado, e nem o facto de partir de premissas burras (ou de ser burra a autora das ditas) desculpa ou suaviza a generalização. É que o ponto a partir do qual jonet vomita o seu decorado e gasto raciocínio é falso. Notoriamente falso. E é esse facto, que não pode ser ignorado, que eleva a generalização de jonet ao grau máximo da indecência, da malícia, da vil instrumentalização, em favor saberá jonet de quem, de milhões de pessoas que nada têm a ver com o estado miserável do País. Armada de falácias de pólvora seca, jonet faz de conta que esquece (que não sabe), e nem me vou alongar muito — trata-se, como disse, de um facto notório —, que quem está agora a pagar a factura não foi quem consumiu nem sequer quem pediu a conta. Esses ou já se piraram ou já têm voo marcado para debaixo da asa dos santos de Angola.

Assume carácter duplamente grave, que me obriga a tomar uma decisão difícil, o facto de tal desmando vir da boca cheia da presidente do Banco Alimentar Contra a Fome. Sinto-me enganado porque tudo indica que andei a dar para um peditório que, afinal, serviu, antes de outra coisa qualquer, para ajudar encher o bandulho do ego de jonet. Tenho aquela desagradável e agoniante sensação de estarmos perante alguém que dá para poder dizer que deu, que dá para se sentir bem. Enganado, pois.

Como já disse acima, não vou cair no mesmo erro do umbigo de jonet, não vou falar dos meus “Nós” não responsáveis pela crise, dos meus “Nós” que não viviam muito “muito acima daquilo que eram as nossas possibilidades”. O sermão aos pobres, de jonet, e limito-me a retirar-me do saco onde ela me quis à força enfiar, parte do “Nós" segundo jonet. Um "Nós", pois, onde forçosamente jonet se inclui (ou não fosse o "Nós" de jonet). Três exemplos do que acontece quando tiro a carapuça que não me serveo meu filho não lava os dentes com a torneira a correr (mesmo porque é uma chatice se ela foge, sendo certo que também não usa o “copo dos dentes” para lavar os ditos; habituei-o desde cedo a usar a escova porque dói menos e dá melhores resultados). Os filhos de jonet lavam os dentes com a água a correr da torneiraEu nunca vivi acima das minhas possibilidadesjonet viveu e se calhar ainda viveEu nunca vivi de uma maneira completamente idiotajonet vive. E não só vive como é idiota.

jonet, eu sei de mim, vexa sabe de si. Espero que vexa tenha percebido os problemas da utilização desse "Nós" imaginário, armado ao pingarelho e a dar recados à Nação. Um deles começa já agora, sabe? E é um aborrecimento. É que também eu nada mais confiarei a uma instituição presidida por vexa. Em prol da mui digna instituição, o Banco Alimentar Contra a Fome, resta-lhe pois, no que me toca de opinião e de acção, vexa afastar-se do lugar. E pode ir sem pedir desculpa. Basta-me que vá. No entretanto, assevero-lhe, e mesmo que acima das minhas possibilidades, continuarei a contribuir como posso e como sei para que este país seja um lugar habitável para o meu filho e para os filhos de vexa

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publicado às 18:26


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