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Há espaço para optimismo. O nosso leitor Pedro Rocha acha que não. Só na PEGADA é que há espaço para optimismo. Já agora no meu texto linkado.

Quando Sócrates em 2008 se decidiu pela via do investimento em grandes obras públicas, a bem da verdade, estava tão só a seguir uma via muito conhecida. Para se aumentar o número de postos de trabalho a curto prazo o investimento não se pode dirigir às PMEs, porque demora dois a três anos a surtir efeito. Daí o investir em grandes obras, Pontes, Aeroportos, TGVs, autoestradas...

Da mesma forma, quando se escolhe o caminho que este governo percorre, agora,também se sabe quais são os resultados. Prego a fundo, com desemprego e aperto de cinto. Tambem não inventou nada. Tal como a via percorrida por Sócrates também a via que estamos a percorrer vem nos livros. Claro que há ritmos, processos, noção das prioridades que são diferentes de uns para outros actores mas, no essencial, o que se faz é teoria económica conhecida .

Como publiquei aqui, a Irlanda seguiu o mesmo caminho com um ano de antecedência e já mostra resultados.

A economia já cresce bem acima de Portugal, Espanha e Grécia e já voltou aos mercados financiando-se a taxas muitíssimo mais baixas . Não há , pois , razões para pensar que Portugal vai falhar onde a Irlanda obteve êxito, até porque o ambiente geral favorável ao crescimento económico está hoje muito  mais presente. A eleição de Hollande está a ser um factor poderoso de mudança na direcção certa.
Muitas vezes, demasiadas, partidarizamos a discussão mas a verdade é que as políticas dependem muito das circunstâncias, e não vale a pena fulanizar pois corremos o risco de vermos só a árvore e não vermos a floresta.
Já há razões para sermos optimistas? Tantas como para sermos pessimistas. Temos uma economia cujo afundanço parou ; temos taxas de juro muito mais baixas; temos desemprego muito elevado e uma dívida cada vez maior.
Mas , e isto é decisivo, temos dinheiro para pagar salários, pensões e subsídios o que, há um ano, não tínhamos. E isto faz a diferença toda!

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publicado às 11:00

Esta política é bem mais meritória do que cortar despesa, aumentar impostos, aumentar desemprego... mas a vitória de Hollande e o resultado das eleições da Grécia apontam para que o crescimentopasse a ser um objectivo com a necessária prioridade. "

"A redução da despesa pública não pode ser obtida através da redução da despesa de capital, dos investimentos", afirmou Mário Draghi, o presidente do Banco Central Europeu, na conferência de imprensa realizada em Barcelona a seguir à reunião do conselho de governadores do banco.

Draghi sublinhou este aspeto explicando o que entendia por "pacto de crescimento" (growth compact) a que se referiu no Parlamento Europeu em 25 de abril, como complemento ao "pacto orçamental" (fiscal compact) já aprovado por 25 dos 27 membros da União Europeia, pacto que inclui a chamada regra de ouro de limite do défice orçamental.

Mesmo admitindo que, no curto prazo, alguns países, em situação de emergência, tenham de lançar mão de "medidas fáceis", como cortar nos investimentos e aumentar os impostos, isso não pode ser mantido no médio prazo, ou depois de passada a urgência. Os cortes devem ser feitos nas despesas correntes, disse o presidente

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/austeridade-nao-pode-significar-corte-nos-investimentos=f723226#ixzz1u8q8bww7
É preciso conseguir conter a despesa estrutural e assegurar que a despesa de investimento não arraste consumos intermédios enquanto não há retorno. Isto obriga a uma escolha muito criteriosa das actividades para onde se dirige o investimento. Não pode aumentar importações, como seria o caso de investir na renovação do parque industrial. Mas em actividades como na agricultura e pescas não só aumenta a oferta de produtos essenciais como substitui importações, pois o país importa 60% do que consome.

Investir  nos clusteres de bens e serviços com comportamento positivo nas exportações e nos que criam rapidamente emprego, como a reabilitação dos centros das cidades. Na eficácia das estruturas de distribuição de água e energia baixando as perdas que agora andam pelos 60%. Reforçar o ritmo da rega do Alqueva...

Numa segunda fase os grandes investimentos nos portos e na ferrovia de apoio a Sines e a Leixões.

E, claro, aumentar o nível de apoio à investigação, educação e ao empreendorismo. Financiar as PMEs por forma a aliviar a asfixia da tesouraria. Reforçar os capitais da banca assegurando que o dinheiro é canalizado para a economia real.

É um exercício muito difícil mas também muito meritório. Controlar a despesa aumentando-a!

Oxalá tenhamos políticos capazes sem os quais não vamos lá! Dar à manivela da betoneira é uma tentação!

 

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publicado às 10:00


Os juros da dívida caem em todas as maturidades

por Luis Moreira, em 02.05.12

Mas a verdade é que os montantes que vamos pagar nos próximos anos são superiores ao que gastamos no Serviço Nacional de Saúde. Superiores ao que gastamos na Educação e superiores ao que gastamos na Segurança Social. A maturidade mais importante que é a de dez anos está agora com uma taxa de 10% menos de metade dos 21% que era cobrada há alguns meses atrás. Estamos, pois, perto dos 7% de Teixeira dos Santos.

isto quer dizer que se a queda das taxas de juro se mantiver ( o que só se consegue voltando aos mercados) será possível pagar compromissos financeiros com a renovação da dívida a taxas mais baixas.

O nível de endividamento e as taxas de juro aplicadas dão bem uma ideia das políticas seguidas quanto à recuperação dos investimentos. Em vez de serem as aplicações dos empréstimos a pagar o serviço da dívida são os nossos subsídios e os impostos elevadíssimos que suportamos.

É o empobrecimento em forma de juros para quem ainda não percebeu o que é a austeridade!

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publicado às 11:00


Investimentos nas minas de ouro

por Luis Moreira, em 02.05.12

Minas de Jales. Veja o vídeo: Depois de uma tentativa falhada, há dois anos, para reativar as minas de ouro de Jales/Gralheira, Trás-os-Montes, a concessão está de novo a concurso. Interessados não faltam. As minas de ouro ficarão para quem der mais. A britânica Green Hills já recolheu amostras. Veja o vídeo e leia o artigo na edição de 28 de abril do Expresso.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/corrida-ao-ouro-coloca-portugal-no-mapa=f721661#ixzz1texiW9Us

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publicado às 09:00


A China está a colonizar pedaços da Europa

por Luis Moreira, em 28.04.12

Tal como a Europa já colonizou partes da China é agora a vez da China colonizar a Europa. Como? Investindo nas relações com os países membros e não com a União Europeia. Enfraquece a União Europeia favorecendo uns países em detrimento de outros.

Um estudo recente do Conselho Europeu de Relações Externas (ECFR) estima que 40% do investimento chinês na UE está em Portugal, Espanha, Itália, Grécia e Europa de Leste.

Porquê tanta atenção à periferia? Bom, porque há investimentos prometedores a serem feitos lá e porque estas pequenas e periféricas economias são a porta de entrada mais fácil para um mercado único europeu de 500 milhões de consumidores. O mercado da UE está muito mais aberto aos chineses do que o chinês está aberto aos europeus.

Investir muito nestes países também traz recompensas políticas. Não é excesso de cinismo ver Pequim construir uma espécie de lobby da China dentro das estruturas de tomada de decisão, onde o Estado mais pequeno é, pelo menos teoricamente, exatamente igual ao maior.

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publicado às 11:00


Investimento estratégico da Nókia em Portugal

por Luis Moreira, em 26.04.12

Há boas notícias. Emprego para 1 500 pessoas a maior parte engenheiros. Consolidação do cluster da tecnologia das comunicações. "Este é um projecto de alto valor acrescentado para o país", disse, destacando que este novo centro "irá dar azo à criação de cerca de 1.500 postos de trabalho", acrescentando que neste momento a NSN e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) "já estão a trabalhar no intuito de recrutar o mais depressa possível mais de 500 engenheiros em Portugal".

Noventa milhões de euros. Criação de postos de trabalho. Alto valor acrescentado.

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publicado às 09:00


A primeira missão na CP é fechar linhas

por Luis Moreira, em 01.04.12

Com investimentos pequenos é possível, 25 anos depois, operacionalizar linhas de ferrovia . "“Abandonar infra-estruturas de ligação ao país vizinho é o pior que se pode fazer”, disse, estimando que se aquele troço custasse 1 milhão de euros por ano, 25 anos depois, os 25 milhões de euros gastos teriam valido a pena porque Portugal manteria aberta uma ligação ferroviária de Leixões à Europa pelo caminho mais curto.
O agora administrador da Transdev diz que a linha do Douro é decisiva para a exploração do minério de Moncorvo porque, para as empresas mineiras, a logística do escoamento do minério é mais importante do que as minas propriamente ditas. Daí a sugestão para que se estudasse a reabertura daquela linha.
Houve mais sugestões. Numa mesa redonda que procurou responder à pergunta “É possível uma ferrovia sustentável?”, os especialistas referiram que há investimentos relativamente baratos que podem ter grande impacto na rede ferroviária nacional. É o caso da modernização dos troços Nine – Viana do Castelo e Caíde – Marco de Canavezes, bem como, na perspectiva das mercadorias, a eliminação de rampas que limitam a capacidade de carga dos comboios.

Fecharam-se linhas de caminho de ferro mas somos os campeões de auto estradas sem tráfego!

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publicado às 14:00

Leiam este pedaço de sapiência, de bom senso, de conhecimento da realidade : diz o senhor deputado: Rui Santos afirmou que, depois de ter acesso aos dados da auditoria da IGF, se verifica que houve um aumento de "66 por cento" no investimento médio real por escola, que é "claramente justificado com o aumento da área de construção".

Esta política, velha como o mundo, é chamada na gíria como a política do "já agora". Acrescenta-se, "já agora" mais um ginásio aos existentes; "já agora" constrói-se mais uma ala de salas que agora não são precisas mas podem vir a sê-lo; mete-se aí mais uns gabinetes, "já agora" que ainda temos verba... e, isto, "já agora" representa "só" um aumento da área construída de 66%...

Toda a vida ouvi pessoas interessadas e com grande experiência a lutarem contra esta política do "já agora" porque esta é a maneira de fazer todas as batotas, desde os concursos que se ganham por se apresentarem com menos construção e menor custos até à justificação das obras faraónicas. Mas este senhor deputado veio agora dar a benção à política mais manhosa que tem arruinado as finanças do país.

O senhor deputado não sabe sequer qual a diferença entre "custo de construção a mais" e "custo por metro quadrado". Enfim, vamos ter um lindo enterro!

 

 

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publicado às 09:00

As prioridades dos governos em Portugal, nunca dependem de uma estratégia definida a longo prazo, normalmente trata-se de voluntarismos deste ou daquele ministro. Veja-se esta questão das Juntas de Freguesia.

Num Estado profundamente centralizado as preocupações vão para a base territorial do aparelho de estado que representa cerca de 0,4% da despesa (Juntas de Freguesia). É apenas uma forma de mexer onde não há votos, nem oponentes com força suficiente. E, de contribuir para a desertificação do interior do país, onde as Juntas de Freguesia são muitas vezes o único amparo da população.

Diz o ministro que se trata de libertar dinheiro para investir. Mas que dinheiro ? Uma Lei feita à medida do centralismo, a partir de Lisboa, sem levar em conta a especifidade de cada distrito. "Esta reforma faz tudo menos acabar com o centralismo que existe. Esta é uma reforma que é imposta a partir de Lisboa, a partir de um programa informático. Continuamos a ter uma reforma aritmética, quantitativa e não uma reforma que respeita a especificidades de cada território, a cultura e identidade de cada território, não existindo quaisquer critérios diferenciadores", adiantou à agência "

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publicado às 12:00

Esta poderá ser uma boa notícia se as que desapareceram foram as más empresas e as que se criaram são boas empresas. É, assim, que se regenera o tecido empresarial. Mas há muitos mas...

Desde logo não sabemos se são das mesmas actividades, embora as que desapareceram tenham sido restaurantes e imobiliárias. Temos notícia também de empresas de tecnologia nas áreas da informação e da saúde, que foram criadas, o que indica que a troca é muito boa. Mas nas que foram criadas poderá haver novos restaurantes com os empregados a tentarem sobreviver...

Normalmente as crises têm esta faceta boa, liquidam as empresas que já estavam há muito em dificuldades e que enviesavam o mercado e concorrem para que as empresas com capacidade de inovação possam melhorar os equipamentos e a qualidade dos produtos. Fechar empresas não é, necessariamente, uma má notícia. Má notícia é verificarmos que apesar deste balanço entre fechar e criar empresas não conseguimos parar a hemorragia do desemprego que cresce de forma muito acentuada. Também é verdade que uma empresa com tecnologia é capaz de não criar tantos empregos como uma imobiliária, embora a criação de riqueza seja muito mais acentuada.

Como se vê seria bom que as nossas instituições nos informassem. Há panos para mangas...

 

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publicado às 09:00


O Lucro : os postos de trabalho do futuro

por Luis Moreira, em 30.01.12

Esta é a mais completa definição de lucro, esse conceito maldito que em Portugal é tão odiado, embora em boa verdade sejam os que mais o usam que  têm a culpa de todas as dúvidas que o conceito arrasta. É para comprar um porche ou é para modernizar uma fábrica? É esta a questão ! Sem lucro não há investimento e sem investimento não há novos postos de trabalho.

É , pois, na aplicação do lucro obtido que se concentram as dúvidas todas, não na iniciativa privada de quem tem determinação para se lançar numa actividade e transformá-la numa conta de exploração positiva. Sem lucro as organizações e os países não têm capacidade para inovar, investigar, substituit fábricas, equipamentos e produtos e bens absoletos. Perdem a capacidade de satisfazer as necessidades de quem é menos dotado, ou mais velho e de uma maneira geral dos mais frágeis.

O lucro, não é responsável pela sua má aplicação ou mesmo esbanjamento, não é responsável pelos comportamentos menos solidários dos gananciosos, dos que atropelam tudo e todos para ficarem com a fatia maior. O que faz a diferença entre as sociedade é a capacidade de investir bem , estabelecer uma estratégia a longo prazo, onde, quando e quanto, por forma a responder ao interesse geral.

Nos países onde a sociedade civil é forte, participativa e organizada, as desigualdades não são tão profundas, as oportunidades tendem a chegar a todos. Os Planos "quinquenais" colectivistas de má memória aqui e noutros países centralizados, levaram ao atraso e à miséria. É impossível, por melhor e perfeitos que sejam esses planos, reconhecer em todas as actividades as prioridades certas de investimento.

Vinte anos passados sobre os fundos europeus as más decisões quanto aos investimentos estão aí para quem as quer ver. Se esse dinheiro não fosse fácil e anónimo, se a sua obtenção resultasse de suor e trabalho, se fosse lucro, a sua aplicação teria sido mais criteriosa.

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publicado às 18:28


Diarreia legislativa

por Luis Moreira, em 11.01.12

Ainda os investimentos dos proprietários dos restaurantes, para acomodar a lei do tabaco, não foram pagos e já estão na calha novas mudanças. Muitos dos restaurantes fizeram obras para dividir o espaço entre fumadores e não fumadores, outros construíram esplanadas ou espaços fora do restaurante.Mas como há poucos problemas para resolver inventa-se nova lei. Não se pode fumar à porta do restaurante!

"O maior estudo realizado em Portugal sobre o impacte da lei do tabaco no sector da restauração e similares aponta para necessidade de tornar a legislação ainda mais restritiva, acabando de vez com o fumo naquele tipo de estabelecimentos. E traz uma novidade - a indicação de que a proibição deve estender-se às áreas circundantes de bares, restaurantes, cafés e discotecas. "Basta estar uma pessoa a fumar do lado de fora, junto à porta de um bar, para aumentar o nível de exposição ao fumo de quem está no interior", explica a coordenadora da equipa de investigação, Fátima Reis. "

Com esta falta de estratégia que leva a mudanças constantes ninguém se entende. E , para mais agora que as receitas dos restaurantes caíram cerca de 40%.

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publicado às 13:00


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