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Não basta saber, é preciso aplicar. Não basta querer, é preciso fazer.” Johann Wolfgang von Goethe

Li no semanário Sol o artigo “Cavaco pede estratégia contra o abandono do interior” e afirmo: esta estratégia existe e precisa apenas de ser aplicada e transposta. Qual? New Deal!!! De facto, quando olhamos para a incrível proeza da expansão marítima portuguesa iniciada por D. João II e perseguida por D. Manuel I, constatamos que a mesma já constituiu uma espécie de New Deal para ou mundo conhecido na época. O mesmo foi coroado de êxito porque criou amplos benefícios para o grupo-alvo – uma Europa sendenta de especiarias – , produtores e naturalmente para o seu agente, Portugal. Certamente naquela altura podia-se falar de tudo menos do abandono do interior, isto é, da retaguarda que suportou a proeza. Havia ocupação plena para todos e até falta de mão-de-obra.

Hoje, em tempos de total dispersão, onde tudo se costuma reduzir à questão se existem ou não subsídios – ineficazes! – para travar o abandono do interior, porventura tudo irá ficar em águas de bacalhau. Daí das duas uma: ou o crescente declínio do país e da UE fará com que tenha lugar uma migaração em massa para o interior com o fim de assegurar a mera subsistência alimentar em situação de pobreza, ou então a implementação de um novo New Deal para o mundo num patamar mais elevado. Fazendo hoje o país parte da União Europeia, desta vez as coisas terão que processar-se a nível europeu – pelo que urge influenciar os respectivos grémios de liderança comunitária no sentido de uma execução de uma estratégia diversa.

http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=44290

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publicado às 20:00

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publicado às 17:58


Zero

por Rogério Costa Pereira, em 11.08.11

É o número de vezes que o programa de Governo utiliza as expressões "combate à desertificação do Interior" e "medidas para o Interior". A Álvaro, o Ministro, recomendo vivamente a leitura de Álvaro, o bloguer.

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publicado às 15:12


You talk the talk but, NOW, can you walk the walk?

por Rogério Costa Pereira, em 19.06.11

OS INCENTIVOS DA INTERIORIDADE

Depois do disparate relacionado com a proposta de uma nova Constituição, o presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, fez uma aposta acertada. Seguindo algumas das medidas propostas pelo presidente da câmara de Bragança, Luís Filipe Menezes veio a público defender a taxas de IRC "muito reduzidas" para empresas que se instalem em "concelhos deprimidos". É claro que ainda há muito que limar a estas "propostas" (por exemplo, o que é que são concelhos deprimidos? O que é que constitui a depressão de um concelho? Poderá um concelho ser considerado "deprimido" se estiver rodeado por outros deprimidos?). Mesmo assim este é um bom início. E finalmente conhece-se uma proposta concreta ao presidente do PSD. Só por isso vale a pena. Penso que a melhor maneira de prosseguir tais propostas seria explorar as propostas do presidente da câmara de Bragança, António Jorge Nunes, que sugeriu um pacote de incentivos fiscais para as regiões interiores, que incluem:

  • uma redução drástica do IRC (zero para as empresas que se instalem de novo, 10 por cento para as restantes),
  • uma redução até 50 por cento do IRS para os residentes no interior,
  • uma redução em 5 por cento do valor do IVA
Todas estas seriam boas ideias para começarmos a contrariar a crescente desertificação do interior do país. No entanto, temos também que estar cientes das dificuldades que tais iniciativas iriam criar. Por exemplo, não seria de estranhar que, com taxas de IVA e de IRC tão baixas, iriam surgir muitas empresas fictícias que supostamente estariam sediadas no interior, mas que, na prática, estariam em Lisboa ou no Porto. Ou seja, o impacto real seria nulo para o interior do país. Os mecanismos de controlo e de implementação de tais medidas também me parecem assumir contornos delicados (e até complicados). Dito isto, tiro o chapéu tanto ao presidente da câmara de Bragança como ao presidente do PSD. Este é um tema que vale a pena explorar, porque afecta uma grande parcela da nossa população, que tem permanecido esquecida pelos grandes centros populacionais e pelos dirigentes políticos.
Ainda assim, sinceramente, não acho que é o combate ao Mezzogiorno português que dará ao presidente do PSD a tão almejada vitória eleitoral. Quem é que realmente se interessa com os esquecidos do interior? (Eu interesso-me, porque sou originário do interior...) José Sócrates tem as suas raízes no interior, mas, apesar disso, ainda não vi uma grande aposta na temática do desenvolvimento dessas regiões do país (apesar das estradas). Porquê? Porque o primeiro-ministro não se interessa? Não creio. É mais provável que tal atitude se deva a outra razão: infelizmente, não se ganham eleições tendo a interioridade como principal bandeira eleitoral. E é isso que o presidente do PSD irá descobrir dentro em breve.
Álvaro Santos Pereira, 14 de Abril de 2008, Desmitos

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publicado às 12:57


Portugal é um país muito voltado para o litoral?

por Rogério Costa Pereira, em 19.06.11

«Andamos a negligenciar o interior há muitos anos. Pensa-se em Lisboa e no Porto e o resto não existe. Gostaria de saber quais são os políticos que, fora da época das eleições, pegam no carro e vão visitar Portugal. Porque se o fizerem vão encontrar um país que está em declínio. O interior está totalmente negligenciado. É preciso não investir em grandes auto-estradas, mas atrair as empresas para se criar emprego. É preciso que o Estado tenha uma política de descriminação positiva em relação ao interior: baixar a fiscalidade e as contribuições sociais das pessoas que trabalham no interior; dar-lhes uma bonificação salarial por estarem a trabalhar em zonas de interior. É preciso haver uma política que faça com que o despovoamento do interior seja travado e que cada vez mais casais jovens voltem a viver no interior ou pelo menos não saiam de lá.» [Desmitos; Álvaro Santos Pereira, Ministro da Economia]

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publicado às 03:51

Piscina-Praia de Castelo Branco, hoje à tarde

Reduzir o IVA, o IRS, o IRC (no Interior, está claro).

Se, apesar da troika, encontrar espaço e forma para o fazer (convencer Vítor Gaspar é conditio sine qua non), merecerá estátua em todas as capitais de Distrito destas terras esquecidas (não tenho a certeza se em Lisboa sabem sequer que isto existe). Uma coisa é certa, com um Ministro destes, as portagens na A23, A24 e A25 não têm lugar (independentemente das tutelas sobre a área). Se avançarem, teremos não 11 mas 12 ministros. É que Santos Pereira passará a andar de sapo ao ombro nos Conselhos de Ministros. Resta saber quem terá mais poder, se Santos Pereira, se o sapo sempre pronto a engolir. (este post foi patrocinado pela minha ingenuidade e pela certeza de que sem Interior não há futuro).

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publicado às 17:38


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