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Contudo, a marcha triunfal do antieconomismo começou em 1492. Na época, a Espanha tinha não apenas descoberto a América mas também conquistado o último reduto do domínio árabe em Granada, antes de, nos séculos seguintes, expulsar do país judeus e mouros. Acontece que estas duas comunidades detinham as rédeas das artes e ofícios e do comércio. E o fidalgo cristão abominava o labor: todos os trabalhos lhe estavam interditos, em nome de um estranho código de honra, e só enxergava uma missão divina na soldadesca.
As riquezas das colónias escorriam entre os dedos dos espanhóis como ouro líquido. A Europa Central enriquecia com o ouro inca, enquanto a nobreza espanhola dormitava passivamente sobre os rendimentos de latifúndios em ruínas.
Durante três séculos, tudo o que se assemelhasse a uma atividade produtiva foi objeto de perseguições por heresia por parte da Inquisição. Quem ousasse fazer investigação, ler ou dedicar-se a tarefas manuais corria o risco de acabar na fogueira.
Com o desaparecimento da Inquisição, a tocha do imobilismo passou a ser empunhada pelo catolicismo espanhol. Nem mesmo a laicização do país conseguiu quebrar essa armadura. Só no País Basco e na Catalunha se assistiu ao aparecimento de zonas industriais. É verdade que foram criadas ligações de transporte – mas com grandes obstruções. Assim, existia uma rede ferroviária, mas a bitola não era a mesma que em França, para o país não ficar demasiado perto da Europa. A Europa termina nos Pirenéus, dizia-se então.
O nosso eucalipto é o "globulus" que é o que dá melhor matéria prima para a indústria da celulose. Cresce em sete anos. Lá fora cresce em 11 anos. É, por isso, muito procurado, com valor económico. Só a Portucel tem cerca de 120 mil ha plantados mas precisa de muito mais. Para crescer, nesta fase, a celulose precisa de pelo menos mais 40 mil ha. O que compra lá fora é de fraca qualidade e custa o dobro.
Há mais de trinta anos que há uma guerra surda entre quem quer desenvolver a indústria da celulose, que hoje já representa 1% do PIB e 3% das exportações e os ambientalistas. Estes não querem mais cheiros a "ovos podres" nas cercanias dos locais fabris e não querem mais eucaliptos. Estes bebem toda a água existente nos terrenos e estão a substituir o montado tradicional português.
Nestas posições estão os factores fundamentais para desenvolver o "cluster" da floresta. Ao fim de tantos anos é altura de o estado poder responder à pergunta dos industriais. Há ou não espaço para se desenvolver ainda mais a indústria de celulose ?
Os equipamentos já estão a ser instalados nas duas fábricas da Embraer em Évora. O cluster aeronáutico está a tomar forma. ""No verão ou final do verão queremos ter as primeiras exportações" a partir das fábricas de Évora, traçou João Pedro Taborda, explicando que, "praticamente, a totalidade" dos equipamentos fabricados na cidade alentejana vai ser exportada "para as linhas finais" de montagem no Brasil."
Comove ver o Alentejo da fome e dos suícidios, dos agrários a viverem no Estoril e as ceifeiras a trabalharem de sol a sol desenvolver-se com a indústria aeronáutica, a Universidade, a água do Alqueva, os terrenos lavrados prenhes de fruta, flores, verdes, vinha, oliveira...
É possível ! Num país democrático, com livre iniciativa ! É possível!
A inovação que se está a desenvolver na actividade corticeira é fantástica. Durante muito tempo a cortiça viveu das rolhas para garrafa, até que os Alemães se lembraram que as rolhas de cortiça podiam ser substituídas por rolhas de plástico. E, até em Portugal se viu, por algum tempo, vinho português engarrafado com rolhas de plástico. Há, até, razões científicas que mostram que as transferências químicas ( do e para o interior da garrafa) que se produzem com a rolha de cortiça não se dão com a rolha de plástico. Com a consequente perda de qualidade dos vinhos. Mas, isto serviu, algures, para o toque a rebate!
A cortiça começou a ser usada na construção civil, na NASA como material protector do calor e aqui mais perto em produtos do dia a dia. Gravatas, guarda-chuvas, sacos para senhora, nos sapatos...
Uma jovem empresária pegou na indústria caseira da família e deu-lhe o "toque de Midas" convertendo uma indústria conservadora numa indústria moderna que vende para e em todo o Mundo. Foi com emoção que vi o nosso Pavilhão na Feira de Shangai, todo revestido de cortiça, ser visitado por milhares de pessoas que admiravam os nossas produtos.
E a ideia tomou força e está levada à séria. Ganha prémios internacionais frequentemente . Um matéria prima Portuguesa que agora é exportada mas com produção incorporada.
Contato = INTELLIGENTWEBHACKERS@GMAIL.COMEstes são...
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