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A balança comercial está a portar-se bem.

As exportações atingiram naquele trimestre os 10,5 mil milhões de euros e as importações 9,5 mil milhões de euros.

Para a redução das importações contribuíram principalmente menos entradas de automóveis de passageiros e de combustíveis minerais, em especial nos óleos de petróleo ou de minerais betuminosos, e outros produtos provenientes da destilação dos alcatrões de hulha a alta temperatura.

Os dados referem-se ao trimestre terminado em Fevereiro.

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publicado às 16:00


A Marinha Grande de Obama?

por Rogério Costa Pereira, em 26.08.08

A polícia norte-americana deteve ontem na cidade de Denver, onde decorre a Convenção Democrata, quatro homens suspeitos de quererem assassinar Barack Obama.

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publicado às 19:05


Best of Manuela Ferreira Leite (Agosto)

por Rogério Costa Pereira, em 25.08.08

Depois de exaustiva selecção, apresento um resumo das reacções da líder da oposição aos principais acontecimentos de Agosto (o caso das massagens que terminam sabe-se lá como, o uso de snipers no caso BES, a vaga de criminalidade que vem assolando o país, o veto presidencial à nova lei do divórcio e, na secção desportiva, a ida de Quaresma para o Inter e o Caso Vanessa - Fortes)


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Já me esquecia, sobre o caso Pinho - Phelps: «zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz-zzz»

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publicado às 19:11


Sister Italia 2008 - Fotografia espiritual

por Rogério Costa Pereira, em 23.08.08

«Para se inscreverem, as religiosas terão que enviar “fotos bonitas e expressivas, que mostrem sua beleza nos planos estético e espiritual [?]“, disse o padre.

Depois, caberá aos internautas escolher a freira mais bonita da Itália.

“Uma freira santa, inteligente, mas também bonita, pode contribuir muito para a missão evangelizadora e da pastoral juvenil”, acrescentou o sacerdote, que pediu que várias freiras revelassem sua beleza neste concurso.»

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publicado às 19:03


A realidade do (novo) divórcio

por Rogério Costa Pereira, em 22.08.08

A propósito do veto presidencial à nova lei do divórcio, a Fernanda refere que:



«E quanto aos “créditos” invocados pelo veto, só se aplicam no caso de “trabalho no lar”, ou seja, ao contributo invisível e não financeiro prestado à vida em comum (…).»



Ora, com o devido respeito pela minha colega de blogue, tal não é inteiramente exacto. Com efeito, a norma que regularia os tais créditos de compensação seria o artigo 1676.º do Código Civil, a qual, sob a epígrafe “Dever de contribuir para os encargos da vida familiar”, passaria a ter a seguinte redacção (as novidades são os n.ºs 2 e 3):



1 - O dever de contribuir para os encargos da vida familiar incumbe a ambos os cônjuges, de harmonia com as possibilidades de cada um, e pode ser cumprido, por qualquer deles, pela afectação dos seus recursos àqueles encargos e pelo trabalho despendido no lar ou na manutenção e educação dos filhos.

2 - Se a contribuição de um dos cônjuges para os encargos da vida familiar exceder manifestamente a parte que lhe pertencia nos termos do número anterior, esse cônjuge torna-se credor do outro pelo que haja contribuído além do que lhe competia.

3 - O crédito referido no número anterior só é exigível no momento da partilha dos bens do casal, a não ser que vigore o regime da separação.


4 - Não sendo prestada a contribuição devida, qualquer dos cônjuges pode exigir que lhe seja directamente entregue a parte dos rendimentos ou proventos do outro que o tribunal fixar.



Ou seja, os ditos créditos de compensação teriam como origem não só o trabalho despendido no lar ou na manutenção e educação dos filhos, mas também a afectação dos recursos dos cônjuges aos encargos da vida familiar, pelo que não é correcto afirmar que «os “créditos” invocados pelo veto, só se aplicam no caso de “trabalho no lar”, ou seja, ao contributo invisível e não financeiro prestado à vida em comum.»


 


Também neste pressuposto, tem toda a razão o PR ao alertar «para o paradoxo que emerge do novo modelo de divórcio, a que corresponde uma concepção de casamento como espaço de afecto, quando a seu lado se pretende que conviva, através da criação do crédito de compensação, uma visão “contabilística” do matrimónio, em que cada um dos cônjuges é estimulado a manter uma “conta corrente” das suas contribuições para os encargos da vida conjugal e familiar. Existe, assim , uma forte probabilidade de aquela visão “contabilística” ser interiorizada pelos cônjuges, gerando-se situações de desconfiança algo desconformes à comunhão de vida que o casamento idealmente deve projectar.»


Desta vez devidamente autorizado pelo Luis Rainha, recorro à auto-citação:



«A nova lei do divórcio prevê que o cônjuge que contribui manifestamente mais do que era devido para os encargos da vida familiar adquire um crédito de compensação que deve ser respeitado no momento da partilha. Só mesmo alguém instalado numa torre de marfim, que não conhece, do ponto de vista jurídico, a realidade que envolve um divórcio e a subsequente partilha, se podia lembrar de tal coisa. Como raio se vai quantificar o dito “crédito de compensação”? “Contribuir manifestamente mais do que era devido para os encargos da vida familiar”, conceito para além do vago e indeterminado, traduz-se em quê? Uma mudança de fralda vale quanto? Ou pura e simplesmente não se trata de um “encargo da vida familiar”? E no caso do casal ter decidido, em plena loucura pós-lua-de-mel, que ele trabalharia enquanto ela ficava incumbida da casa e dos filhos? Ou vice-versa. Como é? Estou louco por ver as tabelas de equivalências. Uma aspiradela à carpete vale 5 euros, uma amante abate 100. Eis chegados os casamentos conta corrente!»



Acresce, ainda a respeito do que refere a Fernanda, a propósito da fundamentação do presidencial do veto, na parte que refere que «é no mínimo singular que um cônjuge que viole sistematicamente os deveres conjugais previstos na lei – por exemplo, uma situação de violência doméstica - possa de forma unilateral e sem mais obter o divórcio e, sobretudo, possa daí retirar vantagens aos mais diversos níveis, incluindo patrimonial.», que, naturalmente não imagino que, em situação de prévia inexistência de processo crime por crime de maus tratos, o agressor se apresente «a tribunal fundamentando nas agressões de que é autor o pedido de divórcio», mas configuro perfeitamente possível, a nova lei não parece afastá-lo, que um agressor, já condenado com sentença transitada em julgado, use a decisão que o condenou para provar a ruptura definitiva do casamento e, logo, com base nela, fundamente o pedido de divórcio. Trata-se, inquestionavelmente, de um facto que, independentemente da culpa dos cônjuges, mostra a ruptura definitiva do casamento, como prevê a alínea d) do artigo 1781º do Código Civil na redacção dada pela lei ora vetada.


Devia agora terminar com uma qualquer sentença de estilo, mas não tenho tempo.

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publicado às 18:58


Catano, parece o Marco Fortes

por Rogério Costa Pereira, em 21.08.08


 


Mesmo a sério: Parabéns ao Nelson.


E obrigado! (bloguisticamente parolo, eu sei, mas é assim que me sinto: agradecido!)

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publicado às 18:57

Alertado pelo João Galamba, lá fui ler o post do João Miranda, com o apelativo título “Direito de matar” (com tal título, dificilmente um post pode ser mau). E não me arrependi, porque me diverti imenso (o Galamba nem sabe o que perdeu).


Depois de um curto arrazoado, o JM conclui:



“No caso dos snipers, a decisão é tomada no terreno em reacção ao desenrolar dos acontecimentos. Existe uma grande probabilidade de se cometerem erros de avaliação, de se atingirem inocentes ou de a função para que foram constituídas as forças policiais ser subvertida. Existem por isso boas razões para que o uso de snipers no mínimo seja escrutinada por autoridades independentes. A principal função desse escrutínio é dissuadir os usos inadequados deste instrumento policial.

Mas esta até é uma posição moderada. Existem boas razões para se colocar em causa o poder do ramo executivo do Estado para tirar a vida através da iniciação de um nível mais elevado de violência que aquele que foi utilizado pelos alvos. A natureza do Estado recomenda que o seu poder seja sempre limitado. Devem ser-lhe retiradas as formas mais extremas de poder.”



Vindo dessa entidade blogo-etérea que é o João Miranda, a falha só pode ser minha, mas raios me partam se percebo sequer como é que, sem ser a brincar, no que não me convenço, alguém possa escrever tal disparate e assinar por baixo. É que a simples ideia do uso de snipers a ser escrutinado por autoridades independentes remete-me para o melhor de Monty Python. Mais: tenho a certeza que com a utilização de tal nonsense até o Herman voltaria a ter piada.


À laia de declaração de interesses, sejamos claros: eu não acredito no João Miranda. Literalmente. Não se trata apenas de não acreditar no que ele escreve, eu pura e simplesmente não acredito que ele exista. Acho que se trata de um produto da imaginação colectiva, assim tipo três pastorinhos, ou coisa que o valha - mas isso são coisas que não são para aqui chamadas.



Mas dando de barato que ele existe, apenas para efeitos de raciocínio, sem conceder, parece-me óbvio que o João Miranda é um puro provocador. Ou seja, não me parece que ele acredite, de acreditar, em tudo o que escreve. O que realmente lhe dá gozo é esticar uma corda invisível num passeio público e ficar, na varanda, a ver as pessoas caírem. A rir-se que nem um perdido. E, no caso, as pessoas caem mesmo: levam-no a sério, comentam, concordam, discordam.


Vejamos: ao escrever aquela barbaridade do escrutínio dos snipers “por uma autoridade independente” (o tipo é mesmo bom), e caso estivesse a falar a sério, que autoridade independente teria ele em mente? Teria que ser privada, isso é certo. Uma espécie de ONG feita comité, digo eu.


Depois vem o pormenor que ele não esclarece, o tal comité independente agiria no terreno? BES a BES? E assim sendo, como decorre óbvio, cada sniper teria direito ao seu próprio comité, formado por não menos de três pessoas, para não haver empates e com direito a apelo para instâncias superiores, também elas independentes, claro. (até parece que estou a ver: “senhor gatuno, por decisão do senhor sniper, corroborada, por unanimidade, pelo comité escrutinador independente, decidimos matá-lo, assim que o senhor decida afastar a cabecinha assim um bocadinho para o lado direito. Tem, portanto, 15 segundos para apelar para o comité escrutinador independente de apelo. Caso assim pretenda, afaste a cabecinha assim um bocadinho para o lado direito”).


Não sendo no terreno, e tratando-se de um comité supra e extra situação, a coisa ainda tem mais piada, pelo tipo de discussões que propiciaria, com muito mais tempo para escrutinar.


Mas onde o João exagera, e se revela o brincalhão que é, é no último parágrafo, quando, após a cena do escrutínio dos snipers, escreve: “Mas esta até é uma posição moderada.” Que mimo. O tipo leva-nos às lagrimas e depois diz que é uma posição moderada. Para terminar esta curta análise, que isto era merecedor de ensaio, chamo, de forma avulsa, a atenção para as expressões “iniciação de um nível mais elevado de violência que aquele que foi utilizado pelos alvos”, que se vê ter sido coisa pensada em rima, e depois transformada assim em prosa corrida, para a paródia não ser muito óbvia, e “a natureza do Estado”, que ele se dispensa de nos explicar, tão óbvia ela é - para todos os que o seguem. Ao João.

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publicado às 18:53


O pós-31 de Julho

por Rogério Costa Pereira, em 20.08.08

«De acordo com o site do chefe do Estado, “o Presidente da República decidiu devolver hoje à Assembleia da República o Decreto nº232/X que aprova o Regime Jurídico do Divórcio, solicitando que o mesmo seja objecto de nova apreciação, com fundamento na desprotecção do cônjuge que se encontre em situação mais fraca – geralmente a mulher – bem como dos filhos menores a que, na prática, pode conduzir o diploma, conforme explica na mensagem enviada aos deputados”.»



Aplaudo, assim que acabar de teclar, o veto político, este, stricto sensu, do Presidente da República. A minha opinião sobre a matéria ora vetada já a deixei aqui. Espero que agora percebam a importância do 31 de Julho de 2008.

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publicado às 18:52



(imagem gentilmente cedida pela “Fundação Inês Meneses”)


Acordou sem razão aparente. O coração palpitava, como se lhe fosse saltar pela boca. Tentou respirar fundo, mas não conseguiu. Levantou-se. Vou molhar a cara, a ver se me acalmo. Caiu da cama. Sentia-se cego, pelo que teve de recorrer a outros sentidos para se percepcionar. Algo estranho se passava. Não tinha bracinhos, não tinha perninhas, disso tinha a certeza. Sobejava-lhe boca, porém. E apetecia-lhe escrever. Mas coisas de merceeiro de drogaria. 2 pacotes de açúcar, 3 quilos de farinha, 4 pilhas, das alcalinas, que duram mais. 150$50. E escreveu, rapidamente, como se com dez fura-bolos. Naquele papel pardo que alguém ali tinha colocado. Sentiu-se aliviado. Mas nova ansiedade se seguiu. Uma espécie de medo. Vou mas é lavar a cara. Chegou ao lavatório e sentiu que não tinha caminhado, antes se arrastado pelo chão, que ficou todo riscado - como se por minas de lápis. Olhou como pôde para o espelho que o encimava - os olhos continuavam a não responder. Não tinha cara. Staedtler. Staedtler. Staedtler. Amarelo e preto. Staedtler amarelo e preto. “Viu-se” como um lápis. Centenas deles, em rigor. Teve medo. Muito medo. Não por ter adormecido homem e acordado espécie ignota de agregado de lápis baratos. Era pelo seu aspecto de lampreia, que agora vislumbrava pelo olho pineal que aprendia a usar. E temeu a Inês. A receitinha minhota do arroz de Lampreia da Inês. Não aguentou, aquilo era demais.


Afiou-se todo. Staedtler por Staedtler. A vergonha que a Inês sentiria diante dos seus convidados fê-lo sorrir.


Arroz de lampreia, amiga? Fica-te mas é com as aparas.


Afiei-me até ao tutano, mas afiei-me feliz.

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publicado às 18:47


Onda estacionária

por Rogério Costa Pereira, em 14.08.08

À semelhança da Fernanda e do Filipe, que ora se vêm especializado em posts unitemáticos, respectivamente, sobre danos colaterais e João Miranda* (ninguém os pode acusar de reducionismo ambicioso), vou encetar uma série sobre a lampreia. São doze, os posts, dos quais, à laia de teaser, adianto os respectivos títulos:


- Lampreia: peixe ou felino?;

- A língua raspadora da Lampreia e o artigo 6º do Código Civil;

- Lampreia, quo vadis?;

- Petromyzontida ou Cephalaspidomorphi?;

- A minha Lampreia é maior que a tua;

- A importância da Lampreia no cinema polaco;

- Minha Lampreia, meu tesouro (versão alternativa de Benjamim Spock);

- De olho pineal em ti;

- A câmara branquial das Lampreias: feitio ou defeito?;

- A Lampreia e o domínio do mundo: do auge do Carbonífero ao declínio do Devoniano;

- Há boa Lampreia onde o Douro abocanha o Sousa;

- A utilização da Lampreia, como arma branca, em assaltos a agências do BES.

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publicado às 18:42


Danos colaterais - a prequela

por Rogério Costa Pereira, em 13.08.08

1 Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?

2 E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,

3 Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis para que não morrais.

4 Então a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.

5 Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.

6 E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento; tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.

7 Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

8 E ouviram a voz do SENHOR Deus, que passeava no jardim pela viração do dia; e esconderam-se Adão e sua mulher da presença do SENHOR Deus, entre as árvores do jardim.

9 E chamou o SENHOR Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás?

10 E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.

11 E Deus disse: Quem te mostrou que estavas nu? Comeste tu da árvore de que te ordenei que não comesses?

12 Então disse Adão: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore, e comi.

13 E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

14 Então o SENHOR Deus disse à serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a fera, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e pó comerás todos os dias da tua vida.

15 E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.

16 E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará.

17 E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida.

18 Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.

19 No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.

20 E chamou Adão o nome de sua mulher Eva; porquanto era a mãe de todos os viventes.

21 E fez o SENHOR Deus a Adão e à sua mulher túnicas de peles, e os vestiu.

22 Então disse o SENHOR Deus: Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal; ora, para que não estenda a sua mão, e tome também da árvore da vida, e coma e viva eternamente,

23 O SENHOR Deus, pois, o lançou fora do jardim do Éden, para lavrar a terra de que fora tomado.

24 E havendo lançado fora o homem, pôs querubins ao oriente do jardim do Éden, e uma espada inflamada que andava ao redor, para guardar o caminho da árvore da vida.

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publicado às 18:40

Este blogue, tal como o arrastão, tem os comentários moderados, o que quer dizer que só são publicados os que os respectivos moderadores deixam - passe uma falha ou outra, imputáveis à pressa, à carga pejorativa que a acção censória ainda tem e, no caso do 5 Dias, também, ao facto sermos mais que as mães.


Sucede que, um dos moderadores desse imenso blogue colectivo que é o arrastão, fez questão de deixar publicar (ou, no mínimo, de não censurar) estes dois comentários, dum(a) senhor(a) que assinou “Zazie” (e são daqueles que não passam por engano, não se encaixam em nenhum dos 3 desleixos supra citados - vide, a título ilustrativo, a alarvidade que intitula este post).


O(A) dito(a) Zazie, que anda nisto há um par de anos (muitos pares, em rigor), e até me conhece o ofício, já tem idade para ter juízo, e, azar dos azares, o mesmo par de anos, para sua infelicidade, fá-lo(a) conhecido (a)em juízo (no meu, pelo menos).


Ontem, houve por aqui muita gente a ferver em pouca água, mas os comentários do(a) Zazie, no Arrastão, extravasaram o aceitável.

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publicado às 18:36


Hoje vou adormecer assim

por Rogério Costa Pereira, em 11.08.08


 


A expressão Danos Colaterais, utilizada como foi, parece fazer comichão a muita gente. A verdade é que, a partir do momento em que a situação foi levada, pelos sequestradores, ao ponto a que pudemos observar, reafirmo, “ali só havia dois que careciam de ser salvos - aqueles que não se tinham lembrado de tomar reféns e de lhes apontar armas à cabeça. O resto nem danos colaterais são.”


Mas isto já estava dito no post do Detritus. Leiam-no sem ser de esguelha.


PS - Hoje é um dia incaracterístico, em que se assiste à promessa de fusão entre o Blasfémias e o Arrastão. A paz esteja convosco.

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publicado às 18:31


Questões que me atormentam #1

por Rogério Costa Pereira, em 08.08.08

A SIC tem um presidente da Câmara Municipal de Santarém. Terá a Câmara Municipal de Santarém um comentador da SIC?

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publicado às 01:37


“A NASA quer chichi”

por Rogério Costa Pereira, em 07.08.08

Em “A NASA quer chichi”, a Sábado esclarece:

«É apenas para testar as novas casas de banho do Programa Orion que a NASA irá enviar astronautas de volta à lua em 2020. A ideia é verificar como reagem os filtros do WC espacial com diferentes tipos de urina - e aceitam-se ofertas de amostras de voluntários.»

É por causa deste tipo de notícia, em que são revelados os verdadeiros desígnios das missões espaciais, e de erratas como esta, que eu compro a Sábado. Para além, claro, das crónicas compostas pelo inefável sociólogo Gonçalves.

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publicado às 01:32


O Truão que viu um sapo

por Rogério Costa Pereira, em 07.08.08

Eis a história do Truão.

Sem pudores – e quando um homem se despe de pudores é mesmo assim, criam-se histórias com nexo.

O Truão, como é bom de ver, é um homem. Pelo menos, ao sentido da visão assim se afigura. E, como todos os homens, estultos, tem um ideal de vida - não ter nenhuma ideia para a vida é, por si, um ideal de vida.

É um panteísta puro, daqueles que empurra para a terra as folhas caídas no passeio de cimento - não se lhes vá perder o desígnio. O Truão acredita que a morte é um princípio e, no caso de algumas pessoas, um bom princípio. Vá-se lá entender o Truão.

O Truão ia então pela rua, chamemos-lhe da Saudade, em Alicante, quando tropeçou num sapo, e vivo, que se lhe dirigiu nos seguintes termos - se não se incomodam, nesta história, a sapos e quejandos foi dado o dom da fala - dizia eu, nos seguintes termos falaram:

O Sapo: Caminhais? Qual a razão?

O Truão: Bardamerda?

O Sapo: Se andais sem motivo, sabeis ao menos porque não tendes motivo?

O Truão: Ó espécie de criatura verde-ranho, por que me incomodas? E não me venhas com a conversa de que és um príncipe. Pernas de rã são boas, que tal serão as de sapo?

O Sapo: Ameaças. É próprio de ti, Truão.

O Truão: Conheces-me, reles batráquio?

O Sapo: Se vos conheço? Eu fui um de vós!

O Truão: Já cá faltava o lirismo! Conta-me lá então a tua história! Mas vamos para minha casa, porque de doido já vou tendo fama e não aguentaria as consequências de me verem a falar com um sapo.

O Sapo: Truão, não era preciso vir tão longe para que te contasse a minha história. É curta e simples! Não nasci girino. Outrora, fui um homem, e, como tu, apaixonado por uma mulher. Apostei com uma bruxa, por cujos encantos me perdi, que jamais amaria uma mulher que não fosse a minha. Que pela bruxa, e pelas outras mulheres, não nutriria mais do que desejos de ocasião.

O Truão: E então?

O Sapo: A bruxa apostou comigo que em sapo me transformaria (não que me transformaria em sapo, sublinhe-se) se por ela viesse a sofrer de amores.

O Truão: E?

O Sapo: E aqui estou eu, sapo, sapinho, batráquio anuro, sem nunca ter sido girino!

O Truão: E que porra tenho eu a ver com isso?

O Sapo: Pensei que como caminhavas tão desatento pela Rua da Saudade, tivesses feito alguma aposta do género. Daí querer saber a razão de caminhares!

O Truão: Deixa-me que te conte a minha história, ó ranhoso. Nasci girino, um dia perdi-me de encantos por uma sapa que era bruxa, apostei que jamais a amaria e ela replicou que, assim não sendo, em homem me transformaria. Eis porque, batráquio nascido, hoje sou homem.

O Sapo: Isso é mesmo verdade?

O Truão: Não, sapo filho da puta! `tou só a gozar contigo!

O Sapo: Porquê?

O Truão: Não acredito em sapos!


Era assim o Truão, um egoísta sem magia. E olhem que nem todos merecemos que um sapo nos dirija a palavra. É coisa de predestinados. Não acontece todos os dias.

Tudo, só para dizer que o Truão morreu de velho, com um cancro de fumador passivo, num hospício, sem mulher, sem filhos, sem família (nem pintelho de girininho). Panteísta como era, o seu destino se cumpriu, foi deitado aos peixes do mar alto, que dele se alimentaram. Sem apelo nem agravo, memórias não deixou e de actos valorosos, o único de que restou lembrança - sem chegar para o libertar da morte, foi ter caído de um 4º andar, com os chavelhos no cimento do passeio, e não ter morrido.


Pelo menos no mesmo dia.


Do último relatório médico, antes de morrer, consta, além das algaraviadas do costume, o que passo a citar:

“O paciente julga que foi sapo. Diz que um dia um sapo lhe falou de outros sapos, bruxas, mulheres, amores e paixões (…) Conselho (não tivesse ele esticado pernil - bom como os de rã, by the way): juntá-lo a uma paciente que julgue ser a Branca de Neve.”

Isto tudo para vos dizer o seguinte. A história do Truão que foi Truão, que foi batráquio, baseia-se em factos reais, os nomes foram alterados para não ferir susceptibilidades. A moral é inexistente. E este é o meu receio. Acabar sem moral, sem ninguém que ouça as minhas loucuras de velho. Por mais loucas que elas sejam.

É também para isso que serve o amor, para confiarmos um ao outro as nossas loucuras. Aqueles segredos loucos, imprudentes, alienados. Daqueles que apertam no peito se não se contam a uma mulher. Pós-afazeres de alcova…

Afinal, é também para isso que as mulheres (produto melhorado da fotocópia de fim de tonner que é o homem) foram feitas.

Caso contrário, acabaremos como o Truão: triste, a pensar que viu um sapo.

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publicado às 01:30


Um mundo meão*

por Rogério Costa Pereira, em 05.08.08

Hoje, não faz sentido que a discussão se centre entre esquerda e direita, cavaqueira que, sendo cada vez mais despida de conteúdo, é totalmente vazia de sentido prático.

Desabafo, pois, sobre algo que sempre me atormentou, que me vem atormentando de forma mais aguda ultimamente, algo que me enraivece até às lágrimas, que me tolda o espírito, que me altera o humor até ao Prozac: a Mediocridade!

O mundo parece, cada vez mais, estar cheio desses pequenos répteis, repelentes e asquerosos, que vêem o mundo por entre duas palas de orientação, como burros de carga que na realidade são. E eu, estupidamente, deixo-me incomodar por eles, com os seus olhares entupidos, com os seus sorrisos vazios, com o alimento que dão à indústria livresca da faca e alguidar, com a seborreia com que me engraxam os sapatos.

A mediocridade da televisão.

A mediocridade d’algum jornalismo que é judiciário porque escreve sobre tribunais mas jamais o será por o ser.

A mediocridade da pulp fiction.

A mediocridade do Zé-povinho.

A mediocridade d’alguns comentadeiros.

A mediocridade dos estudantes que não pagam, não pagam, nem eles sabem bem o quê.

A mediocridade das generalizações por falta de tempo e de interesse.

A mediocridade das descontextualizações.

A mediocridade a que a mediocridade nos conduz.

A mediocridade do terror.

A mediocridade da casa que um dia foi pintada de branco e, havendo falta de melhor, casa branca ficou.



(imaginem a confusão, se a moda pega cá pelo nosso mui português e desaguado Alentejo e começam os seus indígenas a dizerem-se moradores da casa branca. Pois se de cal foram as suas casas pintadas e se o outro, num país bem maior e provavelmente com maior número de casas brancas, se arrisca a que o carteiro não lhe conheça o paradeiro, porque não eles, que antes da tinta havia a cal e antes das Américas já o Alentejo deitava cal nas suas casas, findas as últimas chuvas, lá para os idos de Maio, não fosse a pintura ficar borrada – de um fôlego, este).

Dizia (mente tortuosa, esta minha, que não me deixa escrever sem a propósitos):

E o problema começa a ser sério e grave, pelo menos para mim que não consigo passar por cima da merda, acabando sempre por pisá-la. Fico ali, a fazer pontaria e lá vai.

Não consigo ignorar, não consigo olhar adiante, fico a remoer naquilo, horas a fio. Fico a imaginar como me saberia bem ter dito isto, feito aquilo.

E estudo o fenómeno.

Para melhor combater a coisa, é necessário entendê-la.

Até se me arrepiar a espinha e depois vocifero. Impreco!

Não fosse eu ter uma réstia de razão e coração e ter-me-ia casado por puro interesse científico. Seria um mártir da investigação. Teria escolhido uma mulher medíocre.

E estudá-la-ia. De forma afincada!

E descobriria a cura para o mal. Pelo menos para este mal em que todos os outros se condensam, a que todos se resumem.

A qualidade do assim-assim, do não-é-carne-nem-é-peixe, do cá-se-vai-andando.

Raios me partam se não!

Oportunidade perdida, reduzo-me a imaginar o mundo sem mediocridade.

Onde estaríamos, quem seríamos, onde teríamos chegado ou não.

Imagino isso tudo – vou ao dicionário e vejo: Medíocre: mediano; meão; que está entre o bom e o mau; ordinário; insignificante.

E penso em Adão e na maçã.

E sem concluir, antevejo: não podia ser de outra forma, tinha de ser assim.

Um mundo meão!


* Adaptação do meu primeiro texto na blogosfera (cortesia, na altura, do José Mário), publicado em 3 de Abril de 2004, no saudoso Blogue de Esquerda.

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E dei eu o nome de Moutinho ao peluche favorito do meu filho...

por Rogério Costa Pereira, em 04.08.08

«Já disse que quero sair», João Moutinho, 26/07/2008


«Estou de corpo e alma no Sporting», João Moutinho, 02/08/2008

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Prevenção do “hit and run” (algures no IC8, ontem)

por Rogério Costa Pereira, em 16.06.08

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A Sábado retracta-se

por Rogério Costa Pereira, em 07.06.08

“Por lapso, na revista especial sobre o Euro 2008, publicada na semana passada, é dito que Nuno Gomes usa uma bandolete durante os jogos. Na verdade, o avançado do Benfica usa uma fita para o cabelo. Ao visado, as nossas desculpas.”

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