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O Vaticano em retaliação mandou regressar a Roma o seu embaixador. O Primeiro Ministro referiu pela primeira vez na Assembleia Nacional que o Vaticano tentava abafar as dezenas de casos de pedofilia que ocorreram na Igreja do país.

O Arcebispo de Dublin, que chora em público quando aborda este assunto, não deixa que o assunto seja enterrado e toma medidas pesadas como seja fazer circular os padres por forma a que estes não ganhem a confiança e a proximidade dos crentes.

A adesão de novos alunos nos seminários é agora muitíssima baixa em confronto com épocas anteriores em que os padres chegaram a ser produto de exportação.

Numa conversa com uma das vítimas, agora homem, o Arcebispo relatou que a violação tinha sido perpetrada na própria capela, o que torna o acto ainda mais bárbaro. O que arrepia ainda mais em tudo isto, é que a hierarquia católica durante dezenas de anos abafou o assunto, tendo conhecimento directo através das vítimas, famílias e dos próprios padres e nada fez, pelo contrário, não informou nem as autoridades policiais nem as autoridade de saúde.

É algo que ultrapassa tudo o que se pode esperar de uma instituição religiosa que tem como objectivo (deveria ter) levar paz e confiança às pessoas, normalmente as mais desprotegidas.

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publicado às 11:00

Porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa diz que o processo acarreta morosidade -  Fim dos feriados religiosos pode ser adiado para 2013.
Enquanto o 5 de Outubro e o 1.º de Dezembro desaparecem do calendário dos feriados, o fim dos feriados religiosos pode ser adiado para 2013 por este Governo, que está de joelhos perante as sotainas, desprezando a laicidade a que é obrigado e traindo o regime – a República –, cuja data emblemática é o 5 de Outubro.
A laicidade é uma conquista republicana que defende a liberdade religiosa e a paz.
Enquanto os judeus ortodoxos se agarram à Tora e à faixa de Gaza, os muçulmanos debitam o Corão e se viram para Meca e os cristãos evangélicos dos EUA ameaçam a laicidade e a teoria evolucionista, os conflitos religiosos e o terrorismo assustam a Europa.
A emancipação do Estado face à religião iniciou-se em 1648, após a guerra dos 30 anos, com a Paz da Vestfália e ampliou-se com as leis de separação dos séc. XIX e XX, sendo paradigmática a lei de 1905, em França, que instituiu a laicidade do Estado.
A libertação social e cultural do controle das instituições e símbolos religiosos foi um processo lento e traumático que se afirmou no séc. XIX e conferiu à modernidade ocidental a sua identidade.
A secularização libertou a sociedade do clericalismo e fez emergir direitos, liberdades e garantias individuais que são apanágio da democracia. A autonomia do Estado garantiu a liberdade religiosa, a tolerância e a paz civil.
Não há religiões eternas nem sociedades seculares perpétuas. As três religiões do livro, ou abraâmicas, facilmente se radicalizam. O proselitismo nasce na cabeça do clero e medra no coração dos crentes.
Os devotos creem na origem divina dos livros sagrados e na verdade literal das páginas vertidas da tradição oral, com a crueza das épocas em que foram impressas.
Os fanáticos recusam a separação da Igreja e do Estado, impõem dogmas à sociedade e perseguem os hereges. Odeiam os crentes das outras religiões, os menos fervorosos da sua e os sectores laicos da sociedade.
Em 1979, a vitória do ayatollah Khomeni, no Irão, deu início a um movimento radical de reislamização que contagiou Estados árabes, largas camadas sociais do Médio Oriente e sectores árabes e não árabes de países democráticos.
Por sua vez o judaísmo, numa atitude simétrica, viu os movimentos ultraortodoxos ganharem dinamismo, influência e armas, empenhando-se numa luta que tanto visa os palestinianos como os sectores laicos.
O termo «fundamentalismo» teve origem no protestantismo evangélico norte-americano do início do séc. XX. Exprimiu o proselitismo, recusa da distinção entre o sagrado e o profano, a difusão do deus apocalíptico, cruel, intolerante e avesso à modernidade, saído da exegese bíblica mais reacionária. Esse radicalismo não parou de expandir-se e já contamina o aparelho de Estado dos EUA.
O catolicismo, desacreditado pela cumplicidade com regimes obsoletos (monarquias absolutas, fascismo, ditaduras várias), debilitou-se na Europa e facilitou a secularização. O autoritarismo e a ortodoxia regressaram com João Paulo II (JP2) e Bento XVI (B16), que enterraram o concílio Vaticano II e recuperaram o Vaticano I e o de Trento.
Os dois últimos pontífices transformaram a Igreja católica num instrumento de luta contra a modernidade, o espírito liberal e a tolerância das modernas democracias. Tem sido particularmente feroz na América latina e autoritária e agressiva nos Estados onde o poder do Vaticano ainda conta, através de movimentos sectários de que Bento XVI foi herdeiro e protetor, ou esteve na sua génese.
A passagem pelo poder de líderes políticos que explicitaram publicamente a sua fé, em países com fortes tradições democráticas (EUA e Reino Unido), foi um estímulo para os clérigos e um perigo para a laicidade do Estado. Por outro lado deram um mau exemplo aos países saídos de velhas ditaduras (Portugal, Espanha, Polónia, Grécia, Croácia), facilmente disponíveis para novas sujeições.
A interferência da religião no Estado deve ser vista, tal como a intromissão militar, a influência tribal ou as oligarquias – uma forma de despotismo que urge erradicar.
A competição religiosa voltou à Europa. As sotainas regressam. Os pregadores do ódio sobem aos púlpitos. A guerra religiosa é uma possibilidade a que os Estados laicos têm de negar a oportunidade. Só o aprofundamento da laicidade nos pode valer.
E Portugal vai por mau caminho.

 

Carlos Esperança – Coimbra, 29 de Fevereiro de 2012

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publicado às 16:00


Hóstias alucinogéneas em missa cantada

por Luis Moreira, em 25.02.12

No centro de Itália :Os efeitos foram imediatos e o caos instalou-se, com testemunhos de visões de santos, abraços ao crucifixo e duas idosas a correr atrás do padre, agredindo-o e dizendo: "Você é o demónio!". Don Achille foi obrigado a refugiar-se na sacristia até que a polícia chegasse, revelou a imprensa local.

A Igreja católica começa a aderir a ideias arrojadas, mas depois veio negar, tratar-se - ia de farinha do mesmo farelo, desculpem, farinha contaminada por LSD...

Se a ideia pegar ainda vou ser um crente assíduo.

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publicado às 21:14

Mas ter "uma vida de oração" não é já a vida dele"? Ou não devia ser?  Mas teve tempo para abusar duns jovens o que está provado. Devia pura e simplesmente ser excomungado e afastado da Igreja.

"Harris foi pároco da Igreja de St. Charles Borromeo, no Harlem, e um dos organizadores da grande missa que o papa Bento 16 celebrou em 2008 nos Estados Unidos, no estádio dos Yankees. Na época, já havia rumores sobre a pedofilia de padre.
A igreja só afastou Harris de sua paróquia quando a investigação da Promotoria e o depoimento de vítimas começaram a vazar na imprensa. Alguns relatos davam conta de que ele, entre outras coisas, gostava de acariciar meninos na faixa de 10 anos que estudavam na Faculdade Cathedral, em Manhattan, da Igreja.

Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2012/02/castigo-do-vaticano-padre-pedofilo-se.html#ixzz1lQGwpzCT

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publicado às 17:00


Num estado laico, o normal é ser assim

por António Filipe, em 09.12.11

Reuters, 5 de Dezembro de 2011

http://www.reuters.com/article/2011/12/05/us-usa-religion-schools-idUSTRE7B41ML20111205

Basicamente, esta notícia diz que o Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos decidiu que as escolas públicas não podem permitir que as suas instalações sejam usadas para cerimónias religiosas, mesmo fora do horário escolar.
Dum estado laico não se esperava outra coisa. Nem devia ser notícia.
O nosso estado, nesta matéria, nem é carne nem é peixe. Por um lado diz-se laico, mas por outro ajoelha-se aos pés da igreja católica, mesmo em coisas tão simples como a decisão de quantos feriados devem deixar de o ser. A igreja manda e o estado obedece. A igreja católica tem, da parte do governo português, benefícios que todos pagamos, quer sejamos católicos, muçulmanos, judeus, budistas ou mesmo ateus. Tudo por causa de uma concordata, inicialmente assinada pelo governo de Salazar, em 1940, revista em 1975 e, novamente, em 2004. Pode ler-se aqui o seu articulado:

http://www.ucp.pt/site/custom/template/ucptplpopup.asp?sspageid=114&artigoID=2478&lang=1.

Ao ler os seus artigos, tenho que confessar que alguns me deram vontade de rir. Esta concordata, que eu acho injusta e pouco democrata, sobreviveu a vários governos, incluindo três que tiveram como cabeça de cartaz o homem que afirmava orgulhosamente: "Sou socialista, republicano e laico".

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publicado às 00:18


Os ecos e os silêncios da pedofilia clerical

por António Leal Salvado, em 27.11.11

O depoimento "Enfrentar (esconder) o problema", prestado por António Filipe na Pegada, trouxe à tona o sumerso tema. Um tema em que a atitude da Igreja C.A.R. começa a ser sinistra.

Aplicando perversamente o comando cristão de proteger os fracos e desonrando o exemplo dos melhores seguidores de Cristo que lutaram pela justiça até ao sacrifício da própria vida, os donos da ICAR contrariam e violam a sua primeira obrigação de espanharem a Palavra pelo mundo - e subestimam, desvalorizam, escondem e encobrem os casos de mais miserável atentado à dignidade humana e à fraternidade que por maioria de razão é devida para com os desprotegidos.
Se mais não houvesse a censurar nas posições e práticas do Vaticano - e há tanto e tanto, infelizmente! - bastaria este miserável exemplo para justificar a mágoa com que milhões de cidadãos que na infância aprenderam a moral cristã e quiseram adotá-la e praticá-la no seio da comunidade católica tenham perdido todo o respeito por esta igreja que tantos e tão elevados danos já causou à Humanidade.

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publicado às 13:56

Dinheiro sujo - por Vasco Pulido Valente

por Isabel Moreira, em 25.10.10

Ler a Palmira e ter lido ou reler isto do VPV:

O Governo de José Sócrates, com o seu usual oportunismo e a sua absoluta falta de escrúpulos, resolveu anular os benefícios fiscais de instituições religiosas e de instituições particulares de solidariedade social (IPSS). Mas deixou conspicuamente de fora a Igreja Católica Apostólica Romana. Este privilégio é em parte justificado pelo papel dessa Igreja na formação histórica de Portugal (que nem sempre, como é sabido, foi papel benéfico e muitas vezes foi, sem a menor dúvida, um papel nocivo). De qualquer maneira, é improvável que o nosso bem-amado primeiro-ministro se tenha deixado guiar por considerações dessa espécie. Muito prosaicamente, Sócrates não quis juntar a Igreja (ainda poderosa) à sua longa lista de inimigos, pensando sobretudo no voto católico em 2011.

As comunidades religiosas de outras denominações (ou seja, as que para seu azar não são católicas) nem sequer mereceram ao Governo a simples cortesia de serem previamente informadas. Sem grande influência, não valem nada para um político da envergadura moral e intelectual de Sócrates. Que se arranjem ou que se lixem, para ele é o mesmo. Infelizmente, existe em Portugal uma Lei de Liberdade Religiosa (de 2001) e a presunção, seguramente estabelecida, que o Estado não deve estabelecer distinções no tratamento de qualquer igreja. Claro que nunca ninguém se lembrou de cumprir seriamente essa regra. Basta ver a ridícula quantidade de feriados que celebram episódios centrais da narrativa evangélica, puros pontos de doutrina ou até tradições devotas sem o mais vago significado doutrinal, para perceber quem o Estado protege ou não protege.

O que não impede a discriminação grosseira e sistemática a favor da Igreja Católica (aliás, constitucionalmente proibida) de ser uma vergonha para a presumível democracia portuguesa. Não me custa a acreditar que o eng. Sócrates não perceba que a liberdade é indivisível (como dantes, com ingenuidade, se dizia) e que há um risco em eximir uma particular igreja ao peso fiscal, que outras forçosamente suportam. Convém, por isso, explicar a esse distinto rebento do PS que os direitos do homem e do cidadão não devem estar à mercê das conveniências do Orçamento ou do interesse eleitoral de um partido. Ignoro se o dinheiro que o Estado vai arrecadar com esta medida de intolerância e cegueira é muito ou pouco. É, com certeza, um dinheiro sujo.

 

(ontem no Público)

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publicado às 12:12


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