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Embora tardiamente, Passos Coelho concluiu, finalmente que chegou ao fim do caminho que tem vindo a trilhar. Só uma tal conclusão explica que tenha vindo agora a falar em "refundação", conceito que só pode ser visto como a última tábua de salvação a que um náufrago, como ele, pode lançar mão para não se afogar de vez. A "refundação" mais não é, pois, do que uma proposta de revisão da Constituição a realizar sob os auspícios da troika. Só que uma tal tarefa não a conseguirá ele levar a cabo sem a cooperação do PS, pois contando embora com a maioria dos deputados no hemiciclo de S. Bento, não dispõe da maioria qualificada de dois terços.

O PS já manifestou, por  várias vezes, a sua indisponibilidade para colaborar nessa manobra e não seria de esperar outra coisa. Além de lhe cumprir salvaguardar o estado e a coesão social, até aos limites do possível, sob pena de se desmentir enquanto partido socialista, contemporizar com uma tal iniciativa seria o mesmo que aceitar que "Roma" pode pagar a "traição dos idos de Março", uma segunda vez.: a primeira com a vitória eleitoral em Junho de 2011 e a segunda com uma revisão da Constituição oferecida de bandeja.

Diga-se, com toda a clareza, que  um tal cenário (o da colaboração do PS numa revisão constitucional, nestas circunstâncias) nem sequer me parece  possível, a menos que o PS esteja disposto a cometer suicídio.

Não significa isto que Passos Coelho, chegado ao fim do trilho, não tenha outros caminhos e um deles até  está nas suas mãos. Coelho pode, de facto, provocar a realização de novas eleições, demitindo-se. Quem sabe se, em novas eleições legislativas, não consegue os almejados dois terços para conseguir destruir a Constituição que tantos engulhos lhe tem causado desde a primeira hora.

Tem, aliás, boas hipóteses de alcançar o seu objectivo. Gente distraída é o que, neste país, não falta e com dinheiro à fartura e cobertura na comunicação social também pode contar. O Fernando Ulrich do BPI e o Nuno Amado do BCP, pelo menos, estão, pelo que tenho lido, dispostos a abrir os cordões à bolsa e dinheiro do BES estou em crer que também não faltará. E quanto à comunicação social sabe-se que está, na generalidade, do seu lado e há sempre um Mário Crespo, um Camilo Lourenço, um Henrique Monteiro, um Zé Manel e mais uns quantos "fanáticos", incluindo do sexo feminino (Maria João Avilez e Graça Franco, por exemplo) dispostos a dar uma ajudinha.

Mesmo assim, admite-se que o resultado não são favas contadas, pois os eleitores, por vezes, conseguem não se deixar cair na esparrela, por muito bem que esta tenha sido montada.

Mas nem um eventual insucesso deve preocupar Passos Coelho, pois mesmo derrotado tem emprego assegurado numa qualquer das empresas que já privatizou ou tenciona privatizar. Deixo aqui, desde já, algumas sugestões que Passos pode aproveitar. Por exemplo: electricista na EDP, ou na REN ou empregado  de cabina na TAP. Ainda ponderei sugerir o lugar de piloto na TAP, ou o de gestor nalguma das empresas privatizadas, mas acho que tais cargos estão fora de questão, pois não se entregam cargos de chefia ou de gestão a quem já deu provas, enquanto primeiro-ministro, que não tem competência, nem perfil para o desempenho de tais cargos. Duvido mesmo que, perante a inábil actuação, o "padrinho" Ângelo Correia o aceite de volta.

Mesmo na pior das hipóteses, não há razão para Passos Coelho desanimar. Há gente neste país, bem mais qualificada do que ele, que não encontra emprego, porque, graças à sua política de empobrecimento, Portugal já conta com mais de um milhão de pessoas desempregadas. Como último recurso, seguindo o seu próprio conselho, pode sempre emigrar. E cá estarei, numa tal eventualidade, a desejar-lhe boa viagem.

(imagem daqui)

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publicado às 00:53


Sua Santidade, o ministro Gaspar

por Francisco Clamote, em 16.10.12

A minha educação foi extraordinariamente cara. Portugal investiu na minha educação de forma muito generosa durante algumas décadas. É minha obrigação estar disponível para retribuir essa dádiva que o país me deu."; "a [minha] participação no Governo tem por único propósito retribuir o enorme investimento que o país colocou na minha educação”.
Não é necessário possuir especial perspicácia para concluir que, nas entrelinhas das afirmações supra, o ministro Gaspar está a apresentar-se como uma verdadeira SUMIDADE. De facto, o enorme investimento feito pelo país na educação do ministro Gaspar, extraordinariamente cara, como insiste em afirmar, só tem justificação porque estamos perante uma personalidade com uma capacidade também ela extraordinária. A roçar o génio, admito eu, pelo que  ponderei passar a tratar Sua Excelência, por Sua Sumidade, o ministro de Estado e das Finanças Vítor Gaspar.
Só não transformei  essa intenção em resolução, porque o ministro Gaspar, ao declarar, simultaneamente, que se dispôs a participar no governo e a nele permanecer, apenas e só como forma de retribuir o investimento que o país colocou na sua educação, revelou um desprendimento, uma devoção à pátria e  uma grandeza de alma tais que só estão ao alcance de quem já atingiu as raias da SANTIDADE.
Hesitei, pelas razões supra, no tratamento devido a Sua Excelência, entre Sua Sumidade e Sua Santidade, mas, ponderando, acho que devo optar, definitivamente pelo tratamento por Sua Santidade. Doravante, pois, o ministro Gaspar será tratado por Sua Santidade, o ministro de Estado e das Finanças, Vítor Gaspar.
(Imagem e citações daqui)

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publicado às 21:48


Uma singular IPSS: a Presidência da República

por Francisco Clamote, em 13.10.12


"Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos." (Discurso de tomada de posse de Cavaco Silva, na Assembleia da República, em 9 de Março de 2011)

Já perdi o conto ao número de vezes em que, por acção do actual governo, os limites para os sacrifícios de que Cavaco falava nos idos de Março de 2011, foram ultrapassados. Constitucionalmente, Cavaco Silva tem a estrita obrigação de velar para que os sacrifícios impostos pelo governo se contenham dentro dos limites do suportável  e se pautem por regras de justiça na  repartição. 

Todavia, não me dei conta de que, até agora, Cavaco Silva tenha tomado alguma iniciativa tendente a repor a justiça, ou a estabelecer limites à extorsão fiscal. Sendo assim, é caso para perguntar para que serve a Presidência da República, enquanto o cargo de presidente for ocupado por alguém com o perfil de Cavaco Silva? 

Enquanto órgão de soberania, aparentemente, não serve para nada, mas não vou ao ponto de afirmar que é completamente inútil, porque serve, pelo menos, para sustentar uma numerosa clientela constituída pelo pessoal das suas Casas (Civil e Militar), funcionando, pois, como uma original e singular Instituição Pública de Solidariedade Social. Será o bastante para que não se advogue a sua imediata extinção? Creio que, pelo menos, é de ponderar a hipótese, num momento em que tanto se fala em cortar nas "gorduras" do Estado.

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publicado às 22:33


Como fabricar ricos em menos de 24 horas

por Francisco Clamote, em 12.10.12

OS NOVOS ESCALÕES DE IRS:

Até 7.000€ - 14,5%

Entre 7.000 e 20.000 - 28,5%

Entre 20.000 e 40.000 - 37%

Entre 40.000 e 80.000 - 45%

Mais de 80.000 - 48%
Fonte

A confirmarem-se estes escalões, não há dúvida que os "ricos" aumentaram imenso em Portugal e em menos de 24 horas:

Quem tenha um rendimento mensal à volta de 2800 € é "rico". Quem receba mensalmente 1500 €, para lá caminha e quem tenha um rendimento mensal à volta de 5700 €, é "riquíssimo", pois leva com a taxa máxima de imposto. Para este governo, não há dúvida de que é mesmo. 

Compreende-se, finalmente o porquê das 20 horas de reunião do Conselho de Ministro. Fabricar, dum momento para o outro, tantos milhares de novos ricos não era e não foi tarefa fácil.

Como diria o Marques Mendes, isto é "um ataque à mão armada", embora eu prefira falar de uma "roubalheira descarada".

Felizmente, "mitigada".À moda do Gaspar, Claro!

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publicado às 01:47


"Jaz morto, e arrefece"

por Francisco Clamote, em 16.09.12

Não é o "Menino de Sua Mãe" do poema de Fernando Pessoa, com o mesmo título, donde extraí a citação em epígrafe.

É o governo de Coelho, Gaspar, Portas & Cª que não só arrefece, como "jaz morto e apodrece" (nova citação do mesmo poema).

São, aliás, múltiplas as vozes que garantem que o "morto" já fede.

Estou em crer que sim, da mesma forma que acredito que o fedor está para durar, porque as autoridades sanitárias, com competência na matéria, não se mostram, para já, interessadas em remover o cadáver.

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publicado às 21:28


Tudo em nome da conservação da biodiversidade

por Francisco Clamote, em 12.09.12



Não é preciso possuir grande erudição para saber que as mulheres e os homens actuais são classificados pelos cientistas como Homo sapiens sapiens. Basta dar uma vista de olhos por uma enciclopédia para o ficar a saber e para reconhecer que se trata duma subespécie da espécie homo sapiens, do género Homo, a qual, por sua vez, digo eu, pode incluir e inclui, de facto, várias formas. Sem a pretensão de ser exaustivo, porque este "post" não pretende ser uma lição sobre taxonomia, vou elencar umas tantas, apenas  as necessárias para tornar claro o tema  que me propus. Assim, por exemplo, são conhecidas as formas do H. s.sapiens f.pauperrimus;   H. s.sapiens f.  pauper;  H. s.sapiens f.mediaeclassisH. s.sapiens f. fortunatus e H. s.sapiens f. potestatis-beneficiarius, além de outras que agora não vêm ao caso. 

Sabe-se que a vida não está nada fácil para as três primeiras formas (pauperrimus, pauper emediaeclassis), mas era suposto que para as outras duas, a vida corria pelo melhor. A suposição, porém não passa disso mesmo. Só assim se compreendem os lamentos do fortunatus Belmiro de Azevedo, ou a ameaça de se "pirar" do potestatis-beneficiarius António Nogueira Leite.

E como não compreender, perante os lamentos dos fortunati, como Azevedo, e as ameaças dos potestatis-beneficiarii, como Leite, que o governo tenha descarregado sobre os outros todo o peso das medidas de austeridade? Não se está mesmo a ver que, se este governo (ia dizer, por hábito, de malfeitores, mas retiro a palavra)  assim procede, é apenas devido à sua preocupação pela conservação da biodiversidade. 

A explicação até é simples: enquanto os fortunati e potestatis-beneficiarii são poucos e há pois que velar pela sua conservação e robustecimento; os outros são tantos que a sua conservação está sempre assegurada, pois, entre mortos e feridos, alguns hão-de escapar.

Se ainda faltava uma razão para nos mover a participar nas manifestações agendadas para o próximo dia 15, para mostrar ao governo de malfeitores, toda a nossa satisfação pelas medidas de austeridade anunciadas, aqui a temos.

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publicado às 19:57


A culpa, obviamente, é da "troika"

por Francisco Clamote, em 02.09.12

5,3%? Upa, upa!

6,9% é que é! Isto no final do 1º semestre, porque no final do ano ainda estamos para ver. E não vai ser lindo, está mais que visto, tal o descontrolo da execução orçamental.
Culpada disto tudo é troika, diz Cavaco e não há que duvidar.
De facto, não foi a troika quem elaborou o Orçamento do Estado e o fez aprovar na Assembleia da República, pela maioria governamental (PSD/CDS)?
E, por acaso, não foi também a troika quem promulgou a Lei do Orçamento do Estado, enquanto Cavaco se entretinha a fazer uns rabiscos nuns papéis enviados pela Assembleia da República? 

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publicado às 14:36


A confissão de Passos/Coelho: '"lixei" o meu país'

por Francisco Clamote, em 24.07.12
Ao que dizem as crónicas não terá sido, a expressão em titulo, a usada por Passos/Coelho. O que ele terá dito, e não ponho em dúvida o relato, foi "que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal”.

Não ponho em dúvida o relato, mas não acredito na sinceridade de quem proferiu a afirmação. E não estou isolado nesta apreciação, pois de há muito se sabe que a estratégia de Passos Coelho passava por concentrar a austeridade nos dois ou três primeiros anos da legislatura para ganhar folga que lhe permitisse abrir os cordões à bolsa na véspera das próximas eleições legislativas. Ao fazer aquela afirmação, onde demonstra mais uma vez que é perito no uso do calão, Passos/Coelho, ou está a fazer mais um número de circo, ou então é porque já nem ele próprio acredita que a política de austeridade a tudo o custo  tenha saída.

Só que, sendo assim,  deveria dirigir aos deputados um discurso bem diferente. Por exemplo : "Companheiros, "lixei" o meu pais". Dando-se o caso de não querer arcar sozinho com as responsabilidades  poderia, aliás a justo título, optar por um discurso mais mais elaborado e, porventura mais de acordo com a realidade histórica. Algo como isto: "Companheiros,"lixámos" o país, ao votarmos contra o PEC IV, com o pretexto de não ser admissível o aumento da carga fiscal e dos sacrifícios, tal a era ânsia de chegarmos ao "pote". Alcançado este, passámos a justificar todos os aumentos e todos os sacrifícios impostos sobre a maioria da população. Espero que consigam viver de boa consciência com tamanha hipocrisia. Pela minha parte, como se tem visto, cá me vou aguentando. Bem."

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publicado às 23:52


Rui Ramos, é boa altura para ir a banhos!

por Francisco Clamote, em 22.07.12

O historiador Rui Ramos, na sua crónica publicada na última edição do "Expresso",  passa por cima de todas as perguntas sem resposta feitas inclusive pelo jornal onde escreve, e são mais que muitas, para concluir, sem deixar margem para dúvidas, que o ministro Relvas ao obter a sua "licenciatura", "limitou-se a aproveitar a lei". E vai mais longe. Escreve ele: "Dizem-nos que o caso Relvas revela o carácter de um ministro. Não: revela o carácter de toda a gente. Revela o carácter de uma sociedade que finge indignar-se com o sistema de que, em massa, tirou partido". 

Se bem o interpreto, quer ele dizer com isto que, com excepção dele (certamente) e de mais uns tantos (talvez), toda a gente que neste país obteve a sua licenciatura, usou os mesmos expedientes que o ministro Relvas. O que significa, ao fim e ao cabo, que  para o historiador Rui Ramos, os portugueses são todos, "em massa", uns Relvas.
Se o historiador usa do mesmo rigor de análise na sua especialidade, coitada da História! 
Perante tal desconchavo, vindo de um historiador, é caso para lhe deixar um conselho: com o calor que agora se faz sentir, é boa altura para o historiador e cronista ir a banhos. Pode ser que os banhos lhe façam bem e deixe de dizer disparates. E quem sabe se até passa a apreciar as anedotas que circulam por aí a propósito do caso Relvas, anedotas que, lendo a sua crónica, bem vejo que lhe causam grande  incómodo. 

Com o tempo e com uns banhos o íncómodo passa-lhe.

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publicado às 22:26


O bolo ou o disparate

por Francisco Clamote, em 20.07.12
Desde que os seus amigos tomaram conta do "pote", com a sua prestimosa e indispensável ajuda, Cavaco deixou-se de "avisos" e agora, quando fala, ou diz banalidades ou sai-lhe asneira.
A culpa não é tanto dele, reconheço. É mais da responsabilidade da sua Casa Civil que abandonou, não sei por que razão, a rotina de ter sempre à disposição de Cavaco um bolo que ele se apressava a mastigar, evitando assim  que lhe saísse da boca mais algum disparate.
Seja essa ou não a razão, a verdade é que os disparates na boca de Cavaco dispararam.
Vem este intróito a propósito da  última entrevista dada por Cavaco ao "Sol", entrevista que, diga-se desde já, não li, mas da qual tomei conhecimento através do "Público" que faz simultaneamente o favor de transcrever algumas das "pérolas" proferidas por Cavaco.
Uma delas merece destaque. Segundo a transcrição do "Público", Cavaco garante que o país é hoje mais respeitado”.
Faltou-lhe o bolo, saiu disparate. Neste caso, porém, é fácil tapar-lhe a boca. Como os factos são recentes e até têm reflexos no presente, é suficiente fazer-lhe uma simples pergunta para o calar.
Portugal, deve ele lembrar-se, tem actualmente assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, assento que alcançou, era então primeiro-ministro José Sócrates, em disputa com um país da dimensão do Canadá que gozava, e goza,  de enorme prestígio a nível internacional. Não obstante, o certo é que, nessa disputa directa, foi Portugal o eleito, tendo o Canadá, perante a evolução das votações, acabado por desistir da contenda para não fazer pior figura. 
Isto dirá alguma coisa a Cavaco sobre o respeito e o prestígio de que Portugal gozava na altura, a nível internacional? Se calhar, não. Mas, se tem dúvidas, daqui se lhe sugere que promova a repetição da experiência, nas Nações Unidas, ou noutra organização internacional qualquer. Talvez consiga ver, então, o tamanho do seu disparate.
A Cavaco garanto eu que não assistirá a uma tal façanha, nos tempos mais próximos e seguramente nunca antes do fim do seu actual mandato.
(imagem daqui)

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publicado às 18:14


Salvemos o lince!

por Francisco Clamote, em 18.07.12

 

Eu já tinha dado conta de que estava em marcha uma campanha contra o (escandalosamente ainda) ministro Relvas. Tanto assim que, aqui há dias, entendi ser meu dever sair em sua defesa. Todavia, estava longe de supor que era a "mais brutal campanha" de que há memória, nos tempos democráticos, ainda para mais dirigida contra um um ministro, como diz o deputado do PSD, Carlos Abreu Amorim que, sendo considerado como um dos mais animados participantes na(s) campanha(s) contra o ex-primeiro-ministro Sócrates, deve saber do que fala, pelo que não é favor nenhum reconhecer-lhe a mais alta autoridade  para se pronunciar sobre o assunto.

Ainda assim, só me convenci de vez que se tratava, na verdade, de algo sem paralelo, ao verificar que a campanha já ultrapassou fronteiras, pois a contestação a Relvas já chegou ao Tour de França e ao Col du Tourmalet

Chegadas as coisas a tais extremos, tudo aponta para a eventualidade de o ministro estar em grave risco de extinção. Digo o ministro e não o Relvas, que este está aí para lavar e durar. Mesmo não estando em causa a pessoa de Relvas, o caso não deixa de ser sério e há que providenciar para que aquela eventualidade se não venha a concretizar. Há, pois, que lançar de imediato  uma contra-campanha para a qual me proponho contribuir, lançando, para já, o lema: "Salvemos o ministro (Relvas)!"

A contra-campanha tem as suas dificuldades, mas parece-me que a melhor maneira de a iniciar será demonstrar a falta de fundamento das críticas que têm sido dirigidas contra o ministro.

A começar pela última que, não dizendo directamente respeito ao ministro, mas ao Relvas, himself, não deixou de afectar a imagem do ministro.

Refiro-me, como é óbvio, à "licenciatura" de Relvas. O que não se disse e se escreveu já sobre este assunto, divino Zeus! Não têm faltado alegações sobre ilegalidade, imoralidade, falta de ética e sei lá mais quê, quando, afinal a "licenciatura" vista pelos olhos do perspicaz, atento, avisado e bem informado Marcelo não passou de uma "oferta". Ora, digam lá como é que alguém, presenteado como uma "oferta", normalmente reage ? Recusa-a e passa por "pobre e mal agradecido" ? Ou, o mais normal não será aceitar e agradecer? Relvas aceitou e agradeceu. Que mal há nisto?

É verdade que também têm vindo à baila as "mentiras" do ministro sobre as suas ligações ao ex-espião Silva Carvalho, sobre o caso Relvas/Público e até as relativas às suas declarações sobre habilitações académicas constantes do seu registo biográfico na AR. O próprio o ministro já veio esclarecer, quanto este último ponto, que se tratou de um lapso (alguém, todavia, atento,  já corrigiu para "relapso") e quanto ás restantes temos de convir que as mentiras do ministro não passam de "mentirolas" triviais, quando comparadas com as aldrabices do primeiro-ministro. (Toda a gente ainda se lembra que o dito cujo não aprovou o PEC IV, por não serem admissíveis mais impostos, sendo que, uma vez no governo, não tem feito outra coisa. Suponho que também ainda ninguém esqueceu que o candidato Passos/Coelho garantiu publicamente que, com ele no governo, não haveria cortes no subsídio de Natal e, uma vez no poder, não só  concretizou o corte nesse mesmo ano (2011), como acabou, este ano (2012), por levar dois subsídios por atacado (o de férias e do de Natal) e, se se ficou por aqui foi porque, entretanto, alguém lhe travou o passo.) 

Alguém incomoda o primeiro-ministro por tamanhas aldrabices? Ninguém, ou, se há por aí algum recalcitrante, a verdade é que a sua voz não se ouve. Por que razão é que o ministro (Relvas) é vítima de tanta crítica só por causa duma "mentiroras" proferidas no Parlamento? 

É mais que evidente a necessidade de encetar um aturado estudo para encontrar uma explicação para tão diferenciado tratamento, mas pela sua amplidão terá, naturalmente, que ficar para mais tarde. 

Em matéria de críticas dirigidas ao ministro sobra, depois disto tudo, o quê?

Apenas e só as alegadas "ameaças e pressões" dirigidas ao "Público", mas sobre isto, pouco há já para dizer, em defesa de Relvas. A ERC, como já disse Relvas, "ilibou-o em toda a linha" e disse-o, com total propriedade, pois até na linha onde aparecia a referência a "pressões inaceitáveis", esta expressão acabou por cair. 

Por obra de "amigos", dir-se-á. Mas, porventura, os amigos não são para as ocasiões?

A defesa do ministro (Relvas) fica feita, acho eu.

Haja alguém que pegue no contra-ataque, pois há muito por onde pegar.

Pela minha parte, só mais uma contribuição: a escolha do símbolo da campanha. Nem mais, nem menos que o "Lince ibérico", também ele um mamífero que esteve em perigo crítico de extinção. Se a campanha "Salvem o Lince ibérico" teve êxito, a campanha "Salvemos o ministro (Relvas)!" não há-de ter menor sucesso. Assim Zeus o queira!

(Imagem daqui)

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publicado às 22:53


O sósia

por Francisco Clamote, em 13.07.12
Anda por aí alguém a fazer-se passar pelo primeiro-ministro Passos/Coelho e a defender que "é necessário criar valor suficiente para defender um modelo não de baixos salários num determinado país ou economia", modelo que  'só pode ser sustentado por um tecido económico que "aposte na inovação e na qualidade"'.
Tudo indica que se trata de um sósia do primeiro-ministro, apesar de Passos/Coelho apresentar, frequentemente, dupla personalidade (Passos a dizer uma coisa e Coelho a fazer outra e vice-versa). 
De facto, mesmo sendo assim, estou em crer que o actual primeiro-ministro, que tem defendido e praticado uma política de baixos salários e que tem desinvestido, como nunca, nas áreas da educação, da ciência e da inovação, nunca se teria lembrado de fazer tais afirmações, tão contraditórias elas são com a sua prática e  com as suas orientações políticas.
A prova, porém, de que se trata mesmo dum sósia está na fotografia (em baixo) que ilustra a notícia. Perante esta, fica-se com a certeza absoluta. O indivíduo que se fez passar por primeiro-ministro, embora seja muito parecido com este, esqueceu-se de cortar o cabelo à escovinha, que é o modelo que Passos/Coelho agora usa. Este descuido é que permitiu descobrir-lhe a careca. Que lhe sirva de emenda e para a próxima que tenha mais cuidado.
O indivíduo, apesar de documentada a fraude, ainda não foi preso. Pelo menos não há notícia de que tal tenha acontecido.
(notícia e imagem daqui)

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publicado às 23:11


Uma lágrima!

por Francisco Clamote, em 13.07.12
Depois ter garantido, urbi et orbe, que não iria invocar a "herança" do passado para justificar as suas políticas, Passos/Coelho e as figuras, figurinhas e figurões que o acompanham não têm feito outra coisa que não seja lançar culpas sobre os governos do PS por todos os males do país, os passados, os presentes e, não é difícil presumir, os futuros.
Até anteontem. 
Pressionado pela derrapagem das contas públicas (o homem, apesar do aumento brutal e generalizado dos impostos e dos esbulhos a que procedeu, inconstitucionais, hoje sem margem para dúvidas,  já sabe que não vai conseguir consolidar as contas públicas, nos termos do memorando) e sem saber o que fazer, depois da declaração de estarem feridos de inconstitucionalidade os cortes dos subsídios de férias e de Natal, apesar de ter contado com a benevolência dos juízes do Constitucional que lhe permitiram que ficasse com o roubo dos subsídios deste ano, Passos/Coelho, anteontem, durante o debate sobre o Estado da Nação, viu-se  forçado a dirigir apelos ao PS para "assumir as suas responsabilidades", indo ao ponto de convidar a  "participar na avaliação do Programa de Assistência Económica e Financeira e a na preparação do Orçamento de Estado"  um partido relativamente ao qual não tinha tido até agora outra atitude que não fosse a de o atacar e desconsiderar. Coisa nunca imaginada, quanto mais vista!
O homem, para chegar a tais extremos, por certo que já teme que o céu lhe caia em cima, ou que o chão lhe falte debaixo dos pés. Ou as duas coisas juntas. Já não está simplesmente aflito. Vive numa situação permanente de atrapalhação. 
Entretanto, acabo de sentir uma lágrima a cair-me pela cara abaixo. Não, não foi com pena do homem. O raio dum mosquito é que teve a ousadia de entrar por um dos meus olhos adentro, causando-me uma tal irritação que me levou às lágrimas!
(ilustração daqui)

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publicado às 15:38


Estado de negação

por Francisco Clamote, em 12.07.12
Depois de afirmar que o caso da "licenciatura" de Relvas na Lusófona era um "não assunto", Passos Coelho veio ontem dizer, às 15h41, durante o debate na AR, perante a interpelação de António José Seguro sobre o número de desempregados, que "Fazer a descrição do desemprego não é fazer a avaliação do Estado da Nação".
Daí, concluo eu, sem forçar, que com o esteio em que se apoia (Relvas) já um tanto apodrecido e fragilizado, Passos/Coelho está em vias de dar um tombo. Ainda que tal não venha a acontecer, certo, certo é que  ele já não sabe o que diz. Ou, então, anda com a mente por outras paragens.
Talvez também não seja, de todo, despropositado deixar aqui uma pergunta feita por outrém (Tiago Mesquita): "Senhor primeiro-ministro: temos caras de palhaço?"

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publicado às 19:43


Em defesa de Relvas

por Francisco Clamote, em 11.07.12
É verdade. Forçado pelas evidências, tenho que rever o meu "discurso" sobre (oescandalosamente ainda ministro) Relvas. E começo por riscar a expressão que tenho vindo a usar. 
A revisão impõe-se de facto.
Por um lado, é cada vez mais evidente, à medida que o tempo passa, que se Passos/Coelho ainda não mandou Relvas passear para um qualquer relvado é porque não pode dispensá-lo. Se pudesse, perante tanto caso, suposta ou realmente,  escandaloso, já o teria feito, porque os danos causados, justa ou injustamente, na imagem do governo a que preside, são indesmentíveis.  E se não pode, impõe-se a conclusão, é porque Relvas é o esteio que impede que um Passos/Coelho desapoiado se estatele no chão, com todas as possíveis consequências. Já se imaginou o estado em que ficaria o pais, se depois do tombo, o primeiro-ministro ficasse impossibilitado de exercer as suas funções, nem que fosse só temporariamente? Ora este serviço que Relvas presta ao país, que é o de servir de esteio a Passos/Coelho, é inestimável.  Não sei se o país estará em condições de o compensar devidamente por tão altos serviços, mas, pelo menos, Relvas tem o direito a que os portugueses reconheçam os seus méritos. 
Por outro lado, ao ler o parecer (disponibilizado pelo "Público" aqui) que serviu base à atribuição das equivalências a Relvas para obtenção da licenciatura em Ciência Política (e ainda em mais qualquer coisa) desvaneceram-se de vez as dúvidas que ainda mantinha sobre o rigor da atribuição das equivalências. Há quem ponha em causa a transparência e o rigor da fundamentação do parecer, mas a meu ver, sem razão. Se atentarmos bem, ver-se-á que o parecer até não valorizou suficientemente as competências de Relvas, em particular, numa  "área essencial para o domínio científico a que o candidato concorre, a do marketing político".  O autor, honra lhe seja feita, deu-se conta, em face do currículo apresentado, da existência das competências do candidato nessa área, que  até considera essencial, mas não lhes deu, como lhe cumpria, a importância devida. Se essas competências tivessem sido devidamente valorizadas até se teria por inteiramente justificado que a Lusófona tivesse atribuído o grau de licenciado sem a exigência de realização de qualquer cadeira. Não procedeu assim e, a meu ver, mal, porque, em boa verdade, até havia fundamento para a atribuição do grau de mestre ou de doutor, graus que, todavia, Relvas não pediu, o que só pode ser levado à conta de modéstia. É mais um ponto a seu favor, como é óbvio. Façam o favor de anotar.
É verdade que o autor do parecer não podia adivinhar, só pelo currículo disponível na ocasião, até que ponto iam as competências de Relvas na área do marketing político porque essas competências só se viriam revelar, em toda a sua real dimensão, a posterior, ou seja, com o seu envolvimento na candidatura de Passos/Coelho a presidente do PSD e, posteriormente, durante a campanha para as últimas legislativas, pois em ambas as ocasiões conseguiu a façanha de contribuir para a eleição de alguém que, já nessas alturas, era considerado, até por companheiros do seu partido, como um político fraco. Ou, se preferirem, um fraco político. É como queiram.
Resultados como estes só estão ao alcance de um sobredotado, ou melhor, de um verdadeiro  "génio" em marketing político!
Querem mais, em defesa de Relvas? É que há mais, sim senhor. Já em 1997 ele era considerado "um verdadeiro artista". E não era só folclore. Ora vejam!

(Imagem daqui)

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publicado às 23:45


Rigor, Transparência, Zelo

por Francisco Clamote, em 10.07.12


Pedro e Paulo são, a toda a hora, acusados de serem bons a prometer uma coisa e melhores a fazerem o contrário.

As críticas têm tido mais dirigidas a Pedro do que a Paulo, porque a este tem sido muito difícil encontrá-lo, o que, sendo pura verdade, é perfeitamente compreensível. Como se sabe, foi nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros e ele tomou  a designação do seu ministério tão à letra que se transformou  no "ministro do Negócio". (Não sou eu que o digo, mas um colunista do "Expresso", seu admirador)*. Do Negócio, no estrangeiro, como não podia deixar de ser. Por exemplo, na China, que ainda é estrangeiro, ** país por onde tem andado ultimamente a vender a imagem de Portugal. Com sucesso, segundo tenho ouvido dizer.

Mas não é este o ponto a que quero chegar. O meu propósito, ao escrever estas linhas, é tão só o de demonstrar que as críticas não têm razão de ser. Pelo menos, no que respeita às nomeações para cargos públicos ou em empresas, quer sejam empresas públicas, quer sejam empresas onde o Estado tenha uma palavra a dizer no que respeita à sua governação.

Recordo que, nesta matéria, Pedro e Paulo prometeram rigor e transparência nas nomeações. Ora, a bem da verdade, deve reconhecer-se que não é possível ser-se mais rigoroso e transparente. Rigor é coisa que não tem faltado nas nomeações. Basta dizer que quem não tenha o emblema  de um dos dois partidos, (CDS ou PSD) não é nomeado. O rigor, porém, vai a tal ponto que as nomeações são feitas segundo a quota a que cada um dos dois partidos tem direito, em função da sua representação parlamentar. Pode ser-se rigoroso do que isto? Duvido.

E, no que respeita, à transparência não imagino sequer que se possa ir mais longe, quando o governo já indica, nos despachos de nomeação, o partido donde o nomeado provém. Não sei se este procedimento já está generalizado, mas, se não está, espero bem que, em breve, venha a ser adoptado como norma.

Pedro e Paulo, porém, indo muito além das promessas, não usam só de rigor e transparência nas nomeações. Também procedem com  zelo. Se alguém (com emblema) for posto a andar de um cargo qualquer, sobretudo se for um cargo de topo, seja por mero azar ou com algum fundamento, tratam de imediato e com todo o zelo e empenho de encontrar um refúgio para os despedidos, indo ao ponto de criar cargos supranumerários, se na altura não houver lugar disponível. Até  o cargo de ministro supranumerário, eles arranjam. António Borges que o diga.

Tendo em conta o exposto e considerando que a designação do actual governo ("XIX Governo Constitucional de Portugal") não só é longa, como se presta a confusões, tantos são já os chamados Governos Constitucionais***, sou levado a sugerir que que se adopte a  designação de Governo Rigor Transparência e Zelo, designação que, reduzida a siglas, ficará: Governo RTZ. É merecida a designação e é inconfundível. Não há, não houve e não é possível haver outro igual ou semelhante.

*****

(* Quem tiver dúvidas sobre os direitos de autor, se folhear o caderno de economia da última edição do "Expresso", facilmente as remove.

**Digo que a China ainda é "estrangeiro", porque, apesar dos esforços de Pedro e Paulo e dos seus êxitos na venda de Portugal à China, há umas quantas partes que ainda não conseguiram vender, porque a China ainda as não quis comprar.

*** Isto para já não falar no facto de que é muito provável que, estando Pedro e Paulo apostados, mais aquele do que este, em rever/subverter a actual Constituição, se sintam pouco confortáveis com a designação.) 

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publicado às 18:45

Anda toda gente a "bater" no (escandalosamente ainda ministro) Relvas, devido ao caso da sua licenciatura tirada  à pressa pressão (embora não seja esse o único motivo), mas a verdade é que, se analisarmos bem o caso, é  possível que a mesma gente (eu incluído) seja forçada a rever a sua posição. É que, bem vistas as coisas, se Miguel Relvas tiver frequentado as Universidades de Verão do PSD em todas as suas edições (desde 2003) e se tiver prestado mais atenção à lição do que a, aparentemente, documentada na fotografia em cima, até pode ser considerado uma vítima do facto de o Estado português ainda não ter atribuído às ditas "Universidades" a  faculdade de conferir aos seus alunos o grau de licenciado (e, eventualmente, o de mestre e de doutor) em Ciência Política. O que, diga-se, me pareceria inteiramente justo, atendendo à qualidade (a sério) de muitos dos seus professores.
E, a ser assim, não constituirá grande surpresa, se a Relvas ainda vier a ser reconhecido o direito a ser indemnizado pelo Estado por omissão na produção de legislação em tal sentido.
Mas o mais importante, independentemente do caso Relvas, é que se o legislador já tivesse produzido a legislação em falta, tendo em conta que as edições das ditas "universidades" já não devem andar longe da dezena, o país também já podia dispor, nesta altura, de mais uma boa caterva de licenciados, prontos para o que der e vier. 
Aqui fica a sugestão. Cabe agora a Passos/Coelho resolver de vez o assunto, legislando nesse sentido, atribuindo simultaneamente à lei efeitos rectroactivos, até para evitar embaraços futuros, similares aos provocados pela licenciatura de Relvas. E, se seguir o meu conselho, deve fazê-lo enquanto é tempo, porque, admito, o tempo ao seu dispor pode já não ser muito.
Conto, como é óbvio, que o alvitre aqui deixado venha a ser devidamente recompensado por Relvas e, claro, por Passos/Coelho. Por menos, a meu ver, um tal Arnaut foi alçado até ao conselho de administração da REN.
 Estou certo, ou errado?

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publicado às 17:11


ERC quê?

por Francisco Clamote, em 05.07.12
Começo a ter dúvidas sobre o real significado da sigla ERC que era suposto querer dizer Entidade Reguladora para a Comunicação Social. Perante esta história, sou forçado a inclinar-me mais para a hipótese de, sob aquela sigla, se esconder uma qualquer Empresa de Registo de Charadas.

A história, ou antes, a charada conta-se em poucas palavras:

Raquel Alexandra, indicada pelo PSD, tal como Carlos Magno para o conselho regulador daquela entidade, relatou na comissão parlamentar de Ética que, no caso submetido à apreciação da ERC sobre as queixas do "Público" relativamente às alegadas pressões e ameaças do (ainda) minisro Miguel Relvas, que Houve uma tentativa de instrumentalização dos membros do conselho regulador, indirecta, triste, através do poder editorial. Por quem não faço a mínima ideia, mas por quem queria que a deliberação tivesse um determinado resultado”,  queixando-se ainda de ter sido  vítima de chantagens e de ameaças”, acrescentando que  “Foi extremamente grave. Não imagina o ponto a que as coisas chegaram”.

Tem toda a razão a senhora neste ponto, pois não é nada fácil imaginar como é que alguém que foi vítima  de chantagens e ameaças extremamente graves não consegue saber quem foi o/a autor/a de tais actos, não conseguindo também esclarecer de que chantagens e ameaças se tratou, apesar de contar com a colaboração do dito Carlos Magno que interveio para dizer que sobre essa matéria respondia ele, acabando, no entanto, por não o fazer.

Continuamos, pois, às escuras sobre o tipo de ameaças e chantagens exercidas sobre a Dª Raquel Alexandra e sobre quem praticou tais actos. Não duvido que "as ameaças e chantagens" existiram, pois esta gente alinhada com o PSD não mente. Quando muito é "vítima", como Relvas, de lapsos e "re-lapsos". Do que também não duvido é que ao não esclarecer o caso, a dupla Raquel Alexandra/Carlos Magno quis criar mais uma charada, que eu, desde já, confesso ser incapaz de resolver. 

Se se tratasse de "pressões" ainda poderia tentar dar uma ajuda, avançando com a hipótese de a culpa ser da atmosfera, com a sua mania de ter altas e baixas pressões. Mas, mesmo nesta matéria, sempre deixaria por resolver a magna questão de saber se teriam sido altas ou baixas.

Tratando-se de "chantagens e ameaças",  reconheço muito simplesmente que se trata de algo que está fora das minhas competências.

Em contrapartida, não excluo que Miguel Relvas possa vir a dar uma ajuda. Deixo a sugestão, que é tudo o que está ao meu alcance.

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publicado às 18:57


Os E.T.

por Francisco Clamote, em 25.05.12

troika foi ao Parlamento "dizer que tudo corre bem". 

É verdade que a economia continua a decrescer e o desemprego continua alto e com tendência para aumentar, segundo as previsões da OCDE, mas "para a troikao desemprego é causado pelos altos salários dos trabalhadores".

Donde é que terão surgido estes E.T.? Dos anéis de Saturno ou, porventura, de um qualquer outro planeta ainda mais afastado? 

De Marte não foi seguramente, porque, à distância a que o planeta vermelho se encontra, dá para ver que os salários dos trabalhadores em Portugal são dos mais baixos da Europa e estão a descer.

Insisto nos anéis de Saturno: lá, para sobreviver, deve ser suficiente aspirar a poeira. Pensarão eles: porque não cá ? 

(Ilustração daqui)

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publicado às 08:04


Não quero ser desmancha-prazeres

por Francisco Clamote, em 24.05.12

Cavaco já chegou à Austrália e, pelo ar dele, concluo que está satisfeito. Por mim, que não sou desmancha-prazeres, pode ficar por lá. Ou, se preferir, em alternativa, pode regressar a pé.

(Notícia e imagem daqui)

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publicado às 22:56


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