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O palhaço de Belém

por Rogério Costa Pereira, em 24.05.13

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Qual a razão para o palhaço ter ficado aborrecido por o Miguel Sousa Tavares o ter chamado palhaço? Pediu à procuradoria para investigar. Nada a investigar. Foi palhaço, mesmo, que ele te chamou. Já a subsunção dos factos ao direito são outros quinhentos. Um palhaço tipo bobo da corte, mas que não faz rir e sim chorar. Um palhaço que é co-responsável pelo estado miserável do país. Um palhaço que invoca santos em assuntos de Estado. Um palhaço que vive num mundo de "cidadões". Um palhaço que me envergonha. És um palhaço, Cavaco, e é fácil prová-lo. O interesse em dizê-lo alto e bom som é mais que legítimo. De resto, um palhaço como tu não pode ser lesado na honra. Não a tem.
Só mais uma coisa, PALHAÇO, escolheste o Miguel pela notoriedade? Queres fazer dele um exemplo? É que tens centenas de mulheres e homens a chamarem-te isso e muito pior, todos os dias, no Facebook. Há alguma razão para não mandares a procuradoria analisar o nosso caso? Ou são coisas de palhaços, que só um palhaço entende?

 

Adenda: mais palhaçadas. MST parece não ter uma coisa que o pai tinha. Ele que leia as actas da AR de quando o pai era deputado e talvez aprenda o que é ser excessivo. Saudavelmente excessivo.

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publicado às 14:02


A orelha (arrancada) do Gaspar

por Rogério Costa Pereira, em 19.03.13

Estive a dar uma vista de olhos nos ditos do Gaspar durante a audição parlamentar e gosto particularmente de um que mostra bem o ridículo do "economês" da moda, a patetice do sistema estúpido e desfigurado que nos abraça como um urso.

«15h17 - Vítor Gaspar mostra as perspectivas de crescimento para 2013. "Temos um crescimento previsto de -2,3%"».

E um gajo vai-se habituando a isto e até acha natural e tal. Que é assim que a malta que sabe de números fala e se entende.

"Temos um crescimento previsto de -2,3%".

Porra, pá, isso não é crescer, é minguar.

O domínio dos números sobre os homens e sobre as palavras dos homens, bem sei.

Sei, mas não aceito. Não quero. Não compro.

Não sei se percebeste, Gaspar; vou dar-te um exemplo. Se eu te arrancar uma orelha e te disser que a tua orelha cresceu -100% és gajo para achar que estou a gozar contigo, não é? E eu perceberia isso, e, por piedade, até era gajo para te devolver a orelha que não havia crescido -100%, mas sim sido arrancada a pontapé. E dava-te a orelha de volta ou, como tu dirias, terias a tua orelha novamente a crescer os previstos 0%.

Vá, agora vai-te lá embora (tipo, mesmo). Parece que há para aí malta com vontade de te ver crescer -100%.

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publicado às 16:58


Do neo-liberalismo e dos Homens: vou regressar ao mercado

por Rogério Costa Pereira, em 23.01.13

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Uma boa notícia logo ao acordar. A ideia surgiu-me num sonho que tive esta noite e duma série de pesadelos que nos têm acompanhado vai para x anos. Vou regressar ao mercado na próxima Segunda-feira. Aqui ao do Fundão, mesmo. E vou levar uma impressora a cores. E nada disso de emitir dívida. Isso lá é coisa que se emita? Dívida? Só porque é moda? Pois eu não vou imitar, emitindo.

Vou mas é fazer como das outras vezes em que o FMI cá esteve. Vou emitir papel-moeda. Escudos. Paus. Pilim. Contos. A taxa deverá sair perto dos 25%; um quarto do tinteiro, portanto. A ideia é patética? Nonsense? Fora da realidade? Concedo. Dou de barato.

 

Nada que se pareça com isto, bem mais real e assisado: «O Governo mandatou quatro bancos de investimento para montarem a operação que incidirá sobre uma linha de obrigações que atinge a maturidade em Outubro de 2017 e pretende colocar dois mil milhões de euros. A operação deverá ficar concluída hoje e o prazo irá cair no ano em que Portugal terá menores necessidades de refinanciamento (...). O regresso de Portugal aos mercados ocorre após uma combinação de factores positivos tanto a nível interno como externo. As taxas de juro da dívida portuguesa têm vindo a registar quedas acentuadas desde meados de 2012, graças às medidas tomadas pelo BCE. A nível interno, os dados da execução orçamental que serão hoje divulgados deverão mostrar que Portugal conseguiu cumprir a meta do défice em 2012, o que foi utilizado como trunfo por Vítor Gaspar na reunião do Eurogrupo e para regressar aos mercados.» [Económico]

 

Metam mas é os mercados e o défice no cu, porra. O sistema faliu, o povo extingue-se. Vocês querem mesmo matar-nos! Em troca dos vossos sacrossantos números que enchem o bandulho aos boches e aos especuladores globais da praça ou dos mercados ou do raio que vos parta. Cumpriram o quê? Para quem? A meta do défice? E as metas das pessoas, que morrem por dentro e por fora?, ainda que algumas continuem para aí, mais mortas que vivas, padecentes de frio, de fome, de dor, de mágoa. Feitas zombies, a tentar sacar um pouco de côdea ao suor e às lágrimas, a ver se ao menos enganam a fome aos putos. A trabalhar e a dar o couro e o cabelo pelas vossas metas assassinas.
O neo-liberalismo é uma emboscada, um abraço de urso, que matará muito mais do que o fascismo. Matará mais do que qualquer guerra. Do que todas as guerras. Vive da morte. Da terra queimada. Do fim dos países, do fim das gentes. Do fim das civilizações. Basta que sobrem uns milhares de milhões de indivíduos, já sem alma nem terra, para lhe comprar a banha da cobra.
Como o petróleo que acaba já amanhã mas que não acaba enquanto der, assim é o homem para o neo-liberalismo. Um combustível. Eis, pois, o destino traçado e que vem sendo trilhado, sem desvios, há décadas. Pelo neo-liberalismo e seus devotos, que nele mamam.
Não lhe ponha o Homem trela e açaime e assim será. Não faça o Homem por o abater e eis o futuro. A ausência, o não-Ser. A questão coloca-se ao nível da sobrevivência. Ou ele ou Nós!
Ou ele(s) ou o Homem!

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publicado às 09:24


A "evolução" do "homem"

por Rogério Costa Pereira, em 08.07.12

... e sucede que, para melhor concretizar os seus intentos, a alta-finança entrou para a política, distribuindo os seus membros pelos centros de decisão.
Pouco tempo depois, um outro ramo "evolutivo", destituído de polegar oponível e com cerca de poucos neurónios activos, achou o modus operandi interessante e saltou directamente da árvore para a direcção da coisa pública, ora ao serviço da alta-finança, ora tentando directamente a sua sorte. Os galhos deste ramo são facilmente identificáveis pelo seu olhar vazio e pelo facto de andarem sempre com as patas nos bolsos dos outros, característica que, para além do mais, lhes permite esconder a incapacidade do polegar, atrás referida.
E foi por causa dos dois grupos atrás referidos que a sorte do mundo mudou quase irremediavelmente por alturas das primeira e segunda décadas do século XXI. Sucede que...

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publicado às 11:48


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