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Por mais um "dia inicial inteiro e limpo"

por Rogério Costa Pereira, em 25.07.12

Hoje estou especialmente meigo.

Não estranhes, pois, a forma terna com que te dirigirei as palavras que se seguem. Tenho andado ocupado a ouvir uns sons; e a sentir uns cheiros; e não tenho cá vindo dizer o quanto tenho estado atento à maneira como nos conduzes abismo abaixo. Não há pedra em que não marremos; não há silvedo que tu, embuçado, contornes.

Uma coisa ninguém te pode apontar. Sabes o que queres e por onde vais. (Pensas tu). Treinaram-te bem. A ti e ao teu cara-três-quartos — o teu criador nacional, bem sabes a quem me refiro; essa erva-daninha que anda desaparecida a ver se malta o esquece (está tão enganadinho!). E lá vão, osso após osso, fazendo as alegrias do vosso dono. Sempre de linguita de fora, aos pulinhos. Caudita tau-tau-tau.

Mas ontem ou anteontem — os teus dias atropelam-nos —, nesse catrapum! por onde nos levas, pisaste um risco, levaste-nos contra um pau pontiagudo, e, nessa altura, remador de popa, fizeste por fugir de lá. Em português de gente: cometeste o maior dos pecados, disseste que te estavas a foder ou a cagar (ou lá que merda é que vomitaste) para as eleições.

Que à frente de tudo está Portugal. Foi mais ou menos isso, não foi? Mais palavra, menos palavra, mais sinónimo, menos eufemismo, foi isso que disseste e foi isso que eu ouvi. “Eu quero que as eleições se fodam, primeiro Portugal”.  

Tivessem vocês dois neurónios — e vai já com a soma feita, para facilitar — e teriam percebido que um Primeiro-Ministro dizer Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal” (fui agora à net ver exactamente o que tinhas vomitado) é o mesmo que dizer Que se lixe Portugal. Já nem vou falar do quão oca soou a frase, do ensaiada que foi, do que vocês se riram quando um juvenil qualquer a inventou, e nem vou fazer de conta que não percebi que estavas a querer fazer uma festinhas aos homens que tomas por bestas.

Quero que saibas que, para além de teres mandado foder Portugal e a democracia — já lá vamos —, disseste exactamente o contrário daquilo que te mandaram dizer. O povo já te topou tão bem que sabe perfeitamente que aquela frase tem a substância inversa à forma. Tu quiseste usar uma linguagem tipo-tasca e a coisa saiu assim, chegou assim aos ouvidos de quem a ouviu: “Que se lixe Portugal, o que interessa são as eleições”. No exacto momento em a coisa te saltou da boca, toda a gente, sem excepção, percebeu que estavas a dizer exactamente o contrário do que te só tu ouvias (ainda que isso, agora, já pouco interesse às tuas costas ferventes).

Mas, olha, se queres saber, isso é o que menos me interessa. Essas politiquices tresandam e, francamente, não conto sequer que te anuncies em novas eleições — e isto é valido para o teu Ministro da Oposição Rosa. Sonharei acordado, talvez, mas a verdade é que deposito nisso uma grande esperança e o dia em que eu deixasse de sonhar acordado seria o mesmo dia em que terias menos um tipo a dizer-te na cara exactamente o tu és. Não sabes há quanto tempo não sonho a dormir? Não? Também não tens nada a ver com isso!, mete-te na tua vida!

Voltando à tua frase: “Que se lixem as eleições, o que interessa é Portugal”. E estou-me perfeitamente nas tintas para o que querias dizer, para o que não querias desvelar. Interessa-me o que eu ouvi e o que dela retirei. Um gajo que se está a lixar (ou a cagar ou a foder, tudo a mesma merda) para as eleições, está a dizer o que poucos ditadores tiveram coragem de assumir assim de fresquinho e às escâncaras. “O que interessa é Portugal”? Mas qual Portugal? Este Portugal que te puseram nas unhas, aldrabão? Este Portugal a quem tu mentiste despudoradamente para conseguir ganhar, nas urnas, umas eleições que te garantem legitimidade para seres o microfone de interesses que não são os nossos? Para nada mais do que isso, sórdida marionete. As eleições que te ganharam servem-te apenas para, passado um ano, teres a legitimidade que outros te depositam na caixa do correio a cada dia. Agora faz isto, agora faz aquilo. Corta daqui, recorta d’acolá.

Obviamente, já não estamos em democracia. Obviamente, não governas pelo povo e para o povo. Limitas-te a ser o testa-de-ferro de interesses que nem tu próprio entendes. Interesses que te convenceram que não precisas de eleições, interesses que se aproveitam das tuas fracas capacidades para te enfiar nessa cabecita oca que podes dizer isso à-vontade. Que mal nenhum acontecerá à tua carreirita “política”. Até concedo que sejas tão vazio, mas tão vazio, que nem percebas nada disso, que não percebas a gravidade do que disseste.

Mas isso não te servirá de desculpa. E na hora de pagar, podes ficar certo que serão os teus próprios donos a depositar-te as trinta moedas nas mãos. Eles funcionam assim.    

Tu usas-te de Portugal, serves-te dele como a gamela onde os teus donos nos depositam a lavagem que tu nos queres enfiar goela abaixo. Todos os dias, sem excepção. Ousas pensar, ó triste que respira, que nos vais engordar de merda para depois nos sacar o foie gras e o levar entre risinhos a quem te diz governar? A quem te afiança futuro?

Tira daí o sentido. Isso não vai acontecer. E não sou eu que o digo. E escusas de olhar à volta. São homens, sim, homens como eu e como…(ia dizer “como tu”, vê lá a parvoíce). São homens sim, mas é muito mais do que isso, do que um ajuntamento, um grupo, um momento. É tudo isso e nunca será apenas isso. Nunca foi, sabes? Nunca em momento algum do seu percurso o foi. Não se encontra! Mostra-se! Exibe-se! Revela-se! no momento do ter-de-ser. Não se encontra o que não se esconde. Nunca ninguém encontrará quem vos fará justiça. Quem nos fará justiça.

Quando digo “nunca ninguém encontrará”, quero significar que não vale a pena os teus donos mandarem o gato à procura. Mas toda a gente dará por ela. É uma ela, claro! Só podia ser uma mulher. Mas depois, quando se desvelar, ficará marcada a ferro-e-fogo nas mentes e nas almas de quem a ela assistir. E nas dos que nós virão. E nas dos seguintes.

Chama-se História! A tua perdição chama-se História!

Mas não é essa cuja definição podes encontrar num qualquer explicador de palavras. É uma Força, uma Inevitabilidade, uma Impossibilidade Impossível, um Impulso. O som do fim do garrafão que encheu. Um barulho intenso e um silêncio.

Depois, sim, haverá quem a escreva, quem a aclame, quem a proclame, quem a diga. E até quem a perfilhe. Quem a reclame!

Mas ela não é de ninguém. É de todos os que lutaram por ela, de todos os que a chamaram. De todos os que sofrem. De todas as crianças prestes a perder o sorriso. É por esses que ela vem. E tem vindo sempre. Nunca falha. E não vai falhar. Se encostares o focinho ao chão já o sentes tremer. Se ergueres as ventas ao alto já a cheiras.

Foge cão, que desta não te fazem barão. Nem corras para onde, que não chegas a visconde. E olha para ela a chegar, na alma de Sophia. Como é linda, sempre que chega.

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

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publicado às 20:27


O Dia dos Finados - pequena história

por Luis Moreira, em 01.11.11

HISTÓRIA DO DIA DE FINADOS

O Dia de Finados é o dia da celebração da vida eterna das pessoas queridas que já faleceram. É o Dia do Amor, porque amar é sentir que o outro não morrerá nunca.

É celebrar essa vida eterna que não vai terminar nunca. Pois, a vida cristã é viver em comunhão íntima com Deus, agora e para sempre.

Desde o século 1º, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos mártires nas catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século 4º, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século 5º, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava.
Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano aos mortos.
Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de "Todos os Santos".

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Mons. Arnaldo Beltrami – vigário episcopal de comunicação - Fonte: http://www.arquidiocese-sp.org.br

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publicado às 16:00


A «Solução Final» para a Crise

por Rogério Costa Pereira, em 12.10.11

Pegamos nos alemães (com excepção dos que escrevem nesta pegada), amarramo-los a cadeiras, mantemos-lhes os olhos abertos à força (com aquela geringonça que usaram no Alex da Laranja Mecânica) e é só obrigá-los a revisitar as seis primeiras décadas do século passado. Em fotografia (há umas que eles próprios tiraram e que não podem deixar de lhes ser exibidas), em filme, em prosa, em poesia, em música, em ensaio, em todo o tipo de narrativas históricas, económicas e sociais. Em plano Marshall, também, há que não esquecer.
No final, alguém que lhes diga que não nos estão a fazer favor nenhum. Que o resto do mundo, sim, lhes fez um favor. Ao deixar que se reerguessem e se reunissem. Que o resto da Europa, sim, lhes fez um favor, ao ser estúpida ao ponto de se deixar fazer novamente refém. E, no fim de tudo, soprar-lhes que eles continuam a precisar de nós; afinal, todos os países da Europa os têm como primeiro ou segundo maior fornecedor de bens de primeira, segunda e terceira necessidade. Fomos burros que nem portas, sim, e por isso somos bons clientes. E, ao contrário do que eles chegaram a pensar fazer aos judeus que sobrassem, não os mandámos a todos (aos boches, entenda-se) para Madagáscar. Nem tal nos passou pela cabeça.
Não!, os alemães não nos estão a fazer favor nenhum! Ao mundo, entenda-se. É preciso é estar sempre a alertá-los para isso, que são tipos de memória curta.
Dos franceses, a outra potência deste insólito novo Eixo — Eixo Franco-Alemão, que ironia desavergonhada —, falarei noutro dia. Mas não sem adiantar, desde já, que, para além de padecerem igualmente de problemas de memória, não têm um pingo de vergonha na cara. Nem de amor-próprio ou, se quiserem, de respeito pelo próprio passado.
Em suma, quando a fome se junta com a vontade de comer, tudo se esquece, tudo se apaga. É como se nada houvesse sido, tudo se passa como se a história tivesse começado ontem. Mas não começou, essa é que é essa. E aí é que a porca torce o rabo. Que não peça respeito quem não se dá ao respeito. Que não dê lições quem demonstre não ter aprendido as suas.

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publicado às 10:27


Belenenses - a honrosa inglória

por António Leal Salvado, em 18.08.11

O sentimento foi o mesmo que aos 11 anos me fez obstinar em ser advogado.
Levaram-me um domingo ao futebol. No peão, ali mesmo colado à bandeirola de canto, deslumbraram-me os voos do José Pereira (o "pássaro azul") e, depois da troca de campo, aquela perfeição de jogadas que começavam no corte limpo do Vicente e seguiam por aí adiante na corrida do Peres ou nas fintas do Yaúca, até chegarem aos pés mortíferos do mago Matateu. No regresso do empate que agradou a todos e mereceu calorosas palmas finais do público covilhanense que sempre recebia bem os visitantes da cruz de Cristo, eu vinha sensibilizado pelo fair play da bancada do Santos Pinto e rendido à classe dos Belenenses.

O fado veio a seguir. Lá em casa havia pluralismo clubístico. Os argumentos eram o Benfica-Sporting da praxe – de um lado a paixão por José Águas, Coluna e os outros precursores enquanto não chegou o Eusébio, do outro a memória dos incomparáveis cinco violinos. O meu entusiasmo pelos ‘pastéis de belém’ foi logo escarnecido: que era o clube da situação, com o corta-fitas Tomás como sócio. Vinha longe o 25 de Abril, mas o argumento fez-me estremecer. Com a internet ainda nos testículos do pai, a pesquisa não foi fácil, pelas folhas d’O Século que eu colecionava, vá-se lá saber para quê. Só no fim de 3 ou 4 meses de angústias encontrei a primeira pista do desagravo: também o republicano presidente Teixeira Gomes tinha sido adepto e sócio dos ‘azuis’. Do mal o menos. Mas a honra maior havia de a encontrar mais tarde.

Já os meus ímpetos pela bola se iam desvanecendo (o Benfica levou-nos o Yaúca, o Peres trocou-nos pelo Sporting e o Matateu envelhecia a jogar no Canadá) chegou-me a dica redentora. O Necas Lalande, belenense do peito aos costados, contou-me a história dos grandes estádios de Lisboa; o velho campo das Salésias foi expropriado ao Belenenses, sem direito a compensação nem utilidade dada ao terreno, enquanto Benfica e Sporting recebiam chorudos apoios para construírem a Luz e o José de Alvalade. Havia privilégios, havia – mas já nessa época eram para os grandes. Mas construímos o Restelo, à custa dos nossos sócios e da nossa bilheteira, e quando veio a rainha de Inglaterra foi lá que a levaram a visitar a maravilha.
Entretanto, o Real Madrid tinha construído o mítico Santiago Barnabéu. Na inauguração, o jogo que se impunha – com o Belenenses. Respeito duradouro, que os ‘merengues’ sublinharam quando, nas bodas de prata de Chamartin, homenagearam o hexacampeão europeu Gento, em um jogo com os portugueses da cruz de Cristo. E já tínhamos sido a 1ª equipa portuguesa a participar na Taça UEFA e a vencer o Barcelona, que já nem era preciso recordar os nossos recordes de goledas no campeonato (29 golos em 2 jornadas seguidas, com a Académica e o Boavista por vítimas) os 17-0 na Taça de Portugal e as mais históricas humilhações aos outros ‘grandes’, que foram 9-0 ao Sporting, 8-1 ao Benfica, 7-3 ao Porto e várias outras, sempre tareia nos mesmos.

Já em 1970, acabado de chegar a Lisboa e de saber onde era a Biblioteca Nacional, continuava a fazer-me mossa aquela de sermos o clube do regime. Era mentira, já o sabia – mas ainda não tinha desistido de prova mais concludente. E ela apareceu.
Era de Homério Serpa, salvo erro, a crónica que descobri na Biblioteca Nacional. Estava lá tudo preto-no-branco: No final do Portugal-Espanha, três jogadores portugueses saíram sob custódia da PVDE, antecessora da PIDE, directos ao calabouço para interrogatório. Crime: tinham-se recusado a fazer a saudação fascista enquanto tocava o hino, no início do jogo. Amaro, Feliciano e Simões tinham conspirado contra a ordem interna do Estado Novo – e a prova maior da premeditada conspiração coletiva era tratar-se dos três representantes da mesma camisola clubística: a dos Belenenses. Jamais alguém tinha ousado levar a honra da Pátria oprimida para dentro das quatro linhas.

O meu Belenenses de sempre passou a ser para sempre. E passou depois pelos anos que todos temos passado. Já no tempo em que o futebol são letras gordas para mim, ainda gritei quando fomos a casa do detentor da Taça UEFA eliminá-lo categoricamente, ainda me senti ufano pela única equipa que venceu a Taça de Portugal batendo o Porto nos quartos, o Sporting nas meias e o Benfica na final, no mesmo ano em que Marinho Peres nos guindou para o 3º lugar no campeonato. Mas, do desporto belenense, os meus orgulhos satisfaziam-se já com umas dezenas de títulos nacionais e mundiais em atletismo, andebol, basquetebol, natação, rugby…, na memória do Vicente eleito pela imprensa inglesa o mais elegante defesa do mundo (e o único que nunca deixou marcar um golo a Pelé) e dos grandes nomes que se fizeram no Restelo: José Mourinho, António Livramento, Jesus Correia, Filipe Gaidão, Carlos Lopes, Francis Obikwelu, Naide Gomes, José Pinto, Vanessa Fernandes, Bruno Pais, Anaís Moniz, ou do treinador dos ‘Magriços’ Otto Glória, ou do treinador dos miúdos que deram a Portugal os dois únicos títulos mundiais de futebol, ou do meu ídolo Matateu, cuja morte foi notícia com digno destaque na CNN.

À medida que para mim passou a resumir-se às letras grossas, o desporto transfigurou-se para negócio de notas grossas e escandaleiras gordas. O meu Belenenses foi ficando pelo caminho. E eu recordo o primeiro jogo de futebol a que assisti no estádio em que foi apanhada aquela imagem, que vale mais que mil palavras. E vejo que a inglória não é desonrosa.

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publicado às 15:15


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