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Kathleen Battle - Soprano norte-americana

por António Filipe, em 13.08.13
No dia 13 de Agosto de 1948, nasceu, em Portsmouth, no estado de Ohio, a soprano lírica norte-americana Kathleen Battle.

Foi a irmã mais nova de sete crianças. O pai era metalúrgico e a mãe era participante activa num coral gospel de uma igreja Episcopal Africana Metodista. Estudou na Escola Portsmouth, onde foi sempre boa aluna, chegando a ganhar uma bolsa de estudos da Universidade de Cincinnati, onde estudou canto, no Conservatório.
Inicialmente, tornou-se conhecida pelo seu trabalho em concertos, em actuações com importantes orquestras, durante a primeira metade da década de 1970.
Em 1971, Battle embarcou numa carreira de professora de canto em Cincinnati, onde deu aulas em escolas públicas. Em 1972, durante o segundo ano como professora de canto, um amigo e membro do coro da igreja telefonou-lhe e informou-a que o maestro Thomas Schippers estava a fazer audições em Cincinnati. Na sua audição, Schippers pediu-lhe para cantar a parte solista para soprano de “Um Requiem Alemão” de Johannes Brahms, no Festival dos Dois Mundos, em 1972, em Spoleto, Itália, que aconteceu no dia 9 de Julho, marcando o começo de sua carreira profissional.
Durante alguns anos, Battle cantou em muitos concertos em Nova Iorque, Los Angeles e Cleveland. Thomas Schippers apresentou-a ao colega James Levine, que a seleccionou para cantar Mater Glorioso, na 8ª Sinfonia de Mahler, com a Orquestra Sinfónica de Cincinnati, no Festival de Maio em 1974. Este foi o começo de uma amizade pessoal e profissional entre Battle e Levine, que resultou em muitas gravações e actuações em recitais e concertos, incluindo apresentações em Salzburgo, Ravinia e no Carnegie Hall.
Battle fez sua estreia operática em 1975, como Rosina, na ópera “O Barbeiro de Sevilha”, com a Ópera do Teatro de Michigan. Estreou-se no Festival Glyndebourne, cantando Nerina em “La fedeltà premiata” de Joseph Haydn, em 1979.
Durante a década de 1980, apresentou-se em recitais, trabalhos corais e óperas. O seu trabalho continuou a ser apreciado nas mais importantes casas do mundo. Em 1980 estreou-se na Ópera de Zurique e, em 1982, no Festival de Salzburgo. Em 1985, foi a soprano solista da Missa de Coroação de Wolfgang Amadeus Mozart, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, durante uma missa celbrada por João Paulo II, com a Filarmónica de Viena, dirigida por Herbert von Karajan. Em 1987, foi convidada por Karajan para cantar a Valsa da Primavera, de Johann Strauss, no Concerto de Ano Novo de Viena, a única actuação de Karajan televisionada internacionalmente.
Battle tornou-se uma soprano prestigiada no Metropolitan Opera House na década de 1980, cantando, aproximadamente, 150 vezes com a companhia, em 13 óperas diferentes. Apresentou-se também na Ópera de São Francisco, Covent Garden, Grande Teatro de Gênova, Ópera Estatal de Viena e na Ópera Alemã de Berlim.
Entre 1990 e 1993, apresentou-se em muitas produções no Metropolitan Opera House, com o tenor Luciano Pavarotti.
Em agosto de 2000, apresentou um programa só com obras de Franz Schubert, em Ravinia. Em Junho de 2001, Battle e a sua colaboradora, a soprano Jessye Norman, apresentaram “Mythodea”, de Vangelis, no Templo Zeus do Olimpo, em Atenas. Em Julho de 2003, actuou com Denyce Graves, Bobby McFerrin e a Orquestra Sinfónica de Chicago, em Ravinia. Em Julho de 2007, estreou-se no Festival de Música de Aspen, apresentando um programa com músicas de George Gershwin.
No dia 16 de Abril de 2008, cantou para o Papa Bento XVI, na ocasião da visita papal à Casa Branca.
Actualmente, Kathleen Battle continua a apresentar-se em recitais e concertos.


Vozes da Primavera, de Johann Strauss II
Soprano: Kathleen Battle
Maestro: Herbert von Karajan

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Don Giovanni, de Wolfgang Amadeus Mozart

por António Filipe, em 01.08.13
No dia 1 de Agosto de 1977 estreou-se na Kleines Festspielhaus de Salisburgo, a ópera “Don Giovanni”, de Wolfgang Amadeus Mozart.

Don Giovanni é uma ópera em dois actos, da autoria de Mozart, com libreto de Lorenzo da Pontem, que relata as peripécias de um nobre depravado que seduz as donzelas prometendo casamento, mas que, depois, as abandona.
A estreia absoluta desta ópera realizou-se no dia 29 de Outubro de 1787, em Praga, onde o maestro foi o próprio compositor. Devido ao sucesso, no ano anterior, com a sua ópera “As Bodas de Fígaro”, o director do Teatro Nacional de Praga, Pascoale Bondini, encomendou uma nova ópera a Mozart, que voltou a chamar o libretista Lorenzo da Ponte, com o qual voltaria a trabalhar em Così Fan Tutte.
O libreto de Da Ponte foi denominado de “drama giocoso”, termo que denota uma mistura de drama e comédia. Mas Mozart catalogou a obra como sendo uma ópera buffa, significando ópera cómica. Seja como for, é, na realidade, uma mistura de comédia, drama e, até, elementos do sobrenatural. Em 1979 foi feita uma adaptação para o cinema da ópera Don Giovanni, pelo realizador Joseph Losey.


Abertura da ópera Don Giovanni, de Mozart
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Herbert von Karajan

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No dia 28 de Maio de 1787, morreu, em Salzburgo, na Áustria, o compositor, maestro, professor de música e violinista alemão Leopold Mozart, pai do mais popular e conhecido Wolfgang Amadeus Mozart. Tinha nascido em Augsburgo, na Alemanha, no dia 14 de Novembro de 1719.

 Casou-se com Anna Maria Pertl, de quem teve 7 filhos, mas só 2 sobreviveram, Maria Anna Walburga Ignatia e Wolfgang Amadeus Mozart. Os outros morreram todos com menos de 1 ano de idade. Quando descobriu que tinha um menino-prodígio, Wolfgang, levou o pequeno de 5 anos pela Europa para apresentá-lo a todos e mostrar do que esse pequeno génio era capaz.
Leopold iniciou Wolfgang na música, logicamente. Apresentava-o a reis, príncipes, e outros membros da nobreza e do clero.
Talvez pela invulgar sorte que teve com os filhos, Leopold Mozart deixou para a história uma importante obra musical a que chamou Sinfonia dos Brinquedos.
É certo que deixou igualmente várias outras sinfonias, música religiosa, concertos, divertimentos, sonatas para piano e um muito notável tratado de violino. Mas foi a Sinfonia dos Brinquedos, atribuída no passado a Joseph Haydn, que contribuiu para a sua fama.


Sinfonia dos Brinquedos, de Leopold Mozart
Orquestra Filarmonia
Maestro: Herbert von Karajan

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Um Requiem Alemão, de Johannes Brahms

por António Filipe, em 10.04.13
No dia 10 de Abril de 1868, uma Sexta-feira Santa, o compositor Johannes Brahms subiu ao pódio para dirigir a orquestra, que interpretou “Um requiem alemão”. O concerto teve lugar em Bremen, na Alemanha.

Dois acontecimentos levaram Brahms a compor o seu Requiem: o falecimento, em 1856, do amigo e mentor Robert Schumann - nesta altura compôs o primeiro andamento - e a morte da sua mãe em Fevereiro do ano de 1865 - quando completou a obra. O Requiem tem uma letra estranha, pois fala pouco em Deus (até há quem lhe chame o Requiem ateu), mas há nele um indiscutível e profundo sentimento religioso.
Esta composição foge ao convencionalismo das Missas de Requiem, por norma cantadas em latim. Para a parte vocal Brahms seleccionou textos da bíblia em alemão, traduzida por Lutero. O conteúdo tem a intenção primária de consolar os vivos com as suas perdas e acostumá-los a pensar na esperança da ressurreição, deixando de lado os temores do dia do julgamento.


Um Requiem Alemão, de Brahms
Soprano: Kathleen Battle
Baixo-barítono: José Van Dam
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Herbert von Karajan

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Johann Strauss, Sr. – Compositor austríaco

por António Filipe, em 14.03.13
No dia 14 de Março de 1804 nasceu, em Viena de Áustria, o compositor austríaco Johann Strauss I.

Trabalhou como encadernador antes de poder viver da música. Começou a tocar viola numa orquestra de música ligeira e fez parte da orquestra de Joseph Lanner, entre 1801 e 1843. Dos seus dois casamentos nasceram treze filhos. Depois de sair da orquestra de Joseph Lanner fundou um quarteto de cordas e, finalmente, em 1825, criou a sua própria orquestra. A partir de 1826 compôs uma série de valsas vienenses, às quais dava o nome dos lugares onde eram ouvidas pela primeira vez.
Tornou-se ídolo nacional e, a partir de 1831, realizou apresentações em bailes da corte de Viena. De 1833 a 1849, fez digressões de sucesso pela Europa Central e Ocidental. Em Fevereiro de 1840, a rainha Vitória, da Inglaterra, dançou uma valsa na sua festa de casamento - um escândalo para os tradicionalistas, mas um grande e retumbante triunfo para este género musical. Johann Strauss I morreu em Viena, no dia 24 de Setembro de 1849.


Marcha "Radetzky", de Johann Strauss Sr.
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Herbert Von Karajan

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David Oistrakh – Violonista russo

por António Filipe, em 30.09.12

No dia 30 de Setembro de 1908 nasceu, em Odessa, o violinista russo David Oistrakh,

considerado um dos mais importantes intérpretes do violino do séc.XX – tão importante que ficou conhecido como “o rei David”.
Ilustres contemporâneos seus, como Khachaturian e Shostakovich, dedicaram-lhe os seus concertos para violino; e Prokofiev fez para ele um arranjo da sua sonata para flauta, convertendo-a na segunda sonata para violino e piano.
Tendo iniciado os seus estudos musicais aos 5 anos, David Oistrakh obteve a formatura no Conservatório de Odessa em 1926 (tinha então 18 anos) e debutou como concertista em 1933, em Moscovo. A partir de 1934 repartiu a sua actividade musical de prestigiado professor, director de orquestra e concertista de afanosas tournées, que começaram pelas diversas repúblicas da então União Soviética.
Em 1937, David Oistrakh ganhou em Bruxelas o 1º prémio de interpretação do Concurso Rainha Isabel. Desde então, o seu impecável estilo e a sua técnica perfeita colocaram-no entre os maiores intérpretes do violino em todo o mundo. A partir de 1951 fez intermináveis digressões pela Europa e pela América, com a maior admiração de todos os críticos.
Gravou discos interpretando as mais importantes obras para violino e com as melhores orquestras. Foi considerada insuperável a gravação do Concerto para 2 Violinos, em Ré menor, de Bach, que fez com seu filho Igor Davidovich. E ficou célebre a gravação que fez, numa autêntica equipa de luxo (com o pianista Sviatoslav Richter, o violoncelista Mstislav Rostropovich e o maestro Herbert von Karajan) do Triplo Concerto de Beethoven.
David Oistrakh faleceu, em Amesterdão, no dia 24 de Outubro de 1974.


Concerto para violino, violoncelo e piano, de Beethoven
Violino: David Oistrakh
Piano: Sviatoslav Richter
Violoncelo: Mstislav Rostropovich
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Herbert von Karajan

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No dia 5 de Abril de 1908 nasceu, em Salzburgo, o maestro austríaco Herbert von Karajan. Vindo de uma família da alta burguesia, foi um prodígio no piano desde muito cedo. Começou a aprender o instrumento em 1912. A partir de 1916, e durante dez anos, estudou no Mozarteum de Salzburgo, onde foi encorajado a estudar direcção de orquestra. Depois ingressou na Escola Técnica de Viena e na Escola de Música e Artes de Viena, onde se graduou como maestro.
Regeu durante 60 anos, 35 dos quais à frente da orquestra que, com ele, mais prestígio granjeou entre todas: a Filarmónica de Berlim. A associação da sua pessoa aos alemães (era conhecido como “o mais alemão” dos maestros) vem do seu carácter e da ligação com a grande orquestra de Berlim. Em 1933, estreou-se no Festival de Salzburgo e, no ano seguinte, dirigiu pela primeira vez a Orquestra Filarmónica de Viena. Ainda em 1933, no dia 8 de Abril, tornou-se membro do Partido Nazi. Posteriormente, judeus como Isaac Stern, Arthur Rubinstein e Itzhak Perlman recusaram-se a participar em concertos com Karajan.
Em 1946, realizou o seu primeiro concerto depois da guerra, em Viena, com a Orquestra Filarmónica, mas foi banido de futuras actividades pelas autoridades da ocupação soviética. Após ter participado anonimamente no Festival de Salzburgo, no ano seguinte foi autorizado a voltar à actividade de maestro.
No dia 16 de Maio de 1968 dirigiu a Orquestra Filarmónica de Berlim no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Ao concerto assistiu o então Presidente da República, Almirante Américo Tomás. À margem da sua actividade artística, Karajan era um grande apaixonado por carros. Em privado, afirmava que a mais bela sinfonia do mundo era produzida por um motor de doze cilindros. Morreu em Anif, perto de Salzburgo, no dia 16 de Julho de 1989.
Embora tenha interpretado muitos outros compositores, Herbert von Karajan é muitas vezes indicado como o grande intérprete de Beethoven – e a verdade é que merece essa honrosa referência.


1º andamento da Sinfonia nº 6, de Beethoven
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Herbert von Karajan

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No dia 29 de Fevereiro de 1792 nasceu, em Pésaro, o compositor italiano Gioachino Rossini, que compôs 39 óperas, assim como diversos trabalhos para música sacra e música de câmara. Recebeu as suas primeiras lições musicais do pai, que tocava trompa e trompete na orquestra local. O pai de Rossini simpatizava com a Revolução Francesa e deu as boas-vindas às tropas de Napoleão quando invadiram o norte da Itália. Isto tornou-se um problema quando os austríacos restauraram o antigo regime, em 1796. O pai de Rossini foi preso e a mãe foi para Bolonha com o filho, onde ganhava a vida como cantora nos diversos teatros da região.
Aos catorze anos, Rossini matriculou-se no liceu musical da cidade e apaixonou-se pelas composições de Haydn e Mozart, mostrando grande admiração pelas óperas de Cimarosa. Estudou violoncelo no Conservatório de Bolonha. Em 1807 é admitido nas aulas de contraponto do padre Stanislao Mattei.
Em 1810 abandonou o conservatório e seguiu para Veneza, onde estreou a sua primeira ópera, “La Cambiale di Matrimonio”. A visão de Rossini sobre recursos orquestrais não é geralmente atribuída às regras de composição estritas que aprendeu com Mattei, mas aos conhecimentos adquiridos independentemente, ao seguir as sinfonias e quartetos de Haydn e Mozart. Em Bolonha, era conhecido como "il Tedeschino" ("o alemãozinho") por causa da sua devoção a Mozart. Instalou-se em Paris em 1855, onde a sua casa era um centro da sociedade artística. Faleceu na sua casa de campo em Passy numa sexta-feira, 13. No mês de Novembro de 1868.


Abertura da ópera “Guilherme Tell”, de Rossini
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Herbert von Karajan

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