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Raymond Leppard – Maestro e cravista inglês

por António Filipe, em 11.08.13
No dia 11 de Agosto de 1927, nasceu, em Londres, o maestro e cravista inglês Raymond John Leppard.

Estudante de cravo e viola no Trinity College, em Cambridge, era, também, maestro de coro e desempenhou o cargo de director musical da Sociedade Filarmónica de Cambridge. Nos anos 60, desempenhou um papel importante no renascimento do interesse pela música barroca, sendo um dos primeiros maestros a interpretar óperas desse período.
Em 1952 estreou-se em Londres e, depois, dirigiu o seu próprio Leppard Ensemble. Trabalhou com a Orquestra de Goldsbrough que, em 1960, deu origem à Orquestra de Câmara Inglesa. Também deu recitais como cravista e foi professor de música e director musical no Trinity College, cargos que abandonou em 1968.
Em Novembro de 1969, Leppard estreou-se nos Estados Unidos, dirigindo o Coro de Westminster e a Filarmónica de Nova Iorque. Também apareceu como solista no Concerto em ré maior, para cravo e orquestra, de Haydn. De 1973 a 1980, ocupou o cargo de maestro principal da BBC Northern Symphony Orchestra, em Manchester.
Raymond Leppard tem dirigido grandes orquestras, tanto na Europa como nos Estados Unidos. Entre 1987 e 2001, foi director musical da Orquestra Sinfónica de Indianapolis. Foi consultor musical da Orquestra de Louisvile, de 2004 a 2006. É, também, artista residente da Universidade de Indianapolis.


3º andamento do Concerto para trompete, de Haydn
Trompete: Wynton Marsalis
Orquestra de Câmara Inglesa
Maestro: Raymond Leppard

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L'infedeltà delusa, de Haydn

por António Filipe, em 26.07.13
No dia 26 de Julho de 1773, realizou-se, em Eszterhazy, na Hungria, a estreia da ópera “L'infedeltà delusa”, do compositor austríaco Franz Joseph Haydn.

Esta ópera, com libreto italiano de Marco Coltellini, é a mais antiga das principais obras para palco, de Haydn. A estreia realizou-se em honra da Princesa Eszterhazy, irmã do Príncipe Nikolaus Eszterhazy, para quem o compositor trabalhava, como foi escrito na dedicatória do libreto impresso. Contudo, uma segunda impressão do libreto, desta vez com uma nova dedicatória, revela que a ópera foi, novamente, encenada, em honra da Imperatriz Maria Teresa, que, de vez em quando, se deslocava a Eszterhaza para ouvir óperas, no dia 1 de Setembro de 1773 e no dia 1 de Julho do ano seguinte.
Não existem registos desta ópera ter sido encenada outra vez durante a vida de Haydn. De facto, nunca mais foi ouvida, na sua forma original, até à década de 1950, quando foi produzida para a Rádio Húngara e, depois, encenada em Budapeste. Ironicamente, a disponibilidade de modernas edições e a alta qualidade das gravações fez de “L'infedeltà delusa” uma das mais familiares e mais encenadas comédias de Haydn. Incluindo produções em Inglaterra, França, Suécia, Alemanha e Estados Unidos.


Abertura da ópera “L'infedetà delusa”, de Haydn
Ensemble Musica Rara
Maestro: Arnold Bosman

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Sinfonia nº 92, de Haydn

por António Filipe, em 07.07.13
No dia 7 de Julho de 1791, estreou-se, no Teatro Sheldonian da Universidade de Oxford, a Sinfonia nº 92, de Franz Joseph Haydn. O maestro foi o próprio compositor.

A Sinfonia nº 92, em dó maior, conhecida como a Sinfonia Oxford, foi composta por Haydn em 1789 e é uma de um conjunto de três encomendadas pelo Conde d’Ogny. O nome de Oxford advém do facto de Haydn ter sido o maestro na sua estreia, em 1791, numa cerimónia em que Haydn foi galardoado com o grau de doutor honoris causa pela Universidade de Oxford. Na verdade, um dos requisitos para que Haydn recebesse o grau de doutor, era que ele dirigisse três concertos, em Oxford.
No dia marcado para o concerto, Haydn chegou atrasado e, por isso, não houve tempo para ensaiar. Mesmo assim, naquela noite, a interpretação da sinfonia Oxford obteve o mesmo sucesso que tinha obtido em Londres, num concerto em que Johann Peter Salomon foi o maestro. Salomon seria, mais tarde, o empresário responsável pela composição das 12 Sinfonias “Londres”, de Franz Joseph Haydn.


Sinfonia nº 92, em sol maior, “Oxford”, de Haydn
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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Maurice André – Trompetista francês

por António Filipe, em 21.05.13
No dia 21 de Maio de 1933 nasceu, de uma família de mineiros, em Alès, na França, Maurice André, um dos maiores trompetistas de sempre e que serviu de inspiração para um grande número de intérpretes de instrumentos de metal.

O seu pai era músico amador. Estudou trompete com um amigo do pai, que sugeriu que ele fosse estudar para o conservatório. Uma vez que os pais eram pobres e para conseguir entrar para o conservatório sem pagar propinas, André integrou uma banda militar. Em 1951 foi admitido no Conservatório de Paris. Seis meses depois ganhou o seu primeiro prémio.
Em 1955 ganhou dois prémios internacionais: um em Genebra e outro em Munique. Nas décadas de 60 e 70, do séc. XX, fez uma longa série de gravações de obras do período barroco, o que lhe deu fama internacional. Até hoje, e desde meados da década de 50, já fez mais de 300 gravações.


1º andamento do Concerto para trompete e orquestra, de Haydn
Trompete: Maurice Andre
Orquestra Filarmónica de Munique

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Peter Maag - Maestro suíço

por António Filipe, em 10.05.13
No dia 10 de Maio de 1919 nasceu em St. Gallen, na Suiça, o maestro Peter Maag.

O pai era ministro da igreja luterana e a mãe, violinista. Frequentou universidades em Zurique, Basileia e Genebra. Estudou piano e teoria musical em Zurique e continuou os estudos de piano, em Paris. Os seus mentores em direcção de orquestra foram Ernest Ansermet e Wilhelm Furtwängler. Maag descreveu a sua associação com este último como sendo a mais importante da sua vida. Actuou como pianista num concerto dirigido por Furtwängler e, depois do concerto, Furtwängler aconselhou-o a seguir a carreira de maestro.
Entre 1943 e 46 Peter Maag foi director do Teatro Biel-Solothurn, na Suiça, enquanto era assistente de Furtwängler. Foi também assistente de Ernest Ansermet, na Orchestre de la Suisse Romande. Entre 1952 e 1961 foi maestro de várias orquestras na Europa e Estados Unidos. A partir de 1962, e durante dois anos, retirou-se num mosteiro budista, perto de Hong Kong. Em 1964, regressou à profissão de maestro, dirigindo orquestras um pouco por todo o mundo. Veio a falecer na cidade italiana de Verona, no dia 16 de Abril de 2001.


1º andamento da Sinfonia nº 103, de Haydn
Orquestra da Suiça Italiana
Maestro: Peter Maag

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Oratória “A Criação”, de Haydn

por António Filipe, em 02.04.13
No dia 2 de Abril de 1798 realizou-se, no Palácio de Schwarzenberg, em Viena, a estreia da oratória “A Criação”, do compositor Franz Joseph Haydn.

“A Criação”, composta entre 1796 e 1798, celebra a criação do mundo, baseando-se no Livro do Génese, da Bíblia. A inspiração de Haydn veio das visitas que fez a Inglaterra durante os anos de 1791 a 1795, onde ouviu oratórias de Händel, interpretadas por grandes orquestras. “A Criação” é um profundo acto de fé de um compositor profundamente religioso, que, no fim de cada obra que completava, escrevia sempre “Louvado seja Deus”. Mais tarde, Haydn viria a afirmar: “Nunca me senti tão devoto como quando estava a trabalhar na ‘Criação’. Todos os dias me ajoelhava e pedia a Deus para me dar força para acabar a obra.” A composição desta obra demorou cerca de ano e meio. Foi a obra a que Haydn dedicou mais tempo, explicando: “Demorei muito tempo porque tenho esperança que dure por muito tempo”.

De facto, Haydn trabalhou neste projecto até ao ponto de exaustão e foi abatido pela doença, depois de dirigir a orquestra, no dia da estreia. Os bilhetes para a primeira apresentação pública da Oratória “A Criação” em Viena, no dia 19 de Março de 1799, esgotaram-se com muito tempo de antecedência. Haydn assistiu pela última vez à “Criação”, no dia 27 de Março de 1808, um ano antes de morrer: o idoso e doente compositor foi carregado para fora do teatro, com honras, numa cadeira de braços. Ouviu-se um aplauso espontâneo da audiência e o “Papá” Haydn, num gesto típico, apontou para cima e disse: “Não é minha. Tudo vem lá de cima”.


Excerto da oratória “A Criação”, de Haydn
Soprano: Judith Blegen
Tenor: Thomas Moser
Baixo: Kurt Moll
Coro e Orquestra da Rádio da Baviera
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 13 de Novembro de 1988 morreu na sua casa, em Gerzensee, na Suíça, o pintor, escritor, compositor e maestro húngaro Antal Dorati, um dos mais distintos músicos do séc. XX.

Tinha nascido em Budapeste, na Hungria, no dia 9 de Abril de 1906. O pai era violinista na Orquestra Filarmónica de Budapeste. Estudou composição na Academia Franz Liszt com Zoltan Kodaly e Leo Weiner e piano com Bela Bartok. Tornou-se o maestro mais jovem de sempre da Royal Opera House, pouco depois de se ter graduado, com a idade de 18 anos. Em 1928 foi para Dresden, como assistente de Fritz Busch e, depois, assumiu o cargo de maestro na Casa da Ópera, em Münster/Westfalia, onde permaneceu até 1933. Entre 1934 e 1941 foi, primeiro, maestro substituto e, depois, director musical do Ballet Russe de Monte Carlo e, mais tarde, do American Ballett Theater, em Nova Iorque. A estreia de Antal Dorati, como maestro, na América, veio em 1937, quando foi maestro convidado da Orquestra Sinfónica Nacional, em Washington.
Dorati obteve a cidadania americana em 1947. De 1945 a 1949, dirigiu e revitalizou substancialmente a Orquestra Sinfónica de Dallas. Foi director musical da Orquestra Sinfónica de Minneapolis, em 1949, onde permaneceu durante 11 anos. Depois disso, continuou a correr mundo, assumindo cargos nas mais importantes orquestras, como a da BBC, a de Estocolmo, etc., etc.. Demasiadas para enumerar aqui. Deixou-nos quase 600 gravações, muitas das quais obtiveram prémios internacionais. O seu projecto discográfico mais importante foi a gravação de 8 óperas e o integral das 107 sinfonias de Haydn.
Em 1983, a rainha da Inglaterra nomeou-o Cavaleiro Honorário do Império Britânico. Titular de quatro doutoramentos honoris causa, Antal Doráti terá dado especial significado, de entre as várias elevadas distinções que recebeu, à de Presidente Honorário da Philharmonia Hungarica, que dirigiu magistralmente.


2º andamento da Sinfonia Militar, de Haydn
Philharmonia Hungarica
Maestro: Antal Dorati

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Sinfonia nº 103, de Haydn

por António Filipe, em 21.09.12

No dia 21 de Setembro de 1795, realizou-se, em Viena, a estreia da versão revista da Sinfonia nº 103 "The Drumroll", de Franz Joseph Haydn. O próprio compositor dirigiu a orquestra.
A sinfonia nº 103, em mi bemol maior, é a 11ª, das 12 sinfonias conhecidas como “as sinfonias de Londres”, escritas por Haydn, durante as duas estadias do compositor, na Inglaterra. Composta em Londres no Inverno de 1794-95, tem o subtítulo de “O Rufar dos tambores”, devido ao longo rufar dos tímpanos, com que a sinfonia é iniciada.
A estreia absoluta desta obra, que se realizou no dia 2 de Março de 1795, no King’s Theatre, foi um enorme sucesso e o jornal “The Sun” escreveu: “A nova sinfonia de Haydn foi muito aplaudida. É uma bela mistura de grandeza e fantasia … o segundo andamento foi bisado”. Mais tarde, Haydn fez revisões à obra, cortando parte do último andamento. É esta a versão que é hoje apresentada pela maioria dos maestros.


Excerto da Sinfonia nº 103, de Haydn
Orquestra da Suiça Italiana
Maestro: Peter Maag

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No dia 31 de Março de 1732 nasceu em Rohrau, uma aldeia do sul da Áustria, o compositor Franz Joseph Haydn. Desde muito cedo os pais de Haydn aperceberam-se dos dotes musicais do filho e, compreendendo que se ficasse em Rohrau não poderia desenvolver-se no mundo da música, deixaram-no ir viver com Johann Franck, mestre de capela em Hainburg. Tinha seis anos de idade e nunca mais voltou a viver com os pais.
A vida na casa de Franck não foi fácil. Passou fome e humilhações, mas aprendeu a tocar cravo e violino e, como tinha uma bela voz infantil, começou a cantar na secção de soprano no coro da igreja. Em 1740, Georg von Reutter, director de música na catedral vienense de Santo Estêvão, impressionou-se com a musicalidade de Haydn e levou-o para Viena, onde trabalhou durante os nove anos seguintes como cantor.
Em 1749, com 18 anos, deixou de ter voz para cantar e foi expulso. Sem trabalho e na pobreza, chegando mesmo a dormir na rua, foi lançado na boémia vienense, como músico ambulante. Durante este período, que durou cerca de dez anos, Haydn acabou por penetrar nos meios intelectuais e desenvolveu várias actividades, entre as quais, a de secretário do então famoso compositor italiano Nicola Porpora, com quem acabou por aprender os fundamentos de composição.
Por volta de 1781, conheceu e estabeleceu uma sólida amizade com Wolfgang Amadeus Mozart. Haydn, que era 24 anos mais velho que Mozart, considerava-o um génio e, por sua vez, Mozart venerava Haydn como modelo e mestre e chamava-lhe “papá”, “guia” e “melhor amigo”.
Durante grande parte do séc. XIX e da 1ª metade do séc. XX, houve a ideia de que Haydn teria sido pouco mais que um percursor de Mozart e Beethoven. Tocavam-se algumas das suas sinfonias (mais de cem), quartetos de cordas, sonatas para piano e outras obras, mas ignorava-se a maior parte da sua música. Mas hoje é unanimemente reconhecida toda a sua imensa originalidade e a influência que exerceu nos músicos da posteridade.
A partir de 1802, Haydn começa a dar sinais de debilidade física e fica impossibilitado de compor. Veio a falecer na sua casa, em Viena, no dia 31 de Maio de 1809, durante um violento bombardeamento, na véspera da tomada de Viena pelo exército de Napoleão.


1º andamento do Concerto para trompete e orquestra, de Haydn
Orquestra Filarmónica de Munique
Trompete: Maurice André

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