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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



yes THEY can

por Rogério Costa Pereira, em 28.08.13

− Onde fica a guerra de 2013?

− Na Síria, pá.

− Quando?

− "yes we can"

− Mas não era preferível uma missão humanitária? Ainda que de pés bem assentes na terra? 

− "yes we can"

− Era, então, possível fazer as coisas doutra forma, certo?

− "yes we can"

− És uma desilusão, sabias?

− "yes we can"

− É a cena dos senhores da guerra, certo?

− "yes THEY can"

− E se te fosses empalar?

− "yes I can"

− Não tens vergonha na cara?

− "No, I can't"

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publicado às 20:15


A Laranja Mecânica e a Vida

por Rogério Costa Pereira, em 13.07.13

 

A Laranja Mecânica é um paradoxo. Pode ser visto do lado de lá (o mais fácil, o dos brutos) ou do lado de cá. É, de longe, o filme da minha vida. Nunca olhei para ela pelo redutor buraco da fechadura de quem espreita a violência gratuita − e só uma besta que busca um espelho (ou alguém desatento) o pode ver como tal. Não vejo no Alex a troika que ora nos atenta (mas vejo), não vejo no Alex um proto-fascista (mas vejo). E essa é a magia que dela emana; esta aparente contradição − não foi à toa que coloquei o de somenos entre parêntesis. Imagino que muita da vilanagem que nos atenta, tivesse ela tempo para ver o filme entre a colagem de cartazes e o esmagamento do povo, o veria como um hino ao statu quo. Eu sempre vi na obra-prima de Kubrick uma metáfora da opressão que urge ser extirpada. A parte da Laranja Mecânica (nem de propósito) é deles, já o conduto que não se desvela em letras de título é todo nosso. A Laranja Mecânica não se ensina, nem se vende. Vive-se. E não vejo ali a ultra-violência que o próprio realizador usou como mote. Há o imediato e há o mediato. Esta cena que escolho e encima o post é a minha ideia do que Kubrick realmente quis dizer (e ainda que não). E não adianta dizer que estou errado; trata-se da minha Laranja Mecânica. Relembrar-me a cena da violação (que estética e realmente me arrepia e enoja) não me demove (vejo-a não como a violação da mulher e do homem, mas como uma violação da burguesia; e não me interessa o que o realizador foi, quis ou pensou -- deixou de ser dele assim que lhe saiu das mãos). A Laranja Mecânica é nossa, não é deles. Não se trata aqui de saber quem é o dono da criatura, ou do que pretendeu o criador, mas de quem consegue ver além das cruas imagens. A Laranja Mecânica é um paradoxo objectivo, concedo nisso. E, por isso mesmo, é o meu filme. E este sujeito assim o vê. Assim o vi sempre (e imagino que ninguém me veja nos sapatos do Alex criatura ou do Alex criado). A violência, ali, não é a agressão ao mendigo, não é a violação de uma mulher. Tudo se encaminha para uma “reabilitação” forçada e frustrada. E essa é a pedra de toque. Mas o mau não pode reabilitar o péssimo. E o Alex demonstrou-o. O filme, para quem não o consiga ver direito, deve ser visto às avessas. A Laranja mecânica é um filme de violência – e não me contradigo – em que o mau não deve ser visto como o vilão, mas como um placebo (e já concedo na ausência medicamentosa) reactivo à maligna sociedade activa. O homem nasce bom ou nasce mau? E é desviado ou educado pela sociedade? O Alex é apenas o Alex. E a cena que encima este cadáver é a única parte óbvia do filme. E não é por acaso que assim é. É um filme de guerra e paz. Assim o vejo, como de guerra e paz me vejo a mim. Esta é a minha Laranja Mecânica, não é a vossa. Por lógica não admitiria o contraditório, e nem publicaria esta coisa. Mas escrevi-a e, naturalmente, vou publicá-la. “Welly, welly, welly, welly, welly, welly, well. To what do I owe the extreme pleasure of this surprising visit?” Esta pantomina de letras é dedicada ao meu grande e velho amigo de sempre, João Bernardo, a quem a Laranja Mecânica que é a vida ousou tentar roubar o sublime riso; riso que ele, com a sua majestosa gargalhada, já logrou recuperar. Ou não fosse a vida uma Laranja Mecânica.

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publicado às 06:08


crónica de uma morte anunciada

por rui david, em 22.03.13

A catástrofe é eminente e não vejo meios de conjurá-la.
Vem-me também à memória a Crónica de Uma Morte Anunciada do Garcia Marquez.
Os adversários do determinismo histórico têm tido a oportunidade de ver desenrolar-se à sua volta nos últimos dois anos um processo cujo desenvolvimento é conhecido de todos, salvo, aparentemente, alguns dos seus principais protagonistas, mas que é inexorável.
Inúteis os milhões de estudos sobre exemplos idênticos noutras épocas, divulgados numa escala nunca antes imaginada.
O rumo está traçado. E não se limita à alegada "destruição criativa" dos "mercados". Começa a assumir contornos que põem novamente em cena a solução última para os problemas criados pela acumulação excessiva: a guerra.

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publicado às 12:32


A Alemanha que não desiste de dominar a Europa

por Luis Moreira, em 14.05.12

Veja este vídeo impressionante de um médico Alemão. Neto e filho de combatentes nas Guerras que a Alemanha iniciou. O cartel da indústria química e farmacêutica tem os seus mandantes em Bruxelas e a senhora Merkel em Berlim.

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publicado às 22:35


É urgente uma acção militar na Síria

por Luis Moreira, em 05.03.12

Milhares de mortos e feridos, um estado contra a sua própria população, será preciso mais para que o Ocidente lance uma acção militar limitada mas definitiva na Síria?

Os assassinatos em massa são assuntos internos da Síria?

O antigo primeiro-ministro francês Dominique de Villepin, candidato às próximas presidenciais, afirmou este domingo que é altura de "pensar numa ação no terreno" na Síria, admitindo "ataques cirúrgicos" contra o regime de Bachar al-Assad.

"É tempo de atuar de forma determinada, com a Liga Árabe, para criar uma equipa de intervenção humanitária", disse Villepin, convidado do jornal da noite do canal de televisão pública France 3 e citado pela agência AFP.

Villepin adiantou que não basta dizer, é preciso fazer, torna-se necessário um calendário.

"Vamos dar algumas semanas à comunidade internacional para atuar e preparar uma alternativa de ataques cirúrgicos", referiu.

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publicado às 17:00

As guerras mundiais (militares ) mataram, na Europa, cada uma delas, 70 milhões de seres humanos. Estava relançada a economia sem por em causa os recursos necessários à vida dos que têm o dinheiro todo mas correm o risco de não ter água para beber. Agora a guerra ( económica) é pelo crescimento Zero. Morrem mais uns milhões em África como sempre morreram e mais uns milhões na China, na Índia, no Paquistão.(é o ocidente que produz em grande parte os alimentos). Apenas quinhentas empresas no Mundo, controlam mais de 80% do comércio internacional de víveres!
Dizia-me o guia na China : diz lá no Ocidente que aqui na China temos três prioridades : dar de comer à população - matar a fome - matar a fome!
PS: a China tem 21% da população mundial e 7% da terra arável!

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publicado às 19:50

Ninguém liga nenhuma mas a verdade é que os Estados Unidos estão preparados para dar luz verde a Israel. Por enquanto há que dar tempo para ver se as sanções contra o Irão fazem ou não mossa a um país que já está em má situação económica e política. É, claro, que não serão estas sanções que vão fazer que as autoridades abandonem o programa nuclear e é precisamente isso que americanos e israelitas esperam para atacar.

Basta um ataque limitado para atrasar uma década o programa e para ter esse resultado não é necessário o envolvimento de tropas no terreno.

"A Casa Branca quer ver as sanções a funcionar. Isto não é a Casa Branca dos tempos de Bush. Não precisamos de outro conflito", disse um responsável, conhecedor da política do Médio Oriente. "O problema é que os tipos em Teerão estão a comportar-se como se as sanções não tivessem importância, como se a economia deles não estivesse à beira do colapso, como se Israel não fosse fazer nada."

Isto já não é o tempo de Bush...

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publicado às 09:00

Especialistas militares já não têm dúvidas, a guerra para impedir que o Irão chegue à bomba nuclear já começou. De forma limitada, atrasando o programa eliminando cientistas-chave e ou estruturas nucleares.

"Especialistas militares avaliaram, nesta quinta-feira, que a guerra entre o Irã e os EUA já começou, a julgar pelo movimento de tropas na região e os últimos acontecimentos no cenário montado pelas nações ocidentais no Golfo Pérsico. Fontes ouvidas pela agência espanhola de notícias RicTV atestam que, agora, “é apenas uma questão de horas para o início do conflito armado”. A morte do cientista iraniano em um atentado foi, segundo analistas, um ponto decisivo para o agravamento do quadro de confronto entre as forças norte-americanas, israelitas e do Irã."

O assassinato de um cientista esta semana no próprio país mostra que há forças Israelitas  no interior do Irão! Para o ocidente e principalmente para Israel um Irão com capacidade nuclear é um pesadelo.

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publicado às 13:00


Os Ayatholas "irão" para a guerra?

por Luis Moreira, em 01.12.11

Andamos todos à volta da crise na Europa e nos Estados Unidos mas há um país que não pára e que aproveita a ocasião. Está cada vez mais perto de conseguir a bomba atómica e não parece que a diplomacia consiga que se abstenha desse objectivo.

Com as revoluções árabes muita coisa está a mudar umas a favor do Irão outras contra. A favor, estão as populações que saíram para a rua. No caso de um ataque de Israel essas pessoas verão nesse ataque uma afronta a um país árabe e, isso, pode mudar tudo.

Os países árabes do Golfo querem o Irão nuclear o mais longe possível e apoiam Israel. Os Estados Unidos têm as eleições Presidenciais que aconselham os americanos a não se meterem em aventuras. Diz quem sabe que dificilmente Israel conseguirá destruir toda a indústria nuclear Iraniana só com ataques aéreos.Ora o Irão é um imenso país com um exército poderoso e tem mísseis e ogivas que alcançam Israel e mesmo a Europa.  

Mas um Irão nuclear é algo que Israel e os Estados unidos nunca aceitarão e hoje já não há dúvidas que é uma questão de tempo.

Estamos à beira de um ataque Israelita aéreo limitado mas que atrasará, inevitavelmente, a estrutura industrial nuclear Iraniana.

Esta guerra será mais uma machadada na economia mundial e, particularmente, no Ocidente.

PS: o jornal (i) informa que Israel atacou uma fábrica e uma estrutura nuclear no Irão!

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publicado às 11:00


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