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Á força de darem primazia à economia matam a democracia diz Barbara Spinelli, La Repubblica :

Na eleição em 6 de Maio, a maioria dos eleitores rejeitou a pílula de austeridade que o país engole há dois anos – e que não apresenta qualquer sucesso: pelo contrário, precipita a Grécia numa recessão fatal para a democracia. Uma recessão que faz lembrar Weimar, com golpes de Estado militares perfilando-se no horizonte. Forçados a voltar às urnas, na ausência de acordo entre os partidos, os eleitores vão reafirmar a sua rejeição e dar ainda mais peso à esquerda radical, ao partido Syriza de Alexis Tsipras. E, mais uma vez, proliferam as ideias feitas: o Syriza é uma potência nefasta, contrária à austeridade e à União Europeia, e Tsipras é retratado como o protótipo do antieuropeu.

A realidade é diferente. Tsipras não quer sair do euro nem da UE. Quer outra Europa, tal como François Hollande. Sabe que 80% dos gregos querem manter a moeda única, mas não desta forma, não com esses políticos nacionais e europeus que os empobreceram, mascarando as verdadeiras raízes do mal: a corrupção dos partidos no poder, o Estado e a Administração Pública escravos dos políticos, os ricos poupados [pela austeridade]. Tsipras é a resposta para estes males, mas ninguém quer queimar-se por falar com ele. Nem mesmo Hollande, que se recusou a encontrar-se com o dirigente do Syriza, que se precipitou para Paris após as eleições.

E as esquerdas europeias, que afirmam ter a solidariedade no sangue, apoiaram George Papandreu quando ele defendeu que há que europeizar a crise grega para encontrar a solução? Quem levou a sério as palavras que dirigiu aos Verdes alemães em Dezembro, após a sua demissão de primeiro-ministro? A ideia que então esboçou continua a ser a melhor solução para superar a crise: "Para os Estados-membros, o rigor; para a Europa, as políticas necessárias de crescimento."

As palavras de Papandreu passaram despercebidas, como se fosse uma vergonha dar ouvidos a um grego, nos dias de hoje. Como se não houvesse consequências para a desenvoltura leviana com que se transforma em pária o país que deu origem à democracia. Analisa-se de forma impiedosa as degenerescências: a oligarquia, o império do mercado, com resultados como a plutocracia e a impunidade com que a lei e a justiça são desconsideradas.

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publicado às 11:00

Consequências imprevisiveis :

“Dessa forma, não seria a Grécia se desligando do euro como padrão monetário. Seria a Grécia sendo expulsa, praticamente, da União Europeia. Uma série de consequências desagradáveis teriam lugar a partir daí, sendo a primeira uma onda de jovens gregos, desempregados e prontos para deixar o país”, disse Hugh. A jornalista do diário britânico The Guardian Julia Kollewe pintou um quadro obscuro desta situação:

“Uma massa de desempregados, formada por jovens e bem preparados trabalhadores, formariam uma espécie de êxodo da Grécia e, se dezenas de milhares de pessoas chegassem às fronteiras do país, estas teriam que ser fechadas, com patrulhas de soldados gregos nas estradas, portos e aeroportos para manter seus cidadãos dentro do país. Isso não é impossível”, avalia Kollewe.

Hugh, então, se espanta com a situação a que chegou a Europa, diante da possibilidade de ruir o principal fundamento da União Europeia, que seria o fim das fronteiras físicas e econômicas.

“Aí, eu pergunto a mim mesmo: É essa a Europa sobre a qual falávamos, ou isso será algum tipo de pesadelo? Foram esses os altos ideais que nos moveram até chegar ao ponto de a Grécia trancar seus jovens, como nos velhos dias da União Soviética? É isso que a eleição de François Hollande como presidente da França significou?”, questiona Hugh. E ele mesmo responde: “Espero que não”.

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publicado às 14:00



Há uma mudança em movimento. A oposição alemã (Verdes e SPD ) derrota a srª Merkel ; Hollande dá os primeiros passos em Paris ; há cada vez mais vozes a oporem-se ao regime de austeridade que cria desemprego. Este movimento que ganha força precisa de tempo. E a Europa sem a Grécia ficará para sempre incompleta.

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publicado às 20:36


É preciso que Atenas dê tempo a Paris

por Luis Moreira, em 13.05.12

"Seria, de facto, o recuo histórico uma ruptura da Zona Euro.Não podemos imaginar o que será a nossa vida numa Europa em que o comércio ficaria interrompido durante semanas ou meses, em que os bancos seriam obrigados a reintroduzir moedas nacionais, debaixo de uma enorme pressão. Estamos a falar do caos."( Viriato Soromenho-Marques, DN)

Ora o caos é o melhor ambiente para crescerem o populismo, a xenofobia e o totalitarismo.

Com a saída de cena de Sarkozy o debate volta a ser possível. Com Hollande a execução do programa de estabilidade orçamental e o relançamento da economia são novamente possíveis agora chamando a atenção para a tremenda crise social e de desemprego que subjaz mas que é o mais importante de tudo.  É preciso que Atenas encontre uma solução interna, mesmo que transitória,  para dar tempo a Paris.  As resoluções que vierem a ser tomadas assentes nas novas condições em que se desenvolverá o debate poderão significar o caminho do federalismo europeu. Um tratado fiscal, um banco central na plenitude das suas funções, os eurobondes e converter o actual directório político em órgãos democráticos de poder.

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publicado às 18:03


"habemos" governo na grécia

por Luis Moreira, em 13.05.12

Vamos ter governo na Grécia. "Três partidos chegaram a acordo para a formação de um Governo que vai pôr em prática as medidas previstas no empréstimo. Têm 168 deputados no novo Parlamento, pelo que têm a maioria", anunciou o líder dos radicais de esquerda da Syiriza, Alexis Tsipras, citado pela AFP. Os partidos em causa serão "os conservadores, socialistas e um pequeno partido de esquerda".

As notícias ainda são contraditórias mas o acordo já esteve mais longe. Saúde-se o sentido patriótico destes partidos que vão enfrentar uma posição muito dificil mas absolutamente necessária para que a Grécia se mantenha no seio da UE.

Pode haver correcções de rumo mas não marcha atrás e é bom que os Alemães percebam isso tal como os outros países. A Grécia deve contribuir para uma espaço de liberdade e desenvolvimento económico e social que de outra forma não está ao alcance dos países europeus. Oferecer o melhor dos mundos fora da UE é um exercício de pura demagogia. Basta ver o que eram a Grécia e Portugal ( só para dar estes dois exemplos) antes da sua integração na UE. Pobres, injustos e com uma democracia permanentemente ameaçada.

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publicado às 15:00

Uma subtileza. O partido vencedor tem direito a um "bónus" de 50 deputados. Assim, a Nova Democracia e o PASOK que não têm juntos a maioria dos votos têm a maioria dos deputados, o que leva a uma conclusão engraçada. São os dois partidos que os Gregos quiseram castigar. A subida da direita e da esquerda em termos parlamentares não tem qualquer efeito, embora não se possa esquecer a força social e política que ganharam nas urnas.

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publicado às 08:30


Sem Euro haveria menos carros mas mais emprego

por Luis Moreira, em 29.02.12

A Grécia e também Portugal não estavam preparados para entrar no euro, diz Krugman. Foi um erro, haveria menos carros na rua mas menos pessoas desempregadas.

A impossibilidade de desvalorizar a moeda para ganhar produtividade é uma "prisão terrível" e Portugal não tem opção a não ser um passo ainda mais radical. Sair do Euro!

Se a economia não arrancar já em 2013, tudo irá por água abaixo e aí Portugal terá que dizer não a mais austeridade. A opção de sair do euro é, nesse caso, uma opção bem real, como já é para a Grécia.

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publicado às 11:00

O negócio é para os bancos. "Schäuble & Cie salvaram os credores, não os gregos. São os bancos, as companhias de seguros e os fundos de pensões na Alemanha, na França e na Grã-Bretanha quem lucrará com isso. Em caso de falência [grega], teriam perdido tudo. [...] Os credores privados, que, segundo Schäuble deveriam também ter prestado garantias, são, na verdade, muito favorecidos. É um belo negócio para os credores, um péssimo negócio para a Europa."

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publicado às 23:13


A nossa crise é melhor...

por Luis Moreira, em 04.11.11

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publicado às 17:00


Com o referendo na Grécia é dia de finados?

por Luis Moreira, em 01.11.11

A Grécia caminha rapidamente para uma situação incontrolável. Perante os protestos violentos na rua, Papandreou, numa jogada de mestre, coloca a questão nas mãos do povo. Querem ou não ajuda? E, se não querem qual a alternativa?

Mas o referendo leva algum tempo a organizar embora o resultado seja previsivelmente o sim, porque perante problemas concretos as pessoas percebem rapidamente. Mas é muito interessante ver que num momento, é a Grécia que dá jogo, elevando a fasquia e obrigando o eixo alemão-francês a decidir.

Vamos ou não deixar cair o euro? Quem diria!

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publicado às 18:00


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