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Ira Gershwin – Letrista norte-americano

por António Filipe, em 17.08.13
No dia 17 de Agosto de 1983, morreu o letrista americano Ira Gershwin, que tinha nascido em Brooklyn, Nova Iorque, a 6 de Dezembro de 1896.

Era tido como um jovem tímido que passava a maior parte do tempo em casa, a ler. Desde a escola primária até à universidade teve papel de notoriedade em diversos jornais e revistas. Formou-se no City College de Nova Iorque e viria a ser o primeiro letrista de canções a ganhar o Prémio Pullitzer.
Colaborou com o seu irmão mais novo, o compositor George Gershwin, na criação de algumas das canções mais memoráveis do séc. XX. Ambos escreveram mais de uma dúzia de espectáculos para a Broadway, que incluíam canções como "I Got Rhythm," "Embraceable You," "The Man I Love" e "Someone to Watch Over Me,". Também escreveram a famosa ópera “Porgy and Bess”.
O sucesso que os dois irmãos tiveram ofuscou, muitas vezes, o papel criativo que Ira desempenhou na parceria com George. Mas ninguém sabe como seriam as músicas de George Gershwin sem as palavras do irmão, que dizia divertir-se a ouvir o roncar de um elevador, o tinir de um telefone, o chiar de um pneu vazio, o roufenho de uma buzina, o rouquejar de uma voz, o lixar de um fósforo, o estremecer de dinamite ou o gotejar de um caleiro…
A competência de Ira Gershwin como compositor de canções continuou depois da morte prematura do irmão. Continuou a escrever canções de sucesso com compositores como Jerome Kern, Kurt Weill e Harold Arlen.


“I Got Plenty o'Nuttin” e “Bess, You is My Woman Now”, da ópera “Porgy and Bess”, de George Gershwin
Soprano: Angela Brown
Baixo-barítono: Kevin Dias
Orquestra Sinfónica da Cidade de Moscovo
Maestro: Sergey Kondrashev

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Rhapsody in Blue, de George Gershwin

por António Filipe, em 12.02.13
No dia 12 de Fevereiro de 1924 estreou-se, no Aeolian Hall, em Nova Iorque, a obra mais conhecida do compositor americano George Gershwin: Rhapsody in Blue.

Gershwin acabou de compor Rhapsody in Blue no dia 7 de Janeiro de 1924. É uma obra que combina elementos de música clássica e do jazz. Foi composta a convite do maestro Paul Whiteman. O compositor hesitou muito na composição desta obra devido à polémica que o seu estilo, misturando elementos de jazz e música erudita, já vinha causando desde o seu primeiro sucesso, a canção Swanee, interpretada por Al Jonson no musical Sinbad. Mas, apesar dos receios, aceitou a tarefa. As discussões em torno da obra só seriam superadas pelas da ópera Porgy and Bess onde o autor aborda temas raciais de forma radical para a época.
Na primeira apresentação pública de Rhapsody in Blue, a 12 de Fevereiro de 1924, estavam presentes, na audiência, nomes como Stravinsky, Rachmaninov e Leopold Stokowski. O evento foi um sucesso, causando forte impacto no público, nos músicos e na crítica. Com o próprio Gershwin ao piano, como solista, a interpretação de "Rhapsody in Blue" encantou a plateia e, a partir desse dia, Gershwin ganhou maior dimensão pela capacidade de criar obras extensas de conteúdo importante. Foi a sua consagração definitiva.

Rhapsody in Blue, de George Gershwin

Pianista e maestro: Leonard Bernstein

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No dia 13 de Dezembro de 1928 realizou-se a estreia do poema sinfónico "Um americano em Paris", de George Gershwin. O evento realizou-se no Carnegie Hall, em Nova Iorque, com o maestro Walter Damrosch à frente da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque.

O poema sinfónico “Um Americano em Paris” foi composto em 1928, graças a um patrocínio da Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. Inspirado na estadia de Gershwin na capital francesa, evoca as paisagens e a energia de Paris, nos anos vinte, do séc. XIX, e é uma das obras mais conhecidas do compositor.
Gershwin orquestrou “Um americano em Paris” para os instrumentos habituais de uma orquestra sinfónica, juntando-lhe uma celesta, um saxofone e buzinas de automóvel. O compositor trouxe, de Paris, algumas buzinas de táxis parisienses, que usou na estreia, em Nova Iorque. Normalmente, a parte das buzinas é interpretada pelo trompete.


1ª parte do Poema Sinfónico “Um Americano em Paris”, de George Gershwin
Orquestra Filarmónica de Nova Iorque
Maestro: Lorin Maazel

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Abertura Cubana, de George Gershwin

por António Filipe, em 16.08.12

No dia 16 de Agosto de 1932, realizou-se, no Estádio Lewisohn, em Nova Iorque, a estreia da Abertura Cubana, de George Gershwin. Albert Coates dirigiu a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque. A obra foi apresentada com o título de Rumba, que só mais tarde Gershwin alterou para Abertura Cubana.
A Abertura Cubana é uma pequena peça para orquestra. Composta por Gershwin em 1932, depois de umas férias de 2 semanas, em Havana, a obra foi concebida originalmente para piano, com o título Rumba. No entanto, a descoberta dos instrumentos de percussão cubanos fez com que Gershwin refizesse a partitura. O tema principal da obra é baseado numa canção de Ignacio Piñeiro, intitulada "Échale Salsita".
O compositor explora de tal forma os efeitos sonoros dos instrumentos do folclore cubano, principalmente as maracas e os bongos, que o seu estilo chega a ser irreconhecível. A estreia da obra foi um sucesso.
O compositor considerou-a como “a noite mais excitante que jamais tinha tido”. Assistiram ao espectáculo 17.845 pessoas e mais de 5.000 ficaram à porta sem conseguirem bilhete. Embora tenha caído no gosto popular americano, a peça nunca chegou a conquistar o público europeu.


Abertura Cubana, de George Gershwin
Orquestra Sinfónica do Estado do Paraná
Maestro: Alessandro Sangiorgi

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George Gershwin - Compositor americano

por António Filipe, em 11.07.12

No dia 11 de Julho de 1937 morreu em Hollywood, na Califórnia, George Gershwin, compositor americano que ocupa um lugar de destaque tanto no mundo da música clássica como no mundo do jazz.
Tinha nascido em Brooklyn, Nova Iorque, no dia 26 de Setembro de 1898. Filho de pais imigrantes judeus, naturais da Rússia, começou a mostrar interesse pela música aos 10 anos. Os pais tinham comprado um piano para o irmão mais velho, Ira Gershwin, mas para surpresa deles e alívio de Ira, foi George quem o começou a tocar. Aos 15 anos já era um talentoso pianista e deixou o colégio para trabalhar como sonoplasta no Tin Pan Alley, em Nova Iorque, onde se encontravam os mais importantes editores de música.
George compôs a maioria das suas obras em parceria com o irmão, Ira Gershwin. Entre 1920 e 1924, escreveram canções para o teatro de revista e conheceram Paul Whiteman, que contratou George para escrever uma peça de jazz para um concerto. O resultado foi a famosa "Rhapsody in Blue". Depois, compôs outros trabalhos voltados para o clássico, como "Um americano em Paris".
Gershwin compôs para a Broadway e para o teatro de concerto clássico e a sua música reúne elementos destes dois universos distintos. Obteve igualmente sucesso na autoria de canções populares. Muitas das suas composições foram feitas para o cinema e algumas tornaram-se clássicos do jazz, em particular as gravadas por Ella Fitzgerald, com Louis Armstrong. Uma das ambições de Gershwin era a criação de uma ópera. Realizou-a com "Porgy and Bess", em 1935, baseada num livro de DuBose Hayward, com letras do próprio autor e de Ira Gershwin.
No início de 1937, Gershwin começou a queixar-se de fortes dores de cabeça e da recorrente impressão que cheirava a borracha queimada. Tinha desenvolvido um tipo de tumor no cérebro conhecido como Glioblastoma multiforme. Em Junho, apresentou-se num concerto especial com a Orquestra Sinfónica de São Francisco, sob a direcção do maestro francês Pierre Monteux. Morreu depois de uma cirurgia para retirar um tumor cerebral.


Rhapsody in Blue, de George Gershwin
Piano: Andrew Armstrong
Orquestra Sinfónica da Rádio da Bulgária
Maestro: Maxim Eshkenazy

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