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"Sangue em Agosto": uma tourada no Fundão...

por Rogério Costa Pereira, em 25.07.13

Uma tourada no Fundão! Que me lembre, nunca tal coisa aconteceu por estas terras (e ainda que sim). Poderá haver tourada no Fundão, não me vou meter lá no meio da praça improvisada (isso é certo), mas raios me partam se só os touros farão de touros. Contem com mais gente cá fora do que lá dentro. E isto não é uma promessa, é uma ameaça. Acabei de mandar uma mensagem ao Presidente da Câmara, e de falta de aviso ele não se poderá queixar. Aqui a transformo em mensagem aberta: "Uma tourada no Fundao, Paulo [Fernandes]? Se a Câmara apoiar essa coisa podes contar com outra "tourada" no Fundão. Mas, apesar de mo terem afiançado, eu não acredito que embarques nisso.Estou a aguardar a resposta!

No entretanto, sejam ou não Fundão, e porque a questão não se resume a isso, aqui fica o link do Boicote ao SangriAgosto 2013! A iniciatiava é  do David Caetano, a quem agradeço o alerta e o facto de ter começado a dar a cara contra esta loucura. E assim uma Sangria [bebida] em Agosto vira, como bem anotou o David, "Sangue em Agosto".

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publicado às 01:11


25 de Abril, no Fundão. SEMPRE!

por António Filipe, em 25.04.13
Todos os anos, no dia 25 de Abril, se comemora, um pouco por todo o lado, o Dia da Liberdade.

O Fundão não é excepção. Normalmente, as comemorações iniciam-se pelas 21 horas do dia 24 e, à meia-noite em ponto do dia 25, realiza-se uma arruada, que passa por algumas artérias do Fundão, durante a qual os participantes cantam o “Grândola, Vila Morena”, acompanhados por uma banda filarmónica da região.
São quase sempre os mesmos que aderem a estas comemorações. Mas há um fenómeno que sempre me desperta a atenção: de quatro em quatro anos, há sempre mais uma dúzia de pessoas a engrossar a manifestação. Uma grande parte dos candidatos às eleições autárquicas só se lembram desta data em ano de eleições! (não sei porque é que pus um ponto de admiração no fim da última frase, acho que é o meu teclado que tem uma mente própria). Depois, nos três anos seguintes, tenham ou não sido eleitos, só se lembram do 25 de Abril, porque (ainda) é feriado. Ou, porque tendo sido eleitos, vão às comemorações que se realizam na Assembleia Municipal, para receberem a respectiva senha de presença. Vale mais a pena do que ir à arruada, onde, pensam eles, não se ganha nada. E, no ano seguinte, lá estão eles novamente, se forem candidatos. A maior parte destes infiltrados nem canta, porque nem a letra sabe. Só lá vão porque pensam que poderão ganhar uns votinhos nas eleições desse ano. Mas enganam-se, porque o pessoal que, desde o segundo 25 de Abril, participa, todos os anos, nesta arruada já os conhece de ginjeira.
Seja como for, são bem-vindos. Pelo menos, fazem número. Mas o meu voto não apanham eles.
Aqui fica o filme deste ano (de eleições).

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publicado às 23:45

Aqui vos deixo o filme (em 4 partes) da Vigília e Arruada Pela Liberdade, Contra o Conformismo e o Situacionismo, organizadas pelo blog “Pegada”, nos dias 4 e 5 de Outubro de 2012, no Fundão.
 

1ª Parte:

2ª Parte:
3ª Parte:
4ª Parte: 

A todos os que participaram e compareceram um enorme BEM-HAJAM.

 

 

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publicado às 17:46

Evento: http://www.facebook.com/events/356936964390396/
Adiram, compareçam, partilhem e convidem os vossos amigos. 
O Interior também existe (o "até quando" depende só de nós!).

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publicado às 12:15


3ª parte da II Tertúlia "Ouvir e Falar"

por António Filipe, em 11.07.12

Aqui fica a terceira de três partes do vídeo da 2ª Tertúlia "Ouvir e Falar", organizada pelo blog "Pegada", realizada na Praça do Município do Fundão, no dia 29 de Junho.
Ver aqui: 1ª parte 2ª parte

II Tertúlia "Ouvir e Falar"  - Parte 3 de 3
Tertúlia do dia 29/06/2012, no Fundão - Parte 3 de 3 from António Filipe on Vimeo.

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publicado às 22:54


2ª parte da II Tertúlia "Ouvir e Falar"

por António Filipe, em 08.07.12

Aqui fica a segunda de três partes do vídeo da 2ª Tertúlia "Ouvir e Falar", organizada pelo blog "Pegada", realizada na Praça do Município do Fundão, no dia 29 de Junho.
A 3ª e última parte será publicada na próxima Quarta-feira (dia 11).
Ver aqui a 1ª parte


II Tertúlia "Ouvir e Falar"  - Parte 2 de 3

Tertúlia do dia 29/06/2012, no Fundão - Parte 2 de 3 from António Filipe on Vimeo.

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publicado às 09:00


1ª parte da II Tertúlia "Ouvir e Falar"

por António Filipe, em 04.07.12

Aqui fica a primeira de três partes do vídeo da 2ª Tertúlia "Ouvir e Falar", organizada pelo blog "Pegada", realizada na Praça do Município do Fundão, no dia 29 de Junho.
A 2ª parte será publicada no próximo Sábado (dia 7) e a última parte na próxima Quarta-feira (dia 11).
Entretanto, no próximo Sábado (dia 7) a Rádio Cova da Beira transmitirá o audio desta tertúlia, no programa "Flagrante Directo", no próximo Sábado (dia 7), das 11 às 13 horas, com repetição entre as 21 e 23 e nas frequências 92.5 e 107.0 ou na emissão on-line, em http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/popup.php 

II Tertúlia "Ouvir e Falar"  - Parte 1 de 3

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publicado às 16:00


De que é feita a saudade?

por Maria Suzete Salvado, em 05.05.12

 

A boleia

O caminho da quinta era feito várias vezes, diariamente, desde que naquele Natal tinhamos ido para lá viver.

Frequentávamos, eu e os meus irmãos, a escola primária no Fundão e o meu pai encarregava-se de nos trazer para as aulas. No trajecto obrigatório encontrávamos muitas crianças que iam a pé para a escola, estivesse calor ou frio de rachar.

Um ou outro mais pequenino dava a mão ao mais velho, que levava o saco com os livros e a "bucha",  alsa atravessada no peito franzino, a caminhar junto à berma.

Todos sabiam que se o carro do Sr Salvado passasse naquele momento, cabia sempre mais um.

Enquanto avançavam, iam olhando para trás e se o vissem ao longe, espreitavam tímidos, os olhos a brilhar, sorriso rasgado, mas sem coragem para pedir. Quando o carro parava e nós abriamos a porta,  aqui uns,  além outros, entravam eufóricos e a cachopada lá se ia encaixando, encavalitados uns nos outros, a rir, sempre a rir, apesar de encharcados ou enregelados, contentes de poder “ir a cavalo”, como eles diziam.

Entre eles, vinha muitas vezes a filha do rendeiro duma quinta nossa vizinha, uma miúda ruiva, de pele branca e sardenta, de olhos grandes e muito vivos.

 (O proprietário da quinta era médico na Covilhã e a esposa, uma senhora muito elegante e de cabelo loiro, um pouco misteriosos para mim, já que raramente os via)

O meu pai gostava de a arreliar só para ouvir as respostas que ela tinha sempre na ponta da língua e que dava com sorrisos envergonhados.

Naquele dia o meu pai brincou com o seu cabelo ruivo:

-Então cachopa, a quem é que tu sais com essa cor de cabelo?

Ela riu e desenvolta respondeu:

- À minha patroa.

As gargalhadas do meu pai encheram o carro e todos rimos sem sabermos bem a que é que achara graça, se ao geito divertido da miúda, se à sua resposta.

Os 2 Kms eram feitos por aquelas crianças que viviam nas quintas, a pé, anos a fio, sem queixumes (as escolas não tinham aquecimento e se as crianças chegavam molhadas, assim ficavam das 9 da manhã às 3 da tarde) e sendo felizes com coisas tão pequenas como era aquela boleia.

Já no colégio, lembro os meus amigos das Donas, do Casal, do Souto da Casa, da Aldeia de Joanes e outras aldeias perto do Fundão, que eu via, com alguma inveja,  voltarem a pé para suas casas, em grupos que enchiam a estrada de risadas e de brincadeiras, no fim do dia de aulas.

 

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publicado às 10:14


25 de Abril, no Fundão

por António Filipe, em 25.04.12

É assim, todos os anos, no Fundão. Há trinta e sete anos. Sem interrupções. Algumas dezenas de pessoas reúnem-se na Praça do Município e, quando soam as 12 badaladas da meia-noite no relógio da Câmara Municipal, iniciam uma marcha de cerca de uma hora, percorrendo algumas ruas do Fundão, cantando “Grândola, vila morena”, com acompanhamento de uma banda. Que maneira bonita de iniciar o Dia da Liberdade! Que maneira bonita de mostrar ao mundo que o 25 de Abril está vivo no Fundão!
Alguns políticos só aparecem em anos de eleições. Mas o povo, esse está lá sempre. Com chuva ou com frio, mais dez menos dez, as pessoas que realmente contam estão presentes. No final, sempre ao som da banda, canta-se o Hino Nacional. E, por vezes, ouvem-se gritos de “25 de Abril, sempre!” e “Fascismo, nunca mais!”.
Para o ano há mais. De certeza.



Arruada do 25 de Abril de 2012, no Fundão


 

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publicado às 22:16


25 de Abril - Arruada no Fundão

por Rogério Costa Pereira, em 25.04.12

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publicado às 00:08


25 de Abril Sempre! (concerto na Moagem, Fundão)

por Rogério Costa Pereira, em 24.04.12

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publicado às 23:05

«Os salários da TAP vão ser alvo de um regime especial. O governo deu autorização à transportadora aérea para não baixar os salários dos seus trabalhadores. Mas a TAP vai ter de suspender os subsídios de férias e de Natal.» [RTP Informação]

... o que eu não percebo de todo é de que tipo de escarro nas trombas está este povo à espera! É que eles já surgiram de todas as formas e feitios. Mas as mãos lá continuam adormecidas debaixo do rabo, como se nada fosse, como se nada se passasse. Que padecemos da falta de um ideal colectivo já Unamuno o tinha diagnosticado, mas há limites para o comodismo. E para o medo!

Provavelmente, estamos todos bem como estamos, enquanto os mandatários da dona de casa da Alemanha de leste fazem de kapos dos tempos que correm.

Pega no sabonete, indígena-periférico-esbanjador, e vai banhar-te naquele pavilhão ali adiante. Se de lá saíres para a vala comum dos cegos-surdos-mudos, que os teus descendentes não ousem gritar "mataram-mo". Seria falso! Morreste de mãos nos bolsos, isso sim. Suicidaste-te!

Entretanto, num planeta distante, a I Tertúlia OUVIR e FALAR continua a receber inscrições. Toodles!

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publicado às 21:07


Fundão quer espólio de Eugénio de Andrade

por Luis Moreira, em 29.02.12

Eugénio de Andrade é natural do Concelho do Fundão. A Câmara Municipal disponibilizou-se para acolher o espólio do poeta, antigos manuscritos, obras de arte e outras peças do escritor que por agora estão à guarda do Município do Porto na casa onde o poeta viveu na Rua do Passeio Alegre, 584.

Depois da dissolução da Fundação Eugénio de Andrade, em Setembro, a chave da casa foi entregue à Câmara do Porto, mas no imóvel vive ainda uma família, legatária do poeta.

Os interessados ainda não se entenderam quanto à desocupação do local.

A câmara Fundanense disponibiliza-se para acolher o espólio " em permanência, quer na casa interpretativa, dedicada a Eugénio de Andrade, na sua aldeia natal, Póvoa de Atalaia, quer nos espaços da biblioteca municipal, baptizada com o nome do poeta.

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publicado às 13:00


A arte, a criação e a cidade, enquanto viviam

por António Leal Salvado, em 03.11.11

Arquivos do umbigo

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publicado às 23:59


Um jardim bem regado...

por Rogério Costa Pereira, em 23.10.11

No meu pedaço de varanda virado para a serra, ponho a escrita e a leitura em dia. Reparo que começa a chover. Nisto, noto uma mudança sonora, como se a chuva tivesse parado. Assim de repente!, como coisa de quem carrega num botão. Já não chove? Até a chuva é automatizada, agora? Modernices de são Pedro; coisas da troika, pensei. Espreitei e molhei-me. Afinal, era só a rega municipal que tinha sido interrompida pelo relógio. A chuva, essa, continuava. Ninguém avisou o pessoal da Câmara que hoje era dia de chove-que-deus-a-manda. Não há problema. A Ordem é rica e os frades são poucos.

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publicado às 04:32

Adianto um pequeno comentário, que maiores reflexões ficarão para depois. Nasci no concelho do Fundão, vivo no concelho do Fundão, leio a notícia no Jornal do Fundão. Não há troika nenhuma e não há yes man nenhum em forma de PM que mudarão o que quer que seja -- mesmo porque os milhões daquela não vêm cá parar, e até os da CEE e, depois, os da UE, pouco por cá se viram (se comparado, em proporção, com o que aconteceu por esse litoral acima e abaixo). Não pagarei -- muito menos desta forma -- os cheques carecas de Lisboa (nem as dívidas do Município do Fundão, a propósito). Acabar com o município do Fundão, para além de ser uma imoralidade, é mais uma machadada no Interior. O Fundão integrado na Covilhã é algo de tão praticável como, sem querer beliscar a grandeza da Covilhã (bem pelo contrário), meter o Rossio na Betesga (o inverso, integrar a Covilhã no Fundão, seria a mesma coisa). É péssimo para o Fundão e mau para a Covilhã. Ficamos todos a perder. E Portugal também. Lisboa e os habitantes de troika, esse planeta distante, não devem confundir os municípios e freguesias a martelo que pululam no Litoral (e também no Interior) com casos como os do Fundão. E não, não é por aqui ter nascido que o digo. É uma manifesta evidência, uma realidade intemporal. Basta dar cá um salto para perceber isso. Habitantes de Troika, vinde em paz e vos explicaremos as coisas como elas são (garanto que não daremos uso ao pelourinho). Explicaremos, por exemplo, que uma daquelas freguesias de Lisboa (uma qualquer) que se manterá como tal, não vale a troca-por-troca com que nos ameaçam (bem sei que muito passa por aí). Por agora é só, que isto exige maior ponderação e melhor trato na argumentação.

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publicado às 13:19


A Martim Calvo e aos povoadores do Fundão

por Rogério Costa Pereira, em 04.09.10

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publicado às 23:26


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