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...segundo os fanáticos do neoliberalismo o livre e espontâneo funcionamento dos mercados alcançaria o máximo de eficiência económica possível, desvalorizando qualquer abordagem sistémica das sociedades humanas. Ignora por completo a importância da esfera política no processo de conformação histórica do devir humano.

Voltamos assim à discussão central da nossa época - a relação  entre o mercado e a democracia.

Assistimos, porém, a uma verdadeira idolatria do mercado que desvaloriza por completo a função do Estado. No limite ao ignorar o conceito de escolhas colectivas começou a conceber-se o mercado como um mecanismo de regulação alternativo ao contrato social o que põe em causa princípios fundamentais da democracia. Muito dificilmente uma democracia pode viver com altos níveis de desemprego bem como com altos níveis de precariedade. E, por maioria de razões sem um certo grau de protecção social.

O mercado poderá viver com a insegurança, a precaridade e a exclusão. A democracia, não!

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publicado às 16:00


O PS escolheu-se, em detrimento do país

por Rogério Costa Pereira, em 24.07.11

E eu, como militante que não sou, não vou aceitar a escolha. Obviamente, não poderei fazer mais do que ir por aqui mandando umas postas de pescada, mas a verdade é que Portugal encontra-se, neste singular momento, na singular posição de não ter uma oposição -- e se ela era precisa (reitero que o PC e o aglomerado de que o Anacleto Louçã é dono não entram nestas contas, por motivos por demais notórios e que não carecem de prova).

Sinto-me magoado e desnorteado, sem saber para onde me virar. Temo pelo futuro do meu filho e começo a ter receio de não ter meios para o ir visitar no país que ele vai escolher para viver (olhai a espécie de parábola, por favor). Sócrates disse um dia que com Passos Coelho tinha finalmente alguém para dançar o tango. Passos Coelho estará agora a abrir uma garrafa de espumante do Lidl, sabendo que, doravante, pode dançar o tango sozinho. A merda, a grande merda, é que o tango dança-se a dois. 

Diz-me que Governo tens e que Oposição tens e dir-te-ei quem és. Neste momento, a resposta é a que é.

PS - Começou, neste preciso instante, a dança das cadeiras. Muitos boys estarão a tremer (e ainda bem), outros esfregam as mãos de contentes (excluo daqui as pessoas sérias -- como o meu grande amigo JPP --, que se limitaram a apostar no cavalo errado). É assim em todos os partidos, foi assim no PSD, será assim no PS. É natural? A porra é que é natural. Mas é um facto da vida, que temos de aceitar enquanto abanamos o rabinho para receber a festa do dono. Assim é Portugal, onde o mérito de nada vale.

PPS - Este post foi escrito com muita mágoa e à desgarrada; se um dia o tiver que dar por mal-dito, assim farei (é, aliás, esse o meu desejo).

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publicado às 01:00


Francisco Assis vs Tó-Zé Seguro (reloaded*)

por Rogério Costa Pereira, em 22.07.11

 

Pelo que me vai chegando, daqui e dali, parece já ser certo que Seguro vai ganhar as eleições internas do PS (e não vai ser por pouco). Lamento imenso; lamento que um dos melhores tribunos e parlamentares de sempre seja assim relegado para um plano secundário; lamento que o PS afunde um homem que foi fazendo a “ponte impossível” entre Sócrates e a realidade; lamento que Assis, empenhado no país, perca para Seguro, empenhado no aparelhismo; lamento, mais que tudo, que o PS queira à força afastar-se da realidade: o gentio que vota não conhece Seguro e admira Assis. Lamento, em suma, que o PS ouse pensar que Seguro algum dia será Primeiro-Ministro (tal jamais acontecerá). E, mais que tudo, lamento que alguns dos que vão votar Seguro o façam pensando que este líder é para queimar; e que Assis é para guardar. Os próximos tempos vão ser duros para Passos Coelho e o próximo secretário-geral do PS poderia vir a ser Primeiro-Ministro. Poderia, se fosse Assis. Termino, lamentando − hoje estou uma carpideira – que os seis anos de luta de Assis pelo País não batam os seis anos de “guerrilha” de Seguro pelo PS.

Ainda uma última coisa, à laia de “para bom entendedor…”, Seguro não é o Passos Coelho do PS e Assis jamais seria a continuação de Sócrates − basta ver que o afamado Luís Bernardo, braço esquerdo e direito de Sócrates (o do “ó Luís, fico melhor assim ou assim?”), apoia Seguro.

Para mim, que não sou militante, é extremamente revelador que Seguro pouco se mostre, que Seguro não queira debater, em sinal aberto, com Assis. Percebo-o; Seguro está seguro que, além-partido, seria cilindrado na praça pública e que isso teria reflexo nos resultados finais.

Em Portugal (e Portugal é um “pouquinho” maior que o PS), Seguro não é ninguém. Assis é Assis. 

 

*Em vésperas das eleições no PS, aproveito para puxar cá para cima os posts que, a propósito, publiquei. O primeiro é o de cima; deixo os links para os que se lhe seguiram: cinturão vermelhoBem calçado vai para a fonte. Tó-Zé, pela calada; vai seguro e afectuosoAssis vs Seguro, o debate (o tal que Seguro permitiu). E, já agora, fica também a pouco concorrida sondagem, cujo resultado até agora (Assis, 67% - Seguro 33%), ao que tudo indica, ficará como wishful thinking

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publicado às 23:23


Assis vs Seguro, o debate (o tal que Seguro permitiu)

por Rogério Costa Pereira, em 13.07.11

Assis vs Seguro.jpg

Do lado esquerdo da imagem, o "Novo Ciclo", alguém que assevera que um oceano inteiro o separa de Passos Coelho (nesta parte, lamentei que a coisa não fosse geograficamente verdade). Numa coisa Seguro tem razão, ele nada tem a ver com o actual PM. Fica a léguas dele. Com Seguro na liderança do maior partido da oposição, simplesmente não vamos ter oposição (o PC e o partido propriedade do Louçã não entram nestas contas).

Mas, afinal, que propõem Seguro e o seu peregrino laboratório de ideias? Um PS "fiel à sua matriz fundacional", "uma grande identidade ideológica". Tudo coisas que só uma mente brilhante se lembraria de, em pleno 2011 e no meio de uma crise como esta, trazer para uma campanha eleitoral interna. Já estou a ver os adeptos da "esquerda reinventada": "ele vai voltar a fidelizar-nos à nossa matriz fundacional! É mesmo isto que é preciso!"

Bem, se Seguro trouxe a cartilha e leu o primeiro mandamento, Assis desceu ao concreto e explicou como deve o PS enfrentar os próximos quatro anos. Como deve o PS enfrentar o próximo mês e o mês seguinte. Em suma, Seguro manteve-se fiel à ideia que eu já tinha dele: trata-se, politicamente, de um diseur de vacuidades, sempre de piscadela de olho armada para o aparelho que o governa. Assis foi Assis; deixou o laboratório em casa e trouxe as propostas para a mesa de debate. Dizer que isto se equiparou a um combate desigual é, portanto, dizer pouco. Quem não viu, visse! Para quem vai votar Seguro e dar-lhe a vitória: "Fizeste a cama agora deita-te nela".

PS: a propósito, a sondagem que aqui lancei há uns tempos e que ficou algo esquecida nas catacumbas, vai assim.

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publicado às 00:53

Miguel Sousa Tavares qualificou o que Seguro tem feito no PS, durante os últimos seis anos, como caciquismo. Na verdade, e como já disse algures por aqui, enquanto Assis deu a cara pelo PS nos piores momentos, Seguro terá andado de porta em porta, oculto ao país, a espalhar a tal da política dos afectos. Doutra forma, não se percebe como raio aparece agora nesta posição de quase-vencedor, recusando debates com Assis e fechando ao país dois do três que ele próprio decretou. Para este carismático, afectuoso e futuro líder da oposição, as eleições parecem não passar de um mero formalismo. E se ele, que domina o aparelho, tem tanta certeza de que será assim é porque será mesmo assim. Seguro vai seguro. Portanto, e como as palavras valem o que valem, parece-me adequada a escolha que MST fez para qualificar a acção de Seguro. O que mais me entristece é que o PS vá nisto e escolha para líder um imenso lugar-comum. Serão quatro anos de uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma. Na minha qualificação, pesa também a noite da derrota de Sócrates, a mesma noite em que Seguro puxou para si, da forma como o fez, os holofotes que ali se encontravam para o funeral do, então recente, ex-PM.

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publicado às 21:38


Francisco Assis vs Tó-Zé Seguro

por Rogério Costa Pereira, em 25.06.11

 

Pelo que me vai chegando, daqui e dali, parece já ser certo que Seguro vai ganhar as eleições internas do PS (e não vai ser por pouco). Lamento imenso; lamento que um dos melhores tribunos e parlamentares de sempre seja assim relegado para um plano secundário; lamento que o PS afunde um homem que foi fazendo a “ponte impossível” entre Sócrates e a realidade; lamento que Assis, empenhado no país, perca para Seguro, empenhado no aparelhismo; lamento, mais que tudo, que o PS queira à força afastar-se da realidade: o gentio que vota não conhece Seguro e admira Assis. Lamento, em suma, que o PS ouse pensar que Seguro algum dia será Primeiro-Ministro (tal jamais acontecerá). E, mais que tudo, lamento que alguns dos que vão votar Seguro o façam pensando que este líder é para queimar; e que Assis é para guardar. Os próximos tempos vão ser duros para Passos Coelho e o próximo secretário-geral do PS poderia vir a ser Primeiro-Ministro. Poderia, se fosse Assis. Termino, lamentando − hoje estou uma carpideira – que os seis anos de luta de Assis pelo País não batam os seis anos de “guerrilha” de Seguro pelo PS.

Ainda uma última coisa, à laia de “para bom entendedor…”, Seguro não é o Passos Coelho do PS e Assis jamais seria a continuação de Sócrates − basta ver que o afamado Luís Bernardo, braço esquerdo e direito de Sócrates (o do “ó Luís, fico melhor assim ou assim?”), apoia Seguro.

Para mim, que não sou militante, é extremamente revelador que Seguro não dê entrevistas, que Seguro não queira debater, em sinal aberto, com Assis. Percebo-o; Seguro está seguro que, além-partido, seria cilindrado na praça pública e que isso teria reflexo nos resultados finais.

Em Portugal (e Portugal é um “pouquinho” maior que o PS), Seguro não é ninguém. Assis é Assis. 

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publicado às 01:38


Secretário-Geral do Partido Socialista

por Rogério Costa Pereira, em 12.06.11
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Até 23 de Julho, esta mini-sondagem vai andar aqui por cima (quando me der na telha, uma vez por semana ou isso, puxo-a para cá). Não a coloco na coluna da direita por motivos óbvios: este é um blogue que ronda as 100 visitas diárias. Trata-se de uma aposta que fiz comigo: quem perder paga um jantar. Peço-vos apenas (pedir não custa) que votem naquele que considerem ser o melhor (no poder ou na oposição) para o país, ou para o que resta dele, não naquele que é melhor para o vosso partido ou, em sendo o caso, para a vossa, digamos, situação profissional...

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