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As facturas escondidas do IDP

por Luis Moreira, em 15.03.12

Eu, Deus me perdoe, ainda não percebi esta questão das facturas não contabilizadas e não pagas descobertas numa  arrecadação do Instituto do Desporto de Portugal. Primeira pergunta : as facturas correspondem ou não a reais fornecimentos de bens e serviços? Ou são facturas de favor?

Se correspondem a reais fornecimentos o que se pretendia com a sua não contabilização? Escondê-las e ir contabilizando-as aos "bochechos" ao longo do tempo para não dar nas vistas? E os fornecedores que não receberam o dinheiro dos reais serviços e produtos fornecidos não "xingaram" a cabeça ao tesoureiro? É que se não pediram o pagamento estariam "feitos" com a administração" do Instituto?

E se não forneceram nada como é que resolveram o assunto na contabilidade nas suas empresas? As facturas não foram contabilizadas e o IVA não foi processado e liquidado?

Quem fez isto ou não percebe nada de gestão empresarial ou contava com o habitual "faz de conta". O que se pretendia com isto, que não engana uma criança? Pode-se esconder uma factura de um fornecedor que efectivamente forneceu os bens e serviços?

Entretanto a auditoria diz que poderia, poderá...

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publicado às 16:30

Por Pedro Braz Teixeira, jornal i.

«A saída do euro pode ocorrer de forma muito caótica, podendo levar ao colapso temporário do sistema de pagamentos e de distribuição
O risco de saída de Portugal do euro tem associados múltiplos riscos, dos quais gostaria de salientar três: o risco do colapso temporário do sistema de pagamentos, o risco do colapso temporário do sistema de distribuição de produtos e o risco de perda – definitiva – de valor de inúmeros ativos (depósitos à ordem e a prazo, obrigações, ações e imobiliário, entre outros).
Considero que todos os portugueses devem “subscrever” seguros contra estes riscos, tal como fazem um seguro contra o incêndio da sua própria casa. Quando se compra este seguro, o que nos move não é a expectativa de que a nossa casa sofra um incêndio nos meses seguintes, um acontecimento com uma probabilidade muito baixa, mas sim a perda gigantesca que sofreríamos se a nossa habitação ardesse.
Quais são as consequências imediatas de Portugal sair do euro? A nova moeda portuguesa (o luso?) sofreria uma desvalorização face ao euro de, pelo menos, 20%. Todos os depósitos bancários seriam imediatamente transformados em lusos, perdendo, pelo menos, 20% em valor. Todos os depósitos ficariam imediatamente indisponíveis durante algum tempo (dias? semanas?) e não haveria notas e moedas de lusos, porque o nosso governo e o Banco de Portugal não consideram necessário estarmos preparados para essa eventualidade.
O mais provável é que a saída do euro fosse anunciada numa sexta-feira à tarde, havendo apenas o fim de semana para tratar da mudança de moeda. Logo, na sexta-feira os bancos retirariam todas as notas de euros das máquinas de Multibanco e quem não tivesse euros em casa ou na carteira ficaria sem qualquer meio de pagamento.
Durante algumas semanas (ou mais tempo) teríamos um colapso do sistema de pagamentos e, provavelmente, também um corte nos fornecimentos. As mercearias e os supermercados ficariam incapazes de se reabastecer, devido às dificuldades associadas à troca de moeda.
Estes “seguros” de que falo, contra este cenário catastrófico, não podem ser comprados em nenhuma companhia de seguros, mas podem ser construídos por todos os portugueses, estando ao alcance de todos, adaptados à sua realidade pessoal.
O que recomendo é algo muito simples que – todos – podem fazer. Ter em casa dinheiro vivo num montante da ordem de um mês de rendimento e a despensa cheia para um mês. Esta ideia de um mês de prevenção é indicativa e pode ser adaptada à realidade de cada família.
Não recomendo que façam isso de forma abrupta, mas lentamente e também em função das notícias que forem saindo. De cada vez que levantarem dinheiro, levantem um pouco mais que de costume e guardem a diferença. De cada vez que fizerem compras tragam mais alguns produtos para a despensa de reserva. Aconselho que procurem produtos com fim de validade em 2013 ou posterior, mas, nos casos em que isso não seja possível, vão gastando os produtos de reserva e trocando-os por outros com validade mais tardia. Desta forma, sem qualquer rutura, vão construindo calmamente os vossos seguros contra o fim do euro.
Quanto custará este seguro? Pouquíssimo. Em relação ao dinheiro de reserva, o custo é deixarem de receber os juros de depósito à ordem, que ou são nulos ou são baixíssimos. Em relação aos produtos na despensa de reserva, é dinheiro empatado, que também deixa de render juros insignificantes.
Quais são os benefícios deste seguro? Se o euro acabar em 2012, como prevejo, o dinheiro em casa não se desvaloriza, mas o dinheiro no banco perderá, no mínimo, 20% do seu valor. Além disso terá o benefício de poder fazer pagamentos no período de transição, que se prevê extremamente caótico. A despensa também pode prevenir contra qualquer provável rutura de fornecimentos, garantindo a alimentação essencial no período terrível de transição entre moedas. Parece-me que o benefício de não passar fome é significativo.
E se, por um inverosímil acaso, a crise do euro se resolver em 2012 e chegarmos a 2013 com o euro mais seguro do que nunca? Nesse caso – altamente improvável – a resposta não podia ser mais simples: basta depositar no banco o dinheiro que tem em casa e ir gastando os produtos na despensa à medida das suas necessidades.»

Pedro Braz TeixeiraInvestigador do NECEP da Universidade Católica

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publicado às 14:00

A dívida monstruosa do SNS pode pôr em risco centenas de fornecedores e, com isso, colocar em causa o próprio funcionamento do SNS. Os déficites permanentes do SNS que em 2012 se perspectiva em 200 milhões são o maior perigo para a exploração com qualidade do SNS.

O ministro da Saúde admitiu hoje que os 3 mil milhões de dívida podem por em risco postos de trabalho em empresas fornecedoras do Serviço Nacional de Saúde e toda a cadeia de valor da saúde e colocar em risco o fornecimento do próprio SNS. Paulo Macedo acrescentou que embora neste momento seja um cenário irrealista pode vir a ser uma realidade.  

O ministro acrescentou que o Governo transferiu 150 milhões para os hospitais em Dezembro para estes poderem fazer alguns pagamentos a fornecedores.

A racionalização dos meios - equipamentos, edificios, recursos humanos - e o combate ao desperdício são factores fundamentais para a manutenção do SNS tal o conhecemos.

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publicado às 16:30


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