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Largarde

Como já terão reparado, a Lagarde e o FMI mudam a opinião sobre a política de austeridade praticamente dia sim, dia não. Não estranhem, porém, nem se deixem iludir. Esta posição errática do FMI faz parte do modus operandi da organização internacional de agiotagem.

A estratégia polícia bom / polícia mau vai, à vez, folgando (ilusoriamente) e amolgando as costas dos devedores; ao mesmo tempo que lança a confusão entre os parceiros sociais, que perdem demasiado tempo a comentar os supostos avanços e recuos e a usar estes como arma de arremesso contra o governo. Sem perceberem que esse apelo a essa crítica pontual faz parte do jogo, e que a ela se seguirá, em menos de um fósforo, uma declaração em sentido inverso.

O FMI faz vida disto, é um cancro-drone instalado pelo capitalismo no coração da democracia. É assim que tem de ser visto e é como tal que tem de ser tratado. Lembram-se do Detritus, em Astérix e a Zaragata? Algo assim...

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publicado às 14:06


Um filme de terror

por Francisco Clamote, em 10.10.12
"Portugal continuará, até 2017 inclusive, a ser um dos países do mundo com menor crescimento, com mais desemprego e a economia continuará a perder posições no ranking do poder de compra per capita indica o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ou seja, cada português, continuará a descer (a empobrecer) quando se olha para a lista dos mais de 180 países analisados pela instituição.

De acordo com as projeções do Fundo, que é um dos elementos da troika no país que tem estado a desenhar, juntamente com o Governo, o programa de ajustamento económico e financeiro,Portugal chega a 2017 em pior situação económica relativa do que estava em 2011."

(Luís Reis Ribeiro; "Ajustamento falha e Portugal cai nos rankings do FMI até 2017". Na íntegra: aqui)
***
O que os dados do Relatório de Outono das Perspectivas Económicas Globais (World Economic Outlook) do FMI (a que o artigo, parcialmente reproduzido, se refere) revelam é um filme de terror, o que, para os portugueses, nem sequer é novidade, pois não só estão a ver o filme, estão a vivê-lo.
Mesmo assim, não deixa de causar calafrios constatar que, segundo as previsões do FMI, "Portugal chega a 2017 em pior situação económica relativa do que estava em 2011." 
A dimensão da traição ocorrida nos idos de Março de 2011 está para além da tragédia, é o que estas previsões anunciam com total limpidez. 
E, pelos vistos, Portugal, ao contrário de Roma,  até paga a traidores, se bem que só a alguns.  Eu não pago e não perdoo a nenhum: nem aos que agiram por oportunismo político, nem aos que actuaram por ânsia de poder, nem a quem apadrinhou e fomentou a traição. Pelo menos, enquanto não vir um qualquer sinal de arrependimento.

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publicado às 18:05


Cogitações de uma rapariga loira

por Ariel, em 10.10.12


1. Como é possível que ao fim de dois anos de políticas de austeridade duras com efeitos desastrosos na economia, no emprego, na qualidade de vida e dignidade das famílias, o FMI venha agora dizer que se enganaram de forma colossal quanto às medidas impostas aos países sob assistência financeira? 

2. Porque carga de água o Ministro das Finanças promove uma conferência de imprensa com pompa e circunstância para apresentar um programa devastador de aumento generalizado de impostos, que mais parecia uma cena sado de castigo dos portugueses, em que por exemplo a retirada da cláusula de salvaguarda do  IMI provocou o pânico generalizado dos contribuintes, para agora como facilmente percebe, se preparar da adocicar a pastilha? Então primeiro fazem um filme de terror para depois com medidas de cosmética o transformarem num filme de suspense? Mas esta gente anda a gozar connosco?

3. Na confusão em que se transformou a elaboração do orçamento para 2013, veio agora a lume a possibilidade do despedimento de cerca de 50.000 funcionários públicos com contratos a prazo. Querem ver que o governo se prepara para dispensar a catrefa de assessores que contratou para os gabinetes ministeriais, aos quais pagou os subsídios de férias e de natal que retirou aos funcionários públicos e pensionistas?

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publicado às 00:03


José Mário Branco - FMI

por Rogério Costa Pereira, em 15.09.12

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publicado às 18:04

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publicado às 11:11


"A Troika e os 40 Ladrões", de Santiago Camacho

por Rogério Costa Pereira, em 20.06.12

A entrevista ao autor é de Fevereiro, o conselho (dedicado a quem acha que o actual fartar-vilanagem é o caminho) é de hoje. Leiam o livro! "Não há dinheiro", diz o outro. O autor, à semelhança de Marc Roche, que na introdução à edição portuguesa de "O Banco" dedica umas palavrinhas ao António "há que baixar os salários" Borges, revela onde pára o dinheiro e quem realmente viveu -- e vive -- acima das possibilidades. Não das suas, mas das dos outros. Tic-tac-tic-tac...

«O jornalista e investigador espanhol Santiago Camacho, autor do livro "A Troika e os 40 Ladrões", sobre a crise económica, disse à Lusa que Portugal foi o país europeu "mais castigado" pelas empresas de notação financeira. 
"O processo português foi terrível porque sempre que o país queria levantar-se vinha a Fitch, a Moodys e a Standard & Poor e todas estas empresas de notação atacavam ao mesmo tempo, cumprindo as suas próprias profecias. Baixavam os ratings e a situação afundava-se ainda mais, tal como elas previam" disse à Lusa Santiago Camacho a propósito do lançamento em Portugal do livro sobre a crise económica. 
"Sem chegar ao extremo estrutural grego, Portugal foi provavelmente o país que mais sofreu o castigo dos mercados" diz Camacho que dedica um longo capítulo (Portugal, a auto-estrada para o inferno) à situação portuguesa.
Para o autor, os "40 ladrões" são os banqueiros, os investidores e as agências de rating, "empresas que estão a tirar dinheiro aos contribuintes" através de paraísos fiscais.
"Os Estados como Portugal, Grécia, Itália e Espanha têm dívidas, mas uma boa parte dos défices públicos ficaria resolvido se não fossem as enormes fraudes cometidas por empresas que estão a pagar muito menos impostos do que aquilo que deveriam de facto pagar porque utilizam mecanismos de engenharia financeira através da banca offshore", diz Santiago Camacho que escreve também sobre as organizações internacionais responsáveis pela crise. 

Fonte: Jornal de Negócios

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publicado às 00:15


Lagarde: the dollar babysitter

por Rogério Costa Pereira, em 27.05.12

volador1.jpg
A comparação ontem feita por Lagarde, ao dizer que está mais preocupada com as crianças de África do que com os gregos é de um populismo generalista, absurdo, demagógico e insultuoso que revela bem a agenda, agora já escancarada, da "senhora" em causa.

Neste momento, a mulher-lagarto tem um propósito, colocar a Grécia fora do Euro e assim ajudar a acabar com a moeda, já moribunda às mãos dos alemães.

Tudo ao serviço do dólar.

Que, nesta demanda dedicada, ela instrumentalize "as crianças de África" é asqueroso e demonstra bem que esta tropa não olha a meios para atingir os fins e para bem servir os donos que lhe enchem a gamela.

O comentário é falsamente piedoso, é uma ignomínia em que as crianças africanas são, mais uma vez, usadas como arma de arremesso para alcançar um fim que em nada as tem em conta.

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publicado às 14:31


A sociedade do medo

por Luis Moreira, em 17.05.12

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publicado às 11:00


Lagarde não faz por agradar a Merkel

por Luis Moreira, em 19.04.12

FMI : O euro pode acabar alerta a manchete do (i).

FMI alerta: o euro pode acabar", diz a manchete do i, após a divulgação, em 17 de abril, do relatório do FMI sobre as perspetivas económicas mundiais, no qual o Fundo Monetário Internacional apresenta uma série de recomendações aos dirigentes da UE, entre as quais "mais cortes na taxa de juro por parte do Banco Central Europeu, menos austeridade e criação de eurobonds". Contudo, este diário de Lisboa refere que

o colapso do euro não é o cenário central do FMI – que prevê que a economia mundial cresça 3,5% este ano e 4,1% no próximo –, mas da leitura do documento e das palavras do economista-chefe da instituição percebe-se que, para o Fundo, o risco europeu é grande. (...) A tensão extrema na zona euro poderia ter consequências superiores ao colapso do banco Lehman Brothers, em 2008. O significado da moeda única – a maior região económica do globo – e a ausência de progressos ousados na resolução da crise começam a tornar mais evidentes os recados do FMI para a Europa, sobretudo a influente liderança da chanceler Angela Merkel.

Segundo um historiador de economia citado pelo i, a mensagem é esta:



O FMI e os Estados Unidos estão a perder mais a paciência com a Europa – a divergência não é tanto sobre a forma como sair da crise, mas com o facto de o Governo alemão estar preso a um certo atavismo e ao que o seu eleitorado diz que quer.

Além da criação de euro-obrigações, o FMI "quer também que o BCE continue a emprestar [dinheiro] aos bancos europeus".

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publicado às 17:00

Vou, vou-vos mostrar mais um pedaço da minha vida, um pedaço um pouco especial, trata-se de um texto que foi escrito, assim, de um só jorro, numa noite de Fevereiro de 79, e que talvez tenha um ou outro pormenor que já não é muito actual. Eu vou-vos dar o texto tal e qual como eu o escrevi nessa altura, sem ter modificado nada, por isso vos peço que não se deixem distrair por esses pormenores que possam ser já não muito actuais e que isso não contribua para desviar a vossa atenção do que me parece ser o essencial neste texto.

Chama-se FMI.
Quer dizer: Fundo Monetário Internacional.
Não sei porque é que se riem, é uma organização democrática dos países todos, que se reúnem, como as pessoas, em torno de uma mesa para discutir os seus assuntos, e no fim tomar as decisões que interessam a todos...
É o internacionalismo monetário!

LETRA )

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publicado às 15:38

Mas só se o governo estimular a economia. Este ano afunda 3,3%, para o ano andará pelos 0% e a partir de 2014 poderá crescer para os 2% e anos seguintes. Mas é tudo ainda muito nebuloso. A reboque das exportações as boas notícias vêem dos Estados Unidos onde a economia está em processo de aceleração consistente, que arrastará as restantes economias, especialmente as dos países europeus.

Mas não se vê que o governo tenha estabelecido essa prioridade continuando a canalizar dinheiro para os bancos que o não fazem chegar à economia.

As receitas das privatizações são uma boa ajuda mas não parece que sejam suficientes e a sua aplicação na amortização da dívida com juros mais altos pode ser uma tentação.

Nos últimos dias avolumaram-se as suspeitas que nem tudo está claro nas contas do estado e a ser assim podem vir aí mais ajustes com a consequente encolha da procura interna. Ora isto não ajuda em nada a economia. E, mesmo com estas previsões algo positivas a verdade é que o flagelo do desemprego veio para ficar pois a criação de emprego só se faz acima dos 2% de crescimento da economia.

Há quem diga que com o estreitamento das relações comerciais com a China e o Brasil as nossas exportações vão dar um salto muito significativo. Portugal terá passado a ser uma economia a jogar no mercado global.

Um pouco de esperança não faz mal a ninguém!

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publicado às 11:00

A notação podia e devia ser dada por instituições financeiras reputadas e independentes como o FMI, o BCE ou a Reserva Federal Americana, mas a verdade é que países e empresas estão nas mãos das três grandes. Todas de raiz anglo-saxónica!

O processo já arrancou mas para que se alcance uma real concorrência é preciso que os investidores acreditem na nova agência e que grandes empresas, bancos e países adiram ao projecto. Tem um ás de trunfo:

Trata-se de um estudo da Roland Berger que mostra que a Moody's e a McGraw-Hill – a casa mãe da S&P – são propriedade das mesmas sociedades de investimento norte-americanas: Vanguard, Capital World, State Street, BlackRock, para citar apenas algumas. Estas ligações levantam a questão do conflito de interesse, porque as agências também classificam as empresas que são suas acionistas. Depois, o estudo sublinha a existência de “estruturas de caráter monopolista” no mercado de notação de crédito, dada a interpenetração do setor e das quotas de mercado dos seus atores.

Nada vai ficar como estava, apesar das três grandes terem margens de lucro de 40% e terem na mão os mercados financeiros com quem há muito trabalham.

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publicado às 21:00


Chegou o crescimento económico.

por Luis Moreira, em 24.01.12

Políticas activas de crescimento da economia, pede o FMI que pela voz da sua Presidente Lagarde afirma que "as politicas de austeridade já chegam e é tempo dos países com mais folga orçamental lançarem políticas expansionistas". Isto, se ouvido, é música celestial, porque seria implementar o que sempre esteve à frente dos olhos de quem sabe alguma coisa de economia. Enquanto os países apertados faziam austeridade os outros cresciam puxando pelas exportações dos primeiros.

O grande problema é que está toda a Europa a crescer muito pouco, mesmo a Alemanha já apresenta um crescimento abaixo das expectativas o que arrasta para pior as economias de quem exporta para o país.

"Tendo em conta o grande ajustamento já em curso este ano, os governos devem evitar (...) mais políticas de austeridade", lê-se numa atualização do "Fiscal Monitor" (publicação sobre políticas orçamentais) do Fundo. 

Noutro documento (uma atualização ao "Outlook") publicado também hoje, o FMI argumenta que "o desafio mais imediato" que se põe à economia global é "restaurar a confiança e acabar com a crise na zona euro através da promoção do crescimento" económico."

A esperança vem a caminho, oxalá os "estadistas portugueses" não deitem tudo a perder...

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publicado às 18:55

Os países pobres foram arrastados para a presente situação graças ao vendaval que os países ricos criaram com as suas finanças e os seus jogos de casino. Ao invés, os países pobres só saem do beco em que os meteram se primeiro sairem os países ricos. Isto, senhoras e senhores é a globalização!

Até podemos tomar as medidas mais certas, seguir as políticas mais correctas, ser os mais prudentes que se os ricos não estiverem bem nós, os pequenos e pobres, não saímos da miséria.

"A melhor forma da comunidade internacional ajudar os países de baixo rendimento é garantir que as economias avançadas voltam a ter as suas casas em ordem e restaurar um forte e sustentável crescimento global. Isso vai ajudar a garantir que os países mais pobres se mantêm no caminho certo e que podem consolidar e ampliar as impressionantes conquistas da última década."

É, pois, bom que os ódios de estimação que todos temos (uns mais outros menos) sejam suavizados e não se cumpram, porque quem leva somos sempre nós!

 

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publicado às 10:45


Se não dão resultado chamam o FMI porquê?

por Luis Moreira, em 25.11.11
Com tantos exemplos pergunta-se: os países pagam-lhes porquê? E, eles, FMI, insistem na receita que não resulta porquê?

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publicado às 22:00


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