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A pegada não morreu; apenas deslocámos a maior parte das nossas pegadas para o facebook. Enorme pecado, bem sabemos; mas por estes instantes, em que o tempo não abunda, é mais fácil interagir e publicar ali. Esta nossa casa não desaparece; será sempre a referência principal e o lugar das pegadas mais profundas. No entretanto, e quando não nos virem por aqui, é porque estamos aqui:pegadabook. Cliquem no link (não é necessário ter facebook para ler, apenas para comentar) e/ou façam like acima. A todos os leitores e ao sapo, que nunca nos falhou, pedimos desculpa. É coisa de momentos; a pegada será sempre aqui. Aqui é a regra, este anúncio não revela mais do que uma excepção. Já agora, e também no facebook, mas numa onda diferente -- e em que todos os leitores podem ser autores --, visitem o ouvir & falar.

 

 



Toda a política é local

por Licínio Nunes, em 27.05.14
Dizem os suspeitos do costume que as eleições de 25 de Maio de 2014 foram uma tragédia. Que 2/3 dos portugueses se abstiveram e que, por toda a Europa, a extrema-direita está em marcha. Como de costume, os suspeitos do costume são tolos. Regressarei à situação local, mas a primeira coisa que deve ser dita é que É FALSO. Com mais de dois milhões de portugueses abaixo dos 18 anos, os "9,683,885 eleitores inscritos" são uma manifesta aldrabice. E quem quer que conheça os serviços consulares da república portuguesa por esse mundo fora, sabe bem que a Diáspora recente e jovem representa mais uns 5%-6% de "abstenção técnica". 52%-53% de abstenção real é muito, mas não é o cenário que as louva-a-deus carpideiras querem fazer crer.

Por toda a Europa, os factos confirmam aquilo que está no título e que todos deviam saber. Em França, a presidência do sr. Hollande é tão má que começa seriamente a pôr em causa o modelo constitucional da V República; mas não é mais do que isso. E os resultados dos broncos do boteco, na Grã-Bretanha, mais uma vez confirmam o lema: o problema dos britânicos é a mediocridade manifesta dos seus políticos actuais, não é um problema de Europa-assim, nem de Europa-assado. E já agora, porque todas as referências, nestes assuntos, são a despropósito, onde estão os prognosticadores do "...ui, aquela terrível extrema-direita ucraniana..."? Será que repararam que os movimentos ultra-nacionalistas ucranianos somaram mais ou menos o mesmo resultado que os pnr-pnd-monárquicos-e-outros-bisnaus cá do burgo? Será que vão reconhecer as figuras muito feias que têm andado a fazer? Não me parece, mas continuemos, porque existem, de facto, boas noticias. Locais, como todas.

A Alemanha voltou a ser a Alemanha do costume, depois do susto de 2013, esse sim, em que foi preciso que a Constituição alemã salvasse a Alemanha (e a Europa) dos alemães. Em Itália, voltou a política pura e dura com uma vitória clara e muito expressiva dum político até aqui não referendado nas urnas, e veja-se que isto de capar grilos não é para todos. Na Grécia, o Syriza tem a oportunidade de ir para além dos actos simbólicos, por maior que seja o simbolismo, e mostrar que podem ser o poder que afirmam querer ser.

Mais interessantes que todos os outros, são os nossos, muito próximos e verdadeiros hermanos: será que Podemos? É #CLAROQUEPODEMOS, basta querer e fazer por isso. Em absoluto, a acompanhar. Então e nós por cá, pá?

Nós por cá nem carne nem peixe, a política é local, toda a política é local. E sui generis, num país em que os trotskistas ofereceram um picador de gelo aos estalinistas e apetece dizer à Marisa Matias: "Rica, ofereça-lhes antes uma Walther P-38, eles preferem ...". Mas fica também a maior derrota eleitoral de sempre do PSD. Para o "partido mais português de Portugal", está muito próxima duma hecatombe e no que respeita ao compagnon de route, já nem um táxi será preciso, basta um capacete e depois ... quem é que conduz, se é o Mota Soares, se o Portas ... e quem vai atrás ... para o que der e vier, já lá diz o povo "... não metas a colher ...". E também a mais pifía das não-vitórias, mas até isso pode estar a mudar.

Europa, sem fim. O continente de todos os locais e de todas as travessias. Atravessemo-la, pois.





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