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O regresso de uns e o "sucesso" de outros

por Francisco Clamote, em 24.01.13
Ao contrário do que se poderia supor, por ser assunto na ordem do dia, não estou a falar do badalado "regresso aos mercados", um sucesso, no dizer de governantes, de banqueiros e de outros beneficiários da árvore das patacas, como Catroga, embora, pessoalmente, não tenha ainda conseguido descortinar em que se traduz tal sucesso a não ser que se considere que o sucesso reside num maior endividamento a uma taxa de juro que é superior à média que o país já está a pagar.


Deixemos, entretanto, esse assunto de parte para tratar do tema que aqui me traz e que tem também a ver com um regresso que mostra até que ponto vai a falácia do apregoado sucesso. 

Precisando: refiro-me ao regresso às suas casas ou às casas dos seus familiares por parte das pessoas mais idosas entretanto recolhidas em lares e noutras instituições de acolhimento, regresso que é motivado pela necessidade de as famílias se socorrerem das pensões dos seus membros mais idosos, normalmente magras, mas ainda assim necessárias para minorar as dificuldades enfrentadas por um cada vez maior número de agregados familiares.


Não estou a inventar uma história. A descrição desta situação ouvi-a, num canal de televisão, da boca de duas personalidades ligadas à Igreja Católica, sendo  uma delas o presidente da Cáritas Portuguesa, entidade que julgo ser insuspeita de parcialidade em relação às forças políticas no poder.

Será que quem fala de "sucesso" a propósito do dito "regresso aos mercados" consegue pôr os olhos  nestas realidades e noutras semelhantes que são tantas que  seria fastidioso referi-las aqui? Por certo que não,  pois que se o fizessem, numa altura em que a multidão dos que estão desempregados e dos que auferem salários de miséria não pára de aumentar, dar-se-iam conta de que falar em sucesso, soa quase a insulto dirigido a quem passa por enormes  dificuldades.

Compreende-se, no entanto, que assim seja, pois tal gente vive num mundo bem diferente. Um mundo em que palavras como pobreza, desemprego e miséria não fazem sequer sentido. No "mundo" deles, a economia não decresce. Pelo contrário, a economia medida pelos seus rendimentos que, por sinal, têm vindo a aumentar, até se pode dizer que é pujante e, claro, no "mundo" deles, o empobrecimento forçado a que a generalidade da população tem vindo a ser sujeita é, naturalmente, um sucesso. Mas deles e só deles.

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publicado às 21:06


O motor gripado

por Francisco Clamote, em 07.12.12
O motor das exportações gripou, porventura de vez, decorrido que é um ano e meio de governo do "primeiro-ministro" Gaspar, o tal que, segundo Marques Mendes, "anda a gozar com o pagode".

(Entre parêntesis, digo eu ao Marques Mendes que Gaspar não é o único. O "adjunto" Coelho também se tem farto de "fazer dos outros parvos", mas, em boa verdade, o Coelho já não conta e já ninguém o leva a sério, tantas são as vezes em que ora diz sim, ora não, para acabar no talvez).

Mas, retomando o fio à meada, dizem as notícias, citando os dados do INE, que o ritmo de crescimento das exportações tem vindo abrandar, tendo ficado em 1,7%, no último trimestre, abrandamento bem visível quando comparado com os 3, 7% do trimestre anterior e mais ainda com os 6% dos antecedentes, para já não falar dos saudosos tempos do Governo anterior em que o ritmo de crescimento se escrevia com dois dígitos.

Como consequência, a queda da economia agravou-se, com o PIB a recuar 3,5% face a idêntico trimestre do ano anterior, ultrapassando já os 3% previstos pelo "primeiro-ministro" Gaspar para o corrente ano, o que vem confirmar de novo que o "inteligentíssimo" Gaspar não acerta uma.

Perante isto, cabe perguntar ao "primeiro-ministro", ao "adjunto", ao governo e à maioria par(a)lamentar se ainda acreditam nas ficções inscritas no chamado "Orçamento do Estado para 2013", no que respeita  às previsões sobre a evolução da economia, sobre a receita, a despesa, o défice e a dívida ?

Se o motor (exportações) gripou, por mais que Gaspar e Passos nos mintam em contrário, é óbvio que o carro (economia) não vai andar. Com o virar do ano melhor se verá.

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publicado às 22:52


Um filme de terror

por Francisco Clamote, em 10.10.12
"Portugal continuará, até 2017 inclusive, a ser um dos países do mundo com menor crescimento, com mais desemprego e a economia continuará a perder posições no ranking do poder de compra per capita indica o Fundo Monetário Internacional (FMI). Ou seja, cada português, continuará a descer (a empobrecer) quando se olha para a lista dos mais de 180 países analisados pela instituição.

De acordo com as projeções do Fundo, que é um dos elementos da troika no país que tem estado a desenhar, juntamente com o Governo, o programa de ajustamento económico e financeiro,Portugal chega a 2017 em pior situação económica relativa do que estava em 2011."

(Luís Reis Ribeiro; "Ajustamento falha e Portugal cai nos rankings do FMI até 2017". Na íntegra: aqui)
***
O que os dados do Relatório de Outono das Perspectivas Económicas Globais (World Economic Outlook) do FMI (a que o artigo, parcialmente reproduzido, se refere) revelam é um filme de terror, o que, para os portugueses, nem sequer é novidade, pois não só estão a ver o filme, estão a vivê-lo.
Mesmo assim, não deixa de causar calafrios constatar que, segundo as previsões do FMI, "Portugal chega a 2017 em pior situação económica relativa do que estava em 2011." 
A dimensão da traição ocorrida nos idos de Março de 2011 está para além da tragédia, é o que estas previsões anunciam com total limpidez. 
E, pelos vistos, Portugal, ao contrário de Roma,  até paga a traidores, se bem que só a alguns.  Eu não pago e não perdoo a nenhum: nem aos que agiram por oportunismo político, nem aos que actuaram por ânsia de poder, nem a quem apadrinhou e fomentou a traição. Pelo menos, enquanto não vir um qualquer sinal de arrependimento.

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publicado às 18:05


Ilusões à venda

por Francisco Clamote, em 31.07.12

De há uns tempos para cá o ministro Álvaro tem vivido obcecado com a exploração mineira e com os contratos relativos às respectivas concessões. Por seu lado, a comunicação social não se tem poupado a esforços para nos dar conta de tão intensa actividade ministerial. Quando não é o ferro de Moncorvo, é o ouro de Jales e do Alentejo, o cobre de Aljustrel, o estanho e o volfrâmio sei lá donde. 

O contrato de concessão para exploração do ferro de Moncorvo já passou à história, mas, mesmo admitindo que os restantes venham a ser concretizados, já alguém com mais cabeça deveria ter lembrado ao Álvaro que Portugal não é o "Eldorado" e que essa receita já está ultrapassada como forma de alcançar o desenvolvimento dum país. O "ouro", nos dias de hoje está nas energias renováveis, nas novas tecnologias, na ciência e na inovação.

É um facto que aposta nesses sectores era a política do anterior Governo e, só por sê-lo, o governo actual está impedido de  prosseguir por essa via, não só devido à estreiteza de vistas de Passos/Coelho, mas sobretudo, porque tal significaria a ratificação da política do Governo do "malvado" Sócrates e lá teria que ir por água abaixo a campanha do ódio que estes (des)governantes não se cansam de alimentar.

Ainda assim, o Álvaro bem pode poupar-nos ao espectáculo deprimente de andar a exibir como grande feito o que mais não é que fogo de artifício. No século XIX, estou certo que uma tal exibição merecia fortes aplausos. Actualmente é um espectáculo banal que não suscita grandes entusiasmos e, quando é falso, como no caso, até pode causar repulsa.

(Imagem daqui)

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publicado às 16:21

Há espaço para optimismo. O nosso leitor Pedro Rocha acha que não. Só na PEGADA é que há espaço para optimismo. Já agora no meu texto linkado.

Quando Sócrates em 2008 se decidiu pela via do investimento em grandes obras públicas, a bem da verdade, estava tão só a seguir uma via muito conhecida. Para se aumentar o número de postos de trabalho a curto prazo o investimento não se pode dirigir às PMEs, porque demora dois a três anos a surtir efeito. Daí o investir em grandes obras, Pontes, Aeroportos, TGVs, autoestradas...

Da mesma forma, quando se escolhe o caminho que este governo percorre, agora,também se sabe quais são os resultados. Prego a fundo, com desemprego e aperto de cinto. Tambem não inventou nada. Tal como a via percorrida por Sócrates também a via que estamos a percorrer vem nos livros. Claro que há ritmos, processos, noção das prioridades que são diferentes de uns para outros actores mas, no essencial, o que se faz é teoria económica conhecida .

Como publiquei aqui, a Irlanda seguiu o mesmo caminho com um ano de antecedência e já mostra resultados.

A economia já cresce bem acima de Portugal, Espanha e Grécia e já voltou aos mercados financiando-se a taxas muitíssimo mais baixas . Não há , pois , razões para pensar que Portugal vai falhar onde a Irlanda obteve êxito, até porque o ambiente geral favorável ao crescimento económico está hoje muito  mais presente. A eleição de Hollande está a ser um factor poderoso de mudança na direcção certa.
Muitas vezes, demasiadas, partidarizamos a discussão mas a verdade é que as políticas dependem muito das circunstâncias, e não vale a pena fulanizar pois corremos o risco de vermos só a árvore e não vermos a floresta.
Já há razões para sermos optimistas? Tantas como para sermos pessimistas. Temos uma economia cujo afundanço parou ; temos taxas de juro muito mais baixas; temos desemprego muito elevado e uma dívida cada vez maior.
Mas , e isto é decisivo, temos dinheiro para pagar salários, pensões e subsídios o que, há um ano, não tínhamos. E isto faz a diferença toda!

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publicado às 11:00


Há espaço para optimismo em Portugal

por Luis Moreira, em 28.05.12

A execução do programa segue bem e há resultados salientados por instituições internacionais. A economia segue bem melhor que o esperado e os juros caem

ao contrário da Espanha e Itália.

"A agência salienta que se deu um aumento homólogo de 2,8% nas receitas com impostos directos, apesar de o desemprego ter subido para o máximo histórico de 14,9%. Isto enquanto o PIB caiu a uma taxa anualizada de menos de 1%, contra uma contracção de quase 5% no quarto trimestre. "Uma contracção muito menor do que a registada em países como Itália e Espanha."
"Além disso, com o levantamento de depósitos a afectarem outros países da Zona Euro, especialmente a Grécia, os depósitos em Portugal continuam a subir", nota a Moody’s."

As rendibilidades pedidas pelos investidores para negociar títulos de dívida portuguesa estão a intensificar as descidas. Nos prazos mais curtos, os deslizes são superiores a 10 pontos base.

Oxalá isto se endireite!

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publicado às 22:00


O desemprego sem oportunidades

por Luis Moreira, em 19.05.12

O desemprego veio para ficar. Ao contrário de economias dinâmicas que substituem empresas obsoletas por novas empresas mais eficazes, em Portugal não há substituição nem a criação de novas empresas. É o que falta a Passos Coelho dizer. É que esta economia não oferece oportunidades . 

Entretanto multiplicam-se eventos de empresas europeias em Portugal à procura de jovens quadros. Economias que não só absorvem os seus jovens licenciados como ainda precisam de os vir buscar ao nosso país.

Quem disse que a Europa está em crise? Estão em crise países que desenvolveram uma economia assente em obras públicas, em rendas excessivas para as empresas do regime e em excessivos deficits tarifários das empresas públicas. Podemos e devemos substituir por produtos nacionais os produtos estrangeiros que importamos e que representam 80 % do que consumimos.

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publicado às 20:42


O ministro do Coiso

por Hélder Prior, em 18.05.12

Com este coiso na vez de ministro é que não ultrapassamos coiso algum...

 

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publicado às 18:24

 A economia caiu muito menos do que se esperava. mas há sempre duas leituras...

Esta é verdade : 

Como se vê é mesmo muito melhor, o que não desmente esta a seguir: (acumulada)
Mas os que chamam a atenção para o gráfico anterior esquecem este a seguir. Uma década de  crescimento negativo da economia :
Vamos continuar com as mesmas políticas que levaram o país ao empobrecimento como está aí bem à vista no gráfico? Pedir emprestado ao exterior e investir em auto-estrada e grandes obras públicas? Ou vamos de uma vez por todas investir na agricultura, nas pescas, na indústria? Nos produtos e bens transaccionáveis e exportáveis e que diminuam as importações? Que criam postos de trabalho permanentes e não sazonais e periódicos?
Olhe-se para os três gráficos e veja-se como há razões para ter esperança. Quem me pode acusar de ter esperança?
 

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publicado às 16:50

A economia está a aguentar-se muito melhor do que o expectável. Caíu forte no último trimestre de 2011 mas no 1º trimestre de 2012 melhorou bastante embora em terreno negativo. A variação dos stocks no último trimestre de 2011 e a contração da procura interna estabilizaram em 2012 e a explicação estará aí. O comportamento muito positivo das exportações explica o resto : A quebra menos acentuada da economia portuguesa no primeiro trimestre do ano surpreendeu os economistas, que apontam para a possibilidade de a recessão em 2012 ser menos forte do que o esperado.
"É surpreendente, a queda em cadeia foi muito inferior ao esperado. Para o conjunto do ano, a contracção poderá ser menor do que a antecipada pela generalidade das instituições internacionais e situar-se em redor dos 3 % estimados pelo Governo", afirmou Paula Carvalho, economista do BPI, em declarações à Reuters.
O PIB português terá caído 0,1% nos três primeiros meses de 2012 face ao trimestre anterior e 2,2% por comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o que traduz uma desaceleração significativa do ritmo de degradação das condições económicas, de acordo com a estimativa rápida do INE.
A economista do BPI lembra que houve um contributo muito negativo de variação de “stocks” no último trimestre de 2011, que poderá ter sido revertido nos primeiros três meses de 2012.
Já Rui Constantino, do Santander, assinala que “houve um ajustamento bastante forte das despesas das famílias no quarto trimestre de 2011, em antecipação às medidas de austeridade que foram aplicadas, e que começa a encontrar um patamar de estabilização".
Destacando que os números hoje divulgados pelo INE são “melhores que o esperado”, Constantino refere, também em declarações citadas pela Reuters, que “por outro lado, as exportações continuam a crescer, com as empresas a realizarem um esforço para se encontrarem novos mercados e ganharem competitividade".
Filipe Garcia, da IMF, também destaca que "o motor de crescimento da economia - e que justificará estes resultados - continua a ser a procura externa líquida, que tem tido uma evolução muito satisfatória”.

A economia não é uma ciência exacta mas também não é "uma roleta russa"! Já há algum tempo que apontava para esta possibilidade de o comportamento da economia ser muito melhor do que o esperado .

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publicado às 15:30


"Isto não está a resultar, dr. Gaspar" *

por Francisco Clamote, em 12.05.12
"Em 2010, o sector de construção empregava mais de 600 mil pessoas. No final de 2011, já só dava trabalho a 450 mil. E a previsão é que em dezembro deste ano não empregue mais de 250 mil pessoas. Responsáveis do sector dizem que se não forem tomadas medidas urgentes nos próximos seis meses, o colapso do sector será inevitável.

Nos primeiros três meses do ano, mais 27.822 famílias deixaram de conseguir cumprir os  compromissos que tinham assumido com os bancos à média de 306 famílias por dia (...)

Nas empresas, o incumprimento também está a aumentar rapidamente. (...) Olhando para o conjunto, mais de um quarto das empresas não consegue cumprir as suas responsabilidades (...)

O poder local encontra-se numa situação "dramática"  de asfixia financeira (...)

(...) a crise tem provocado novas injustiças e acentuado outras que vêm do passado (...)

O Governo em geral e o ministro das Finanças em particular acreditam na tese de que aplicando uma brutal dose de austeridade à economia, ela ressurgirá forte, dinâmica, inovadora e exportadora no final da aplicação da receita. Como é óbvio, chegaremos ao final deste ajustamento mais pobres, com maiores desigualdades, mão de obra muito barata e com os melhores fora do país - e não à terra de leite e mel que Passos e Gaspar nos prometem. É necessário, imperioso e urgente inverter o rumo. A economia portuguesa está a morrer, varrida por um tsunami fundamentalista. E sobre os seus escombros só será possível construir um país que perdeu o comboio do futuro:"


(*Título de um artigo de Nicolau Santos, publicado na edição de hoje do "Expresso", donde transcrevi os extractos supra)

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publicado às 17:43

Isabel dos Santos reforçou esta semana as suas posições accionistas na ZON e no BPI investindo 90 milhões de euros.

As actividades da Banca, telecomunicações, energia, petróleo e media são o destino dos investimentos de muitos políticos e empresas angolanas. O nível desses investimentos e o poder accionista gerado começam a causar preocupações em amplos sectores da vida económica e politica nacionais.

Num país como Angola onde está tudo por fazer o que leva estes quadros, na sua maioria portugueses de formação, a investir no nosso país em vez de o fazerem no seu país? Com o crescimento da economia no seu país a dois dígitos até parece que o retorno seria mais rápido.

Haverá uma explicação política? No fim da sua vida política, esta geração vê em Portugal o seu refúgio e das suas famílias ? A segurança do investimento é muito maior num país europeu, democrático e estável?

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publicado às 10:00


Não estará na hora de ser ele a mudar de vida?

por Francisco Clamote, em 11.05.12
Perante as previsões avançadas pela União Europeia, traçando um cenário, para 2012, bem mais negro do que o desenhado pelo Governo (recessão de 3,3%, contra 3%;  desemprego de 15,5% contra 14,5%, com o défice público a suplantar a meta dos 4,5%  a que o governo se  obrigou) Cavaco, refugiando-se na afirmação de que não tem delas conhecimento, prefere acreditar na "possibilidade de inversão da tendência da produção na parte final do ano" , se bem que a sua fé não seja por aí além, pois,  ninguém [nem ele]  consegue dar garantias. Cavaco, cada vez mais consciente de que se meteu num grande sarilho, entrou, definitivamente, num processo de negação da realidade. 

Mas não é o único. O ministro Gaspar, o tal que não mente, não engana, nem ludibria os portugueses, escusou-se hoje simplesmente a comentar as previsões, fugindo a sete pés dos jornalistas que o questionavam sobre o assunto. Perante a insistente exibição dos números, o ministro recusa-se a vê-los ou a ouvi-los, quanto mais a comentá-los. 

Mas o cúmulo do desplante na negação da realidade não pode deixar de ser atribuído à dúplice figura que dá pelo nome de Passos Coelho. Para o em má hora designado primeiro-ministro de Portugal, o drama maior que é o estar desempregado (digo eu)  não pode, ser visto (disse-o, também hoje,  Passos/Coelho) como "um sinal negativo", defendendo  mesmo que o "despedir-se ou ser despedido não tem de ser um estigma, tem de representar também uma oportunidade para mudar de vida".

Quem profere afirmações destas não está só a dar provas duma enorme insensibilidade para com os milhares que se encontram na situação de desempregados, situação pela qual é ele, presentemente, o maior responsável   devido às políticas que adoptou e que desde sempre se soube que só poderiam ter um desfecho possível: o desastre social. O fulano está também a gozar com todos nós, a começar por quem votou nele e por quem o designou como primeiro-ministro. 

Não terá ainda chegado a hora de também ele mudar de vida? 

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publicado às 23:19


O governo vai até 2014 diz Peres Mettelo

por Luis Moreira, em 11.05.12

TVI 24 :Em relação à situação na Europa, o comentador explica que «ninguém responsável politicamente faria outra coisa que não uma combinação entre austeridade e crescimento económico». «Não há uma só solução para fazer isto. O problema é a mistura de políticas. E a situação efetivamente mudou a 6 de maio», disse.
Metelo destacou o «fortíssimo contra-ataque dos social-democratas no parlamento alemão», esta quinta-feira, «dizendo que o tempo de Merkel está a chegar ao fim». «Há greves na Alemanha por aumentos de 6,5 por cento, para ganhar poder de compra numa economia que os pode pagar. Os países europeus que têm excedentes têm que ajudar os outros a voltar a crescer», defendeu.

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publicado às 12:20

Cavaco agora anda com uma tendência assustadora para a graçola. A última é que acredita que o desemprego vai tender a baixar um bocadinho no segundo semestre deste ano. Em que se baseia Cavaco? Nos índices que tem encontrado em todo o país. Estou a ver. Fala com os empresários e vai  anotando os investimentos em curso. Prática pouco comum num economista. Costuma-se ir aos dados que são publicados depois de tratados tecnicamente por várias instituições. A técnica de Cavaco é o que se chama " índices económicos avançados a olho!" Na família, na minha, uma das minhas irmãs faz uma "torta de laranja a olho" do melhor. Não pesa os ingredientes, vai juntando "mais ou menos" e a verdade é que é um pitéu, mas não parece que a técnica possa ser aplicada na economia.

Eu também desejo ardentemente que os índices se confirmem, e muitas vezes os desejos ultrapassam a realidade, mas nem eu me atrevo a dizer que o desemprego começa a cair em Junho!

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publicado às 10:00

Diz Henrique Neto, empresário e socialista à conversa com Medina Carreira : este explicou que "a austeridade é uma fatalidade porque não há dinheiro", mas defendeu que Portugal "precisa de uma agenda de crescimento, de uma política que faça consumir mais, vender mais, exportar mais e importar menos".

E Henrique Neto : "Apesar do desemprego e das falências, apesar de tudo, o distrito de Leiria está numa situação mais favorável", destacando o facto de "as exportações estarem a crescer ao dobro da média nacional".
O empresário revelou que só no início deste ano as exportações da indústria das conservas em Peniche cresceram 169%.
Por outro lado, destacou o facto de o número de empresas criadas em Leiria ser superior às que encerram. Em 2010 fecharam 862 e em 2011 desapareceram 819. Mas em 2011 foram criadas 1.351, mais 119 que no ano passado. O ex-dirigente socialista disse que este sucesso deveria ser alvo de estudo e de interesse, mas avançou com uma explicação central: "A economia de Leiria não depende do Estado".

O antigo ministro das Finanças Medina Carreira disse hoje que a ideia de "excesso de austeridade é uma tontice à portuguesa.

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publicado às 12:00


Pós- Troika - profundo agradecimento

por Luis Moreira, em 23.04.12

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publicado às 09:00

Louçã vai propor um programa de recuperação da economia.

"É preciso um programa de salvação da economia que crie investimento e só o pode fazer se cancelar os juros que não devemos. Uma economia que vai pagar 34 mil milhões de euros de juros, mais os juros do novo empréstimo que está a ser negociado à socapa, é uma economia que não pode sobreviver", afirmou Francisco Louçã.

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publicado às 11:00

Vejam o que diz António José Seguro : António José Seguro, reiterou hoje a necessidade de a Europa se focar no crescimento e no emprego, pois se tal não suceder "corre o risco de ser responsabilizada por uma crise mundial". Isto é, não há crise mundial!

Mesmo na Europa, há países que não estão em crise : Alemanha, França, Holanda, Belgica, Suécia, Dinamarca, Suécia, Noruega, todos os países das ex-repúblicas soviéticas ( em boa verdade estas nunca de lá saíram) Suiça, Reino Unido...e, seria mais fácil listar os que estão realmente em crise.

Os Estados Unidos (está já a criar emprego) , o Brasil, A China, a Índia...crescem a dois dígitos.

O que Vitor Gaspar diz é que as dificuldades dos países em crise resultaram de uma política de obras públicas financiadas com dívida externa muito para além do razoável. Razão comum a todos os países em resgate ou em vias disso. Não serei eu a desmenti-lo embora não tenha informação suficiente para lhe dar razão sem reservas.  

Mais dificil é admitir que quem governou 13 anos nos últimos 16 não tenha culpa nenhuma. Como é dificil não ver que este governo está a aproveitar para lançar políticas neo-liberais muito para além do que é razoável num país com tanta pobresa e tanta desigualdade. Mas isso são contas de outro rosário.

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publicado às 16:35


Com problemas na visão

por Francisco Clamote, em 20.04.12
Quando alguém afirma, como Vítor Gaspar, que as “políticas fiscais expansionistas” do anterior governo socialista são a única causa do 'défice orçamental “insustentável” que desencadeou uma crise e o pedido de ajuda financeira a entidades internacionais"' e que Portugal é um exemplo a evitar e "a  prova de que “as políticas expansionistas não são uma condição favorável ao crescimento” é porque é míope e incapaz de ver que o fraco crescimento da economia portuguesa se ficou a dever a múltiplos factores, incluindo a maior crise  económica mundial dos últimos 80 anos (crise que, tendo uma tal dimensão, até é perceptível  para quem tenha fraca acuidade visual) e as dificuldades derivadas da entrada no euro, dificuldades que, na altura, muito pouca gente anteviu.

Os problemas visuais do ministro Gaspar não se ficam, porém, pela miopia. Com efeito, o homem não consegue ver as consequências da política de austeridade prosseguida pelo governo de que faz parte e por ele advogada. Essas consequências estão, no entanto, bem à vista, com a a economia portuguesa em recessão (-3,3% este ano, segundo as previsões do próprio governo, havendo porém quem, como o Citigroup,  avance já com previsões bem mais alarmantes: recuo de 5,4% do PIB, este ano e de 3%, em 2013) e com o desemprego a atingir números impensáveis até à posse deste governo, desemprego que já vai nos 15% e a subir, para atingir, segundo as previsões do citado banco de investimentos, os números dramáticos de 15,6% este ano e de 17,3% em 2013. Isto, para já não falar do alastrar dos casos de penúria alimentar; do aumento do número de falências de pessoas individuais e do número de alunos do ensino superior a desistir dos estudos por dificuldades económicas. Por exemplo. 

Se Vítor Gaspar, apesar dos avisos do FMI, é incapaz de encarar de frente estas realidades  e continua a garantir que o programa de austeridade do tipo "custe o que custar", programa que ele advoga e o seu governo  executa, tem “todos os ingredientes necessários para lidar com os problemas fundamentais da economia portuguesa”  é porque não tem os olhos no sítio certo.

Tê-los-à, porventura, na nuca?

Comecei por Vítor Gaspar, mas o certo é que o discurso de Passos/Coelho é idêntico ao do seu ministro das Finanças. Assim sendo, não é nada difícil diagnosticar que ele sofre dos mesmos problemas de visão.

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publicado às 12:33


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