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Esquerda Europeia lança candidatura de Tsipras à Presidência da Comissão Europeia

Dirigentes do PEE, reunidos em Madrid, consideram que o líder do Syriza é o melhor símbolo da luta contra a troika e as políticas de austeridade. Esquerda Europeia quer fazer uma campanha “alternativa às políticas de austeridade dos dirigentes europeus e às políticas populistas e nacionalistas”. [Esquerda.net]

 

Obviamente, nem o PCP, nem o KKE (Partido Comunista Grego) integram o PEE (Partido da Esquerda Europeia). O KKE por motivos já sobejamente conhecidos, ou não fossem os comunistas gregos os principais responsáveis por o Syriza não ter logrado vencer as legislativas gregas. Preferiram manter-se "orgulhosamente sós", e dar a vitória à direita troikista, a unir-se à restante esquerda liderada por Tsipras. Já o caso do "nosso" PCP está aqui "bem explicado" nesta Resposta a um Convite: "o PCP presta uma grande atenção a iniciativas e formas de articulação e cooperação no plano europeu e mundial. Fá-lo evidentemente com completa independência de juízo, respeitando opiniões diferentes da sua, mas não acompanhando e contrariando processos e projectos que considere inapropriados e negativos. Tal é o caso do «Partido da Esquerda Europeia», acerca do qual o XVII Congresso se pronunciou criticamente."


Tsipras não vai ganhar, lamentavelmente, e não é só pelo facto de não ter o apoio dos partidos comunistas acima referidos, que preferem ver a direita no poder a apoiar aquele que é, notoriamente, o homem que mais perto esteve de derrotar a Troika e aquele que mais condições tem para a derrubar. E a questão passa, assim, a ser (também) outra. O PCP e o KKE são assumidamente forças de bloqueio a uma esquerda unida. E provam-no diariamente. Preferindo perder a ganhar, por mais patético que isso possa parecer. 

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publicado às 20:41


Uma Esquerda ao serviço da direita

por Rogério Costa Pereira, em 05.06.13

where the fuck am i.jpg

Parece que é oficial. Pacheco Pereira foi entronizado como o novo ícone da Esquerda. Usada, revirada e abusada lá segue a Esquerda Portuguesa como metáfora de si própria [já explico]. Não vale tudo não, não vale usar tudo, recorrer a tudo e todos; porque retira autoridade, legitimidade, dignidade. Porque o vale tudo é aquela moeda preta que o velho elefante de boa memória e de memória boa deitava fora sem tocar o sino. O vale tudo, feitas as contas, não vale nada. Raios partam quem usa placebos sabendo que o são e faz por parecer que se dá bem com eles. As maleitas não se curam assim. E a estúpida Esquerda continua e continuará estupidamente órfã do País e vice-versa. Imagem deste viver tuga, procura as suas referências do outro lado da trincheira. Como se lhe faltassem as próprias, as legítimas! E aplaude os desavindos como se de salvadores se tratassem. Uma Esquerda feita de egoístas lutas intestinas e que, em vez de se unir, luta pelos santos que vão caindo ou sendo derrubados dos infames poleiros da direita. Uma esquerda aberta 24 horas por dia, 7 dias por semana. Ao serviço da direita. Que vai andando e rindo a bom rir. Metáfora de si própria, a Esquerda, porque metáfora cuspida e escarrada do país, órfão de uma Esquerda unida. E qual a razão? Esquerdismos fraldisqueiros. Orgulhos infantis. E tudo porque sim. Apenas porque não.

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publicado às 01:13


Não presta. Deita fora!

por Francisco Clamote, em 28.09.12
Passos Coelho não disfarçou a sua  surpresa, ou antes, incomodidade, durante um almoço conferência sobre desenvolvimento sustentado, no Centro de Congressos do Estoril,  pelo facto de os próprios empresários terem rejeitado as alterações na TSU, o que revela, como bem salientou António José Seguro, que Passos Coelho ainda não compreendeu que é indigno e imoral transferir rendimentos do trabalho para financiar as empresas .

Não compreendeu, nem vai compreender, acrescento eu. Como também ainda não compreendeu que, perdida, de uma vez por todas, a sua já pouca credibilidade, mesmo para os empresários e até para a direita no seu todo, ele já não passa dum empecilho, impossibilitado que está de dar ao país a confiança de que ele precisa como pão para a boca, e que já nem sequer está em condições de levar a cabo as reformas que se propôs. 

Julgará ele que são fortuitos e sem causa os pronunciamentos vindos da área do seu próprio partido, desde  as violentas críticas desferidas por Manuela Ferreira Leite contra a sua política, passando por João Salgueiro (a considerá-lo impreparado para governar) até chegar a Marques Mendes (aconselhando-o a recolher à toca)?

É a direita a dizer: Não presta. Deita fora!

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publicado às 21:15


Os tempos do PS e os meus

por Rogério Costa Pereira, em 09.09.12

normaliza%3F%3Fo.jpg(desconheço o autor da imagem)

Seguro y sus muchachos discursam em Penafiel. Criticam as novas medidas de austeridade. Se passarem das palavras aos actos e resolverem votar contra o OE 2013 será o fim da calculista abstenção violenta e o início do calculista voto contra. 
O tempo é o deles, não o meu. Não esqueço e não perdoo. E não, não "temos pena". Nem isso. 
O PS, seja com que cara for, é um partido de cartão, de vira o disco e toca o mesmo, de "'péra aí que eu arranjo-te qualquer coisita". Acabou, "caros" boys em forma de rectângulo e que pensam em forma de rectângulo. Sois demasiado "grandes" e isso faz-vos demasiado pequenos. Deviam ter "calculado" melhor. 
Não farei campanha por nenhum partido mas farei campanha aberta contra a direita e contra vocês, que representam igualmente a direita (por acção e omissão). 
Se houvesse tempo e um dia virassem à esquerda... Demasiado tarde. São os tais dos "timings", sabem? A razão da minha teimosia? Os que elegeram essa coisa que faz que fala e faz que pensa e faz que se preocupa serão os mesmos a eleger o tal que "virará à esquerda". No fundo será tudo a mesma treta.
Outra vez: são os tais dos "timings", sabem? Os tempos, pá, os tempos. O comboio já passou e vocês não estavam na estação. E eu não me esqueço disso. E não perdoo quem ajudou a tirar o pão ao povo!

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publicado às 13:53


Na estrada de Damasco

por Francisco Clamote, em 19.08.12
Peço desculpa ao leitor se, pelo título, o levei pensar que estas linhas eram dedicadas aos dias atribulados que se vivem na Síria, com capital em Damasco. Não é que os sofrimentos por que passa o povo sírio não mereçam toda a preocupação do  mundo e a minha como cidadão do mundo. Acontece, porém, que não me sinto suficientemente informado para me pronunciar sobre os acontecimentos que se vivem naquele martirizado país, e menos ainda para optar entre Lúcifer e Belbezu. Em rigor, não faço mesmo ideia de quem é quem, neste caso.

Se falo em Damasco é em sentido bíblico para anunciar que até João César das Neves é capaz de, na estrada de Damasco, ver a luz. 

"Portugal é um país espantoso, com um povo capaz de feitos únicos e maravilhosos. Em compensação, o País está há séculos dotado de uma elite pedante, mesquinha e medíocre. Esse grupinho de iluminados tem sempre no bolso a salvação nacional e, atingindo o poder, tudo faz para arruinar o País. Os desastres de 1834, 1890, 1910, 1916, 1926, 1961, 1978, 1983 e 2011 não são azares externos, mas efeito directo das soluções milagrosas da elite, que depois compõeuma magna falsificação histórica para se desculpar e acusar os adversários. Vemos isso hoje, com a crise".

É da sua autoria este parágrafo, como, aliás, toda a crónica, a que deu o título de "Fraude histórica".

Falar de fraude e de falsificação histórica a propósito do que se passou em 2011 com o derrube do anterior governo e do que, depois disso, se tem passado, é de todo o rigor. Para chegar a tal conclusão, João César das Neves pode não ter caído do cavalo, como Paulo de Tarso, mas, seguramente, viu a luz. 

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publicado às 20:29

 

É que se for deste -- so sorry... --, a direita continua em maioria.

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publicado às 17:23


Dois momentos chave na democracia portuguesa

por Luis Moreira, em 19.05.12

Há uma discussão interessantíssima em "Ouvir e falar" - tertúlia para a Democracia -  (A democracia está de luto: deputados neo-nazis gregos entraram no parlamento em formação militar )em que democratas esclarecidos cruzam argumentos em defesa da Democracia. Não me atrevo a entrar na discussão porque pouco ou nada acrescentaria ao que já foi dito mas posso acrescentar uma experiência que segui de perto.

Aproveitando as "movimentações de massas" e a dinâmica com origem no 25 de Abril, certa esquerda tentou implementar em Portugal uma democracia que paria uma originalidade. Afastava da dinâmica democrática tudo e todos que não comungavam das mesmas ideias. Foi a tentativa de impedir uma "Constituição democrática" redigida por deputados eleitos democraticamente pelo povo em eleições directas; a unicidade sindical; a nacionalização da economia...

Nessa altura foi preciso que o "Grupo dos Nove" ( militares que constituíam o núcleo dos capitães de Abril), travasse o movimento que, como era evidente na altura para todos, só acabaria num sistema colectivo não democrático de "socialismo de Estado".

No 25 de Novembro, em que a direita empurrada pela dinâmica da vitória militar se preparava para afastar do convívio democrático toda a esquerda, foi preciso que Melo Antunes, com o seu fino sentido político democrático, fosse à televisão nessa mesma noite, advertir que se o movimento  de direita não parasse, o PCP entraria na clandestinidade e, com ele, a oportunidade de termos uma democracia de tipo ocidental.

O PCP e certos movimentos de esquerda  e de direita suspiravam para que a democracia os afastasse do convívio democrático e, dessa forma, terem um pretexto para continuarem a não aceitar o livre jogo da democracia.

Democracia injusta e desigual sem dúvida. Mas basta perceber o que viria aí se os intentos de certa esquerda e de certa direita tivessem prevalecido.

Fora da democracia não há soluções!

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publicado às 17:18

Um muito interessante texto de Francisco Assis no Público de ontem.

...os extremistas têm em comum o desprezo pelo valor da liberdade - uns, a direita,  desvalorizam-na em função do culto da ordem e numa perspectiva autoritária; outros, a esquerda, ignoram-na em função de um igualitarismo radical. A estas posições extremistas opõem-se as versões moderadas e que se identificam no apego pelo principio da liberdade como alicerce estruturante das sociedades. O que distingue a esquerda e a direita moderadas é a forma como se relacionam com a noção de igualdade. Para a direita é uma dimensão formal, para a esquerda é uma dimensão substancial. Esta última apresenta uma melhor articulação das ideias de liberdade e igualdade.

No século XX assistimos ao  final dos sistemas assentes numa visão de esquerda antiliberal e antidemocrática. O discurso que resta desta esquerda radical é infecundo e impotente.

PS: para continuar amanhã

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publicado às 11:30

Quem diz sempre "não" em qualquer circunstância e não tem poder para impor a sua "verdade" está pura e simplesmente a colocar-se à margem das decisões.

Em Portugal nós vimos isso todos os dias. Há que mudar na saúde, fechar hospitais na região de Lisboa e Coimbra e menos no Porto, todos estão contra. Mas está mais que provado que há desperdício, há que adequar a oferta à procura.

No mapa autárquico que vem de 1835, se não me falha a memória , todos querem permanecer na terrinha onde nasceram e levantam-se as guerras entre vizinhos, nem pensar mexer no nome da freguesia ou juntá-la à mais próxima. Na educação, os concursos anuais com o cortejo de acusações mútuas, continua a ser um objectivo estratégico. A autonomia da escola anda a passo de caracol  e o monstro continua a mandar a partir da 5 de Outubro. No funcionalismo público as progressões automáticas são uma bomba ao retardador que vem minando as finanças públicas . Na Segurança Social nada muda apesar da óbvia insustentabilidade e injustiças. A Justiça é um factor preponderante para o desenvolvimento económico e para o equilíbrio social mas os vários poderes que dela se alimentam não deixam mudar o que tem de mudar.

Nas Forças Armadas a redução de efectivos, quartéis e equipamentos é um objectivo há muito sentido mas que ninguém mexe com medo da "tropa". Estão agora a agrupar em um os três hospitais militares existentes, só em Lisboa.

Estas medidas não são de esquerda nem de direita, são medidas que têm a ver com a correcta utilização dos dinheiros públicos.

Ou não?

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publicado às 11:00


Oportunismos ideológicos

por Luis Moreira, em 19.01.12

Agostinho da Silva: Os da esquerda dizem que sou de direita; os da direita dizem que sou de esquerda; os do centro não me reconhecem; devo estar certo.

Costumo dizer que há oportunistas de esquerda que  são a cópia dos oportunistas da direita. Gente que se acomoda conforme as circunstâncias.

Entre dois whiskies e uns arrotos são muito de esquerda, com muita pena dos pobrezinhos, mas a verdade, é que nunca vi nenhuma manifestação descer a avenida a reivindicar melhor vida para quem verdadeiramente precisa. Quem tem, chama-lhe seu e passa a vida a exigir tudo e mais alguma coisa, mas para si.

É o que acontece com todos os empresários que fazem negócios com o Estado e as corporações com emprego para toda a vida. São de esquerda porque querem muito estado, se possível gordo e anafado. Assim, o estado social não chega aos mais frágeis e, por mais impostos que encaixe, nunca chegará.

No outro dia disse a um amigo de esquerda ( PS, ala esquerda) "mas não é verdade que os desempregados são todos da privada?". Ele que é um homem sério nunca tinha pensado nisso! Para não falar da esquerda e da direita que se pudessem tiravam a liberdade aos outros.

Há por aí muita gente que grita muito mas que, perante a saída das empresas para a Holanda, propõe, como "vingança do chinês", que as pessoas não peçam recibo para fugir ao IVA e, assim, lixar o Orçamento e aumentar a economia paralela.

O que faria este homem de "esquerda" se tivesse o dinheiro dos milionários de direita que metem a massa nos off shores?

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publicado às 09:00


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