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Dicionário do neo-realismo português - *P*

por António Leal Salvado, em 10.07.12

Passos – O que nos faltava para o abismo.
Pbx – Percurso de Miguel Relvas para a licenciatura na Lusófona.
PC – Fobia de Nuno Crato no passado das escolas – e da actual maioria no futuro do parlamento.
PDA – Dispositivo que Francisco José Viegas requisitou para o Conselho de Ministros, para os intervenientes conseguirem ler em forma de banda desenhada.
PEC – Fenómeno que fez os comunistas portugueses chumbar o 4º grau para passar directamente o 12º.
Pf – Sucedâneo que Miguel Macedo decretou para a abreviatura com que se termina o que outrora se chamava requerimento.
Pg – Despacho de Vitor Gaspar no processo BPN.
PH – Parâmetro referencial de Cavaco – alto para com as bases, demasiado baixo para com os corruptores e neutro no meio de ambos.
Pilhagem – Tradução universal das siglas portuguesas BPP, BPN, BCP, BES, BPI e outras.
PJ – Organismo que o Estado Novo ouvia para melhor castigar os pobres e o Estado Nulo silencia para melhor safar os ricos.
Placebo – Estatuto que a maioria absoluta atribui à Oposição.
PM – Referência que indica aos ingleses que terminou a manhã e aos portugueses que terminou a Democracia.
Pneu – Dispositivo que tem no interior a mesma substância que a cabeça do Mota da Vespa.
Política – Actividade que outrora regeu o verbo ‘governar’ e actualmente o conjuga na forma reflexa.
Pp – Símbolo que o comércio português aboliu por desuso.
Pqp – Saudação popular dos portugueses aos alemães.
Programa – Bloco de notas de Mussolini que Salazar transformou em sebenta e o actual governo português em Bíblia.
Psicopatas – População que no século passado saía do Hospital Júlio de Matos para a urna – e actualmente sai das urnas para as autarquias.
Pt – Sigla que na terminologia do FMI é a abreviatura de “patos”.
Puritanismo – Disfarce que se usa nas igrejas e no Ministério dos Negócios Estrangeiros.
PVP – Distintivo que está a ser usado para substituir a antiga placa “Património Nacional”.

OUTRAS LETRAS (link) - - - - - - - - - - - - - * Também publicado em http://quadratim.blogspot.com  

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publicado às 18:00


Dicionário do neo-realismo português - *O*

por António Leal Salvado, em 24.03.12

Obras - Preço que os eleitores pagam após as eleições para saldarem o adiantamento que os eleitos receberam dos amigos antes delas.

Oco – Doença crónica do capacete que saltou da vespa das Avenidas Novas para o BMW do Terreiro do Paço.

Ódio - Dote que Merkel acumulou nos últimos 70 anos, para Passos Coelho entregar aos portugueses a poupança que acumulou nos últimos 35.

OE - Documento em que anualmente os políticos desarranjam as contas do país para acertarem as das suas famílias.

Ofídeos - Exército da jota em que Miguel Macedo recruta os quadros para a reforma da Administração Pública.

Ogre - Criatura tão inteligente, bela e real como Miguel Relvas.

Ohm - Unidade de medida daquilo que a electricidade suporta mas Merkel não.

Oito - O oitenta que Medina Carreira imagina ver no espelho.

Oje - Resposta de Vasco Graça Moura quanto à data de revogação do Acordo Ortográfico.

Olarilas - Interjeição com que se exprime a concordância absoluta - por isso usada frequentemente por Passos Coelho quando se dirige a Paulo Portas.

Omissão - Critério utilizado pelo Correio da Manhã no tratamento da verdade dos factos do actual governo.

Ontem - Horizonte e meta do programa neo-liberal para o nosso amanhã.

- Tudo o que uma turma de jardim-escola consegue ver numa visita de estudo à Assembleia da República.

Oposição - Poupança que Seguro está a acumular para quando Sócrates voltar ao poder.

Oquestra - O que Cavaco disse ter visto tocar na parada militar do 10 de Junho, quando se queixou de não lhe terem dado um 'pograma' do género dos que dão na 'Eslovéquia'.

Ornamento - Conjunto de 230 calhaus que ocupam o hemiciclo de S. Bento durante as sessões.

Ossos - Parte que os alemães extraem da carne do BCE para alimentação dos portugueses.

Otários - Pronome pessoal da 1ª pessoa do plural.

Ouvido - Órgão que os políticos perdem quando ganham eleições

Ovação - Manifestação de claro apoio que os assessores de imprensa de Passos Coelho vêem o Povo manifestar por assobios e com os pés.

Oxalá - Reacção de Paulo Macedo ao anúncio de falência dos hospitais públicos por falta de dotações financeiras.

Oz - Faculdade de Química onde Vitor Gaspar estudou Parapsicologia para lhe darem o diploma de Finanças.

OUTRAS LETRAS (A a N)

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publicado às 22:00


Dicionário do neo-realismo português. *N*

por António Leal Salvado, em 07.11.11
Nada – Texto integral do artigo 1º e do artigo 2º do Estatuto, em Dois Artigos, das Medidas de Austeridade dos Cargos Políticos e Desagravamento dos Sacrifícios dos Cidadãos.
Néscios – Casta que os partidos políticos reservam para os lugares de secretários, assessores, chefes de gabinete, administradores de empresas municipais, presidentes de junta, presidentes de câmara, diretores-gerais, secretários de estado, ministros, deputados e candidatos à presidência da república.
Nicles – Valor que é descontado na remuneração dos políticos por responsabilidade em actos de corrupção e erros lesivos do bem público.
Nojo – O que os políticos portugueses ganham com a morte de um familiar e as famílias portuguesas ganham com a vida de um político.
NR – Sigla utilizada pelos jornalistas para reafirmarem como verdade o que o exercício do direito de resposta demonstrou ser mentira.
NY – Iniciais da designação do local que foi construído para paraiso de americanos e inferno de árabes, e os árabes transformaram em paraíso de árabes e inferno de americanos.
Nunca – Data de reposição em vigor dos subsídios de férias e de natal da função pública.

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publicado às 21:00


Dicionário do neo-realismo português. *M*

por António Leal Salvado, em 16.10.11

Madeira – Jardim no paraíso, com a monarquia das bananas sustentada pela república dos bananas.

Mentira – A verdade dos políticos.

Mixórdia – Reunião do conselho de administração do BPN no Palácio de Belém.

Moscas – O que muda na transição de governos.


*
Musgo
– O que o cavaquismo eliminou no curral do Estado Novo.

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publicado às 18:41


Dicionário do neo-realismo português. *L*

por António Leal Salvado, em 23.09.11

Laranja – Fruto de uma árvore de baixa estatura e pequeno porte, ácido, com casca grossa, de difícil maturação se não tiver proteção e sujeito a fácil corrupção logo que maduro, com interior fluido e contendo de sólido apenas vestígios insignificantes, inúteis e amargos, mas muito procurado pelos débeis sedentos de vitaminas.
Lebre – Animal fugidio que na versão mais rasca e coxa dá passos de coelho.
Lhasa – Capital do território em que os chineses venceram pela força o mesmo que pelo dinheiro conquistaram em Portugal, Lama por lama.
Liberdade – Bem que para os escravos romanos valia mais que a vida e para os de hoje vale menos que um tacho.
Lógica – Disciplina da Filosofia que conduz a conclusões claras a partir da associação de premissas obscuras, como na relação entre as acções do BPN e as omissões da Madeira.
Luto – O que resta do Estado Social na Europa.

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publicado às 20:30


Dicionário do neo-realismo português - J

por António Leal Salvado, em 04.09.11

Jangada - Proposta de Álvaro Pereira para o Estado Social dobrar o Cabo das Tormentas.

JC - Símbolo da esperança dos crentes idosos para sairem da vida para o Céu, e da expetativa dos militantes gaiatos para entrarem na vida pelo paraíso.

Jeito - Palavra muito cara aos especuladores, porque no singular traduz o que a crise lhes dá e no plural o que o atual Governo lhes faz.

Jigajoga - Atividade preferida de Miguel Relvas com os jornalistas espertos.

JL - Semanário que Miguel Macedo quer ilegalizar, porque Passos nunca o leu, Cavaco nem sabe que existe e Santana jura que é de uma agência de lotarias.

*


*

Jograis - Atividade de Medina Carreira e António Barreto a soldo do partido de Cavaco.

Juramento - Acto político que os vencedores nunca lembram e os vencidos nunca esquecem.

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publicado às 23:25


Dicionário do neo-realismo português - I (In a Iz)

por António Leal Salvado, em 01.09.11

Incineradora - Dispositivo que foi montado para governar o lixo e serviu para lixar o governo.

Ioga - Prática muito adotada pelos telespectadores do canal Parlamento.

Ipanema - Sede do novo gabinete de trabalho outdoor do ministro dos Negócios Estrangeiros.

IQ - Teste em que os ingleses atribuiram 20 a Cavaco.

Ironia - Sabedoria, inatingível à inteligência do comum dos mortais, segundo a qual o melhor chefe de Estado é aquele que privatiza tudo, com o fundamento de que o Estado é incompetente, incapaz e chefiado por estúpidos corruptos.

Istmo - Plataforma continental, assente no Atlântico em cima do Orçamento do Estado, que faz da Madeira uma península portuguesa em matéria de receitas, sem tocar na sua total independência em matéria de despesas.

Itinerante - Estatuto que Cavaco atribuíu ao tesouro em cuja gestão investiu vitaliciamente Santana Lopes.

IURD - Seita de crentes que podem a qualquer omento integrar o Governo, porque são honestos como Cavaco, castos como Portas e sábios como Passos.

Iva - Mezinha venenosa, que emagrece os mais magros, engorda os mais gordos e faz perder a memória aos que mais querem ser lembrados.

Ix - Sufixo dos nomes próprios de uma aldeia gaulesa em que se confirmou que um povo inteligente pode vencer a força bruta de um império - desde que a história se faça com banda desenhada.

Izidoro - Primeira marca portuguesa do produto alimentar que em 1974 supriu o chicharro dos pobres e em 2011 substitui o filet mignon da classe média.

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publicado às 19:08


Dicionário do neo-realismo português - I (Ia a Im)

por António Leal Salvado, em 31.08.11
Iate - submarino que se perdeu da frota adquirida pela marinha portuguesa e foi parar à marina particular de Paulo Portas.
Ibis - Ave de grande bico e cabeça minúscula, abundante nas empresas municipais.
Ícone - Instrumento que serve à Igreja para tratar os deuses como se fossem homens e aos partidos para tratarem os homens como se fossem deuses.
Ida - Atributo que o cavaquismo pretende acrescentar à democracia.
Iene - Ferramenta de garimpeiros que invadiram a Europa com precisão seiko, ritmo sony e velocidade toyota.
Ifadap - Rede de balcões do BCE cuja unidade monetária é o Range Rover.
Ignorância - Pré-requisito para a candidatura a junta de freguesia em lista da situação.
Ih-ih - Interjeição do assessor quando guarda provas da corrupção do chefe.
Ii - A mesma interjeição, escrita pelo mesmo assessor.
Ijito - Última palavra escrita no remetente do postal ilustrado que Maria Cavaco Silva recebeu nas férias em que ficou sozinha em casa.
Iluminado - Cognome por que ficou conhecido o militante laranja que consta ter lido um livro.
Impuros - Designação proposta por Paulo Macedo para substituir a de 'utentes' no novo sistema de saúde pública.

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publicado às 18:28


Dicionário do neo-realismo português. *H*

por António Leal Salvado, em 11.08.11

Harém – Legado do partido ao gabinete do presidente da Câmara

Haver – Coluna que na contabilidade pública é observável à direita e destinada à privatização.

Hecatombe – Fenómeno que ocorre nas juntas de freguesia quando o Word fica sem corrector ortográfico.

Hemiciclo – Divisão do Palácio de São Bento que Cavaco mandou reconstruir para camarata e Passos transformou em fraldário.

Herói – Personagem mítica de funcionário municipal mais corrupto que o chefe.

HD – Resposta que o chefe de gabinete dá ao presidente da Câmara quando este o manda procurar a definição mais clara possível para cada uma das palavras que não entende no discurso que copiou.

Himen – Tributo que na sede da Jota é pago pelas meninas boas de famílias más aos meninos maus de famílias boas.
(Serve de propina de inscrição no concurso de pessoal, paga com meia dúzia de anos de avanço por causa da estúpida lei que restringe a maiores o acesso a lugares públicos.)

Hirta – Estado da espinha dorsal de um caracol quando comparada com a de um secretário de Estado.

Ho-ho! – Cantilena que um carro de renas costumava trazer-nos da Lapónia, este ano encurtada para Ho!

Homossexualidade – Perfume que em época de campanha eleitoral faz os comerciantes do Mercado do Bulhão ficarem com inteligência igual à de quem os visita.

Humidade – Elemento que o olho de Vitor Gaspar está a multiplicar em vinte milhões de olhos alheios.

Húmus – Detritos de Boliqueime no solo de São Bento.

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publicado às 02:04


Dicionário do neo-realismo português. *G*

por António Leal Salvado, em 07.08.11

Gaseados – faixa demográfica que compreende os idosos que saem da mina com a desilusão de um passado triste e cheio de trabalho e os gaiatos que entram na jota com a ilusão de um futuro risonho e sem trabalho.

Gabinete – parcela do território concelhio que o presidente de câmara visita uma vez por mês, para assinar as guias de ajudas de custo, despesas de representação e subsídios de deslocação, viagem, alimentação e alojamento.

Gdansk – Único estaleiro do mundo em que um político construiu um barco que não foi ao fundo.

Gestor – Profissional que faz dum projecto incomparável uma situação irreparável, mediante um salário inimaginável.

Ginástica – actividade que é desenvolvida pelas mulheres dos políticos com o sorriso, pelos maridos com a cintura e pelos cidadãos com a carteira.

Glaucoma – principal doença profissional dos auditores de contas públicas.

Gnaisse – representante da classe política no reino mineral, de carácter metamórfico, resultante de deformação de sedimentos, cor muito variável mas com o cinzento sempre a predominar e especialmente utilizada pela construção civil.

Gorjeta – migalha do tesouro de inteligência que, na doação de Deus à Humanidade, sobrou para os putos da jota.

Grunhido – dialecto usado pelos caciques quando transmitem aos subordinados as ordens recebidas de cima.

Gula – fenómeno que transforma em infinita a área do triângulo que tem por vértices a paisagem urbana, o empreiteiro e o presidente de câmara.

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publicado às 17:03


Dicionário do neo-realismo português - *F*

por António Leal Salvado, em 04.08.11

Fartazana – folha de despesas de representação e ajudas de custo nas autarquias.

Feudalismo – regime que na Idade Média assentava na trilogia de senhor absoluto, bravos cavaleiros e bestas indolentes, e no tempo actual deu lugar ao municipalismo, mas sem bravos cavaleiros.

Ffff – ruído do sucedâneo de massa cinzenta de uma ganapa a brincar com a linha 112, com telemóvel da jota e cartão de chamadas da Assembleia da República.

Finta – atitude do militante que, tendo conseguido um lugar político em Lisboa com o compromisso de ajudar na campanha do partido em Viana do Castelo e Faro, não comparece em Viana “pelo excesso de trabalho em Faro” e jura em Faro que “estaria presente se não fossem as obrigações com Viana do Castelo”.

Flirt (flarte) – relações entre o partido do poder e o da oposição quando é necessário tomar medidas impopulares e nenhum deles quer ir a eleições.

Fluxos – movimentos de dinheiro que escasseiam no erário público e abundam nas influências.

FNAC – sítio onde em muitos dias há abundância de intelectuais e ausência de repórteres e em algumas cerimónias acontece o contrário.

*

Folia – agenda dos primeiros três anos e onze meses do mandato dos deputados.

Frete – período da agenda política, com duração de um mês, que se segue à folia do primeiro mandato e antecede as eleições para a recondução.

Frente – lugar em que os políticos estão sempre quando tudo correu bem e onde nunca estão quando algo vai correr mal.

Fungagá – actividade que nas empresas municipais está encerrada das 4 da tarde às 10 da manhã, por total ausência de pessoal.

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publicado às 22:06


Dicionário do neo-realismo português. *E*

por António Leal Salvado, em 03.08.11

Ebulição - estado em que ficou a massa cinzenta de um presidente da república quando tentaram ensiná-lo a comer bolo-rei com a boca fechada.

Eco - o que um presidente de câmara ouve quando chama um assessor e lhe dá na cabeça.

Editor - o homem que sem fazer nada ganha como se fosse um criativo, para que o criador ganhe como se não tivesse feito nada.

Eficácia - conduta proibida aos funcionários autárquicos, por questão de concorrência leal com os avençados.

Ego - a única descoberta que se conseguiu quando se investigou se os políticos profissionais têm respeito por alguma coisa ou entidade.

Eh! - interjeição proferida em uníssono pelo juri de um concurso de admissão de pessoal no dia em que um candidato da cor acertou uma resposta.

Eixo - lugar de Cavaco no movimento de rotação do planeta BPN.

Ejaculação - fenómeno bio-secretor de um grande número de deputados quando na Assembleia passou a emissão do canal Panda.

Elaborado - o discurso de Maria Cavaco em Angola, explicando que as relações entre portugueses e angolanos consistem em "os de cá irem para lá e os de lá virem para cá".

Emolumentos - a milionésima parte do que o empreiteiro paga na câmara municipal para lhe ser emitida a licença de construção em zona verde.

Enólogo - topo da progressão na carreira de fiscal municipal.

Eólicas - euro-milhões das aldeias montanhosas, em que são apostadores os residentes e premiados os presidentes de câmara.

Epopeia - percurso de um candidato a lugar público sem cartão político, até descobrir que mais valia ter ficado quieto.

Equestre - estátua de um neo-liberal com um rei às costas.

Erva - o que resta a um herói sem heroína.

Espirro - momento em que o corpo de um político de carreira tem actividade acima do pescoço.

Ética - a agulha no palheiro da política.

Europa - conto das mil e uma noites com inversão de personagens: os Ali-Babás é que são 40 e o chefe é a Alemanha.

Evaporação - fenómeno que ocorre nos orçamentos autárquicos em ano de eleições.

Exumação - prospecção de uma parcela de Santa Comba Dão no subsolo de Boliqueime.

Ezequiel - assessor autárquico que mordeu um agente da GNR quando o orçamento municipal de Oeiras já não tinha mais fatias para morder

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publicado às 00:04


Dicionário do neo-realismo português. *D*

por António Leal Salvado, em 01.08.11
Dar - verbo de significado desconhecido entre a classe política, em cuja actividade apenas aparece nas situações "dar prejuizo", "dar barraca" e "dar ordens".
Democracia - designação inventada pelos gregos no tempo de Cristo e que actualmente tem especial significado no dicionário, por ser o único lugar em que existe.
Direito - mal-estar que provoca a enxaqueca do dirigente autárquico.
Dormir - a actividade em que os políticos não praticam desonestidades, excepto quando sonham.
Drogado - estado biopsíquico de um político surpreendido a falar verdade.
*
Duelo - confronto eleitoral de dois presidenciáveis, um Alegre e um triste.
Dúvida - atitude filosófica cultivada pelos que amam a perfeição e a verdade, abominada pelos dirigentes políticos e desconhecida dos seus subordinados.

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publicado às 11:59


Dicionário do neo-realismo português. *C*

por António Leal Salvado, em 30.07.11
Camaleão - réptil de pouca estatura que na pré-História apareceu em África e no século XXI se reproduz aceleradamente nas autarquias portuguesas.
Centro - ponto estratégico a onde todos os partidos convergem até ao dia anterior às eleições e de onde todos se afastam a partir do dia seguinte.
Chatice - conclusão do cidadão comum no final da sessão da Assembleia Municipal.
Cigarra - animal político no formigueiro da Humanidade.
Clonagem - último procedimento na selecção para a direcção do partido.
Corporativismo - regime oligárquico fundado pelo salazarismo para fazer de conta, clandestinizado pelo gonçalvismo para fazer de conta e sacralizado pelo cavaquismo para fazer as contas do BPN.
Crivo - momento da cor partidária na selecção de pessoal da administração pública.
Custos - variável das obras públicas, traduzida matematicamente por um sistema de equações com múltiplas incógnitas, e politicamente como a condicionante com todos os limites: o limite mínimo no discurso eleitoral, o limite máximo no Tribunal de Contas, o limite da imaginação no departamento de contabilidade, o limite do segredo nas negociações com os empreiteiros concorrentes e a ausência de limites na realidade.

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publicado às 14:24


Dicionário do neo-realismo português. *B*

por António Leal Salvado, em 29.07.11
Barraca - descoberta do anuário do Tribunal de Contas na análise às finanças das câmaras municipais.
Besta - cidadão que paga todos os seus impostos, a sul de Copenhaga.
Biscate - atitude com que os políticos de carreira menos desonestos assumem a governação das populações.
Bloqueio - conclusão mais frequente dos pareceres de assessores aos pedidos de esclarecimentos feitos pelos adversários do chefe.
Borga - conteúdo objectivo do mandato dos administradores de empresas municipais.
Broche - adorno inútil usado pelas velhas damas na lapela e pelos presidentes de câmara nas empresas municipais.
Bulimia - atmosfera da reunião entre empreiteiros, câmara municipal e associação comercial em que foram por unanimidade aprovados os parquímetros.

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publicado às 13:11


Dicionário do neo-realismo português. *A*

por António Leal Salvado, em 27.07.11
Abotoar-se – equívoco vitalício que os políticos adquiriram do conselho de não usarem camisa aberta ao tomarem posse do seu cargo
Acidente - cheque caído do bolso de um autarca passado ao portador por um empreiteiro de obras públicas.
Adjudicação - acto dos processos de obras públicas que medeia entre uma pequena fortuna que já se pagou e uma grande fortuna que se vai dividir.
Aerodinâmica - palavra que o marketing inventou para vender carros de elevado consumo aos municípios.
Aflição - estado de alma que os políticos desonestos dizem sem o sentirem e os honestos sentiriam sem o dizerem.
Agricultura - tesouro que Cavaco enterrou em 1990, para oferecer ao país em 2011.
Ah-Ah - interjeição usada pelos políticos quando, confrontados com algo que fizeram, reagem fingindo que riem quando têm é vontade de chorar.
Aio - designação que antigamente se dava ao que agora se designa de assessor.
Ajuda - espécie de euro-milhões, em que qualquer um dá em pequena quantidade, na esperança de vir a receber em grande.
Alice - menina que já foi ao país que os liberais prometem.
Amigos - única jóia em cujo uso os pobres têm supremacia, porque as que têm são verdadeiras, enquanto as dos ricos não passam de pechisbeque de imitação e de ocasião.
Andarilho - o que todos nós somos para os políticos: apoio para aprenderem a andar, até conseguirem seguir pelo seu próprio pé.
Aorta - metáfora do clube "Portas XXI": à esquerda para o Povo,ao centro para os intelectuais, sempre a bombar para a direita.
Apuros - conteúdo que no dia de eleições passa da bolsa do eleito para a dos eleitores.
Aqui - advérbio que significa um país onde é impossível sobreviver; AQUI E AGORA - expressão que simboliza o inferno em 2011.
Artolas - miúdo que votou convencido de que lhe davam o emprego prometido.
Asno - sinónimo de "povo" no dialecto usado nas conversas íntimas dos políticos.
Aturar - atitude que os portugueses tomam quando se dispõem ouvir falar da pobreza a um presidente da república que mama 3 reformas pagas por aquilo com que a malta compra(va) os melões.
Aumento - aquilo que os trabalhadores portugueses esperam quando estão com 40 graus de febre.
Avatar - criação por encomenda dos presidentes de câmara para colocarem putos broncos em presidentes de junta.
Axanatar - governar um território do Interior por telemóvel a partir do Casino do Estoril.
Azar - nascer a ocidente de Espanha.

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publicado às 23:55


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