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Dia de Schubert

por António Leal Salvado, em 19.11.11
Num dia 19 de Novembro, como hoje, morreu um dos maiores génios da História da Música. Corria o ano de 1828.
Às 3 horas da tarde desse dia 19 de Novembro morreu em Viena o cidadão Franz Schubert, de 31 anos de idade, acometido de sífilis e tifo.
Parecia ter morrido um qualquer vagabundo, desprezado por quase todos, boémio miserável que nunca tivera para tocar senão um piano alugado com o dinheiro que um amigo rico lhe emprestava
Ao fazerem o despejo da casa em que habitava, fizeram um inventário de uns míseros 63 florins – dos quais 53 foram contados como "roupas domésticas e pessoais" e 10 –apenas 10 florins – como “músicas".
Só 42 anos depois foi tocada uma dessas “músicas”. Chamaram-na e é hoje conhecida como “A Grande”. Tal como tantas das suas obras geniais, que lhe tinham sido compradas por preços irrisórios e ao longo de quase três séculos já deram a ganhar milhões aos seus editores.
Graças a essas sinfonias, como a um imenso número de outras obras, foi a História que veio a mostrar que Franz Schubert foi um dos maiores génios da música. Tinha um estilo muito pessoal, a meio caminho entre a severidade clássica e a sensibilidade romântica.

O Impromptus op.90, nº4, D899
interpretação de S. Rachmaninov ................................ interpretação de Maria João Pires (extractos)
.........
FACTOS

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publicado às 23:59


Dia de Hindemith

por António Leal Salvado, em 16.11.11

(1895-1963)

Paul Hindemith nasceu em Hanau, na Alemanha, em 16 de Novembro de 1895 e viveu até 1963.

Em criança estudou viola e esse foi o seu instrumento de sempre. Mas foi como compositor e professor de música que se tornou célebre. Na década de 1930 trabalhou com vários compositores vanguardistas, incluindo Anton Webern e Arnold Schonberg e foi muito solicitado para digressões nos E.U.A..
A sua música de vanguarda não agradou ao regime nazi, que a rotulou de “degenerada”. Em 1940 emigrou para os E.U.A. e dedicou-se ao ensino universitário. Já como cidadão norte-americano viria a regressar à Europa, estabelecendo-se em Zurique e leccionando na universidade local. Passou então a dedicar-se mais à direcção de orquestra.
Deixou uma extensa obra, em que se contam composições para orquestra sinfónica e de câmara, e música coral e para instrumentos. O estilo, que começou por ter traços de um romantismo tardio, passou depois pelo expressionismo e traduz-se numa linha de composição complexa e original.
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Glenn Gould toca Paul Hindemith (Sonata para Piano nº3 - Fuga)

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publicado às 23:59


Dia de Gluck

por António Leal Salvado, em 16.11.11

(1714-1787)

Cristoph Willibald Gluck nasceu em Erasbach, no Alto Palatinado (Alemanha), e viveu entre 1714 e 1787.
Morreu a 15 de Novembro 

De uma família humilde originária da Boémia, estudou música e filosofia em Praga, no tempo em que a arte barroca tinha atingido todo o seu esplendor. Mas as suas obras nascem já sob a atmosfera do período clássico.

Gluck é considerado um dos mais importantes compositores da ópera do classicismo. A sua mais célebre e porventura a mais importante obra é “Orfeu e Eurídice”.
O tema mitológico dos amores de Orfeu, filho da musa Calíope, é tratado de forma inovadora, rompendo com as regras que os “inventores” da ópera tinham como sagradas.

Che Puro Ciel!, de 'Orfeu e Eurídice. [ mise en scène: Pina Baush ]

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publicado às 23:55


Dia de Rossini

por António Leal Salvado, em 14.11.11

Morreu a 13 de Novembro de 1868, em Paris – e a última grande obra que fez não foi musical: Deixou toda a sua fortuna ao governo francês, com o objectivo de ser criada uma residência de condigno apoio a músicos na reforma.

Gioachino Antonio Rossini recebeu as suas primeiras lições musicais do pai, que tocava trompa e trompete na orquestra local. Aprendeu piano rapidamente e em 1806 entrou para o Conservatório Musical de Bolonha.
Mas parece que a aridez do contraponto não cativava o jovem Rossini, que sentia jorrar dentro de si um turbilhão de ideias musicais e ansiava por lhes dar vazão. Em 1810 abandona o conservatório e segue para Veneza, onde estreia a sua primeira ópera, La Cambiale di Matrimonio.

Com um estilo e uma sonoridade que fazem lembrar o seu admirado Mozart, Rossini fez sucesso na Itália e fora dela. O próprio Beethoven se declarou admirador dele, augurando-lhe o reconhecimento que o mundo da Música já lhe tributava em vida e que ainda hoje lhe é devido.
O século XX consagrou-o como nome maior da ópera cómica, “obrigatoriamente” inscrito no repertório dos maiores intérpretes.

A ópera Guilherme Tell estreou em Paris, decorria o ano de 1829.
Embora Rossini tivesse então apenas 37 anos e só tivesse vindo a morrer quase 40 anos mais tarde, o certo é que Guilherme Tell foi a sua última composição para a ópera.
Talvez a sua obra-prima…
Em Dezembro de 1815, o proprietário e empresário do Teatro da Torre Argentina, em Roma, o Duque Francisco Sforza-Cesarini, pedira ao compositor que escrevesse duas óperas para a temporada do carnaval daquele ano de 1816. A primeira dessas duas óperas foi “Trovaldo e Doliska”; a segunda, “O Barbeiro de Sevilha”, com libreto de Cesare Sterbini.

Rossini compôs “O Barbeiro de Sevilha” em menos de 15 dias, quando tinha apenas 24 anos de idade. Muito embora a sua primeira apresentação tenha sido um retumbante fracasso, veio a tornar-se no maior sucesso da carreira do autor lírico.
A acção decorre em Sevilha, no século XVIII, e conta a história do velho Doutor Bartolo, empenhado em casar a sua pupila Rosina. No entanto, Rosina está apaixonada pelo jovem Conde Almaviva que, com a cumplicidade do barbeiro Figaro, surge disfarçado de soldado bêbado, pedindo guarida em casa de Bartolo...
A par da elegância e da ligeireza da orquestração, o realismo com que representa a sociedade aristocrática, a linguagem irónica que autoriza todas as insolências, a simplicidade de estilo, e ainda a jovialidade desta comédia divertida e cheia de espirito são, sem dúvida, os segredos do êxito desta obra prima da ópera bufa italiana.
A estreia ocorreu no Teatro Argentina, em Roma, em 20 de fevereiro de 1816.

Largo al Factotum, de ‘O Barbeiro de Sevilha’. Tenor: Luciano Pavarotti

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publicado às 23:59


Dia de Borodin

por António Leal Salvado, em 12.11.11
(1833-1887)
Tal como outros seus colegas e contemporâneos, Borodin não foi propriamente um músico profissional. Foi professor e destacado químico, em resultado de uma educação direccionada para as ciências desde a infância (era filho ilegítimo do Príncipe Luka Gedianov e foi perfilhado por um servo daquele nobre, Porfiri Borodin). A vocação para a música, porém, tinha-se manifestado desde que compôs o seu primeiro dueto para piano, quando tinha apenas 9 anos.
Nunca abandonou a química e a docência, mas a amizade que travou com Balakirev e Rimsky-Korsakov entusiasmou-o a dedicar-se à composição e a fazer parte do célebre “grupo dos Cinco”, os mais destacados compositores da música nacionalista russa. Balakirev ajudou-o a terminar a sua Sinfonia nº 1, quase tão importante como a obra que o celebrizou: a suite para bailado “O Príncipe Igor”. Mas deixou vasta obra escrita, designadamente de música para piano.
*

Danças Polovtsianas, de 'O Príncipe Igor'
Coreografia de Mikhail Fokine – Ópera e Ballet de Kirov – maestro Valery Gergiev

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publicado às 23:59


Dia de Couperin

por António Leal Salvado, em 10.11.11

François Couperin nasceu a 10 de Novembro de 1668, em Paris.
Era conhecido como Couperin le Grand, para ser distinguido de outros membros da talentosa família Couperin. Foi ensinado pelo pai, Charles Couperin, que morreu quando François tinha 10 anos.
Em 1685 tornou-se organista da igreja de Saint-Gervais, em Paris, uma colocação que herdou do pai e que, mais tarde, passaria para o seu primo, Nicolas Couperin. Mais tarde, outros membros da família ocupariam a mesma função.
Em 1663, sucedeu ao seu professor, Jacques Thomelin, como organista da Chapelle Royale com o título de organiste du Roi, organista indicado pelo Rei, Luís XIV. Em 1717, tornou-se organista e compositor da corte, com o título ordinaire de la musique de la chambre du Roi.
Com os seus colegas, todos os domingos Couperin dava um concerto. Morreu em Paris, no dia 11 de Setembro de 1733 .

O livro mais famoso de Couperin, A Arte de Tocar o Cravo, publicado em 1716, continha sugestões para dedilhado, toque, ornamentação e outros aspectos da técnica para teclado.
Teve uma grande influência em Johann Sebastian Bach, que adoptou para tocar o cravo o sistema de dedilhado, inclusive o uso do polegar, criado por Couperin.
Os quatro volumes de música para cravo composta por Couperin contêm mais de 230 obras. Estas obras eram bastante apreciadas por Bach e, muito depois, por Richard Strauss e Maurice Ravel, que o homenageou com 'Le Tombeau de Couperin'.

Piano: György Cziffra (1982) X Guitarra: David Russel oo  x

Cravo: Bruno Procopio

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publicado às 02:00


Dia de Alcaide

por António Leal Salvado, em 09.11.11

(1901-1967)
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Colaboração de António Filipe
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"Tenore Tomaso, il mitto dell'Opera"
como alguns dos melhores portugueses, foi mais reconhecido no estrangeiro.
.
A 9 de Novembro de 1967 morreu, em Lisboa, Tomaz Alcaide.
Nascera em Estremoz, no dia 16 de Fevereiro de 1901. Estudou em Lisboa e Milão, onde se estreou, em 1925.
Na década de 30, depois de alguns anos de actividade, gravou para a Columbia Gramophone Company.
Cantou no Reale de Roma e no Scala de Milão, onde esteve em cartaz durante três anos. Fez actuações por toda a Europa, Estados Unidos, Brasil e Argentina. A 2ª Grande Guerra interrompeu-lhe a carreira e deixou-o numa situação financeira muito delicada.
Voltou a Portugal em 1947, tendo desempenhado as funções de professor de canto e encenador da Companhia Portuguesa de Ópera, até que morreu. Em 1961 escreveu a auto-biografia "Um Cantor no Palco e na Vida".
Tenore Tomaso, como era conhecido em Itália, de origem portuguesa mas da escola italiana, tinha, de facto, aprendido e aperfeiçoado a sua voz com professores italianos e, na sua estreia, em Itália, no Teatro Goldoni di Bagnacavallo (Ravenna), no papel de Fausto de Gounod, recebeu os maiores aplausos de um público conhecedor. Tomaz Alcaide interpretou Rigoletto, La Traviata, Fausto, Manon, Werther, La Bohème, Tosca, Os Pescadores de Pérolas e tantas outras óperas.
É, na época, considerado o melhor intérprete de “O Pescador de Pérolas”, de Bizet.

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publicado às 01:00


Dia de Franck

por António Leal Salvado, em 08.11.11
No dia 8 de Novembro de 1890, morreu, em Paris, o organista e compositor belga César Franck. Tinha nascido a 10 de Dezembro de 1822, em Liège. Foi nesta cidade que começou a estudar, mas, aos quinze anos, foi para Paris, onde frequentou o conservatório. As suas primeiras composições datam desta época. Durante muitos anos, Franck levou uma vida pacata, longe da ribalta, dedicando-se ao ensino e aos deveres de organista, adquirindo alguma fama como improvisador. A partir de 1872, foi professor do Conservatório de Paris e, um ano depois, adquiriu a cidadania francesa.
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* Colaboração de António Filipe

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publicado às 01:30


Dia de Pedro de Freitas Branco

por António Leal Salvado, em 31.10.11

A 31 de Outubro de 1896 nasceu, em Lisboa, o maestro Pedro de Freitas Branco. Era irmão do compositor Luís de Freitas Branco e foi casado com a pianista Marie Antoinette Levêque.

Fomentou a divulgação em Portugal dos compositores que se afirmaram entre as duas guerras mundiais, como Bartók, Stravinski, Ravel e Prokofiev. Dirigiu, em 1927, a primeira execução portuguesa do bailado "El Amor Brujo", de Manuel de Falla. Escreveu o livro "História da Música Popular em Portugal", em 1947, obra dedicada à história e acção cultural de todas as filarmónicas, bandas civis e sociedades de recreio.

Faleceu em 1963.

* Colaboração de António Filipe

Fez gravações históricas – como a do Concerto para Violoncelo em ré m., de E. Lallo, com Guilhermina Suggia e a London Symphony Orchestra, no Walthamstow Assembly Hall, em Londres (19.Nov.1946) e aquelas em que perpetuou compositores portugueses como Luis de Freitas Branco e Vianna da Motta.

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publicado às 21:00


Dia de Jacobs

por António Leal Salvado, em 30.10.11
René Jacobs nasceu a 30.Out.1946 na cidade belga de Ghent. E foi na catedral dessa cidade que, criança ainda, descobriu o seu gosto pela música. Não fez mais do que participar do coro da Catedral (onde cantava) até à Universidade. Só depois estudou canto, em Bruxelas e em Haia. Pouco tempo depois era já reconhecido como um dos mais eminentes cantores no seu registo.
Com uma voz do raro – e belo – registo de contratenor, Jacobs apaixonou-se pela música barroca. Depois de dar recitais em toda a Europa, nos E.U.A. e no Extremo Oriente, passou a dirigir grupos vocais. Daí a fazer-se maestro sinfónico foi um pequeno passo. Mas um grande salto: na década e 1990 era já considerado um dos mais importantes maestros da ópera barroca.
Gravou mais de 250 discos. Scarlatti, Gluck, Monteverdi e Mozart foram os compositores que mais vezes interpretou e que lhe valeram prémios de prestígio. Fez gravações consideradas históricas, como “As Bodas de Fígaro” e “Cosi Fan Tutte”, de Mozart.
Dos numerosos prémios que recebeu, destacam-se o “Grand Prix” para a Melhor Actuação Lírica do ano de 1998 e o de Personalidade Musical do Ano em 1999.
* Colaboração de António Filipe

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publicado às 13:00


Dia do Príncipe

por António Leal Salvado, em 29.10.11

No dia 29 de Outubro de 2003 morreu o "Príncipe dos Tenores".
Franco Corelli tinha nascido a 8 de Abril de 1921, em Ancona, Itália e a sua carreira como tenor desenvolveu-se entre 1951 e 1976. Era amante do mar e, inicialmente, decidiu seguir os passos do pai e foi estudar engenharia naval para a Universidade de Bolonha. Enquanto estudava, entrou numa competição musical, desafiado por um amigo, que era cantor amador. Embora não tenha vencido a competição, foi encorajado pelos jurados a seguir uma carreira como cantor. Então, ingressou no Conservatório de Música de Pesaro, para estudar ópera. Mas não obteve grandes resultados, dizendo, posteriormente, que os professores de canto eram "pessoas perigosas para os cantores". Decidiu aprender sozinho. Primeiramente, tentou aprender como barítono, mas rapidamente abandonou a ideia. Começou, então, a estudar o repertório de tenor.
Actuou inúmeras vezes no Metropolitan Opera de Nova Iorque, de 1961 a 1975. Também apareceu nas maiores salas de ópera da Europa.
Morreu, aos oitenta e dois anos, em Milão.

* Colaboração de Antóno Filipe

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publicado às 19:00


Dia de Paganini

por António Leal Salvado, em 27.10.11

1782-1840

Nicolò Paganini, nasceu em Génova a 27 de Outubro.
Foi educado para ser um menino prodígio, pelo pai que o obrigava a estudar violino de manhã à noite. Tocou em público pela primeira vez aos onze anos. Ainda adolescente, fugiu de casa. Actuou em diversos lugares, também como guitarrista e maestro. Perdeu o seu violino ao jogo – mas um mecenas ofereceu-lhe um novo violino, nada menos que o seu famoso Guarnieri.
Esteve 3 anos ao serviço de uma irmã de Napoleão. Mas foi como virtuoso independente que passou todo o resto da sua vida. Uma vida cheia de controvérsia e mistério, pautada por uma extrema fogosidade e inúmeras aventuras. Os seus caprichos valeram-lhe a prisão (depois de ter assinado uma amante, diz-se). Por causa dos seus caprichos, que entonteciam todas as senhoras mas nada agradáveis aos maridos, a verdadeira acrobacia com que brilhava no violino criou-lhe uma auréola de personagem inspirada por forças demoníacas…

Paganini revolucionou a técnica de execução do violino e influenciou muitos outros compositores – inclusivamente grandes pianistas, como Liszt, Schumann e Brahms. A sua apresentação nos centros musicais europeus produziu uma sensação sem igual.
Em 1829, um amigo de Goethe escreveu a este, referindo-se ao extraordinário violinista: "com os seus malditos concertos, enlouquece homens e mulheres".
A música, para além de todas as dificuldades técnicas, encerrava mais do que destreza acrobática: possuía também grande força expressiva, era gentil e de uma profunda sensibilidade romântica. Dele disse Heinrich Heine: "eram sons que o ouvido não entende, mas que só o coração pode sonhar".

Jasha Heifetz (1901-1987) percorreu mais de 2 milhões de km em concertos. O virtuoso volinista que terá servido de exemplo a Carlos Paredes para abandonar a aprendizagem do violino e se dedicar à guitarra portuguesa (Artur Paredes dizia ao filho que para se ser violinista tinha de ser-se perfeito e a perfeição já a tinha atingido Heifetz) brilhou, mais que por tudo o resto, pelo rigor com que interpretava as dificílimas obras de Paganini.

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publicado às 23:59


Dia de génio (2 obras de jazz com 300 anos)

por António Leal Salvado, em 27.10.11
A 26 de Outubro de 1934, nasceu em Angers o pianista e compositor Jacques Loussier. Começou a compor enquanto estudava no Conservatório Nacional de Música de Paris, a partir dos 16 anos. Depois de 6 anos de estudo, viajou pelo mundo, entrando em contacto com a música do Médio Oriente, América Latina (designadamente Cuba, onde permaneceu um ano).
Em 1959 formou o Trio Play Bach, que interpretava improvisações de peças de Bach. Em 1978, o trio desfez-se e Loussier montou o seu próprio estudo de gravação, em Provence. Em 1985, com dois novos parceiros, reformou o trio, que começou a interpretar obras de Satie, Debussy, Ravel e Vivaldi.

Tornou-se mundialmente conhecido e admirado pelas suas interpretações jazzísticas das obras de Johann Sebastian Bach. Foi convidado, com o seu trio, a atuar no memorável evento “24 Horas de Bach”, com que o Município de Leipzig assinalou os 250 anos da morte do grande “Pai da Música” – onde granjeou um aplauso da enorme dimensão de tantos outros que a sua já longa carreira lhe proporcionou.

*
* Colaboração de António Filipe

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publicado às 01:30


Dia de Bizet

por António Leal Salvado, em 25.10.11

aniversário do nascimento de Georges Bizet
(1838-1875)

Georges Bizet, compositor francês do Romantismo do séc. XIX, nasceu numa família de músicos e era uma criança-prodígio. Aos nove anos foi admitido no Conservatório de Paris, onde estudou e foi agraciado com importantes prémios, um deles atribuído pelo célebre compositor Jacques Offenbach. Estudou também em Itália, onde obteve o Prémio de Roma.
Embora tenha sido mais famoso como compositor, Bizet foi também um grande pianista, inclusivamente elogiado pelo grande Liszt, que o considerou um dos melhores executantes de toda a Europa.
A 'Carmen', ópera em quatro actos, foi escrita por Bizet no ano da sua morte, em 1875, e estreou nesse mesmo ano, no Opéra Comique de Paris.
Suscitou polémica: Apesar do mérito reconhecido por compositores como Camille Saint-Saëns, Tchaikovsky e Debussy, uma boa parte da crítica considerou-a uma obra irreverente e até obscena, chegando a dizer-se que mais parecia obra de Satanás.
A originalidade de Carmen acabaria triunfando sobre os preconceitos da época.
Mas Bizet não viveria a tempo de assistir ao seu próprio triunfo. Exactamente três meses após a polémica estreia, o autor da imortal Carmen morria de um ataque cardíaco. Tinha apenas 36 anos.
*
* Sevilha, na Espanha do séc XIX. Carmen é uma cigana que trabalha numa fábrica de tabacos. A sua beleza quente seduz o inocente soldado Don José. Apaixonado cegamente pela cigana, o soldado resolve abandonar a farda e junta-se a um bando de contrabandistas, amigos da bela Carmen. Pela liberdade de amar, Carmen acaba deixando o pobre amante para ficar com um famoso toureiro. O soldado é tomado por um acesso de ira e ciúme. A ópera acaba, é claro, em tragédia.
* * Colaboração de António Filipe

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publicado às 09:44


Dia de Sir Georg Solti

por António Leal Salvado, em 21.10.11

Georg Solti nasceu em Budapeste, a 21 de Outubro de 1912, com o nome de György Stern. Mais tarde, assumiu a cidadania inglesa, tendo-lhe sido concedido o título de "sir" pela rainha Isabel.

Foi o maestro responsável pela primeira gravação discográfica, em sistema stereo, do ciclo “O Anel dos Nibelungos” de Richard Wagner, interpretação esta que contou com a participação de eminentes cantores wagnerianos, com a Orquestra Filarmónica de Viena. Foi director artístico da Royal Opera House, Covent Garden e da Orquestra Sinfónica de Chicago. Foi um intérprete aclamado das várias obras wagnerianas, bem como do repertório mozartiano
Nascido numa família judia, Sir Georg Solti conviveu com o compositor húngaro Béla Bartók, foi aluno de Zoltán Kodály, trabalhou com o compositor alemão Richard Strauss e tornou-se, em 1937, assistente do maestro italiano Arturo Toscanini.
No dia 5 de Setembro de 1997,o tenor Luciano Pavarotti entrou na abadia de Westminster, onde se realizavam as exéquias da princesa Diana, exibindo uma expressão de choque. Não era por causa da princesa. Tinha acabado de receber a notícia da morte de Solti. A imprensa só resumidamente noticiou a morte do maestro, dedicando a maior parte do espaço à morte da princesa Diana. No entanto, nas gerações do séc XXI e nas vindouras poucos saberão da existência da princesa romântica, mas continuará sempre a falar-se de Sir Georg Solti.
Mozart, Requiem, Lacrimosa

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publicado às 09:00


Dia de Kipnis

por António Leal Salvado, em 27.09.11
O célebre cravista americano Igor Kipnis nasceu em Berlim, no dia 27 de Setembro de 1930. Filho do não menos conhecido baixo Alexander Kipnis, mudou-se, com a família, para os Estados Unidos, em 1938. Estudou piano com o avô paterno e frequentou a Escola de Música de Westport. Mais tarde, licenciou-se na Universidade de Harvard. Em 1959, estreou-se, como cravista, em Nova Iorque. Faleceu na sua casa, em Redding, Connecticut, no dia 23 de Janeiro de 2002. No stream, Kipnis interpreta o 3º andamento do concerto nº 1, para cravo e orquestra, de Bach.

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* Colaboração de António Filipe

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publicado às 22:59


Dia de Gershwin

por António Leal Salvado, em 26.09.11
No dia 26 de Setembro de 1898, nasceu em Brooklyn, Nova Iorque, o compositor George Gershwin, que compôs tanto para a Broadway, como para concertos clássicos. A primeira vez que mostrou interesse pela música foi aos 10 anos. Os pais tinham comprado um piano para o seu irmão Ira, mas, para surpresa deles e alívio de Ira, foi George quem começou a tocá-lo. Escreveu a maioria das suas obras vocais e teatrais em colaboração com o irmão, Ira Gershwin. Em 1924, compôs a sua primeira grande obra, "Rhapsody in Blue", para piano e orquestra, que se tornou a sua obra mais popular.

*

*Colaboração de António Filipe

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publicado às 23:59


Dia de Gould

por António Leal Salvado, em 25.09.11
Autista, excêntrico, polémico – e genial
Glenn Gould nasceu no dia 25 de setembro de 1932, em Toronto, onde aos 10 anos começou os estudos no Royal Conservatory of Music. Aos 13 (1945), fez a sua primeira apresentação pública e no ano seguinte tocou com a Orquestra Sinfónica de Toronto, interpretando o Concerto nº 4, para piano, de Beethoven. No dia 10 de abril de 1964, tocou pela última vez em público, em Los Angeles. Mas desde então gravou em estúdio mais e melhor que nunca – e atingiu o patamar do génio, com interpretações muito próprias, por vezes polémicas, mas com um nível de qualidade que o tornou adorado pelos melómanos de todo o mundo, em especial pelas suas gravações de J.S. Bach, de que se destacam as das Variações Goldberg, consideradas um marco na História da Música.

*

Morreu com menos de 50 anos no dia 4 de Outubro de 1982, na sua cidade natal, onde uma imponente e simbólica estátua lhe presta o reconhecimento do Canadá pelo lugar ímpar no panteão da grande Música.

* Colaboração de António Filipe

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publicado às 23:59


Dia de Rimsky-Korsakov

por António Leal Salvado, em 24.09.11
‎24 de Setembro de 1909 foi a data de estreia de "O Galo de Ouro" no Teatro Solodovnikov, em Moscovo. É uma ópera, em 3 actos, de Rimsky-Korsakov. O libreto é de Vladimir Belsky, baseado num poema de 1834, de Alexander Pushkin. A ópera foi completada em 1907, mas só foi estreada, em 1909, já depois da morte do compositor. Fora da Rússia é, muitas vezes, interpretada em francês, com o título "Le coq dór". A ária "Hino ao Sol", aqui interpretada por Beverly Sills, é, talvez, a mais conhecida.

*

* Colaboração de António Filipe

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publicado às 23:59


Dia de Stern

por António Leal Salvado, em 22.09.11

No dia 22 de Setembro de 2001 morreu, em Nova Iorque, o violinista ucraniano Isaac Stern. Um dos mais conhecidos violinistas de sempre, tinha nascido em Kremenetz, no dia 21 de Julho de 1920. Quando tinha 14 meses de idade, a sua família mudou-se para São Francisco. Depois de ter recebido as primeiras aulas de música com a mãe, matriculou-se no conservatório daquela cidade, onde estudou até 1931. Estreou-se, em público, com 15 anos. Fez dobragem, a tocar violino, em vários filmes, entre os quais, "Um Violino no Telhado".

* Colaboração de António Filipe

*
Saint-Saens - Introd. e Rondo Capricioso

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publicado às 12:30


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