Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



O inimigo no meu escritório - por Rolf Dahmer

por Luis Moreira, em 19.04.12

Quando os sóciosistemas outrora abertos viram sistemas fechados e

a luta da distribuição dentro de uma sociedade a encolher começa, aumentam as cenas

de “mobbing” no emprego. Enfim: é o estado de inimizade universal de cada

um contra todos que alguns mentecaptos pretendem combater com os dinheiros do

guarda-chuva de salvação do euro e da Europa.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:00

SPIEGEL ONLINE, 02/21/2012

-----------------------------------------------------------------

Averting the Next Greece: Portugal Needs More Money To Stay Afloat

-----------------------------------------------------------------

With its massive austerity measures, Portugal has become the poster child of the troika of the EU, ECB and IMF. But the country is still stuck in a deep recession and it is unclear how it will return to growth. It may need to rely on European loans for years to come.

By Christoph Pauly

You can download the complete article over the Internet at the following

URL: http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,816024,00.html

“Um pecado tem sempre como consequência outro pecado.” Fonte: Prikei Avot, Ben Azai

Ontem li o artigo de fundo do SPIEGEL 8/2012 sobre Portugal – 3 páginas! – em alemão e verifiquei que o mesmo, apesar das críticas, é bastante objectivo e equilibrado. O artigo até reza que o caso de Portugal não é comparável com o da Grécia porque Portugal, ao contrário do que acontece com a Grécia, além de infraestruturas capazes tem indústrias competitivas.

O artigo corrobora a minha visão de que nem sempre são os “marrões” que mais tentam agradar aos professores, os melhor sucedidos na vida profissional prática. De facto, apesar de ficar claro que se deve obedecer amplamente às imposições bastante mecanicistas da troika, existe sempre um resto de liberdade de movimentos e criatividade que pode e deve ser aproveitado – aberta ou “subversivamente” – para saír da recessão e criar crescimento – o objectivo principal. O facto das coisas terem ido para o torto apesar das “indústrias competitivas”, significa: Portugal tem “soldados” mas não tem um “general”. Por outras palavras: o país deverá identificar um grupo-alvo no mundo, ao qual, de acordo com os seus próprios pontos fortes, pode servir melhor que outros. Lançar indústrias à toa, porventura subsidiadas pela UE, não basta, tem de haver uma conjugação dos esforços direccionada para as necessidades mais ‘candentes’ de um determinado grupo-alvo. Sob este desígnio, todo o resto agrupa-se em volta, criando-se uma economía imbatível dentro da sua órbita.

Neste contexto ainda uma breve observação sobre o caso grego. O Presidente do conceituado Ifo-Institut für Wirtschaftsforschung (Munique), Prof. Dr. Hans-Werner Sinn, com o qual me encontro em contacto há anos, disse numa entrevista em SPIEGEL ONLINE**:

“(...) Deveriam dar-lhes (à Grécia) o dinheiro para lhes facilitar a saída da União Monetária. O estado grego, com o dinheiro poderia nacionalizar os bancos, evitando o colapso do estado. Com todas as turbulências que uma saída dessas provovca, o estado e os bancos  devem continuar a funcionar (...).

Com efeito, indicando tudo que todas as ajudas monetárias do mundo não conseguem salvar uma Grécia que ainda tem “o rei dentro da barriga”, acredito que face à revolta do povo grego que dificulta às mudanças necessárias, será melhor permitir que o país “conheça a verdade” - a qual a “libertará” *. O país, que certamente ficará dentro da União Europeia, tal como muitos outros parceiros sem o euro, não se afundará, continuará com o apoio da UE e depois de ter aprendido a lição, sairá fortalecido da crise, nem a fénix das cinzas.

Quanto a Portugal faço votos que consiga dar a volta por cima às coisas, evitando o pior. Tenho a certeza que com uma mudança drástica de estratégia – forte e feio! – isto será possível.

* “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. A Bíblia Sagrada, João 8, 32

** http://www.spiegel.de/wirtschaft/soziales/0,1518,816291,00.html

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:00


CRISE DE DÍVIDAS – No fim da Europa

por Rolf Dahmer, em 29.07.11

"CRISE DE DÍVIDAS – No fim da Europa: Portugal viveu durante décadas acima das suas posses, agora encontra-se desamparado e empobrecido. O governo reage com brutais medidas de austeridade. Todavia, isto só não ajudará: o que falta ao país são indústrias competitivas”.

Alexander Jung, DER SPIEGEL 30/2011 (Versão impressa) e SPIEGEL Online em inglês

Como muitos que me conhecem sabem, já em Janeiro de 1986, isto é, algums meses antes da entrada de Portugal na então CEE, suspeitava que para Portugal essa parceria poderia resultar num pau de dois bicos. É que já então tive a noção de que a CEE devido ao seu comportamento linear se encontrava em vias de descambar, virando de outrora extrovertida e sóciocêntrica para introvertida e egocêntrica.

E de facto, Portugal, juntamente com o resto dos seus parceiros, abraçou exactamente essa tendência. No meio da grande alegria – o SPIEGEL escreveu sobre isso –, fizeram-se imensas obras, infelizmente tudo um número grande demais. Isto não podia dar certo – e não deu. Na verdade, a partir de 1986 chamei abertamente a atenção sobre os perigos daí decorrentes, apresentando mais tarde – p.ex. no meu artigo “Porque vale a pena apostar em África” – estratégias de prevenção. Mas claro, no meio da farra do consumo subvencionado ninguém quis saber dessas coisas. Portugal tinha encontrado um “filão de ouro” aparentemente inesgotável e não havia mais argumentos.

Como DER SPIEGEL alega muito bem, o país foi “induzido nesse comportamento” pela CEE. Isto é correcto. Todavia, tal como já em 1997 escrevi naquele artigo acima referido, na altura uma estratégia correcta teria permitido que o país escapasse àqueles perigos, dando por cima um exemplo para uma nova orientação estratégica de Bruxelas (ver abaixo).

Sobremaneira interessante neste contexto é a citação do Presidente do Grupo Amorim, António Rios de Amorim, cujo tio Américo – conheci-o pessoalmente em 1964 – iniciou a formidável ascensão sócio-económica daquele fabricante de rolhas de cortiça para líder de mercado mundial de produtos de cortiça e soluções derivados da mesma. À afirmação do SPIEGEL – „Não admira que a Portugal lhe faltem indústrias robustas e capazes de exportar, mas quais poderiam ser estas?” – António Rios de Amorim deu uma resposta muito significativa: „Este país deve construir com base naquilo que melhor sabe fazer”. É exactamente isso que desde há décadas digo aos meus amigos portugueses! E o Grupo Amorim e outras empresas portuguesas demonstram-no com grande sucesso – a nível empresarial.

Concluindo: tal como fizeram o Grupo Amorim e outras empresas portuguesas, que graças ao seu perfíl único e inconfundível  ganharam excelência nos seus respectivos mercados, também o suprasistema Portugal precisa de um perfil superior que reflicta perante o mundo o seu desígnio, o seu objectivo  e os seus pontos fortes como melhor solucionador de problemas de um determinado grupo-alvo predilecto. Com efeito, Portugal, como velho país de 800 anos, terá que enveredar pelo caminho da especialização social concentrada nas necessidades de um grupo-alvo concreto que correspondea à sua vocação histórica de descobridor e de quem dá “novos mundos ao mundo”:  os Palop e não só. Assim, a médio e longo prazo será muito bem sucedido – sempre que agir de acordo com o meu esboço estratégico New Deal. Apenas querer exportar um pouco mais, não chega. Continuar a dispersar as suas forças em tentativas mee to de fabricante high-tech, apenas trará mais insucesso. Mas diga-se de passagem: se Portugal enveredar por essa estratégia diversa de especialização em necessidades concretas de um determinado grupo-alvo e não primariamente em produtos e/ou processos, acabará por ter essas “indústrias competitivas” que precisa – precisamente como consequência (quase) automática daquela estratégia diversa. Sim, acabará por ter o high-tech, mas com a grande diferença e incalculável vantagen desse então ser genuíno e já não um fruto volátil do mee to.

Só que desta vez chegar lá sozinho, deixou de ser possível para Portugal. Tudo terá que decorrer no âmbito de uma acção concentrada a nível da UE, que envolve todos os seus parceiros, ainda que em matérias de especialização e regiões diferentes. O futuro da própria UE dependerá disto – e não dos disparates de engenharias financeiras de gente que perdeu o norte.

Extracto do meu artigo “Porque vale a pena apostar em África” de 04.07.1997

 “...pois demonstrará que os hoje considerados “necessitados crónicos de subsidios” –  actualmente até a própria Alemanha corre este perigo – são bem capazes de aportar superiores valores, de profundos efeitos sinergéticos, ao sistema: o proporcionar de um incremento de atracção que através do consequente aumento de poder se transforma  em exemplo e prova que isto funciona assim mesmo e, last not least, em bens materiais para todos. Um projecto porventura importante para Portugal mas  demasiado insignificante para despertar a atenção dos seus parceiros da UE, ficando-se depois isolado ? Errado. Mostra a experiência, que, em sistemas de índole introvertida, sempre quando algum subsistema ousa saír do paradigma, dando um exemplo positivo de sucesso seguido de visíveis lucros materiais, o sistema no seu todo aceita os estímulos da atracção criada, por mais débeis que sejam. Isto funciona a nível de todos os sistemas sociais, sempre interligados em rede, tanto empresas como países. A história está cheia de exemplos e acontece todos os dias de novo”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:00


página facebook da pegadatwitter da pegadaemail da pegada



Comentários recentes

  • Anónimo

    Se você precisar de um serviço de hackeamento prof...

  • Anónimo

    Muitas pessoas disseram que os hackers invadiram d...

  • Anónimo

    SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO DE HACKING GENUÍNO E...

  • Anónimo

    SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO DE HACKING GENUÍNO E...

  • Anónimo

    SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO DE HACKING GENUÍNO E...

  • Anónimo

    SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO DE HACKING GENUÍNO E...

  • Anónimo

    QUERO HACKEAR UM BLOG!!!!!!!!!!!!!!!!!

  • Anónimo

    oi me explica mais siobre isso

  • Anónimo

    Necesita un préstamo urgente para revivir sus acti...

  • Anónimo

    SE VOCÊ PRECISA DE UM SERVIÇO GENUÍNO E PROFISSION...


Arquivo

  1. 2014
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2013
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2012
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2011
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2010
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2009
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2008
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D

Pesquisar

Pesquisar no Blog