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Ludwig van Beethoven – Compositor alemão

por António Filipe, em 26.03.13

No dia 26 de Março de 1827 morreu, em Viena, Ludwig van Beethoven, um célebre alemão, canhoto, surdo, com o rosto marcado pela varíola e a quem chamavam “o espanhol”, devido à sua tez morena e cabelos muito negros. Tinha nascido em Bona, na Alemanha, no dia 16 de Dezembro de 1770.

Hans von Bülow refere-se a Beethoven como um dos "três Bs da música" (os outros dois seriam Bach e Brahms), considerando as suas 32 sonatas para piano como o Novo Testamento da música.
Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com apenas oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe, o melhor professor de cravo da cidade, que lhe deu uma formação musical sistemática, e lhe deu a conhecer os grandes mestres da música alemã. Neefe afirmava que o seu aluno, de dez anos, dominava todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e apresentava-o, orgulhosamente, como um segundo Mozart.
Existem especulações históricas sobre um provável encontro entre Beethoven e Mozart, mas não existe nenhum facto histórico que o possa comprovar. No entanto, existem histórias do seu encontro, como por exemplo, uma que refere um Mozart absorto no seu trabalho, na composição de Don Giovanni, que não terá tido tempo de lhe prestar a devida atenção. Uma outra, bem mais interessante, refere um encontro em que Mozart terá dito acerca de Beethoven: "Não o percam de vista, um dia há-de dar que falar."
Beethoven demonstrou genialidade em praticamente todas as obras que compôs. E foram muitas, entre sinfonias, concertos, quartetos, trios, sonatas, não esquecendo uma ópera. No ano em que morreu, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. A sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia e projectava escrever um Requiem. Conta-se que cerca de dez mil pessoas compareceram no seu funeral, entre elas, Franz Schubert. Ludwig van Beethoven faleceu de cirrose hepática, após contrair pneumonia.
A sua obra-prima, na opinião de muitos, foi a Sinfonia nº 9 em ré menor, Op.125. Pela primeira vez é inserido um coral num andamento de uma sinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Friedrich Schiller, "Ode à Alegria", feita pelo próprio Beethoven. Otto Maria Carpeaux, na sua obra “Uma Nova História da Música”, afirma que Beethoven assistiu à primeira apresentação pública da sua 9ª Sinfonia, ao lado de Umlauf, que a regeu, mas abstraído na leitura da partitura e já com uma surdez avançada, não percebeu que estava a ser ovacionado até que Umlauf, tocando-lhe no braço, lhe chamou a atenção para a sala, e então Beethoven inclinou-se diante do público que o aplaudia.


Sinfonia nº 9 “Ode à Alegria”, de Beethoven
Soprano: Anna Samuil
Mezzo-soprano: Waltraud Meier
Tenor: Michael König
Baixo: René Pape
Coro Nacional da Juventude da Grã-Bretanha
West-Eastern Divan Orchestra
Maestro: Daniel Barenboim

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Concerto para violino, de Beethoven

por António Filipe, em 23.12.12
No dia 23 de Dezembro de 1806, no Theater an der Wien, em Viena, aconteceu a estreia do Concerto para violino, de Ludwig van Beethoven. Ao que parece, sem ter tido nenhum ensaio.

A estreia do Concerto em ré maior, op. 61, para violino e orquestra, de Beethoven esteve longe de ser aquilo a que se poderia chamar um grande sucesso. Consta que Franz Clement, o violinista na estreia, mal teve tempo para estudar o concerto, terminado por Beethoven pouco tempo antes, tendo mesmo tocado a parte solo sem nunca a ter ensaiado. Além disso, os 3 andamentos foram tocados separadamente e nos intervalos, para entreter a audiência, Clement exibiu alguns dos seus dotes como, por exemplo, tocar com o violino de pernas para o ar...
O concerto foi composto por Beethoven para o violinista Franz Clement. No entanto, a 1ª edição impressa, em 1808, foi dedicada a Stephan von Breuning, amigo do compositor. Não foi um sucesso imediato e, na verdade, só voltou a ser executado mais uma vez durante a vida de Beethoven. Devemos a sua redescoberta a Felix Mendelssohn que, em 1844, dirigiu uma interpretação com o famoso violinista Joseph Joachim. Na verdade, este concerto já tinha sido tocado em 1834 por Vieuxtemps, que tinha, na altura, 14 anos. Mas esse facto passou desapercebido.
Contrariamente à atitude prevalecente na época, este concerto de Beethoven é, realmente, um concerto para violino e orquestra e não apenas um concerto para fazer brilhar o solista, com uma orquestra subserviente e secundária. Desde a interpretação de Mendelssohn, passou a ser uma das peças mais executadas do repertório de violino.


Concerto em ré maior, op. 61, para violino, de Beethoven
Violino: Itzhak Perlman
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Daniel Barenboim

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Daniel Barenboim – Pianista e maestro argentino

por António Filipe, em 15.11.12
No dia 15 de Novembro de 1942 nasceu, em Buenos Aires, o pianista e maestro Daniel Barenboim, que vive em Berlim e possui cidadania argentina, israelita e espanhola.

Começou a ter aulas de piano com a mãe, aos cinco anos, e continuou a estudar com o pai, que foi o seu único professor. Em Agosto de 1950, com apenas sete anos, deu o primeiro concerto formal, em Buenos Aires. Em 1952, a família mudou-se para Israel e, no verão de 1954, os seus pais foram para Salzburgo para que o jovem Daniel pudesse ter aulas de direcção de orquestra, com Igor Markevitch.
Nesse verão, Barenboim conheceu Wilhelm Furtwängler, que o tratava por "fenómeno" e o chamou para tocar o primeiro concerto para piano, de Beethoven, com a Filarmónica de Berlim, mas o pai de Barenboim não permitiu, dizendo que não era aconselhável uma criança judia tocar em Berlim.
Em 1955, Barenboim estudou harmonia e composição com Nadia Boulanger, em Paris. Estreou-se como pianista, em Viena e Roma, em 1952, em Paris em 1955, Londres em 1956 e Nova Iorque em 1957, sob a batuta de Leopold Stokowski. Fez digressões regulares pela Europa, Estados Unidos, América do Sul, Austrália e Extremo Oriente. Em 1967, Barenboim casou-se com a famosa violoncelista britânica Jacqueline du Pré, em Jerusalém. O casamento acabou com a morte de du Pré por esclerose múltipla, em 1987.
De 1991 a 2006, Daniel Barenboim foi director musical da Orquestra Sinfónica de Chicago e, desde 1992, da Ópera Estatal de Berlim, da qual é maestro vitalício. No dia 15 de Maio de 2006, foi nomeado maestro principal convidado do La Scala, de Milão.
É conhecido pelo seu trabalho com a West-Eastern Divan Orchestra, uma orquestra de jovens músicos árabes e judeus, que co-fundou com Edward Saïd, um escritor palestiniano e defensor dos direitos do povo da Palestina.


Último andamento da Sinfonia nº 9, de Beethoven
West-Eastern Divan Orchestra
Maestro: Daniel Barenboim

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Manuel de Falla – Compositor espanhol

por António Filipe, em 14.11.12
No dia 14 de Novembro de 1946 morreu, na Argentina, o compositor espanhol Manuel de Falla. Tinha nascido em Cádis, no dia 23 de Novembro de 1876.

Filho dum comerciante e duma pianista, recebeu, da mãe, as suas primeiras aulas de música. A partir do fim da década de 1890, estudou piano e composição em Madrid. Em 1899, por votação unânime, foi-lhe conferido o primeiro prémio na competição de piano do conservatório.
Nessa altura, Falla começou a usar o "de" com o primeiro sobrenome, fazendo "de Falla" ser o nome com o qual se tornaria famoso. Por influência de Felipe Pedrell, seu professor de composição, Manuel de Falla começou a interessar-se pela música espanhola, particularmente pelo flamenco andaluz, que se mostraria marcante em muitas das suas composições. A sua obra-prima, “O Amor Bruxo” (com o subtítulo ‘Cenas Ciganas da Andaluzia’) é uma ilustrativa demonstração desse seu interesse pela música de raiz popular.
Enquanto ensinava piano em Madrid, Manuel de Falla ganhou dois prémios de composição, um com uma peça para piano e outro com a ópera “A vida breve”, que só estreou oito anos depois, em 1913, na cidade francesa de Nice, quando de Falla já residia em Paris. Na França conviveu com alguns dos mais conhecidos compositores da época, como Ravel, Albéniz e Stravinski.
Mudou-se para Granada em 1919, onde criou, em 1922, com o poeta Federico García Lorca, um festival de cânticos do folclore da Andaluzia. De Falla tentou em vão impedir o assassinato de García Lorca em 1936. Viveu em Granada até à vitória de Franco na guerra civil espanhola, quando se exilou na Argentina, em 1939, onde morreu no dia 14 de Novembro de 1946. Os seus restos mortais foram trasladados para Cádis, em cuja catedral lhe foi destinado um túmulo.


“Dança Ritual do Fogo” do bailado “O Amor Bruxo”, de Manuel de Falla
Orquestra Sinfónica de Chicago
Maestro: Daniel Barenboim

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No dia 4 de Setembro de 1824 nasceu, em Ansfelden, uma pequena cidade junto de Linz, o compositor austríaco Anton Bruckner.
Foi um conceituado organista e professor no Conservatório de Viena, mas ficou conhecido principalmente como compositor. Célebre pelas suas sinfonias, era um devoto católico, o que terá influenciado também a quantidade e a qualidade das missas e peças sacras que compôs.
Amigo pessoal de Richard Wagner e contemporâneo de Brahms (que era nove anos mais novo e morreu no mesmo ano) Bruckner continuou as tradições sinfónicas austro-germânicas, conseguindo várias sinfonias de grande riqueza orquestral, sobretudo graças a apuradas técnicas de composição e de improviso formal – em boa parte influenciadas pela sua mestria de organista.
Morreu em Viena, no dia 11 de Outubro de 1896.


4º andamento da Sinfonia nº 4, de Bruckner
Staatskapelle Berlin
Maestro: Daniel Barenboim

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Henry Vieuxtemps – Violinista e compositor belga

por António Filipe, em 06.06.12

No dia 6 de Junho de 1881 morreu, em Mustafa, na Algéria, o violinista e compositor Henry Vieuxtemps. Tinha nascido a 17 de Fevereiro de 1820, em Verviers, perto de Liége, na Bélgica. Recebeu as primeiras lições de violino do pai, que era construtor de violinos e violinista amador. Apareceu pela primeira vez em público, como violinista, aos seis anos de idade e, no ano seguinte, com o seu professor, actuou numa série de concertos em cidades vizinhas. Em 1836, compôs o seu primeiro concerto para violino. Em 1937 visitou a Rússia pela primeira vez. Foi aí que escreveu o concerto para violino nº1, publicado como op. 10. Este concerto foi apresentado em Paris, em 1841, obtendo grande admiração por porte de críticos e músicos, incluindo Wagner e Berlioz.
De 1846 a 1852, Henry Vieuxtemps foi violinista da corte, em S. Petersburgo, solista nos Teatros Imperiais e professor. Em 1866 mudou-se para Paris, com a família e, em 1871, foi para Bruxelas, onde exerceu o cargo de professor de violino, no Conservatório. O seu trabalho foi interrompido por um AVC, que afectou o seu braço direito, impedindo-o de tocar violino. Henry Vieuxtemps morreu no dia 6 de Junho de 1881. O Concerto nº 5, em lá menor, op. 37 foi composto em 1858 e 1859, a pedido de Hubert Lèonard, para um concurso no Conservatório de Bruxelas. Até hoje, o quinto concerto, expressivo e poético nas suas melodias, colorido na sua virtuosidade e original na forma, continua a atrair os violinistas à procura de música para concertos.


2º e 3º andamentos do Concerto nº 5, para violino, de Vieuxtemps
Violino: Itzhak Perlman
Orquestra de Paris
Maestro: Daniel Barenboim

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