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Tratados como imbecis. Quosque tandem?

por Francisco Clamote, em 05.12.12
O recuo do governo português (mais um) relativamente ao pedido de atribuição a Portugal das condições concedidas à Grécia, no que respeita à redução da comissão dos empréstimos, ao prolongamento do prazo do reembolso e à possibilidade de adiar o pagamento dos juros, tem sido justificado com o receio de que tal pedido poderia ser mal compreendido pelos "mercados", podendo afectar a reputação do país como entidade com capacidade para cumprir os seus compromissos face aos credores. 

A justificação, se bem que em linha com a advertência do ministro alemão Wolfgang Shhäuble, a quem é atribuída a afirmação de que o pedido "seria um sinal terrível" (afirmação que, do ponto de vista dum credor, até é facilmente compreensível) é uma perfeita  imbecilidade, pois é evidente que, vistas as coisas pelo lado dos "mercados", a diminuição dos encargos com a dívida actual, só pode ser lida como favorável ao cumprimento de encargos derivados de emissão de dívida no futuro.

O que está, pois, por detrás do recuo é tão simplesmente a subserviência de que este governo tem dado abundantes provas perante os ditames do governo da senhora Merkel. E é também, sem qualquer dúvida,  um sinal de que, para este governo, os portugueses não passam de um bando de imbecis.

E estamos nisto: uma equipa governamental de cócoras perante a senhora Merkel a tratar os portugueses como imbecis. Até agora, em completa impunidade.

Até quando?

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publicado às 14:51


O devedor excelentíssimo

por Francisco Clamote, em 26.11.12
Com um primeiro-ministro a afirmar que não conhece nenhum caso em que o devedor tenha saído a ganhar duma renegociação com os seus credores (afirmação que é contrariada, todos os dias, por centenas ou milhares de renegociações levadas a cabo, só em Portugal) e com um membro do actual governo a garantir que os juros da dívida pública são baixos, bem se pode dizer que os detentores de dívida pública portuguesa têm neste governo um bom defensor dos seus interesses. 

De facto, Portugal, com este governo, é o que se pode chamar um devedor excelentíssimo. Tão excelente que nem dá para os credores acreditarem. A prova está no facto de que, no mercado secundário, os juros da dívida pública se mantêm a níveis altos e, hoje, por sinal, até estão a subir.

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publicado às 22:11


Dívida pública:mentiras e verdades

por Francisco Clamote, em 23.10.12
O ministro da Economia, do Emprego e sei lá do que mais, Álvaro do Santos Pereira, na sua última intervenção na Assembleia da República, a que já me referi noutro local, afirmou, servindo-se do seu habitual estilo comicieiro, para não dizer de carroceiro, que "o Orçamento do Estado mais difícil dos últimos anos" "é a factura da festa da governação socialista", dando, com tal afirmação, dupla prova de que não é pessoa séria, pelo menos, politicamente,  uma vez que é economista e tem, por isso, obrigação de saber do que fala. Não pode, por isso mesmo, ser levado a sério. 
Na verdade, os factos mostram à evidência que o agravamento das medidas de austeridade contidas no Orçamento  apresentado pelo governo para o próximo ano, são, em primeira linha, resultado da acção deste governo que, não obstante o generalizado aumento dos impostos e do preço dos mais variados serviços e o corte de dois subsídios aos funcionários e reformado e pensionistas, foi incapaz de consolidar as contas públicas; de reduzir a dívida pública; e de conter o défice nos limites acordados com a troika.
Mas mais grave ainda é a falsificação a que procede em relação à história do aumento da dívida pública que ele atribui à festa socialista. É que, como o demonstra, com gráfico e números, este artigo de Manuel Caldeira Cabral, se "festa" houve, ela é, antes de qualquer outra coisa, uma "festa" cor de laranja.

Cito:
 "Nos últimos 30 anos, a despesa pública aumentou de 29% para 45% do PIB. Um aumento do peso do Estado na economia de 16,3 pontos percentuais, dos quais 12,1 p.p. (75%) aconteceram em governos liderados pelo PSD e apenas 4,2 em governos PS."

Volto a citar:
"Observa-se que os três períodos com maiores contributos para o aumento do peso da despesa pública no PIB foram os da Aliança Democrática (+4,4), os governos de Cavaco Silva (+4,3) e os governos PSD-CDS (+3,4).
Em conjunto, estes três períodos governativos deram um contributo acumulado de crescimento de 12,1 pontos percentuais do total de 16,3 p.p. de aumento do peso da despesa pública verificado nas últimas três décadas. O contributo líquido dado pelos governos liderados pelo PS foi muito menor - apenas 4,2 pontos percentuais (2,2 +3,0 +0,8 -1,8 = 4,2), cerca de ¼ do total.
Façam-se as contas como se fizerem, o contributo dos governos PSD representou entre 74% e 76% do aumento total, um valor três vezes superior ao acumulado pelos governos PS."

E, para surpresa das surpresas, importa citar: 
O governo de Sócrates destaca-se com uma descida do peso da despesa pública até 2008.

O gráfico, para confirmar:

O que ainda não percebi, culpa minha, por certo, é a razão por que, sempre que algum tonto vem com a história da "herança" recebida, não leva da parte do PS a devida e merecida resposta. Não digo que lhe enfiem aqueles números e o gráfico pela cabeça abaixo, mas, ao menos, que lhos plantem à frente dos olhos. E, já agora, que façam divulgar a verdade a toda a hora e em tudo o que é sitio. Doutra forma, as pessoas  são levadas a crer que são verdadeiras as aldrabices ditas pelo "Álvaro" e por mais uns quantos tontos. 
Será pedir muito?

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publicado às 16:24

Dívida pública(Expresso) :

Num estudo publicado na semana passada pelos dois autores, intitulado "Debt Overhangs: Past and Present" (NBER Working Paper, nº18015), identificam-se 26 episódios de sobreendividamento público desde 1800 em 22 países desenvolvidos que apontam para duas conclusões dramáticas: o crescimento anual foi em média 1,2% mais baixo do que poderia ser (se não houvesse aquela situação de sobreendividamento) e a duração média de tais episódios foi de 23 anos. No caso português, a situação de sobreendividamento durou 33 anos seguidos, entre 1875 e 1908.

No final desse período médio apontado pelo estudo, o efeito acumulado no PIB foi de cerca de 25% menos do que nos períodos em que não houve sobreendividamento. O que sugere, também, que a relação entre sobreendividamento e crescimento fraco "não é apenas um fenómeno cíclico".

Os dois autores advertem que muitos países enfrentam problemas de sobreendividamento em cinco frentes - dívida pública, dívida privada (empresas e famílias), dívida externa (tanto pública como privada na mão de entidades estrangeiras) e nos fundos de pensões e de programas de saúde. "O que sugere que pode ser muito pior do que no passado", referem. Sublinham, ainda, que não tomaram em conta, neste estudo, as "dívidas escondidas", sobretudo no sector público.

No entanto, a finalizar, ressalvam que o artigo agora publicado "não deve ser interpretado como um manifesto para uma desalavancagem rápida da dívida pública num ambiente de crescimento extremamente fraco e de alto nível de desemprego".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/sobreendividamento-provoca-reducao-no-crescimento=f722897#ixzz1u88ktTs5

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publicado às 09:00


Na Madeira a velha PIDE está operacional

por Luis Moreira, em 05.05.12

Hoje no Expresso, uma curta e envergonhada notícia dá-nos conta que a perseguição política e os ataques à liberdade de expressão já não têm vergonha e atacam à luz do dia. O inquérito às contas do Governo Regional da Madeira dão conta do que há muito se suspeitava. Jaime Ramos ( ex-vendedor de retretes, braço direito de Jardim e Presidente da bancada do PSD) está envolvido juntamente com sócios seus em negócios pouco claros.

Na imprensa, no jornal (Jornal da Madeira) de que Jardim é dono e onde mete o dinheiro dos contribuintes apareceu uma ameaça velada aos dois jornalistas correspondentes que trabalham no Funchal. Num cartoon pode ler-se: " O tolo entino e a outra tornaram a dizer o piorio de cá" dizia um dos personagens." Vão ter de fugir para o rectângulo quando o João fizer anos" respondia o outro. A expressão " o joão faz anos" foi usada em Agosto de 1975 pelo grupo terrorista FLAMA como senha para um atentado contra à RDP.

A intimidação dirige-se aos Jornalistas Tolentino da Nóbrega do "Publico" e Lília Bernardes do "DN" que têm escrito sobre a dívida oculta da Madeira.

A "besta" não desarma!

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publicado às 17:03


Os juros da dívida caem em todas as maturidades

por Luis Moreira, em 02.05.12

Mas a verdade é que os montantes que vamos pagar nos próximos anos são superiores ao que gastamos no Serviço Nacional de Saúde. Superiores ao que gastamos na Educação e superiores ao que gastamos na Segurança Social. A maturidade mais importante que é a de dez anos está agora com uma taxa de 10% menos de metade dos 21% que era cobrada há alguns meses atrás. Estamos, pois, perto dos 7% de Teixeira dos Santos.

isto quer dizer que se a queda das taxas de juro se mantiver ( o que só se consegue voltando aos mercados) será possível pagar compromissos financeiros com a renovação da dívida a taxas mais baixas.

O nível de endividamento e as taxas de juro aplicadas dão bem uma ideia das políticas seguidas quanto à recuperação dos investimentos. Em vez de serem as aplicações dos empréstimos a pagar o serviço da dívida são os nossos subsídios e os impostos elevadíssimos que suportamos.

É o empobrecimento em forma de juros para quem ainda não percebeu o que é a austeridade!

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publicado às 11:00

Já chegamos à Madeira  ou quê ? Mais dois mil milhões fora da mãe pela mão de um homem que se fez eleger por trinta anos, eleição após eleição. A primeira lição é que a limitação de mandatos é um imperativo democrático !

A segunda lição é que quando se deixa um político pisar as leis da República impunemente, isso resulta da cadeia de cumplicidades que só a permanência excessiva no poder permite.

A terceira é que a classe política não deu nenhuma abertura a Jardim para sair da situação  airosamente. Pagamos mas ficas desterrado  na bruma do oceâneo para sempre foi a sentença.

 A quarta é que mais uma vez a realidade mostra que só aprofundando a Democracia é possível colocar o Estado de Direito ao abrigo de malfeitorias. Jardim com a cumplicidade de todos fez da Madeira uma vergonha da Democracia.

Dois mil milhões a somar aos mil milhões já conhecidos e a coberto do resgate. Homens de cabeça perdida, ambições ignóbeis, famintos a que só o poder absoluto sacia . Andamos todos durante todos estes anos a alimentar com os nossos impostos um regime antidemocrático!

O “Diário de Notícias” escreve hoje que a dívida da Madeira pode ter ultrapassado os 8 mil milhões de euros. A investigação ordenada pela Procuradoria-Geral da República detectou 1,6 mil milhões de euros de dívida oculta, numa fase inicial. Contudo, a investigação poderá ter detectada mais 2 mil milhões de euros ligados a negócios da construção civil, avança a mesma fonte.

Que ao menos nos sirva de lição!

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publicado às 11:00


Pós- Troika - profundo agradecimento

por Luis Moreira, em 23.04.12

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publicado às 09:00


E a China depois de ter tudo vende a quem?

por Luis Moreira, em 15.02.12

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publicado às 09:00


O seu a seu dono

por Francisco Clamote, em 26.01.12
Quando os "artistas" hoje no poder derrubaram o anterior Governo, Portugal financiava-se nos "mercados" à taxa de 7%, considerada, na altura, como sendo insustentável a médio e longo prazo. Diziam os "artistas" e seus aficionados que tal se devia à falta de credibilidade do executivo em funções, credibilidade que os mesmos se esforçaram vivamente por enfraquecer, cá dentro e lá fora., como convém lembrar. Também nos era assegurado que, com a direita no poder, a "credibilidade" em breve estaria de volta.
Volvidos sete meses, apesar de termos um governo com apoio parlamentar maioritário, as taxas de juro, no mercado secundário, não cessam de aumentar, sendo que, para não variar, hoje mesmo, os juros voltaram a disparar, atingindo novos recordes, apesar de o BCE estar a comprar obrigações da dívida pública portuguesa. De facto, hoje, as obrigações a dez anos ultrapassaram já 15% e a cinco anos já chegaram aos 20% . 
Significa isto que, se o Estado português tivesse que ir aos "mercados", neste momento, não conseguiria financiar-se a juros inferiores ao dobro dos praticados na altura em que o Governo de Sócrates foi derrubado. 
Como explicar que Portugal tenha chegado a este ponto?
Dizem os "artistas" que "eles" estão a fazer tudo bem e que o que está a correr mal se deve às condicionantes externas. A explicação, todavia, não cola, porque a crise financeira mundial não surgiu depois de terem abocanhado o "pote" e a crise da dívida soberana da Grécia também já sido despoletada antes, pelo que as actuais condicionantes externas são as mesmas que antes. 
Também não se esquecem de invocar a vinda da troika. Só que dá-se o caso de terem sido eles os primeiros a exigir a intervenção do FMI e a insistir na exigência, quando Sócrates ainda tudo fazia para o evitar.
É verdade, e concedo, que as medidas implementadas sob a tutela da troika são recessivas e toda a gente o sabia e sabe. No entanto, para sermos justos não se pode esquecer que Passos e a sua Comissão Liquidatária,  afectados pela síndrome do "bom aluno", com a ânsia de "ir além da troika" contribuíram, e muito, para agravar a recessão, com efeitos que já estão à vista: o défice, apesar dos cortes, vai continuar a crescer, por forte quebra nas receitas, por via da diminuição do consumo e pelo aumento da economia paralela e da consequente fuga ao fisco. Pelo menos é nisto que os "mercados" acreditam. E é por isso que os juros e o custo dos seguros contra o risco de incumprimento continuam a subir.
Tudo visto e concluindo: mesmo tendo em conta as condicionantes externas e as imposições da troika, não é justo ignorar, nem o esforço, nem o mérito dos "artistas" (ou será, "artolas") para termos chegado a este ponto.

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publicado às 16:23


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