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É preciso que Atenas dê tempo a Paris

por Luis Moreira, em 13.05.12

"Seria, de facto, o recuo histórico uma ruptura da Zona Euro.Não podemos imaginar o que será a nossa vida numa Europa em que o comércio ficaria interrompido durante semanas ou meses, em que os bancos seriam obrigados a reintroduzir moedas nacionais, debaixo de uma enorme pressão. Estamos a falar do caos."( Viriato Soromenho-Marques, DN)

Ora o caos é o melhor ambiente para crescerem o populismo, a xenofobia e o totalitarismo.

Com a saída de cena de Sarkozy o debate volta a ser possível. Com Hollande a execução do programa de estabilidade orçamental e o relançamento da economia são novamente possíveis agora chamando a atenção para a tremenda crise social e de desemprego que subjaz mas que é o mais importante de tudo.  É preciso que Atenas encontre uma solução interna, mesmo que transitória,  para dar tempo a Paris.  As resoluções que vierem a ser tomadas assentes nas novas condições em que se desenvolverá o debate poderão significar o caminho do federalismo europeu. Um tratado fiscal, um banco central na plenitude das suas funções, os eurobondes e converter o actual directório político em órgãos democráticos de poder.

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publicado às 18:03

 

[...]

"A troika entrou aqui como se Portugal fosse um protectorado. Mas não é! Isso foi um erro terrível. O primeiro-ministro, com a sua mentalidade neoliberal, disse que era preciso ir além da troika, e isso não faz nenhum sentido, no meu entender. E cada vez faz menos, à medida que a receita se vai desfazendo."

[...]

"A austeridade tal como a definem não tem sentido. Pode haver uma certa austeridade, sim, mas devia começar no governo. A austeridade deveria começar no governo e não nas pessoas e, sobretudo, não nos pobres e nos desempregados."

 [...aqui]

 

É altura de dizer basta a este nojo de gente responsável  pela crise bancária, sem um mínimo de pudor nem de decência,  e que agora obrigam os pobres a  pagá-la.

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publicado às 12:03


A Espanha é mais dificil de roer

por Luis Moreira, em 13.04.12

O primeiro ministro Espanhol lançou um aviso ao Presidente Francês e ao Presidente do BCE aconselhando prudência ao falarem de Espanha.

A Espanha é um grande país, com uma economia que dá cartas no concerto europeu. Os meios necessários para continuarem com a táctica do "toca e foge" como há muito fazem com Portugal e a Grécia, são de tal envergadura que os efeitos colaterais podem rebentar nas mãos de quem dirige a orquestra.

Após dois dias de subida de juros das obrigações entre grandes temores sobre a solvência de Espanha, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, pediu “prudência” aos líderes europeus. Mario Draghi, do Banco Central Europeu, bem como o Governo alemão foram aconselhados a não fazerem declarações públicas sobre questões da economia espanhola. Artigo original – La Razón . E, ainda:

Segundo o diário de Madrid, o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy lembrou o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que os representantes de Espanha “não falam sobre ninguém”. Durante a campanha para as próximas eleições presidenciais, o Presidente francês manifestou publicamente as suas dúvidas quanto à solvência de Espanha, e referiu a má gestão do antecessor de Rajoy, José Luís Zapatero. Artigo original – ABC .

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publicado às 21:00


Portugal pode cair

por Luis Moreira, em 08.04.12

Diz o Presidente de uma agência financeira americana. Com uma contração tão profunda da economia e com juros a 10% não há hipótese de saída.

Numa entrevista hoje divulgada no jornal alemão 'Frankfurter Allgemeine Sonntagszeitung', o presidente da agência de 'rating', Sean Egan, afirmou, referindo-se a Portugal, que «quando a economia de um país se retrai de forma tão significativa e, simultaneamente, os juros das obrigações a dez anos se situam próximo dos 10 por cento, é óbvio que a situação é insustentável».

O analista assinalou que «o drama ainda não atingiu o seu ponto mais crítico» e manifestou-se convicto que, «de qualquer modo, Portugal será afectado».

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publicado às 16:00


Portugueses encontram emprego na pesca

por Luis Moreira, em 05.04.12

Em Aveiro, multiplicam-se o pedido de licenças de pesca, mais de 3 000 nos últimos tempos. Pescam para comer ou mesmo para vender. Há também cada vez mais casos de jovens famílias que voltam ao trabalho da terra.

É assim em Aveiro e no resto do país, conforme constatou o JN, no Porto, no Minho e em Lisboa. No Minho, por exemplo, o número de licenças de pesca lúdica aumentou um milhar nos últimos dois anos. Apanham para comer ou vender, como muitos na Ribeira. A pesca está a matar a fome a cada vez mais famílias.

Mil vezes melhor e mais digno que viver de subsídios!

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publicado às 16:30


Berlim e a UE, malmequer, bem-me-quer

por Luis Moreira, em 14.03.12

A Alemanha de Merkel:

No entanto, a ideia de que a Alemanha tem problemas em relação à construção europeia tem sido cada vez mais difundida. Criticam-lhe a falta de solidariedade para com os países em dificuldades, as hesitações, a vontade de impor aos outros o modelo de rigor que tem tido aparentemente tão bons resultados em causa própria.

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publicado às 22:00

Tudo indica que o pico da crise económico-financeira que assolou os países está ultrapassado. Indicadores avançados economico-financeiros mostram que os mercados estão mais serenos e que as economias mais importantes dão sinais de retoma.

A economia europeia parece ter sobrevivido ao pico da crise e enveredado pelo caminho da retoma. Mas esta depende agora, em larga medida, da capacidade dos políticos de porem de lado as hesitações e se abstraírem dos riscos eleitorais que os esperam.

Angela Merkel e Mario Monti estão de acordo e dizem que precisamos de "mais Europa" e que só uma maior harmonia política pode levar-nos a recuperar a esperança no futuro. A verdade, porém – e insisto nesse ponto –, é que a austeridade que se abate sobre as nossas economias em recessão é excessiva, precisamente por causa da desconfiança mútua que reina entre os nossos países. Essa desconfiança poderá ser ultrapassada, se nos unirmos ainda mais.

A grande barreira para a tomada de decisões oportunas e decisivas está nas eleições alemãs do próximo ano que obrigarão Merkel a estar com "um olho na Europa e outro nos seus eleitores internos".

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publicado às 20:00

Crise financeira :Kattya Cascante, analista da Fundação Alternativas, próxima do Partido Socialista espanhol A prestação de contas política supõe uma análise sobre a eficácia das ações, mas também o porquê de se terem escolhido determinados objetivos e não outros. Em democracia, o governo tem esse dever e o parlamento deve fazer uma fiscalização real do conteúdo das decisões políticas e dispor de informação. E essa informação, que está ligada à transparência e que fortalece a confiança nas instituições e aumenta o nível de exigência nas instituições públicas, é uma grande carência em todos os sistemas político

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publicado às 17:00


Cresce na Europa uma frente contra a austeridade

por Luis Moreira, em 04.03.12

Mesmo pela boca de um técnico do FMI se à austeridade somarmos mais austeridade não vamos lá. É preciso reanimar a economia e travar o desemprego, começam a ouvir-se vozes cada vez mais perto da dupla Merkozy.

"Uma crise de crescimento"

As advertências neste sentido têm-se multiplicado. Doze países, incluindo Itália, Espanha, Holanda, Reino Unido e Polónia, pedem para que se reoriente a política económica defendida pela dupla Merkel-Sarkozy. "A crise que estamos a enfrentar é uma crise de crescimento", alegam numa carta escrita por iniciativa de Mario Monti, primeiro-ministro italiano.

Mas, no espírito dos doze signatários desta carta, o remédio passa por uma maior liberalização, pela reforma do mercado de trabalho em cada um dos Estados e por uma maior abertura comercial do continente. O que não corresponde verdadeiramente às soluções preconizadas pela esquerda francesa.

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publicado às 18:00


A culpa deles há-de morrer solteira

por Francisco Clamote, em 02.03.12
Disse ontem o "Álvaro" que o desemprego dos jovens, que já vai na casa dos 35%,  é uma epidemia europeia. ("Epidémico", disse ele e não "epidérmico" como, inicialmente, se escreveu no Jornal de Negócios. O homem anda perdido lá pelos corredores, sem saber o que fazer e, daqui a pouco, sem nada que fazer, mas ainda não chegou a ponto de fazer tamanha confusão entre palavras quase homófonas.) 
O desemprego dos menos jovens, se não é fruto da mesma ou de outra epidemia, é forçosamente culpa da herança deixada por Sócrates, sendo que  no tempo deste não havia "epidemias", como bem se sabe, pois a crise nasceu precisamente no dia em que o actual governo agarrou o "pote". A acção deste governo, a austeridade do tipo "custe o que custar" é que não têm nada a ver com isso. 
Ontem mesmo tive a oportunidade de obter nova confirmação ao ouvir o excelentíssimo ministro Relvas em animada cavaqueira com o não menos excelentíssimo jornalista Crespo, com este a puxar à corda e aquele a não se fazer rogado, fazendo uma parelha a todos os títulos excelentíssima.
E, claro que  a desconfiança dos mercados também não é culpa deles. Neste caso, seguramente, a culpa é de avarias nas comunicações. 
A falta de confiança dos consumidores e a dos empresários que não investem é culpa dos próprios que não vêm a vela ao fundo do túnel.
A austeridade decretada por eles também não é culpa deles. Ou é da troika, mesmo quando decidem ultrapassar as medidas resultantes do memorando, ou é, uma vez mais, do Sócrates, que assinou o acordo, pouco importando que eles próprios tenham participado nas negociações; que Sócrates o tenha feito na situação de demissionário, coagido por eles e por Cavaco, que tudo fizeram para não lhe deixar outra saída que não fosse a que há muito reclamavam.
Deles é que nunca é a culpa. Hão-de inventar sempre um bode expiatório. A culpa deles há-de morrer solteira.
Pergunto: quem não é capaz de assumir as suas próprias responsabilidades, é o quê? Irresponsável ? Não me digam!

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publicado às 23:22


Governar pelo medo

por Luis Moreira, em 26.02.12

Vamos além da Troika; custe o que custar; só há um caminho: empobrecer; a recessão económica é inevitável; o aumento de desempregados é o resultado da recessão ; emigrem ; não sejam piegas ...

Ou é um doido ou um político! E, se é político, está a dizer exactamente aquilo que quer que nós oiçamos. Tenham medo, muito medo, porque tudo o que não for assim vai ser pior. Ainda não viram nada, e estas medidas é para não verem o que é verdadeiramente mau, olhem para a Grécia que ficou aquém da Troika".

Porque é que esta política neoliberal que começou há trinta anos com Tatcher enganou toda a gente incluindo tantos governos socialistas? Porque não há político nenhum que tenha condições de tomar medidas a curto prazo contra consequências a longo prazo. Ninguém paga mais impostos se não vir, primeiro, o emprego a arder!

A Alemanha é um exemplo deste estado de coisas, vai deixando aprofundar o abismo e, quando o abismo está aí à frente de todos toma mais uma medida que não resolve o problema, dá só mais tempo para que os cidadãos alemães e europeus vejam melhor o abismo. Conscientes que o abismo existe os cidadãos estão prontos para pagarem mais e, assim, sucessivamente. Todos vêem menos Merkel? Estranho, não?

Esta política é, hoje, perfeitamente visivel e notória e começa a ganhar força nos comentários nacionais e internacionais. Os economistas "Prémio Nobel" já disseram tudo , sobre a Teoria Económica, sobre a experiência que o mundo acumulou com as duas anteriores grandes crises mundiais, sobre as causas e os efeitos mas, os políticos, ou antes, os políticos que têm que tomar decisões ( e só esses) é que não viram, nem querem ver.

No mínimo estranho, não?

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publicado às 11:00

O negócio é para os bancos. "Schäuble & Cie salvaram os credores, não os gregos. São os bancos, as companhias de seguros e os fundos de pensões na Alemanha, na França e na Grã-Bretanha quem lucrará com isso. Em caso de falência [grega], teriam perdido tudo. [...] Os credores privados, que, segundo Schäuble deveriam também ter prestado garantias, são, na verdade, muito favorecidos. É um belo negócio para os credores, um péssimo negócio para a Europa."

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publicado às 23:13

SPIEGEL ONLINE, 02/21/2012

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Averting the Next Greece: Portugal Needs More Money To Stay Afloat

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With its massive austerity measures, Portugal has become the poster child of the troika of the EU, ECB and IMF. But the country is still stuck in a deep recession and it is unclear how it will return to growth. It may need to rely on European loans for years to come.

By Christoph Pauly

You can download the complete article over the Internet at the following

URL: http://www.spiegel.de/international/business/0,1518,816024,00.html

“Um pecado tem sempre como consequência outro pecado.” Fonte: Prikei Avot, Ben Azai

Ontem li o artigo de fundo do SPIEGEL 8/2012 sobre Portugal – 3 páginas! – em alemão e verifiquei que o mesmo, apesar das críticas, é bastante objectivo e equilibrado. O artigo até reza que o caso de Portugal não é comparável com o da Grécia porque Portugal, ao contrário do que acontece com a Grécia, além de infraestruturas capazes tem indústrias competitivas.

O artigo corrobora a minha visão de que nem sempre são os “marrões” que mais tentam agradar aos professores, os melhor sucedidos na vida profissional prática. De facto, apesar de ficar claro que se deve obedecer amplamente às imposições bastante mecanicistas da troika, existe sempre um resto de liberdade de movimentos e criatividade que pode e deve ser aproveitado – aberta ou “subversivamente” – para saír da recessão e criar crescimento – o objectivo principal. O facto das coisas terem ido para o torto apesar das “indústrias competitivas”, significa: Portugal tem “soldados” mas não tem um “general”. Por outras palavras: o país deverá identificar um grupo-alvo no mundo, ao qual, de acordo com os seus próprios pontos fortes, pode servir melhor que outros. Lançar indústrias à toa, porventura subsidiadas pela UE, não basta, tem de haver uma conjugação dos esforços direccionada para as necessidades mais ‘candentes’ de um determinado grupo-alvo. Sob este desígnio, todo o resto agrupa-se em volta, criando-se uma economía imbatível dentro da sua órbita.

Neste contexto ainda uma breve observação sobre o caso grego. O Presidente do conceituado Ifo-Institut für Wirtschaftsforschung (Munique), Prof. Dr. Hans-Werner Sinn, com o qual me encontro em contacto há anos, disse numa entrevista em SPIEGEL ONLINE**:

“(...) Deveriam dar-lhes (à Grécia) o dinheiro para lhes facilitar a saída da União Monetária. O estado grego, com o dinheiro poderia nacionalizar os bancos, evitando o colapso do estado. Com todas as turbulências que uma saída dessas provovca, o estado e os bancos  devem continuar a funcionar (...).

Com efeito, indicando tudo que todas as ajudas monetárias do mundo não conseguem salvar uma Grécia que ainda tem “o rei dentro da barriga”, acredito que face à revolta do povo grego que dificulta às mudanças necessárias, será melhor permitir que o país “conheça a verdade” - a qual a “libertará” *. O país, que certamente ficará dentro da União Europeia, tal como muitos outros parceiros sem o euro, não se afundará, continuará com o apoio da UE e depois de ter aprendido a lição, sairá fortalecido da crise, nem a fénix das cinzas.

Quanto a Portugal faço votos que consiga dar a volta por cima às coisas, evitando o pior. Tenho a certeza que com uma mudança drástica de estratégia – forte e feio! – isto será possível.

* “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará. A Bíblia Sagrada, João 8, 32

** http://www.spiegel.de/wirtschaft/soziales/0,1518,816291,00.html

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publicado às 18:00

Passos está a mudar o discurso porque o essencial das medidas já foram digeridas pelas vítimas. Até Junho Passos vai continuar a meter o pé no acelerador mas cada vez mais levemente até que, lá por Junho, vai arranjar mais tempo ou mais dinheiro. Os alemães já o admitem pela boca de responsáveis que nunca o fariam agora se não fosse assunto já assente.

Depois de Junho vamos ver redistribuir pelos que ganham menos o que foi agora tirado à classe média. É que o dinheiro que for entregue aos que ganham menos vai contribuir para uma procura interna de produtos cuja importação é menos penosa para a nossa balança comercial. As exportações estão a portar-se bem e desde há muitos anos que não tinhamos uma balança comercial equilibrada como a que temos agora.

Com esta primeira parte sobre controlo podemos avançar para o serviço da dívida, pedindo mais tempo para pagar e baixar juros. Desta forma libertamos dinheiro para injectar na economia. A Comissão de técnicos europeus que aí vem tratar do apoio financeiro das PMEs é mais um sinal que as coisas já estão a andar.

Claro que o primeiro ministro já ouve a contestação a subir de tom e, mais, as pessoas já sabem que os alemães estão dispostos a ajudar. Seria um suícidio se Passos Coelho fizesse ouvidos de mercador. Portanto meus caros, uma boa hipótese é meio subsídio de férias ser devolvido. Chega para ir até ao Algarve ou ao Douro ( e à Caparica) mas não chega para ir para mais longe e, isso, é uma alavanca poderosa para o Turismo interno e para a restauração.

Empregam muita gente!

E, Passos quer chegar aqui: " Defendeu também que, no actual contexto económico, os bancos “precisam cada vez mais de dar menos crédito” para a habitação, para as empresas públicas e para o consumo.
“Precisam de dar mais crédito para a agricultura, para a indústria, para as empresas que têm capacidade exportadora e que, de um modo geral, não conseguem ir buscar mais do que seis por cento do crédito que os bancos conseguem dar”, disse.
Na opinião do líder nacional do PSD, em Portugal é preciso “financiar menos o imobiliário e mais a indústria e a agricultura”.

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publicado às 12:30


O que se passou de errado em Portugal?

por Luis Moreira, em 16.02.12

Fizemos tudo bem mas a verdade é que estamos como estamos. Mal! E vamos ser a próxima vítima apesar de termos feito muito melhor que a Grécia, o resultado vai ser o mesmo!Porquê?

O problema da deflação

Em Portugal, actualmente, o défice ronda os 118%, e a deflação da dívida pode explicar-se pelo problema do défice. O défice comercial resulta sempre da relação entre o PIB (Produto Interno Bruto) e o valor da dívida - o dinheiro que o país deve. Quando o PIB desce, e mesmo que os números da dívida se mantenham, o défice irá sempre aumentar. Por sua vez, o valor relativo da dívida vai sempre aumentar, mesmo que os seus números reais se mantenham.

A isto juntam-se os juros que são exigidos no momento de pagar os empréstimos feitos pela ‘troika’ para os países combaterem a sua dívida. O cenário, portanto, não poderá ser muito animador.

Daí que Harrison titule o seu comentário de «O porquê de Portugal ser a próxima Grécia». Charles Wyplosz, professor na Universidade de Genebra, é mais drástico na sua explicação do problema. «Os empréstimos [da ‘troika] aumentam a dívida, e a austeridade impede os países de saírem da depressão em que estão atolados», retratou.

Em suma, os problemas de Portugal são utilizados para explicar o desenrolar de uma crise financeira que promete abalar cada vez mais a Europa.

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publicado às 21:20


A Grécia é, por agora, o novo palco

por Luis Moreira, em 13.02.12

No outro dia um amigo nosso que muitas vezes é publicado aqui na PEGADA e que constituiu um grupo de reflexão com economistas , sociólogos e políticos de esquerda, dizia-me desiludido:" não aparecem medidas concretas!" São as mesmas pessoas que estão a fazer a "Auditoria Pública à Dívida", mas não serão todos.

Neste tabuleiro, neste modelo de sociedade, com os mesmos princípios é, claro, que os resultados são os mesmos. Outra coisa seria se mudássemos de modelo.

E, com outro modelo,  podíamos dizer a quem estivesse em má situação. Vocês agora que estão numa situação difícil, congelem a dívida, párem a contagem dos juros e vamos fazer o que há a fazer para saírem dessa situação. Precisam de tantos milhões para injectar na economia, é necessário fazer reformas no sentido de tornar os "sistemas" sustentáveis e, quando estiverem com a cabeça fora de água, pagam o que devem conforme as possibilidades.

Isto é o que qualquer um de nós faria a um semelhante, a um amigo, a um familiar. Com a garantia que seria mesmo ressarcido.

Para que esta abordagem fosse possível, seria necessário que fossem os governos a terem o poder na mão e o usassem a bem dos cidadãos e os bancos centrais a serem a "última instância soberana" e a ditar as regras do jogo.

Algo que estivesse muito mais perto do "socialismo de rosto humano" do que o "capitalismo predador"! E se assim fosse não havia crise, nem sequer tinha começado!

Eu bem compreendo a minha gente que diz com convicção que há caminho alternativo. Haver há, o que não há é vontade política!Veja-se o que se experimenta na Grécia, uns e outros a verem até onde podem ir. Muitas das coisas que não passarem na Grécia não vão chegar aqui.

Enfim, a eterna luta por uma sociedade mais solidária, mais justa e mais democrática!

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publicado às 11:00


Quando assim, melhor assado

por Francisco Clamote, em 13.12.11
Não há um único (repito: um único) sector da vida nacional que apresente indicadores mais favoráveis do que os registados antes da entrada em funções da actual "equipa maravilha" (?) dirigida (?) por Passos Coelho. Digo o mesmo em relação a melhorias na vida das pessoas, pois estas, pasme-se, estão, pela primeira vez, desde que há registos, a ver-se obrigadas a cortar nas despesas com a alimentação.
E tão seguro estou da afirmação que até prometo alvíssaras a quem até ao dia 21 do corrente [data em que o (des)governo passista perfaz 6 meses de (des)governação] descobrir um único indicador que contrarie a  asserção.
Ontem mesmo surgiu um enxurrada de novos dados que não me deixam em mentira. Senão repare:
Investimento continua em queda livre e bate mínimos;
Construção regista queda de 10% em outubro;
Volume de negócios nos serviços diminui em outubro;
Crise acaba com férias dos portugueses;
Novos créditos à habitação acentuam queda para níveis históricos;
Entregas de casas aos bancos aumentam 18%;
Crédito malparado volta a bater recorde histórico.
Bom, sabe-se que os direitolaos continuam a atirar com as culpas para cima das costas de Sócrates e quem for vivo verá que, daqui por "um século", os tolos (e, ao mesmo tempo, aldrabões) continuarão com a mesma lengalenga. Todavia, quem não for direitolo e, neste caso, só o é quem quer, tão evidente é a mentira, é claro que não pode ir mais naquela conversa. Eu, que presumo de o não ser, entendo mesmo que já é altura de dizer: "Quando assim, melhor assado".

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publicado às 23:22


Para lá dos malefícios da crise

por Francisco Clamote, em 13.12.11

A persistência da crise, para lá do cortejo de malefícios dela resultantes, teve, pelo menos, a par, o mérito de demonstrar que os farsantes que acusavam Sócrates de ser o responsável por todos os males do país (e porque não de toda a humanidade, visto que a crise é geral) são isso mesmo: FARSANTES. E o agravamento das consequências, a que todos os dias estamos a assistir, prova outrossim que além de farsantes, também são INCOMPETENTES

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publicado às 17:42


Há culpados

por Luis Moreira, em 12.12.11

Todos pensamos que a crise caiu assim sem mais, uns especuladores lembraram-se de inventar uns papéis sem valor e com isso ganhar milhões. Desenganem-se! Os "veículos" ( é fino falar assim) foram ponderados, discutidos e aprovados por quem foi eleito democraticamente e tem a obrigação de defender o bem geral.

António Vitorino: "...a história mostra que nenhuma votação essencial sobre serviços financeiros foi adoptada com o voto contra do Reino Unido, pelo contrário: a directiva dos derivados, a regulamentação das agências de rating, ou a supervisão do sistema bancário europeu foram alteradas por intervenção do Reino Unido."

E, ao Reino Unido, juntam-se todos os outros Estados que, de uma maneira ou outra, contribuiram para esta crise que os povos que deviam defender estão a pagar!

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publicado às 19:20

"A crise poderá escalar de modo que a política deixa de ser dona da situação. Mesmo os países com o rating de topo AAA não pderão confiar na manutenção do seu rating”. SPIEGEL ONLINE de 06.12.2011 citando a advertência da Agência de Rating Moody’s feita em fins de Novembro 2011

Na verdade estava desejando expressamente que os políticos da tribo “Merkozy” chegassen a um ponto onde compreendessem que a táctica deles para a salvação da Europa e do Euro, baseada em meios materiais-mecanicistas, tinha chegado ao fim da linha e que se impunha – finalmente! – a adopção de uma estratégia.

Ao mesmo tempo e já há mais de um ano me colocava a questão: será que os principais actores políticos que nos últimos dois ou três anos cometeram esses actos sem nexo, isto é, os líderes das partes oriental e ocidental do velho império dos francos, primeiro precisam de uma advertência séria para mudarem de comportamento?

Bom, parece que isto acabou de acontecer com a advertência da agência de rating Standard & Poor's de ontem – apesar – ou por causa? – das “receitas políticas” que agora se pretende encontrar de vez contra a crise da Europa e do euro em mais uma daquelas cimeiras onde a montanha acaba por parir um rato. Uma vez que em primeira linha se trata de conceber um conceito estratégico e só em segunda linha um conceito político, resta presumir que os actores políticos continuarão a reagir linearmente, confundindo tácticas com estratégia. Assim torna-se cada vez mais provável que ficaremos apanhados pela “avalanche de rochas” causada por actos defeituosos contínuos nas última décadas, que destruirá todas as estruturas obsoletas do velho paradigma ainda em vigor. Da hipótese de que com a estratégia certa é possível converter essas energias destruidoras em novo crescimento orgânico – p.ex. através de um New Deal para o mundo –, quase ninguém quer saber. De momento só existe uma certeza: a nossa situação continua empolgante e torna-se cada vez mais perigosa.

P.S. A actual situação faz-me lembrar o seguinte vaticínio do meu professor, Prof. h.c. Wolfgang Mewes, que no início de 2003 escreveu na sua carta aberta aos políticos alemães:

“(...) Concluindo: os problemas crescem mundialmente, em praticamente todos os campos conhecidos. O pior, contudo, é o facto dos problemas crescerem mais depressa do que podem ser resolvidos. Se não acontecer algo de fundamental, mais dia menos dia sepultarnos-ão. Já hoje, muitos deixaram de ver uma saída. Os gestores andam permanentemente à volta do mundo num activismo cada vez mais cego, as burocracias pululam, há cada vez maiores e mais congressos mundiais. Mas os problemas não são resolvidos. Antes pelo contrário: eles não páram de crescer e se de vez em quando se consegue resolver um ou outro problema isolado, os conflitos continuam a alastrar debaixo

dos pés (...)”

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publicado às 18:00


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