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O Ovo e a Galinha

por Licínio Nunes, em 02.09.12
Uma das características que melhor identificam uma sociedade e uma civilização em fase terminal, é o afã e o entusiasmo com que a sua intelligentsia se entrega a profundos dilemas filosóficos. Um, em particular, entrou na linguagem: quando os canhões otomanos martelavam os muros da cidade ("...são apenas trovões..."), os sábios de Bizâncio discutiam a natureza do entre-pernas dos anjinhos. Seria uma pilinha ou um pipizinho? Fosse lá o que fosse, foi o suficiente para os manter ocupados, até que o fio das espadas turcas acabasse com a sua miséria.

Ora nisto de dilemas profundos, há pelo menos um que está sempre à mão de semear, ou seja, aquele contido no título; sempre disponível para permitir a exibição dos dotes argumentativos dos filosofantes. Veja-se um exemplo: será que o baixo crescimento económico produz a desigualdade social, ou será que a desigualdade social produz o baixo crescimento económico? Wow! Causa e efeito. Duplo Wow!! Causalidade. Será que algo consegue ser mais profundo do que isto? Bem, permitam-se ser um desmancha-prazeres: a Teoria do Controlo de Sistemas produz uma definição simples:
Um Sistema diz-se causal, se exibir uma demora finita entre o instante em que é sujeito a um qualquer estímulo e o instante em que, de alguma forma, responde a esse mesmo estímulo.

E lá se foi o dilema! Será que foi? Bem..., não exactamente. Quando falamos de Economia, estamos a falar do conjunto de processos pelos quais os bens e serviços existentes numa sociedade são criados, e da quantidade e forma de transacções a que são sujeitos. E o ovo e a galinha vingam-se, porque é como se quiséssemos discutir temperatura, mas apenas fossemos capazes de falar de termómetros.

Veja-se, no entanto, que os termómetros têm grande utilidade. Mesmo se, ou quando, alguém resolveu chamar-lhes "parquímetros", por exemplo. Os Custos Unitários do Trabalho, que tanto apoquentam as nossas cavalgaduras de longas orelhas, pertencem a esta categoria de parquímetros, visto que este, em particular, reflecte apenas a parte do trabalho no valor acrescentado total. Veja-e esta imagem, e constate-se a terrível realidade que reflecte: os rendimentos do trabalho aumentaram, na Europa, até 2007. Malandros! Madraços!! É óbvio que algo tinha que ser feito para corrigir esta situação..., e vamos mudar de assunto que estas bestas dos parquímetros já me enojam.



Em vez disso, vamos voltar à vaca fria do título. Será que é preciso que o crescimento aumente, para que a desigualdade diminua, ou será que é necessário que a desigualdade caia para que o crescimento aumente? Hmmm! Será que alguém ouviu trovões ao longe, recentemente? Talvez umas noticias dumas privatizações do que, por definição é público — como em Serviço Público de Radiodifusão — ou outras a respeito das desventuras punitivas do Crato, ministro mas pouco? "São trovões, Meu Senhor, são trovões". Canhões turcos, não, porque isso poderia incomodar a rentrée do nosso (o que é que se há-de fazer?) Presidente. O facto simples, é que as correlações bastam. Atente-se neste exemplo.



O facto simples é que nada é mais fácil do que sair do dilema inicial: frita-se o ovo, juntamente com a galinha e está o problema resolvido; frita-se o Borges juntamente com o Gaspar, e ainda nos sobra o pastel da Economia para a sobremesa. O facto ainda mais simples, é que só gosta da desigualdade social aquele que lucra com ela.

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publicado às 00:00


Em 1983/85 também tivemos uma crise

por Luis Moreira, em 01.06.12

Com descalabro das contas nacionais, falta de dinheiro ( são famosas as histórias de Mário Soares sobre a eminência de bancarrota. Hernâni Lopes, o então ministro das finanças telefonava-lhe altas horas da madrugada a dizer-lhe que não havia dinheiro para pagar os vencimentos e Mário Soares, dizia-lhe, agora não posso fazer nada deixe-me dormir...)

Foi preciso executar um programa de austeridade, equilibrar as contas, voltar aos mercados, tudo a ser comandado pelo FMI.

Foi a partir desta base que tivemos os anos de ouro da década 90 com a ajuda dos subsídios europeus. Um crescimento impar da economia. Depois voltamos ao mesmo de sempre. Pedir dinheiro lá fora e investi-lo em projectos de fraca rentabilidade. Foi o tempo das autoestradas, dos hospitais e dos estádios e a asfixia da agricultura, das pescas e da indústria.

Muita gente diz que agora a crise é "global", mas não é. Nem a Europa está em crise. Apenas alguns países da Europa estão em crise, os que seguiram o caminho do endividamento e das grandes obras públicas. A grande maioria dos países na Europa ( e no mundo avançado) estão a crescer bem economicamente. Esta realidade está a permitir que as nossas exportações tenham um bom comportamento e os índices avançados dizem-nos que esse comportamento se vai manter nos próximos meses. 

Claro que pelo meio andamos todos a viver pior e a ver os nossos compatriotas no desemprego e isso não agrada a ninguém. Precisamos agora de liquidez para injectar na economia real, nas PMEs que produzem bens transaccionáveis, mas isso só será possível lá mais para o fim do ano , voltar aos mercados e obter dinheiro a juros baixos. O dinheiro das privatizações também vai ajudar. E as poupanças dos portugueses que estão a ser depositadas nos bancos ( o que é verdadeiramente extraordinário face ao "pessimismo" reinante)

Entretanto, soube-se hoje que o Estado vai injectar dinheiro no BCP convertendo-se em accionista o que lhe vai permitir ter uma palavra a dizer na concessão do crédito.

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publicado às 11:00


O PCP e o BE votam "não"

por Luis Moreira, em 23.05.12

O PCP e o BE não apoiam a agenda para o crescimento e o desemprego. O PS apresentou a proposta e o PSD e o CDS deixaram passar depois de intensas negociações. A proposta vem num momento particularmente oportuno. Há ventos de mudança que sopram da Europa e que indicam que a srª Merkel está perante uma pressão enorme. Manter a disciplina orçamental e ao mesmo tempo lançar uma série de medidas com vista ao relançamento da economia é agora uma possibilidade muito forte.

No Expresso dá-se expressão ao acordo: O projeto de resolução socialista, entregue na sexta-feira, recomenda ao Governo que "proponha e apoie medidas de natureza institucional e políticas que vinculem juridicamente os Estados Membros da União Europeia e que conformem uma agenda de crescimento e de criação de emprego na UE".

É difícil perceber as razões que levam o PCP e o BE votarem contra a não ser o facto de estarem sempre contra tudo e todos. Há muito que se auto excluíram da solução e se reservaram um papel de contestação bem mais simples mas muito menos credível.

"É por iniciativa do Partido Socialista que o parlamento português é o primeiro ao nível dos 27 a adoptar uma adenda para o crescimento e emprego", disse à margem da reunião dos socialistas europeus. Portugal adoptou uma adenda ao Tratado Orçamental, antes mesmo de estar fechada a nível europeu.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/psd-e-cds-viabilizam-projeto-do-ps-para-o-tratado-orcamental=f728027#ixzz1vjLqp1xj

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publicado às 22:30


Os ventos da Europa trazem crescimento

por Luis Moreira, em 23.05.12

PSD e CDS abstiveram-se na proposta de agenda para o crescimento apresentado pelo PS: NEGÓCIOS

A evolução no discurso político dos social-democratas tem sido notória. Começou logo após a eleição de François Hollande, a 6 de Maio: apenas três dias depois, os sociais--democratas marcaram um debate em Plenário para discutir um conjunto de propostas para promover o crescimento e a promoção de emprego. Nessa altura, o deputado socialista Vitalino Canas acusou os sociais-democratas de "oportunismo político", que acontecia depois de o PSD perceber para onde sopravam "os ventos da Europa".
O líder da bancada "laranja" abriu aí a porta a um texto conjunto entre PS e PSD sobre a agenda de crescimento. Mas ele não se concretizou, uma vez que o PS volta a apresentar à Assembleia da República dois projectos da sua exclusiva autoria. Mas os "ventos da Europa" têm soprado com mais intensidade, e até já vêm de outros continentes.
O Presidente da República deu eco disso anteontem, mostrando-se satisfeito com as conclusões da reunião do G8, que sublinham "a importância de conciliar a consolidação orçamental com políticas no sentido de mais crescimento económico e mais criação de emprego". Cavaco espera, até, que "ela [troika] já esteja impregnada por esse novo espírito".

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publicado às 17:30


Todos querem crescer. Como e quem paga ?

por Luis Moreira, em 22.05.12

O título é uma lição . Quem tem contas com superavits não está para isso, afinal foi o que andou a fazer todos estes anos agora está mais interessado em cobrar o que emprestou. Prestar garantias através da mutuação dos Eurobonds também acarreta um grande prejuízo para quem está bem e a ser financiado a baixos juros.

""Fazer do crescimento uma prioridade política é incontroverso (afinal, quem poderia estar contra?). Mas a verdadeira questão é: o que pode a Europa fazer para gerar crescimento? A resposta honesta é: muito pouco".

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publicado às 12:30


Merkel contra o resto do mundo

por Luis Moreira, em 21.05.12

Escreve Joaquim Estefania no El País :"

“A Europa continua a ser o ponto quente da economia mundial. Na opinião dos seus mais importantes parceiros, só a Alemanha pode fornecer uma solução – e a austeridade de Merkel é tida como um erro grave”, escreve o Süddeutsche Zeitung. “Os conflitos em torno da austeridade e do crescimento mantiveram-se na mesma após a cimeira de Camp David: de um lado está a Alemanha, do outro, o resto do mundo”, continua o diário liberal.

A política de Merkel talvez seja popular na Alemanha mas, no exterior – e isso é o mais importante – a chanceler está isolada. A Alemanha e a França têm de encontrar um novo equilíbrio político para funcionarem no centro da crise europeia. Não se trata de realizar um gigantesco plano de conjuntura. Mas Berlim tem de tornar possível uma política de crescimento na Europa. É esta a mensagem de Camp David.

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publicado às 18:32

Para o primeiro encontro não se podia esperar mais. Os assuntos concretos foram chutados para uma reunião a ter lugar daqui a um mês.

"Aos jornalistas, Merkel sublinhou que há algumas concepções públicas erradas sobre as suas políticas de crescimento económico. "A questão é saber o que significa crescimento. O crescimento tem de ter impacto na vida das pessoas comuns. Estou muito feliz por termos chegado a acordo em discutir ideias que possam ser implementadas tendo em conta as pessoas comuns", disse a governante alemã, citado pela Bloomberg."

Está na hora de se implementarem medidas com vista ao crescimento da economia .

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publicado às 10:00


UE : um oceano de desconfiança

por Luis Moreira, em 11.05.12

Crescimento:

Para começar, necessita de: recuperar a dinâmica democrática a todos os níveis, incluindo o interinstitucional; rejeitar todo e qualquer desvio para "diretórios"; redescobrir a comunidade de direito e a igualdade dos Estados perante a lei, bem como o princípio da unidade na diversidade (e não na uniformidade). Só enveredando por esse caminho se pode esperar uma cura da crise de confiança e da travessia do oceano de desconfiança mútua que envenena hoje a coabitação europeia.

Mas, sem um crescimento económico tangível, que não se limite a declarações, sem novos empregos, sem pontes, sem autoestradas transeuropeias, sem redes digitais e de energia, em suma, sem uma Europa de oportunidades e de esperança a substituir a de rigor e desespero, não sairemos do marasmo.

Seria ilusório acreditar que a França de François Hollande, que foi eleito por apostar tudo na reativação da economia europeia, possa contornar sozinha a obstinação alemã. Para evitar no resto da Europa uma repetição do pesadelo da Grécia, onde o rigor excessivo rebentou no passado dia 6 de maio o último dos parâmetros da democracia, com uma anormal ascensão de extremistas de todos os quadrantes, Paris precisa de formar uma espécie de santa aliança. Que deve funcionar como um sólido contrapeso ao superpoder da Alemanha, que tem podido agir sem restrições porque não se deparou com uma barreira credível.

Depois de ficar claro que o caminho do crescimento dentro do rigor é estreito mas imperioso para haver um diálogo sério com Angela Merkel e que Hollande parece aceitar este caminho com convicção, o acordo com a Itália de Mario Monti, com a Comissão Europeia de José Manuel Durão Barroso, com a Espanha de Mariano Rajoy, com Portugal, a Grécia, a Bélgica, mas também a Holanda, é apenas uma questão de tempo. A cimeira extraordinária de chefes de Estado e de Governo de 23 de maio pode ser uma oportunidade para testar novas alquimias de poder, bem como receitas concretas para relançar a economia.

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publicado às 15:00

Estão cá em Portugal e fizeram um "Work shop". Procuram engenheiros. Já com outros engenheiros portugueses, seus empregados, a fazerem o recrutamento. As nossas unversidades têm reputação, os engenheiros sabem do ofício e entregam-se ao trabalho. Empresas da Noruega, Belgica, Reino Unido e outros países com a economia a crescer. Criam emprego. Muito bom sinal! Para quem julga que a crise atingiu todos por igual tem aqui a realidade.

A Alemanha também procura 6 000 engenheiros portugueses e a sua economia continua a crescer com um mínimo de desemprego (6%), uma inflação que o Banco Central Alemão já aceita que possa ultrapassar os 2% e pronta a acomodar um aumento de 6% nos salários.

Música celestial para os ouvidos dos portugueses e mais países apanhados na ratoeira do investimento público à custa de empréstimos.

Entretanto, as exportações portuguesas portam-se muito bem com um acréscimo de 12% e as importações a caírem 3,3%. Um superavite de 1 043 milhões na balança comercial.

Em termos políticos as notícias também são boas. Para além da França e Grécia, a Alemanha derrota a senhora Merkel em eleições internas e os sociais democratas elevaram o tom quanto ao crescimento económico. Face às derrotas contínuas Merkel deve estar no fim da sua vida política.

Temos que fazer a nossa parte mas não ir além dela.

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publicado às 10:00

É um facto bastante curioso que para além da dicotomia esquerda/direita seja a punição de quem está no poder e a ameaça à politica de austeridade que ditam a dinâmica, como é visível com a eleição de Hollande.

Hollande vai ter que provar aos mercados que "no se pasa nada" por forma a não ver as taxas de juro subirem e assim aumentarem o custo dos empréstimos a França. Este equilíbrio vai obrigar Hollande a ter que continuar algumas das medidas de Sarkozy . Hollande está assim muito dependente do que Merkel poderá fazer, ela própria prisioneira de vários problemas que não domina inteiramente.

No entanto, é já evidente a dinâmica conseguida no caminho da Agenda para o Crescimento com a Alemanha a enviar sinais de que está preparada para paralelamente reiniciar o investimento. As várias posições públicas de altos funcionários nessa sentido não seriam possíveis sem a prévia concordância de Merkel.

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publicado às 15:17


Desemprego ? esclareça-se aqui

por Luis Moreira, em 08.05.12


Neste a seguir é mais fácil perceber porque há tanto desemprego. A taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) abaixo de 2% não cria emprego. Como podemos ver há uma década que não atinge esse valor. Com as medidas de austeridade, reduzindo o consumo interno mais empresas fecham e contribuem para o desemprego. Já vamos nos 15%, terceiro maior da Europa. Esperemos que estas empresas que fecharam sejam substituídas por empresas inovadoras, produzindo bens transaccionáveis e exportáveis e que criem postos de trabalho.

Só invertendo este gráfico é que vamos lá.



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publicado às 17:00

Mário Draghi, presidente do BCE :..."Sugerindo que uma união económica poderia ver a luz do dia dentro de dez anos, Draghi disse que tal comportaria transferências de soberania dos Estados-membros para uma autoridade central. Essa seria a dimensão política do ‘pacto de crescimento’, segundo Draghi.

se as promessas dos últimos dias se realizarem, seria iniciada uma inversão significativa das funções fundamentais entre a UE e os Estados membros: a responsabilidade das despesas para a UE e o controlo dos orçamentos para os Estados membros. [Através do Banco Europeu de Investimentos] a UE poderá financiar grandes infraestruturas, capazes de relançar o emprego, a taxas muito mais baixas do que deveriam pagar Roma ou Madrid, já para não falar de Atenas ou Lisboa.

As crises que abanam certezas e reunem vontades representam grandes oportunidades para  a mudança.

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publicado às 14:25

Merkel já propôs a Hollande que os dois maiores países da Europa se entendam para um pacto de crescimento em paralelo com o pacto de consolidação orçamental já aceite por 25 dos 27 membros da zona euro.

"Iremos elaborar em conjunto um pacto de crescimento na Europa, que crie mais crescimento económico com mais competitividade", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Guido Westerwelle, na recepção da Embaixada de França em Berlim, no domingo à noite."

"Ao mesmo tempo, o político alemão abriu a porta a um compromisso com Paris, indicando que a disciplina orçamental e uma política orientada para o crescimento económica "são duas faces da mesma moeda".

Enfim parece que o bom senso está de volta o que não é coisa pouca.

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publicado às 13:00

Dívida pública(Expresso) :

Num estudo publicado na semana passada pelos dois autores, intitulado "Debt Overhangs: Past and Present" (NBER Working Paper, nº18015), identificam-se 26 episódios de sobreendividamento público desde 1800 em 22 países desenvolvidos que apontam para duas conclusões dramáticas: o crescimento anual foi em média 1,2% mais baixo do que poderia ser (se não houvesse aquela situação de sobreendividamento) e a duração média de tais episódios foi de 23 anos. No caso português, a situação de sobreendividamento durou 33 anos seguidos, entre 1875 e 1908.

No final desse período médio apontado pelo estudo, o efeito acumulado no PIB foi de cerca de 25% menos do que nos períodos em que não houve sobreendividamento. O que sugere, também, que a relação entre sobreendividamento e crescimento fraco "não é apenas um fenómeno cíclico".

Os dois autores advertem que muitos países enfrentam problemas de sobreendividamento em cinco frentes - dívida pública, dívida privada (empresas e famílias), dívida externa (tanto pública como privada na mão de entidades estrangeiras) e nos fundos de pensões e de programas de saúde. "O que sugere que pode ser muito pior do que no passado", referem. Sublinham, ainda, que não tomaram em conta, neste estudo, as "dívidas escondidas", sobretudo no sector público.

No entanto, a finalizar, ressalvam que o artigo agora publicado "não deve ser interpretado como um manifesto para uma desalavancagem rápida da dívida pública num ambiente de crescimento extremamente fraco e de alto nível de desemprego".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/sobreendividamento-provoca-reducao-no-crescimento=f722897#ixzz1u88ktTs5

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publicado às 09:00


Hoje há eleições na França e na Grécia

por Luis Moreira, em 06.05.12

A muito provável vitória de Hollande está a ser bem vista pelos mercados outro tanto não acontece com a fragmentação do voto na Grécia. Aqui os eleitores querem castigar os dois partidos principais, antros de corrupção, mas não querem sair do euro como preconizam os partidos da extrema direita e esquerda.

Das eleições Franceses vai sair uma solução. Teme-se que na Grécia saia uma confusão.

Hollande pode contrabalançar o poder da Srª Merkel e liderar os países que insistem que o momento é de iniciar o crescimento não abandonando a consolidação orçamental em curso. Há já muitas vozes a fazerem coro para o crescimento. A Alemanha também já dá sinais que é necessário investir e, para isso, já deu luz verde para que 200 mil milhões de euros sejam reunidos e canalizados para a economia.

Mas os tormentos da Srª Merkel não acabam aqui. No seu próprio terreno pode perder as eleições, numa pequena região, que poderá ser o ínicio de uma reviravolta a nível nacional na Alemanha.

Com excepção de dez/doze países europeus o resto da economia mundial cresce incluindo os US embora aqui menos consistentemente. É a boa notícia para as economias como a de Portugal, pequena e muito aberta ao exterior. Daí o bom comportamento das exportações que continuam a crescer.

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publicado às 11:29


Não há crescimento sem prévia austeridade

por Luis Moreira, em 06.05.12

Olli Rehn : O vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pelos Assuntos Económicos e Monetários, Olli Rehn, defendeu hoje um pacto europeu para o investimento público em setores chave, como as infraestruturas de transportes e telecomunicações. 

Além de defender uma consolidação orçamental que não prejudique o crescimento económico futuro, o comissário defendeu os limites de dívida e défice públicos e o Pacto de Estabilidade e Crescimento, bem como a sustentabilidade das finanças públicas dos Estados-membros da zona euro, mas fez também a apologia do investimento que responde às outras políticas da agenda de crescimento europeia.

“Para ser mais preciso, precisamos de mais investimento transfronteiriço europeu e comunitário em infraestruturas”, referiu, destacando, em especial, os setores da energia, transportes, inovação, investigação e telecomunicações.

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publicado às 10:00


Todos já virados para o crescimento

por Luis Moreira, em 04.05.12

António Peres Metelo . «Fiquei impressionado com a dimensão do esforço dos portugueses», referiu, a propósito da reação às medidas de austeridade. Na sua opinião, «até 2016, Portugal passará de um défice de 5,1% para um excedente de 4,9%». Ainda assim, avisa que «2012 é o ano de todos os perigos».

Veja o vídeo seguindo o link.

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publicado às 09:00


Uma Europa em fanicos

por Luis Moreira, em 30.04.12

Na Alemanha o poderoso sindicato dos metalúrgicos exige 6% de aumento, imagine-se! Os patrões estão dispostos a ir até 3%, num país que tem a percentagem mais baixa de desempregados de sempre (6%).

Ao mesmo tempo, nos países periféricos , luta-se por um emprego .

Com uma economia a crescer a 3/4% e com as contas controladas quem podia esperar que a Alemanha saísse da "zona de conforto" de bom grado? Mas as coisas estão a mudar. O primeiro sinal é em França com a provável vitória do socialista Hollande que já aventou uma série de promessas que não vai cumprir mas que obrigou a Srª Merkel a corrigir o tiro. Na Holanda caiu o governo por causa da austeridade a mais e na Grécia as sondagens mostram que não há maioria à vista para formar governo. À esquerda dos socialistas os partidos juntam cerca de 30% dos votos.

A senhora Merkel está a colher tempestades, por enquanto políticas, para as tempestades sociais pode ser um pequeno passo. O FMI também já diz que é tempo de crescimento. Tudo está reunido para que a fase do crescimento esteja madura para arrancar. Entretanto o investimento não caiu tanto como se temia e o consumo interno estabilizou.

A srª Merkel já não tem mais para mostrar aos seus eleitores internos. Mostrou que o "euro/marco" está bem entregue!

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publicado às 09:00

Os índices são consistentes e já vêm de dois ou três meses. A Europa não afundou e a viragem para a retoma já se iniciou. Em Fev/Março a grande expectativa era se os índices avançados de Verão estariam em linha com o que já aí se antevia. E estão! Claro que ainda pode acontecer muita coisa má mas hoje essa probabilidade é muito baixa.

No vídeo que podem ver seguindo o link, Peres Metelo, que vimos meses a fio muito preocupado, também já admite a retoma. Tal como o FMI que pressiona a Alemanha para o relançamento da economia e, muito importante, as eleições em França. Merkel começou a dizer que "não é uma talibã da austeridade" o que quer dizer que vai manter a pressão para que as reformas em curso não sejam interrompidas mas a componente "relançamento" está em cima da mesa. 

O importante é que a viragem está a acontecer de forma global o que trará grandes ajudas para Portugal que apresenta também índices muito promissores.

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publicado às 11:00


Como se diz "basta" em Alemão?

por Luis Moreira, em 27.04.12

Não há uma única medida a favor do crescimento."

Numa versão mais longa do seu artigo, publicada pelo Financial Times, José Ignacio Torreblanca vai mais longe na denúncia que faz da austeridade e conclui com aquilo que poderá tornar-se um slogan, nos próximos meses:

O acordo orçamental, o tratado mais falho de equilíbrio e mais assimétrico que os Estados-membros alguma vez assinaram, constitui o melhor exemplo do que é a nova Europa: a austeridade é rigorosamente imposta, enquanto o crescimento quase não é referido. Na velha UE, os Estados-membros eram iguais e os tratados representavam um compromisso entre visões diferentes da Europa. Agora, a Europa tem a ver com assimetrias de poder e medo quanto ao futuro. Agora, a Europa assemelha-se à descrição que Thomas Hobbes faz da vida do homem no seu estado natural: "pobre, sórdida, brutal e curta". Dois anos decorreram e não foi adotada uma única medida de crescimento. Chegou a altura de dizer 'basta'!

 

 

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