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No dia 1 de Abril de 1873 nasceu, em Semyonovo, perto de Novgorod, no noroeste da Rússia, o compositor, pianista e maestro Sergei Rachmaninoff. Os pais eram ambos pianistas amadores e teve as primeiras lições de piano com a mãe, mas ninguém lhe notou nenhum talento extraordinário. Por causa de problemas financeiros, a família mudou-se para São Petersburgo, onde Rachmaninov estudou no Conservatório da cidade antes de ir para Moscovo estudar piano, harmonia e contraponto. Além de compositor, é considerado um dos pianistas mais influentes do Século XX. Os seus trejeitos técnicos e rítmicos são lendários e as suas mãos largas eram capazes de cobrir um intervalo de uma 13ª no teclado.
A reputação de Rachmaninoff como compositor tem gerado alguma controvérsia. A edição de 1954 do Dicionário de Música e Músicos da Grove desprezou a sua música como "monótona em textura... consistindo principalmente de melodias artificiais e feias" e previu o seu sucesso como "não duradouro". A isto, Harold Schonberg no seu livro “Vidas dos Grandes Compositores”, respondeu, "é uma das colocações mais vergonhosamente snobes e mesmo estúpidas a ser encontrada num trabalho que se propõe ser uma referência objectiva". De facto, não apenas os trabalhos de Rachmaninoff se tornaram parte do repertório padrão, mas a sua popularidade, tanto entre músicos como entre ouvintes, tem vindo, no mínimo, a crescer desde a segunda metade do séc. XX.
Em 1904, depois de várias apresentações como maestro, Rachmaninov desempenhou o cargo de maestro do Teatro Bolshoi. Em 1906, foi para a Itália, onde se manteve até Julho. Passou os três invernos seguintes em Dresden, na Alemanha, trabalhando intensivamente como compositor. Em 1909, fez as primeiras apresentações nos Estados Unidos como pianista, um evento para o qual compôs o Concerto para Piano nº 3. Estas apresentações bem-sucedidas fizeram dele uma figura popular na América.
Após a Revolução Russa de 1917, juntamente com a mulher e duas filhas, deixou S. Petersburgo e foi para Estocolmo. Nunca mais regressariam a casa. Rachmaninov estabeleceu-se na Dinamarca e passou um ano a dar concertos pela Escandinávia. Saiu de Oslo para Nova Iorque, no dia 1 de Novembro de 1918, o que marcou o início do período americano da vida do compositor. Após ter deixado a Rússia, a sua música foi banida na União Soviética por muitos anos.
Rachmaninov e a sua mulher tornaram-se cidadãos americanos no dia 1 de Fevereiro de 1943. Deu o seu último recital a 17 de Fevereiro desse ano, no Alumni Gymnasium, da Universidade de Tennessee, em Knoxville, profeticamente interpretando a Sonata nº 2 em si bemol menor, de Chopin, que inclui a famosa marcha fúnebre. Uma estátua comemorativa do seu último concerto existe no Parque da Feira Mundial, em Knoxville.
Rachmaninov morreu no dia 28 de Março de 1943, em Beverly Hills, na Califórnia, apenas alguns dias antes de seu 70º aniversário. Nas horas finais da sua vida, insistia que estava a ouvir música a tocar algures por perto. Depois de ser repetidamente assegurado de que não era o caso, declarou: "Então a música está na minha cabeça".


"Vocalise", op. 34, nº 14, de Rachmaninoff
Soparano: Kiri Te Kanawa
Orquestra da Royal Opera House, Covent Garden
Maestro: Stephen Barlow

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publicado às 02:23


Stuart Burrows - Tenor

por António Filipe, em 07.02.12

No dia 7 de Fevereiro de 1933, nasceu, no País de Gales, o tenor britânico Stuart Burrows. Considera que o ponto mais alto da sua carreira foi a participação no Festival de Atenas, interpretando o "Oedipus Rex”, de Stravinsky, por designação do próprio compositor. A verdade é que, 29 anos depois da sua estreia na Royal Opera House, em 1967, Burrows tinha-se afirmado como um dos maiores cantores líricos do mundo.
Foi aclamado nas maiores salas de ópera de todo o mundo – da ópera de San Francisco, ao Teatro Cologne de Buenos Aires, à Ópera de Paris ou à Ópera Estatal de Viena, protagonizando os principais papéis de Mozart a Donizetti, de Puccini a Berlioz. Como intérprete convidado, fez digressões com a Royal Opera no Extremo Oriente e no Japão e cantou nas cerimónias dos Jogos Olímpicos de 1984 em Los Angeles.
Familiarizado com os palcos mais exigentes, interpretou papéis de protagonista na Brahmsaal de Viena (considerada a mais importante sala de concerto da Europa), no Teatro La Scala de Milão, no Carnegie Hall e no Metropolitan de Nova Iorque. Com a orquestra do Met, como convidado, fez várias digressões pela América.
Também para a televisão Burrows foi muito solicitado. Fez programas para estações do Canadá, Irlanda, Finlândia, Bélgica, Austrália e França, onde cantou o Requiem de Berlioz, sob a direcção de Bernstein. A BBC dedicou-lhe um programa semanal que, ao longo de 8 anos, teve uma audiência de oitenta milhões de espectadores.


Ária “Il mio tesoro”, da ópera “Don Giovanni”, de Mozart
Tenor: Stuart Burrows
Maestro: Colin Davis
Royal Opera House, Covent Garden, Londres

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publicado às 00:01


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