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Talvez "mansos", mas não tolos

por Francisco Clamote, em 01.07.12

O "Público", que na sua edição de hoje dedica alguma atenção aos protestos inorgânicos, não enquadrados pelos partidos e que, embora tímidos, já vão surgindo um pouco por todo o país, recomenda ao governo, em editorial: "Num momento em que nem o Presidente da República parece ser sinónimo de autoridade ou crédito político, é bom que o poder acorde para a sua fragilidade. E faça por merecer confiança, mas sem truques".

A recomendação faz todo o sentido, mas há aqui um problema, ainda por cima, irresolúvel.

É que o governo actual só chegou ao poder usando descaradamente da mentira e, tendo perfeita noção da sua incompetência, também sabe que só através de truques se mantém no poder. E todos os meios lhe servem, desde a invenção de "desvios colossais" atribuídos aos Governos anteriores até à sistemática fuga em assumir a responsabilidade pelos seus próprios falhanços e por tudo o que o corre mal, que é quase tudo, para não dizer tudo.

Mesmo agora acabamos de assistir a mais um truque: numa altura em que já se tornou evidente para toda a gente que este governo não vai conseguir atingir a meta do défice prevista no OE, Passos/Coelho, que tem defendido com unhas e dentes o cumprimento estrito do acordado com a troika, contra a opinião de toda a oposição que, além do mais, tem pedido insistentemente a renegociação do acordo e, designadamente, o alargamento do prazo, acabou de se lembrar, segundo se escreve na edição do "Expresso" de ontem, que ele, quando ainda na oposição, tentou que o programa de assistência financeira tivesse a duração de quatro anos e não de três, como ficou acordado, porque foi esse o prazo que Sócrates pediu.

Está mesmo a ver-se que, se o governo passista não consegue alcançar os objectivos do memorando que, recorda-se, já sofreu, entretanto, a pedido deste governo, diversas alterações, deixando, muito estranhamente, intocado o prazo de duração, o culpado só podia mesmo ser o Sócrates. Aliás, quando não é o Sócrates o culpado, as culpas pelos sucessivos falhanços do governo (a economia a afundar-se, o desemprego a aumentar exponencialmente, as contas públicas a derrapar para além do imaginável e do previsto) são imputadas ou à crise europeia, ou às condicionantes externas, ou ao diabo a quatro. "Eles" é que nunca têm culpa.

Como confiar nesta gente que é incapaz de assumir as suas próprias responsabilidades ?

Passos/Coelho, compreensivelmente, não se cansa de elogiar e de apelar à alegada "mansidão" dos portugueses. Espero que o editorialista do "Público" ao falar na confiança, que este governo, de todo, não merece, não queira que também façamos de tolos.

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publicado às 14:23


A crise mina a confiança dos europeus na UE

por Luis Moreira, em 31.05.12

Artigo de El País

 

A crise mina a confiança dos europeus na UE”, titula El País, um dia depois da publicação do relatóriodo Pew Research Center no final de uma sondagem realizada em março e abril em oito países europeus (Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Espanha, Grécia, Polónia e República Checa). Entre as conclusões: apenas um em cada três europeus pensa que a integração económica foi positiva para a economia do seu país enquanto 37% acham que o euro não tem qualquer incidência positiva. A sondagem revela ainda que

A Alemanha e a Grécia são os dois polos da UE atual. Quanto à Alemanha e aos alemães, incluindo a chanceler [Angela Merkel], há uma larga opinião favorável (o país mais admirado, a líder mais respeitada, os mais trabalhadores, os maiores partidários da integração económica e da UE, os menos corruptos), perante uma Grécia sobre a qual ninguém tem boa opinião, a não ser os próprios gregos.

O jornal madrileno sublinha ainda que:

A Espanha, tradicionalmente adepta da ideia pró-europeia é, com a eurocética República Checa, o país mais desiludido da União Europeia. Hoje, pouco mais de metade dos espanhóis acredita que a UE foi positiva para o país. A nível europeu, o euro continua a ser apreciado pelos europeus que o veem com um mal menor: preferem mantê-lo em vez de o perderem.


 

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publicado às 17:00

A confiança é fundamental. "A confiança nas empresas, de 54 pontos, supera em 25 a que os portugueses nutrem pelo seu Governo, que é de 29 pontos. Em ambos os casos, face a idêntico estudo de 2010, houve uma progressão. O executivo ganhou mais 20 pontos, no inquérito promovido online entre 10 de Outubro e 30 de Novembrtroo de 2011, cujos resultados foram ontem divulgados em Lisboa.

O governo ganhar mais 20 pontos na confiança dos portugueses é que é uma surpresa a não ser que haja aqui uma explicação técnica. O governo anterior estar na sua fase mais complicada quando o estudo foi feito é uma hipótese.

Estas sondagens são pouco representativas sem explicações adicionais.

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publicado às 12:00


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