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Riccardo Chailly – Maestro italiano

por António Filipe, em 20.02.13
No dia 20 de Fevereiro de 1953 nasceu, em Milão, de uma família musical, o maestro italiano Riccardo Chailly.

A sua actividade como maestro abrange tanto o repertório sinfónico como o operático. Dirigiu a Filarmónica de Berlim, a Filarmónica de Viena, a Orquestra da Gewandhaus de Leipzig, a Orquestra de Paris, a Orquestra Sinfónica de Londres, a Filarmónica de Nova Iorque, a Orquestra de Cleveland, a Orquestra de Filadélfia e a Orquestra Sinfónica de Chicago. Actuou também nas mais importantes salas de ópera, como o Scala de Milão (onde se estreou em 1978), a Staatsoper de Viena, o Metropolitan de Nova Iorque, a Royal Opera House - Covent Garden de Londres (estreia em 1979) e a Ópera da Baviera, de Munique.
Em 1984, Riccardo Chailly dirigiu o concerto de abertura do Festival de Salzburgo e actuou no Festival da Páscoa, dirigindo a Orquestra Real do Concertgebouw em 1988, 1996 e 1998. De 1982 a 1989, dirigiu a Orquestra Sinfónica da Rádio de Berlim e, de 1982 a 1985, foi Maestro Convidado Principal da Orquestra Filarmónica de Londres. Entre 1986 e 1993, esteve à frente do Teatro Comunale de Bolonha, onde dirigiu, com enorme êxito, várias produções de ópera. Em 1986, foi nomeado Maestro Titular e, em 2002, Maestro Emérito da Orquestra Real do Concertgebouw. Em Setembro de 1999, foi nomeado Maestro Titular da Orquestra Sinfónica de Milão Giuseppe Verdi.
No âmbito de um contrato de exclusividade com etiqueta Decca, Riccardo Chailly produziu um grande número de gravações, pelas quais recebeu diversos prémios, como o Gramophone, o Diapason d'Or, o Edison, o prémio da Academia Charles Cross, o Unga Knonotomo do Japão, o Toblacher Komponier-Häuschen e várias nomeações para os Grammy. Há poucos anos, foi eleito "Artista do Ano" pelas revistas Diapason e Gramophone.
Riccardo Chailly foi distinguido com o título de "Grand’Ufficiale della Repubblica Italiana", em 1994, e nomeado membro honorário da Royal Academy of Music de Londres, em 1996. Por ocasião do décimo aniversário à frente da Orquestra Real do Concertgebouw, foi-lhe concedido, pela Rainha Beatriz, o título de "Cavaleiro da Ordem do Leão Holandês", em Novembro de 1998. No mesmo ano foi distinguido em Itália com o título de "Cavaliere di Gran Croce della Repubblica Italiana".


2º andamento do Concerto nº5, BWV 1056, de Johann Sebastian Bach
Piano: Maria João Pires
Orquestra de Paris
Maestro: Riccardo Chailly

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No dia 28 de Novembro de 1811 realizou-se na Gewandhaus, em Leipzig, a estreia do Concerto nº 5, op. 73, em mi bemol maior, para piano e orquestra, de Beethoven. O solista foi Friedrich Schneider. Em 1812, Carl Czerny, outro aluno de Beethoven, estreou a obra em Viena.

Mais conhecido como “Concerto do Imperador”, foi o último concerto, para piano, escrito pelo compositor. Foi composto entre 1809 e 1811, em Viena, e foi dedicado ao Arquiduque Rudolf, patrono de Beethoven.
O subtítulo de “Concerto do Imperador” não foi atribuído por Beethoven, mas por Johann Baptist Cramer, o editor inglês desta obra. De facto, o compositor nunca concordaria com esse nome, devido à sua conotação com Napoleão Bonaparte, mas foi esse o nome que prevaleceu através dos tempos e pelo qual ainda hoje é conhecido.
Este concerto é composto por três andamentos e, tal como outros concertos de Beethoven, desta época, o 1º é relativamente longo.
Embora os primeiros quatro concertos tivessem sido interpretados, em palco, pelo compositor, Beethoven nunca chegou a interpretar o nº 5. O facto de deixar de escrever concertos deve-se à sua surdez cada vez mais acentuada e ao declínio da sua carreira, como pianista, que daí resultou.


Concerto nº 5, op. 73, para piano, de Ludwig van Beethoven
Piano: Krystian Zimerman
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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No dia 25 de Setembro de 1932 nasceu, em Toronto, o pianista Glenn Gould. Nasceu com o nome de Glenn Herbert Gold, mas este último apelido de família foi mudado logo após o nascimento: a família, que era protestante, receou que o apelido suscitasse a confusão de que ele fosse judeu – e o Canadá vivia então uma intolerante onda de anti-semitismo. Gold passou a ser Gould.
À parte isso, as referências de família eram, musicalmente falando, as melhores: a mãe era sobrinha-neta de Edvard Grieg – e, por questão genética ou não, uma razoável pianista. Foi ela que ensinou as primeiras notas ao filho e o levou até ao Conservatório quando ele tinha apenas 10 anos.
Soube-se que desde a infância Glenn Gould padecia de uma forma ténue de autismo – o que explica algumas das excentricidades que se lhe conheceram como músico, muito mais do que aquela pequena cadeira em que se sentou ao piano a vida inteira e o trautear da voz que sempre acompanhava as notas tocadas no piano…
Talvez essa tenha sido a razão de tão pouca gente ter tido o privilégio de ver Glenn Gould em concerto. A partir de 1964 dedicou-se a gravar em estúdio e em televisão, praticamente em exclusividade (só uma por outra vez, em ocasiões especiais, deu concertos em público). Mesmo assim, teve actividade intensa em estúdio, na televisão, na escrita, em documentários e na composição (embora a sua obra de compositor seja limitada).
Morreu no dia 4 de Outubro de 1982, em Toronto, com apenas 50 anos. Ficou como uma lenda da música do séc.XX, especialmente pelas suas gravações de Johann Sebastian Bach.

*Texto de António Leal Salvado

2º e 3º andamentos do Concerto nº 5, para piano e orquestra, de Johann Sebastian Bach
Piano: Glenn Gould
Orquestra de Vancouver
Maestro: Nicholas Goldschmidt

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Henry Vieuxtemps – Violinista e compositor belga

por António Filipe, em 06.06.12

No dia 6 de Junho de 1881 morreu, em Mustafa, na Algéria, o violinista e compositor Henry Vieuxtemps. Tinha nascido a 17 de Fevereiro de 1820, em Verviers, perto de Liége, na Bélgica. Recebeu as primeiras lições de violino do pai, que era construtor de violinos e violinista amador. Apareceu pela primeira vez em público, como violinista, aos seis anos de idade e, no ano seguinte, com o seu professor, actuou numa série de concertos em cidades vizinhas. Em 1836, compôs o seu primeiro concerto para violino. Em 1937 visitou a Rússia pela primeira vez. Foi aí que escreveu o concerto para violino nº1, publicado como op. 10. Este concerto foi apresentado em Paris, em 1841, obtendo grande admiração por porte de críticos e músicos, incluindo Wagner e Berlioz.
De 1846 a 1852, Henry Vieuxtemps foi violinista da corte, em S. Petersburgo, solista nos Teatros Imperiais e professor. Em 1866 mudou-se para Paris, com a família e, em 1871, foi para Bruxelas, onde exerceu o cargo de professor de violino, no Conservatório. O seu trabalho foi interrompido por um AVC, que afectou o seu braço direito, impedindo-o de tocar violino. Henry Vieuxtemps morreu no dia 6 de Junho de 1881. O Concerto nº 5, em lá menor, op. 37 foi composto em 1858 e 1859, a pedido de Hubert Lèonard, para um concurso no Conservatório de Bruxelas. Até hoje, o quinto concerto, expressivo e poético nas suas melodias, colorido na sua virtuosidade e original na forma, continua a atrair os violinistas à procura de música para concertos.


2º e 3º andamentos do Concerto nº 5, para violino, de Vieuxtemps
Violino: Itzhak Perlman
Orquestra de Paris
Maestro: Daniel Barenboim

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