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Portugal: uma vírgula entre o sujeito e o predicado

por Rogério Costa Pereira, em 28.06.12

A propósito da pressão sobre a Alemanha na Cimeira Europeia, valeu a pena ouvir o que disse agora Pedro Santos Guerreiro, Director do Negócios, na SIC Notícias. 
"A pressão sobre a Alemanha nesta cimeira cresceu muito. De facto, Portugal já não faz pressão (...). Portugal é uma vírgula nesta história, nesta crise, e não faz nenhum tipo de pressão, nem tem capacidade de fazer nenhum tipo de pressão sobre a Alemanha. Isso não é verdade com a Espanha e com a Itália que estão a fazer toda a pressão sobre a Alemanha. E esta resposta, que é dizer 'que condicionamos o nosso apoio a este Pacto [para o Crescimento e para a Promoção de Emprego] às medidas de emergência que foram aprovadas na cimeira' o que parece é uma forma de pressão sobre a Alemanha. E forma de pressão sob que tipo de medidas? Medidas que tentem atenuar a subida das taxas de juro destes dois países nos mercados. Uma das possibilidades que pode ser aprovada é (...) a hipótese do Fundo de Estabilização Europeu (...) poder comprar, no chamado mercado secundário, directamente dívida pública destes dois países (aliás, de países em situação de necessidade), para tentar atenuar a subida das taxas de juro (...), através de uma compra directa por este Fundo, coisa que o BCE deixou de fazer (...). E o BCE tem, nos casos anteriores, sido quem encurrala as instituições europeias na necessidade de lançar resgates, como aconteceu em Portugal, na Irlanda e na Grécia."

E é isto, somos isto... Nem o Pacto-Placebo avança (para além de um nome pomposo, também não imagino o que possa trazer de menos mau), nem as medidas de emergência para a Itália e para a Grécia nos servem agora, porque extemporâneas para Portugal. 
Uma vírgula, sim, somos uma vírgula; e colocada entre o sujeito e o predicado.

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publicado às 23:52


Chegou ao fim a hegemonia Alemã

por Luis Moreira, em 24.05.12

A hegemonia Alemã chegou ao fim - Giorgos Molounhos - To Vima - Atenas

Com a nova orientação, impulsionada por Paris, o equilíbrio interno de poder na União Europeia torna-se desfavorável a Berlim e ao rigor defendido pela Alemanha. Essas circunstâncias permitem aos gregos vislumbrar uma luz ao fundo do túnel e recuperar a esperança, congratulam-se em Atenas.

A cimeira extraordinária de ontem à tarde teve qualquer coisa de diferente em relação ao que nos foi dado a conhecer nestes últimos dois anos: não havia uma “linha diretriz” preparada com algumas horas de antecedência pela chanceler alemã Angela Merkel e pelo Presidente francês. François Hollande não deu continuidade à “tradição” de Nicolas Sarkozy. O seu “batismo de fogo” em Bruxelas foi “direto” e não via Berlim.

Esta cimeira teve também uma outra particularidade. A Alemanha ia enfrentar, pela primeira vez desde há muito tempo, uma Ordem de Trabalhos que não tinha ditado: relacionada com questões ligadas ao crescimento. É provável que nenhuma decisão tenha sido tomada esta quarta-feira à tarde, mas há uma constatação clara: a hegemonia alemã é agora posta em causa pela Europa. E Berlim sabe disso muito bem. Os dirigentes alemães já sentiram que foram destronados.

O domínio da Alemanha é ativamente contestado. E isso afeta diretamente a Grécia. Ontem, antes do início da cimeira, o Banco Central alemão divulgou publicamente um comunicado a indicar que não voltaria a tomar qualquer iniciativa em relação à Grécia. E que, se este país entrasse em bancarrota, seria uma maneira “de acabar com esta história”… Ao mesmo tempo, François Hollande reafirmava o seu apoio e a sua confiança no país e no povo grego.

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publicado às 22:37


A saída da crise é por aqui

por Luis Moreira, em 24.05.12

France inter - paris - Bernard Guetta :

Ao aceitarem, na cimeira extraordinária de 23 de maio, discutir questões como investimentos comuns e as euro-obrigações, os Vinte e Sete conseguiram finalmente ultrapassar a oposição entre países "virtuosos" e países "gastadores" e deram um passo no sentido da integração económica.

Na União Europeia, há uma grande diferença entre uma cimeira e uma cimeira informal. A cimeira deve tomar decisões, enquanto uma cimeira informal, como a da noite passada, tem apenas como objetivo avaliar as relações de forças entre as teses em presença e delinear os compromissos que são a própria essência da União.

Foi, pois, isso que aconteceu ontem e, nessas cerca de seis horas de discussão, François Hollande, avançou os seus peões contra a chanceler alemã, que repetiu que "as euro-obrigações [eurobonds] não constituem um contributo para o crescimento". Apoiada por vários países, incluindo a Suécia, a Finlândia e a Holanda, Merkel reiterou a sua oposição à ideia defendida pela França de mutualização dos empréstimos dos Estados-membros, para que todos possam beneficiar, com a garantia comum, de taxas iguais e muito menores do que as que são hoje impostas aos mais fracos.

Uma vez que não era decididamente unânime, esta ideia não podia ser mantida e, como previsto, não foi – mas... Mas as coisas mudaram muito. Para além de terem surgido convergências fortes sobre a necessidade de investimentos conjuntos, foi confirmado – facto novo –, que as euro-obrigações tinham agora a maioria dos países da UE a favor, incluindo a Grã-Bretanha, que habitualmente bloqueava tudo o que pudesse levar a uma maior integração das políticas europeias.

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publicado às 19:00

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publicado às 23:13

O mundo às avessas na cimeira ibero-americana em Paraguay: pela primeira vez Espanha e Portugal se apresentam junto das suas

antigas colónias no papel de peticionários. Os outrora suprimidos fazem mostra de uma consciência do seu valor completamente nova. [artigo original em alemão]

"Os egoistas extinguem-se" Konrad Lorenz, 1903 - 1989, investigador de comportamento austríaco e Prémio Nobel de Fisiologia/Medicina 1973.

Esta grande vergonha é da União Europeia no seu todo e não apenas de Espanha e Portugal. Num sócio-sistema são e intacto, com objectivos claros e extrovertidos, essas coisas não acontecem. Assim, a UE mostra sinais claros de um processo acelerado de erosão sócio-económica, política e cultural, perdendo paulatinamente o respeito do mundo. Só uma viragem da UE para fora, no sentido da minha proposta estratégica New Deal, poderá inverter esta marcha, desbravando ainda o caminho para uma união política da Europa. Só assim todas essas cimeiras espectaculares e de emergência da UE e todos esses malabarismos financeiros farão sentido e um efeito positivo.

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publicado às 19:45

Com que então a NATO é inconstitucional?

por Isabel Moreira, em 19.11.10

Para os alucinados que andam a dizer que pertencer à NATO é inconstitucional: façam o favor de espreitar o artigo 7º e 8º da CRP com olhos de ler e quem sabe as constituições de malucos como nós, isto é, dos seguintes países: Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Reino Unido, Grécia, Turquia, Alemanha, Espanha, República Checa, Polónia, Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia, Albânia e Croácia .

Leiam, leiam e façam como o Conde de Abranhos, suspirem com um "peso estúpido na cabeça".

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publicado às 22:48


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