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Ça me regarde!

por Licínio Nunes, em 16.10.13
Ça ne me regarde pas

Jean-Paul Sartre, a respeito da guerra, lendo 'L´Humanité' numa esplanada de Paris, pelos fins da Primavera de 1941

Sei perfeitamente que a história não é tão linear, como a imagem de Sartre, lendo livre e publicamente o órgão oficial do PCF, quase um ano depois da rendição francesa, pode sugerir. Acontece apenas que não me apetece discutir os pormenores. Os resistentes franceses fizeram um pacto de silêncio e honraram-no.

Mas algo de essencial fica por responder. Porque é que aquela imagem dum intelectual comunista sobejamente conhecido, aceitando implicitamente a ocupação e aproveitando (!) as liberdades resultantes do pacto Molotov-Ribbentrop, era tão convincente que a Gestapo alemã nunca suspeitou tratar-se da intoxicação que, tudo o indica, efectivamente era?

A resposta desagradável, é que aquela era a atitude que todos esperavam dum comunista. Já antes, naquela altura e sempre depois, até ao presente. A história de Sartre vem-me à memória todas as vezes que oiço o Bernardino Soares contar as suas anedotas a respeito da Coreia do Norte, todas as vezes que oiço um comunista incensar o regime cubano. Vem-me à mente perante o silêncio ensurdecedor do PCP a respeito dos incidentes do Machoga e dos Santinhos.



E de todas essas vezes, apetece-me sempre reler Sartre e desta também. Subscrevo integralmente o que o Rui David aqui escreveu, e subscrevo integralmente o "Bardamerda" do Carlos Galvão. No próximo dia 19, aquilo que eu espero que aconteça É ISTO. Lá estarei!

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publicado às 14:45


Vai bardamerda, Arménio! [por Carlos Galvão]

por autor convidado, em 16.10.13

Não podias ceder, Arménio, pura e simplesmente não podias ceder. "O Povo é quem mais ordena", lembras-te? Tinha chegado a altura de os enfrentarmos, de gritar bem alto "A Ponte é nossa", mas que fizeste tu? Transformaste um protesto numa excursão, já agora, também vai haver pique-nique? Os do Sul trazem as sardinhas e nós levamos o vinho?
20.000, 30.000 ou 50.000 pessoas no garrafão da Ponte, com a polícia à frente, sabes o que significava? Imaginas o impacto que tinha? Se não nos deixassem passar fazíamos o protesto ali, escrevias um discurso de 3 ou 4 horas e parávamos a ponte, tramávamos a Lusoponte, a primeira das PPP's, lembras-te? As PPP's que nos andam a sugar a vida. E se houvesse confrontos? E se morresse alguém? Era grave, mas mais grave ainda é a morte lenta a que nos condenaram, mais grave ainda são os suicídios que estão a acontecer, dois por dia, Arménio!
Não podíamos ter esta derrota Arménio! Não foste tu que saíste derrotado, fomos nós, os portugueses, os que sofrem, os que têm que pagar, tu não perdeste nada.
E agora Arménio? E quando eles decidirem proibir as manifestações no Marquês? Que vais tu fazer? Também te vais encolher para não os afrontar? E quando proibirem os ajuntamentos? E quando...
Estamos órfãos, Arménio, ainda há dias disse isto ao teu camarada Miguel Tiago, estamos órfãos, e tu deixaste-nos ainda mais órfãos.
Sabes que mais? Não mereces o trabalho que tive a escrever estas linhas, és mais um "irrevogável", vai bardamerda!

Carlos Galvão

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publicado às 10:51


CGTP

por rui david, em 16.10.13

I - A CGTP sabia que estava uma manif para o dia 26 de Outubro mas resolveu antecipar-se com uma iniciativa disparatada a 19 que afinal não se concretiza e já lançou confusão que chegue sobre a de 26.
Resumindo, o inimigo principal de quem se opõe ao Governo não é a CGTP.
Mas para a CGTP, o inimigo principal é quem ela imagine que lhe retira algum do protagonismo que pretende assumir nas lutas sociais.
É generalizadamente reconhecido o papel da CGTP como estrutura de contenção e enquadramento da contestação.
Está na moda dizê-lo, é a demonstração de argúcia analítica do mês, o padrão favorito da colecção Outono Inverno do comentário político.
Mas convém não exagerar. Convém não abusar.


II - Ontem contaram-me da situação dramática que vivem os estivadores.
Totalmente submetidos à Lei da Selva para "não prejudicar as nossas exportações", os nossos "riquinhos bens transaccionáveis".
À mercê de bárbaros engravatados e falinhas mansas.
Caluniados nos media por filhos da puta sem nome que deveriam ser punidos com uma noite, só uma noite a alombar em todos os sentidos pelos disparates que blateram irresponsavelmente e com total desconhecimento de causa que não seja o de defenderem cegamente a causa dos exploradores.
Mas o sindicato destes gajos não faz parte da CGTP. E a CGTP está-se borrifando para quem não faz parte da CGTP.
Se querem fazer qualquer coisa de útil para além de discursatas veementes mas inócuas que levem a concentração de Alcântara até ao Plenário dos Estivadores que se realiza no Sábado.

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publicado às 10:02


Miguel Macedo apela à tomada da Ponte

por Rogério Costa Pereira, em 15.10.13

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"O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, afirmou hoje que não é possível fazer a travessia da Ponte 25 de Abril no dia 19, no âmbito de uma manifestação da CGTP, por razões de segurança." [Negócios]

 

Dá-lhe gás, Miguelito. Sei que isso que dizes não é inocente e que tu e o resto dos irmãos metralha querem mesmo que algo aconteça. Ao dizer que não se pode atravessar a ponte, estás claramente a apelar a que se tome a ponte. Virar o tabuleiro de jogo nesta altura? Think again. Fraco estratega, aquele que subvaloriza o adversário. A responsabilidade do que acontecer no dia 19 é toda de quem lava as mãos e em tom de desafio as sacode para a cara do oponente. Dava mesmo um jeitaço uma campanha de vitimização, não era? Pode ser que te saia o tiro pela culatra. Veremos... Não devias jogar um jogo cujas regras não dominas ou ainda corres o risco de acabar a ser jogado por ele.

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publicado às 00:47


A "intra-sindical" e as marionetas

por Rogério Costa Pereira, em 28.06.13

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Como não podia deixar de ser, "O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, já veio demarcar a intersindical deste protesto [135 manifestantes que tentaram cortar o trânsito em direcção à Ponte 25 de Abril]." Nada de novo. Tudo normal na intersindical. A intransigente intersindical -- Intra-sindical?. É à maneira deles ou não é. Noblesse oblige! Que lástima constatar que os anos passam e ali não muda nada. Que triste modo de agir. Que maneira cega, surda e muda de estar. Que traição! Raios partam os comités centrais mais as cartilhas de bem-fazer. Acusam, e muito bem, o governo de nos usar como marionetas. Porém, chegada a hora da verdade, usam métodos semelhantes. Se o Povo ousa pisar o risco traçado, surge de imediato o "não é nada connosco". Também preferem marionetas. Maldita realidade. Maldisto egoísmo. Maldito umbiguismo suicidário!

Fica parte da notícia: "Os manifestantes, que participaram numa manifestação da CGTP no âmbito da greve geral, saíram das imediações da Assembleia da República em direcção à ponte, fazendo o trajecto pelo Largo do Rato. Seguiram para a entrada da A5, junto ao centro comercial das Amoreiras, e foi nesse ponto que foram travados pela polícia. O acesso à 25 de Abril faz-se a partir deste local. O trânsito na A5 no acesso à ponte esteve cortado durante alguns minutos antes das 19h00, enquanto a polícia de intervenção tentava impedir o avanço do protesto. Ouviram-se palavras de ordem como "a ponte é nossa" e "fascismo nunca mais". A polícia formou nessa altura um quadrado para cercar os manifestantes e procedeu à sua identificação numa rua lateral." [RR]

"O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, já veio demarcar a intersindical deste protesto."

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publicado às 01:49


Covilhã

por Rogério Costa Pereira, em 16.02.13

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publicado às 16:20

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«João Proença recusou, no entanto, que a sua adesão à greve seja resultado de um reconhecimento individual de que existam razões para fazer greve no dia 14. "Não estou a dizer isso. Estou a dizer que farei greve, porque o meu sindicato aderiu à greve", frisou.» [JN]

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publicado às 14:04


A manif da Inter

por Ariel, em 30.09.12



Quem já foi a uma manifestação da CGTP na vida foi a todas. Quero eu dizer que a manifestação do Terreiro do Paço foi igualzinha a qualquer outra  que tenha ocorrido ao longo dos últimos trinta anos. A manifestação foi grande? foi!. Podia ter sido maior? sem dúvida.! Aliás, devia ter sido muito maior. Só não foi por manifesta incapacidade ligada ao sectarismo cada vez mais presente no discurso de Arménio Carlos. Não há paciência, não há pachorra, com este tipo de discurso não há futuro. Se por um lado a grande força da manifestação de 15 de Setembro foi também a sua fraqueza por falta de uma direcção que guiasse e enquadrasse o protesto, com a CGTP a coisa é exactamente ao contrário, a sua fraqueza é o seu discurso não inclusivo e profundamente dissociado da uma nova realidade laboral, social e económica, completamente diferente da que existia há trinta anos. Acresce uma nota de mau gosto absolutamente lamentável terem chamado para animar a festa os homens da luta, uma vergonha, eu nem queria acreditar. Este nivelar por baixo é indigno.

Resumindo, gostei de lá ter estado, cantei a Internacional, o hino da Intersindical, a Portuguesa, só não ouvi uma única palavra do Arménio Carlos. Infelizmente ele não tem nada para me dizer.

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publicado às 00:10

Arménio Carlos:

O secretário-geral da CGTP responsabilizou hoje os Governos portugueses das últimas décadas pela atual situação económica do país, acusando-os de terem desenvolvido políticas de destruição do aparelho produtivo e de promoverem injustiças e desigualdades sociais.

Arménio Carlos, Na intervenção que fez no final da manifestação do Dia do Trabalhador, falou no elevado nível de desemprego, nos cortes de salários e subsídio de férias e de Natal do setor público, no congelamento e redução de pensões, na redução do subsídio de desemprego e de outras prestações sociais.

"Esta é uma política que tem responsáveis, são os que governaram o país durante as últimas décadas", disse perante milhares de pessoas que ocuparam o relvado da Alameda Afonso Henriques, em Lisboa.

Enquanto houve dinheiro, melhor, enquanto houve onde ir pedi-lo emprestado ou quando o dinheiro vinha em forma de "Fundos comunitários" ninguém deu por nada. O problema é quando "o farsolas" falta e não há mais. Todos gritam, todos se indignam, mas o mal já estava feito há muito. O Arménio Carlos já percebeu!

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publicado às 10:00


Lá estive na Alameda

por Luis Moreira, em 01.05.12

Como todos os anos, junto à barraquinha do "comes e bebes", ajuntamento do pessoal habitual. Malta de todas as matizes com predominância para o "vermelhão". Estes sobem a Almirante Reis o que faz que o grupo só esteja completo lá para as 5 da tarde.

Muita gente como habitualmente, mas não tanta como o "speaker" nos quer fazer crer. Resposta às palavras de ordem também já não saem com a prontidão habitual, a verdade é que o pessoal está cada vez mais velho.

O Arménio Carlos martela-nos os ouvidos com aquela voz sincopada e as frases contundentes e curtas para serem eficazes. Dei comigo a compará-lo ao Carvalho da Silva, bem diferente este, mais persuasivo.

Encontra-se de tudo no que diz respeito "as comissões" de protesto, camarada assine aqui, e lá está a banquinha com a folha em branco e o lápis agarrado com um cordel. E vende-se tudo como os cravos que sobraram de Abril que os Indianos vendem ao molho ao preço de um. Sem espinhos. A malta, como disse, são amigos e amigas  dois sociais - democratas as mulheres socialistas e o resto comunista. Tudo de bem com Deus e com o Diabo, lá discutimos mais uma vez os problemas eternos que ficaram para nova oportunidade e arrancamos com o lanche. Uma amiga mora mesmo ao lado da Fonte Luminosa, vamos para casa dela comer e beber e ver pela televisão o que se passa ali a cinquenta metros, ouvindo melhor .

O vinho é de Borba e o queijo daquele que cheira mal mas sabe muto bem e o chourição alentejano deixa-se comer. Um café no restaurante que fica mesmo por baixo e lá vamos para a volta da sossega. A multidão começa a dispersar rumo às camionetas que a trouxe de Setúbal e arredores.

Para o ano cá estamos com mais esperança, espero!

 

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publicado às 22:38


CGTP e UGT de costas voltadas

por Luis Moreira, em 30.04.12

Vem aí outro 1º de Maio e mais uma vez as centrais sindicais fazem cada qual a sua manifestação. Nunca percebi esta confusão. Porque do que se trata é o 1º de Maio, o dia do trabalhador. Mas as centrais sindicais transformaram uma festa popular numa jornada de luta e, sendo de luta, fica tudo estragado porque cada uma das centrais tem a sua própria luta e objectivos diferentes.

As palavras de ordem são as mesmas :Pelo crescimento e o emprego, contra o empobrecimento e por uma maior justiça social e melhores salários são lemas comuns às duas centrais sindicais portuguesas. Porém, CGTP e UGT voltam a comemorar amanhã, em separado, o Dia do Trabalhador, com duas manifestações, à mesma hora, na mesma cidade, Lisboa, mas em sítios diferentes. Pelo país também haverá várias iniciativas.

Diz o João Proença que tentaram inúmeras vezes junto da CGTP juntarem-se no dia do trabalhador mas que a CGTP nunca aceitou. Há diferença substancial de manifestantes afectos a cada uma das centrais e isso explica a separação.

Eu por mim vou à mesma de sempre. A da Alameda! Fica aqui perto de casa, vou a pé, encontro lá os meus amigos comunistas que já vêm cansados de andar desde o Martim Moniz , com apetite e sede. Compramos directamente ao lavrador, bom vinho, melhor queijo e chouriço e fazemos uma farra e tanto, nem discutimos nem nada, vejam só ao estado a que chegamos.

É sempre uma bela tarde!

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publicado às 10:00


Toda a verdade sobre a Manif de Sábado

por Rogério Costa Pereira, em 13.02.12

Depois de o JN ter revelado um vídeo do Terreiro do Paço a encher, embora omita este pequeno pormenor -- a encher --, vídeo que, certamente por lapso, não vai além dos 40 segundos, cumpre-me o triste dever de revelar toda a verdade e afiançar que, já o Arménio discursava, a Praça apresentava o ambiente que se pode ver na fotografia supra.

Ainda a propósito, deixo o testemunho de alguém (Inês Meneses) que esteve presente: "Vê-se bem que a manifestação desce ainda e que as ruas estão ainda cheias de gente a chegar, que patética a difusão desta, e apenas desta, imagem. Vocês julgavam mesmo que todos nós que lá estivemos, que entrámos num Terreiro do Paço em que se tinha dificuldade em circular, não percebíamos a aldrabice? E que não o denunciávamos? Só o facto da imagem ter surgido só 24h depois era suficiente para tornar isto RI-DÍ-CU-LO. Shame, JN."

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publicado às 11:39


CGTP mentiu sobre João Proença

por Luis Moreira, em 21.01.12

Maria Flor Pedroso confirma que Proença  afirmou em entrevista : " que houve dirigentes da CGTP que incitaram a continuar a negociar" e, não a assinar o acordo.

Enfim, a CGTP trouxe-nos a versão que mais lhe agrada ao "quanto pior melhor". Como sempre : " a verdade a que temos direito" !

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publicado às 21:00

João Proença, diz ao que vem, encosta a CGTP à parede. Pois se estão todos confiantes e se o acordo reflecte uma maioria imensa, a que título a CGTP vai fazer greve geral?

"O Governo ganhou paz social e tornou impossível a realização de uma greve geral numa altura decisiva para levar a cabo reformas estruturais. «Uma greve geral não faz sentido nenhum», diz João Proença ao SOL. O líder da UGT também não acredita que nos próximos meses «a CGTP vá por aí».

Isto entre os sindicatos está lindo. Na verdade este acordo concorre para uma estabilidade social que ata as mãos à CGTP. Mas "quem não tem cão caça com gato" por exemplo, pode avançar com greves sectoriais onde controla os sindicatos seus filiados. Com o sector dos transportes e administração Pública ( tem vários sindicatos) entra numa guerrilha de desgaste com greves todas as semanas. E eu acredito que o PCP é capaz de entrar numa "política de quanto pior melhor" juntamente com o BE e uma ala mais "esquerda" do PS, onde não não há "seguro" nenhum ( veja-se esta questão da vigilância sucessiva da Constituição pedida por vários deputados do PS) mas que não é a posição oficial do PS!

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publicado às 18:21


Concertação social: as sequelas

por Francisco Clamote, em 20.01.12
Ainda a tinta das assinaturas apostas no acordo de concertação social não secou e já António Saraiva, presidente da CIP, veio declarar que as medidas não são suficientes, pois "não tapam o vazio que a retirada da meia hora deixou". Tendo em conta a leitura que toda a comunicação social fez do acordo, salientando unanimemente que o gravoso das medidas contempladas recai por inteiro sobre os trabalhadores (e aqui temos uma boa amostragem da imprensa) estas declarações do patrão dos patrões podem ter uma dupla leitura: ou são a manifestação de alguém que "de contente rilha o dente"; ou, hipótese mais provável, nem sequer o patronato acredita no sucesso das medidas acordadas e está já, por esta forma, a arranjar desculpas para o facto de a economia portuguesa, não obstante o acordo, não sair da cepa torta.
Temo bem que este venha a ser o cenário, porque me parece provável que o aumento das horas de trabalho resultante do acordo possa vira a ser mais que compensado, negativamente, pelo aumento (inevitável) da conflitualidade laboral.
Isto quanto aos efeitos prováveis no plano da economia, porque o acordo vai ter também sequelas no plano sindical.
Muito provavelmente, admito eu, João Proença, com a assinatura aposta no acordo deve ter selado o final da sua carreira (aliás, demasiado longa) como dirigente sindical pois não estou a ver que os sindicatos filiados continuem a aceitar a sua liderança, depois de toda a inabilidade (para não dizer outra coisa) manifestada, quer durante, quer após a negociação do acordo. 
Já quanto ao futuro da UGT sou bem mais optimista do que Torres Couto, um dos seus fundadores, para quem a assinatura do acordo pode ser vista como a sua certidão de óbito. Sem dúvida que a UGT, com este acto, perdeu boa parte da sua credibilidade junto dos trabalhadores, mas tem na excessiva subordinação da CGTP às orientações do PCP, uma espécie de seguro de vida. Continuará a haver sindicatos que não aceitam a colagem da CGTP à estratégia da PCP que se norteia, tantas vezes, pelo lema do quanto pior melhor e cujos resultados estão hoje bem à vista. E, a este respeito, suponho que não é preciso acrescentar mais nada à carta: Os trabalhadores no activo e os pensionistas, designadamente, sabem do que falo.

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publicado às 17:45


CGTP pondera processo crime contra UGT

por Luis Moreira, em 19.01.12

Proença mentiu ao dizer que foi incentivado por dirigentes da CGTP para avançar com as negociações?

"Esta iniciativa surge na sequência de declarações de João Proença, secretário-geral da UGT, segundo as quais dirigentes do sector maioritário da Intersindical tinham pedido à UGT que assinasse com as organizações empresariais o “Compromisso para o crescimento, competitividade e emprego” ontem subscrito sem a adesão da CGTP."

A ser mentira, Proença está de consciência pesada, embora sem motivo. Tem muitas explicações válidas para ter assinado o acordo. Trata-se de um refúgio que nesta altura vem a calhar face às criticas de vários sectores? Também não parece que seja razão válida, porque se recebeu mesmo incentivos para assinar e foi por isso que assinou, é pior a emenda...

Creio que nesta altura e nestas circunstâncias, quem usou a situação foi a CGTP por forma a liderar a contestação e aparecer como campeã da classe trabalhadora. Mas resta saber se tem razão.

Fica a possível mentira que pode consubstanciar uma difamação. Mas não mais do que isso! É preciso lembrar que uma das mais furiosas lutas entre o PS e o PCP foi a da Unicidade Sindical em que Mário Soares com Salgado Zenha impediram que o PCP tenha obtido a hegemonia e o monopólio da representação sindical dos trabalhadores, uma vitória fundamental para a implementação de Democracia em Portugal.

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publicado às 12:02


Sindicatos afastam-se da decisão da UGT...

por Luis Moreira, em 18.01.12

«Não entendo a lógica de orientação das cedências da UGT em nome da competitividade nacional. Se isso é o nosso valor supremo, podemos fazer do ponto de vista sindical muitos sacrifícios desde que haja alguma perspectiva de compensação ao acordo, a médio e longo prazo, de parte do trabalho relativamente ao capital», afirmou Alan Stoleroff, em declarações à TSF."

"Eu não sei quem mais admirar: se a persistência do ministro da Economia e das pessoas que o ajudaram nisto ou se a coragem do dr. João Proença", admitiu ontem Daniel Bessa, economista e ministro da Economia no Governo de Guterres. "Acho que é preciso uma coragem enorme num lugar como o dele para aceitar estas coisas que, do meu ponto de vista, são mais importantes e mais sérias que a meia hora", defendeu."

Temos ou não acordo?


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publicado às 19:15


A CGTP tem razão diz Constança Cunha e Sá

por Luis Moreira, em 17.01.12

Tenho que dar razão à CGTP. "«O que acontece é que de facto é que não tendo Portugal possibilidade de diminuir e desvalorizar a moeda, o que está a acontecer é que estamos a desvalorizar o valor do trabalho. Agora, o problema é que isso é muito feito muito à conta dos trabalhadores e eu aí, tenho de dar razão à CGTP porque é muito feito à conta dos trabalhadores, seja funcionários públicos, seja por trabalhadores à conta de outrem», disse.

É um facto, embora as medidas em si sejam razoáveis e fundamentais para assegurar níveis de competitividade que possam sustentar um bom nível de vida, mas é verdade que quem está a suportar o grosso da austeridade é a classe média e os trabalhadores. Também gostaria de ver uma contribuição mais activa e visivel das empresas e do Estado.

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publicado às 16:00

Esta é uma verdade incontornável! Com os comunistas é assim, ou é como eles querem ou não há acordos. Como seria se algum dia fossem governo? Não fazendo acordos, não podendo governar em democracia, isto é, não fazendo acordos, governava como?

Eu concordo que há propostas em cima da mesa que são retrocessos mas há outras que são essenciais para uma maior flexibilização das empresas, o mundo muda, mudou , está a mudar.

"Carvalho da Silva afirmou que a meia-hora foi uma "chantagem" que serviu para este governo incluir um retrocesso nos direitos dos trabalhadores. A CGTP afirmou que o documento "é um absurdo, um desequilíbrio de relações de poder muito grande".

Nisto estou de acordo com Carvalho da Silva, esta meia hora diária de trabalho a mais não leva a lado nenhum. Mas as férias, pontes, feriados, certificados médicos aos milhares para provarem doenças nas pontes, tudo isso é uma provocação para os que são honestos e trabalham mesmo.

Tudo muda menos a mudança!

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publicado às 15:30


A CP passou da greve para a guerrilha...

por Luis Moreira, em 11.01.12

Um grupo de trabalhadores forçou a entrada nas instalações da empresa para entregar um protesto escrito. A luta está a passar para outro patamar. Esgotadas as greves que a maioria da população não vê com bons olhos, os trabalhadores procuram agora ser notícia.

"Os ânimos exaltaram-se entre os funcionários e a polícia, quando os manifestantes passaram uma faixa de protesto para entrar no edifício e entregarem um documento reivindicativo à administração.
Segundo a Antena 1, os trabalhadores estavam concentrados à porta das instalações da administração da CP, em Lisboa. Forçando o cordão policial, passaram o portão de entrada das instalações e percorreram rapidamente o pátio que dá acesso à porta de entrada do edifício, gerando-se alguma confusão entre os manifestantes e a polícia, relatou a mesma rádio."

O PCP avisou e a CGTP também que o essencial da luta se travaria na "rua em forma de protesto".

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publicado às 20:00


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