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Vasco da Graça Moura e o Acordo Ortográfico

por Luis Moreira, em 04.02.12
Vasco da Graça Moura nos seus poemas e livros poderá optar por escrever como sempre mas nas funções de Presidente do CCB não me parece. Ainda para mais nomeado pelo Governo de um dos países que assinou o acordo.
Estas pessoas da cultura, aliadas e comentadoras do Governo têm tiques de "primas-donas". São nomeadas para um lugar fantástico (eu ali, junto aos Jerónimos e ao Tejo trabalhava de borla) e para uma função extremamente interessante e bem paga e, a primeira coisa que fazem, é arranjar mais uma frente de batalha a quem os nomeou.
Vasco Graça Moura já veio dizer que o CCB é uma instituição de direito privado pelo que não está obrigado a cumprir o acordo. Não me parece que seja esse o essencial da questão!

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publicado às 09:00

O Joe Berardo, habituado a viver em países onde as pessoas não têm medo de dizer o que pensam, não está com meias, de vez em quando "arreia a giga"! O saco azul serve para fazer investimentos no estrangeiro, oito milhões de euros.

Mas uma fundação, que é largamente subsidiada pelo Estado, quando tem superavites não os devolve a quem a subsidia?

Ou isto tem a ver com aquele contrato da exposição permanente da colecção de arte do Joe? Será que as coisas não estão no caminho certo?

Quando é que o governo dá a conhecer a lista de fundações a extinguir?

 

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publicado às 08:00

Box Nova 2011

por Luiz Antunes, em 21.10.10

A Box Nova do Centro Cultural de Belém (CCB) é um espaço onde se podem candidatar todos os coreógrafos que "desejem" apresentar as suas criações mais recentes, por estrear ou que ainda não tenham sido apresentadas em Lisboa.

As condições cedidas pelo CCB são três a quatro dias para a montagem e ensaios seguidos da apresentação pública que são, sempre que possível, a um Sábado pelas 19 horas...

Esta será provavelmente das poucas "salas"a disponibilizar-se a candidaturas para programação e apoio,  será infelizmente a única programação de Dança no CCB (fora as companhias|coreógrafos que são convidados, muito de vez em vez, a integrar a programação deste Centro Cultural).

Depois das candidaturas e das avaliações das mesmas, feitas pela Luísa Taveira... o resultado saiu. É curioso verificar que cada vez mais estes projectos estão reduzidos, podemos verificar que o ano de 2011 contempla simplesmente 4 projectos (foi habitual em anos anteriores haver um projecto por mês). Tempos de crise é  máxima.

Aqui ficam os nomes dos seleccionados, alguns nomes em repetição de anos anteriores outras revelações que esperemos que sejam reveladoras.

Utilizando as palavras da Luísa Taveira

"Venho agradecer a todos o envio das propostas para a Box Nova, que este ano contou com mais de 40 projectos.

Junto envio a selecção feita para o ano de 2011 que, como sempre, foi da minha inteira responsabilidade.

Sempre ao vosso dispor e desejando um bom trabalho, envio um abraço."

 

(Pois eu acho que o concurso de uma instituição paga pelo dinheiro dos contribuintes não pode dizer que "a selecção foi da minha inteira responsabilidade". Os critérios têm de ser claros, transparentes e públicos.)

 

 

 

15 Janeiro

Imago de Helder Seabra

07 Maio

I am hunting de Sylvia Rijmer

02 Julho

Estamo-nos a preparar de Sofia Dias & Vítor Roriz

26 Novembro

Ninguém sabia contar aquela história de Sara Anjo

 

Estão de parabéns os seleccionados.

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publicado às 05:30

"Happening" in Parlamento by Gabriela Canavilhas

por Luiz Antunes, em 18.09.10

No início da "nova temporada" da Ministra da Cultura, enquanto "Directora Artística do Parlamento", atenta para o seguinte:

 

"(...) Colapso iminente do Estado Social" nos países europeus, defendendo de novo a urgência de "minimizar" a dependência das estruturas do sector em relação ao Estado. (...)" ; "(...) Os cortes de despesa pública nos países europeus demonstram que o Estado social encontrou o seu limite mas há outras formas de dar segurança ao sector artístico e minimizar a dependência em relação ao Estado".

 

Este é o programa que assegura várias coreografias a diversos artistas em Portugal.

Mas como actualmente em Portugal se pensa mais do que se dança, até porque o "movimento dançado" é o que liga as imagens sequenciais e sucessórias num trabalho coreográfico, iniciei um processo de "pesquisa coreográfica" que me levou ao seguinte processo cognitivo:

 

- O Ministério da Cultura em Portugal é o que recebe menos do orçamento de Estado e, segundo estudos publicados, dos Ministérios que apresenta maior dinamismo e retorno de verbas.

 

- Porque é que os artistas subsidiados pelo Ministério da Cultura, através dos seus mais diversos institutos e estruturas de apoio cultural, não são integrados nas programações dos Teatros Nacionais?

Por exemplo, um projecto que seja subsidiado em Lisboa, normalmente, apresenta-se dois ou três dias apenas, depois de vários meses de trabalho (pois nunca existem salas disponíveis na Capital). O projecto morre de seguida... Os produtores ou os próprios criadores tentam vender o projecto para as diversas salas do País mas, ou os programadores não percebem os conteúdos dos projectos / espectáculos e não arriscam em novos criadores, ou acham que é extremamente arrojado para o público dos seus feudos Culturais. Muitos destes senhores que programam as salas, de norte a sul do País, acumulam normalmente diversos cargos nos Municípios; podem ser vereadores da Juventude, Médicos, Engenheiros, Advogados, Pedreiros, Trolhas, Vereadores da Educação.... Enfim... Tudo menos pessoas das Artes. Este facto é curioso num Portugal que cada vez tem mais cursos Superiores nas Áreas Artísticas (só em Dança existem dois: Faculdade de Motricidade Humana da Universidade Técnica de Lisboa e Escola Superior de Dança do Instituto Politécnico de Lisboa).

Voltando à ideia inicial pensei: não seria lógico que os projectos subsidiados tivessem uma obrigatoriedade contractual com o próprio Ministério de se apresentar em X salas, nos diversos pontos do País? Era possivel conhecer os trabalhos dos novos criadores de uma outra forma e diminuir o elitismo cultural pertencente a meia dúzia.

Talvez?!

 

- A LEI DO MECENATO. Será que já se pensou em alterar claramente uma lei bafienta cuja a aplicabilidade é quase nula pela sua complexidade (pelo menos no que diz respeito às Artes de Palco)? O principio do Mecenato é fundamental que se recupere. Integrar a sociedade civil no apoio a projectos. Relembro a significação de mecenas: protector dos literatos e das letras; Pessoa ou entidade que patrocina financeiramente um artista, instituição ou evento cultural.

 

Termino esta verborreia com o seguinte exemplo:

 

O Centro Cultural de Belém (CCB) promove um projecto que se chama BOX NOVA que visa apoiar criações a estrearem ou a apresentarem-se pela primeira vez em Lisboa... São disponobilizados 3000 euros para a produção. Os criadores concorrem com os seus projectos escritos (muitos não são lidos sequer, mas isso é outra coisa)... As escolhas e análises são feitas por quem de direito... et voilá... caso se tenha o bafejo da sorte, têm-se data...

A máquina arranca, é  o corpo que pulsa, é a imaginação que projecta na cena o que irá ser. Os ensaios arrancam em sítios emprestados ou nas salas das próprias de casas (pois os espaços adequados para ensaio são escassos e não para todos). A data aproxima-se e quatro dias antes da estreia começam os ensaios e montagens no local, neste caso a Black Box do CCB. Mas... tudo isto para uma única apresentação: do espectáculo/performance/acto criatico/projecto pluridisciplinar/coreografia... São 50 lugares apenas e se tudo correr bem ainda ainda se consegue convidar alguém para o ensaio geral...

 

Não é preciso pensar muito... nem fazer "imensas" reuniões e conferências no CCB para se saber o que realmente é necessário fazer... Fiquemos com a ideia da Alteração da Lei do Mecenato e a criação de rotatividade dos trabalhos apoiados pelo Ministério da Cultura... O que seria....

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publicado às 16:28


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