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António Pires de Lima, ministro da Economia, foi a Londres anunciar que o governo quer negociar um novo programa de assistência, contando iniciar  as negociações nos primeiros meses de 2014.

Esta declaração tem o inquestionável mérito de acabar com todas as dúvidas: o governo português assume, sem disfarces, que Portugal, no final do actual programa de assistência, não estará em condições de financiar-se junto dos mercados financeiros, tendo forçosamente de recorrer a nova ajuda para se poder financiar a juros aceitáveis. Em boa verdade, notícias  como esta nem sequer permitem que o governo possa acalentar outra alternativa. 

Qualquer que seja a forma que o novo programa de assistência venha a tomar (novo resgate, ou programa cautelar) um dado é certo: Portugal, ao contrário do que Paulo Portas tem vindo a proclamar, não se verá livre do "protectorado". Duma forma ou de outra, Portugal continuará sujeito ao condicionalismo que os "assistentes financeiros", sejam eles quais forem, quiserem impor. Isto, pelo menos, enquanto em Portugal estiver no poder este governo de marionetas.

Se o país, ao fim de três anos de assistência financeira, sob o controlo datroika,  não só não consegue ver-se livre de uma qualquer forma de "protectorado", como está e vai estar, no fim do programa, mais pobre, mais endividado e com um número muito mais elevado de desempregados, então forçoso é concluir que os actuais governantes (Cavaco incluído) não se limitaram a "queimar"  12 ou 13 mil milhões de euros, para utilizar a expressão de Pedro Adão e Silva a que me refiro  aqui. Os incendiários são também responsáveis por, em pura perda, terem lançado à fogueira três anos das nossas vidas.

Não admira, por isso, que os incendiários se tenham vindo a esquivar, até agora, ao julgamento popular, mas o dia do julgamento da tragédia por que são responsáveis, há-de chegar. Queiram ou não queiram.

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publicado às 12:37


OFENSAS AO PRESIDENTE

por João de Sousa, em 01.06.13

Cavaco Silva está a sofrer em fase terminal da síndroma de presidente de opereta, general sul-americano, monarca malaio-polinésio e filho de Putin.

Já o caso dos seus assessores é mais grave - parece evidente que se dedicam a práticas de onanismo institucional durante as horas de serviço no palácio de Belém.

Chamar "palhaço", "escultor", "cirurgião cardiovascular", "merceeiro", "empresário em nome individual" ou "fadista" a alguém, incluindo ao presidente da república, não é, obviamente, uma ofensa. É uma analogia laboral, um desabafo de inspiração técnico-profissional.

É um pouco como chamar a Cavaco Silva "coveiro" (uma profissão de enorme mérito e alguma profundidade conceptual, a não ser que se tenha enterrado a economia portuguesa). Ou como dizer que tem a credibilidade política de um "vendedor de carros em segunda mão" (actividade plena de relevância até no plano das exportações, por exemplo para os PALOP). Pessoalmente acho que Cavaco Silva tem ainda facetas de prestidigitador de autocarro, gourmet especializado em bolo rei, técnico de supervisão bancária incompetente e economista ridículo.

Se eu dissesse e escrevesse que, ao longo das últimas três décadas, foi "o mais temível líder de pandilha em Portugal", que "traiu os interesses do país e enriqueceu de forma ilegal" isso sim, poderia configurar uma ofensa. Ou ser a mais pura das verdades e merecer uma investigação da PGR.

 

Um texto de Miguel Szymansky, que eu subscrevo!

 

João de Sousa

ergo res sunt

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publicado às 15:38

Já se pode ler no site da Presidência da República o anunciado "Prefácio do Presidente da República no livro de intervenções “Roteiros VII”, a que Cavaco Silva deu o título "UM PRESIDENTE EM TEMPOS DE CRISE".
Tendo em conta os resultados da sua acção (a economia portuguesa a afundar-se de dia para dia e Portugal a empobrecer a olhos vistos, sem que Cavaco Silva tenha tomado até agora qualquer atitude que tenha contribuído para inverter a situação)  mais ajustado seria o título "O que um Presidente não deve fazer em tempos de crise".
É verdade que, atendendo à enumeração, que se diria exaustiva, dos seus múltiplos "avisos" e às suas alegadas, mas não desvendadas, intervenções junto do governo, até se poderia dizer que Cavaco Silva tem desenvolvido, durante o actual mandato, um intenso labor. No entanto, mesmo admitindo que tal poderia corresponder à verdade, certo é que, tendo em conta os resultados, a sua acção só pode ser classificada como ineficaz, inconsequente, senão como contraproducente. Esse é, pelo menos, o modo como os portugueses avaliam a sua actuação, a crer na  última sondagem publicada pelo "Expresso", que atesta que a popularidade de Cavaco Silva continua em queda. E não se diga que tal se deve, como Cavaco parece sugerir, ao facto de ele recusar assumir um excessivo protagonismo e à preocupação de "guardar reserva relativamente às suas intervenções junto do Governo". E não se diga tal, porque a realidade fala mais alto e não há a mínima dúvida de que a situação económica e social em Portugal tem vindo a agravar-se desde que o actual governo, patrocinado por Cavaco, assumiu funções.
Cavaco Silva não ignora certamente essa realidade, pois está bem à vista, mas se alguém pensa que ele pode vir a tomar alguma iniciativa que ponha termo à tentativa de destruição de um país em que o actual governo parece empenhado, desiluda-se. É ele quem o diz:  "Em conjunturas de crise, como a que vivemos, seria fácil tirar partido de uma magistratura que não possui responsabilidades executivas diretas para, através de declarações inflamadas na praça pública, satisfazer os instintos de certa comunicação social, de alguns analistas políticos e de muitos daqueles que pretendem contestar as instituições. Seria fácil, por exemplo, alimentar sentimentos adversos à classe política ou até à ação do Governo.
Esse não é, no entanto, o meu entendimento sobre o que deve ser a ação responsável de um Presidente da República, muito menos em tempos de grave crise. Os Portugueses sabem como sou, conhecem a minha aversão a excessos de protagonismo pessoal e o meu apego ao superior interesse do País. A minha missão consiste em contribuir, de forma ativa mas ponderada, para que Portugal vença os desafios do presente sem perder de vista os rumos do futuro. Foi esse o mandato para que fui eleito – e dele não me afastarei nem um milímetro."
Ou seja: o navio pode estar a afundar-se, mas ninguém espere que Cavaco mexa sequer uma palha para evitar o naufrágio. Cavaco é, pois, o exemplo perfeito de um presidente inexistente e prova viva de que Portugal, como já alguém disse, não precisa de um Presidente para sobreviver.
Sim, porque Portugal, apesar da tripla "praga" (este presidente, este governo e esta maioria) que está, consciente ou inconscientemente, a tentar destruí-lo, ainda há-de encontrar forças e meios para resistir e sobreviver. Pelo menos, assim o creio.

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publicado às 16:34


Não dê conselhos, Sr. Presidente!

por António Filipe, em 07.03.13
Cavaco Silva escreveu, hoje, no Facebook:
"No próximo dia 9 de Março, data em que completo o segundo ano do meu segundo mandato, divulgarei, na página da Presidência da República na Internet, o texto do Prefácio do livro “Roteiros VII”, que reúne as intervenções mais significativas que produzi naquele período. Este ano, o Prefácio diz respeito ao modo como deve actuar um Presidente da República em tempos de grave crise económica e financeira, como aquela em que Portugal tem estado mergulhado nos últimos anos.
"

Deixe estar, Sr. Presidente. Não se preocupe. O Sr. já não tem idade para estas coisas de Facebooks. Está mas é na altura de gozar a sua reforma miserável e de tratar bem da Maria que, coitada, tal como o Sr., era uma mísera professora, tendo, também por isso, uma miserável reforma.
Olhe, quer um conselho? Vá para a sua terrinha, no Algarve, e caso lhe falte o dinheiro pode sempre fazer uns biscates na construção ou ir limpar umas matas, como aconselha o seu amigo João Salgueiro Banqueiro. No Verão, também pode ir servir os turistas à mesa de um restaurante qualquer que ainda se mantenha aberto. Se o patrão não tiver dinheiro para lhe pagar, recorre às gorjetas, que sempre são uns troquitos.
Aconselhava-o a concorrer a Papa, mas ao que parece eles agora já só querem malta nova.
Se entretanto decidir escrever alguma coisa no Facebook, só lhe peço que não dê conselhos sobre como deve actuar um Presidente da República. É que, sabe, Sr. Presidente, a sua experiência no cargo não pode nem deve servir de exemplo a quem vier a seguir.
Sei que não sou ninguém para lhe dar conselhos. O Sr. fará como entender. Tenho a certeza de que fará o melhor para Portugal, pois considero-o um grande filho da pátria (ou será de pátria?).
Passe bem, Sr. Presidente e agasalhe-se, que está frio e, na sua idade, uma pneumonia pode ser fatal.

 

Alguns links relacionados (ou não):

Rogério da Costa Pereira: “A vida política do Professor Cavaco Silva acabou!” - http://pegada.blogs.sapo.pt/2156670.html
Francisco Clamote: “Inconsequente” - http://pegada.blogs.sapo.pt/2155766.html
António Leal Salvado: “As baratas tontas não lavam as mãos” - http://pegada.blogs.sapo.pt/2154445.html
Francisco Clamote: “Uma singular IPSS: a Presidência da República” - http://pegada.blogs.sapo.pt/2074692.html
António Filipe: “Cavaco foge do povo, mas o povo não desarma” - http://pegada.blogs.sapo.pt/2067118.html
Rogério da Costa Pereira: Mário Viegas – “Manifesto Anti-Cavaco (mutatis mutandis ou nem por isso)” - http://pegada.blogs.sapo.pt/2034070.html
Hélder Prior: “Política e Hipocrisia: a parcimónia e o silêncio de Cavaco Silva” - http://pegada.blogs.sapo.pt/2028817.html
Francisco Clamote: “O bolo ou o disparate” - http://pegada.blogs.sapo.pt/1946003.html
Rogério da Costa Pereira: “O cavaco e a Distância” - http://pegada.blogs.sapo.pt/1944264.html
Rogério da Costa Pereira: "A Cadeira do Cavaco" - http://pegada.blogs.sapo.pt/1919824.html
Rogério da Costa Pereira: “Caramba, o homem é um génio” - http://pegada.blogs.sapo.pt/1443121.html

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publicado às 17:30


Inconcebível, não é?

por Francisco Clamote, em 07.03.13
Por todas as razões que enumera (e por mais algumas que poderiam ter sido alinhadas), André Macedo, em artigo de opinião que pode ser lido, na íntegra, aqui, classifica o ministro das Finanças como " O inconcebível Gaspar".

O qualificativo "inconcebível" que bem calha ao ministro Gaspar, assenta ainda melhor à espécie de primeiro-ministro que (des)governa o país. De facto, como classificar um primeiro-ministro que, perante a proposta do líder do PS visando o aumento do salário mínimo nacional, não só recusa a proposta como defende que a medida mais sensata seria baixá-lo, invocando, para justificar a (insensata) tese, o exemplo da Irlanda, que frequentemente lhe serve de referência,  onde vigora um salário mínimo "principesco" (1462 €) quando comparado com o miserável salário mínimo em vigor em Portugal (485 €)?

Se este primeiro-ministro é inconcebível, já, ao invés e por contraditório que possa parecer, se consegue conceber a sua permanência em funções.

E concebe-se, porque, a par dum primeiro-ministro e dum ministro das Finanças inconcebíveis, Portugal também tem um presidente da República inconcebível., simultaneamente existente e inexistente. Existente, porque ocupa o lugar, inexistente porque, inoperante, se demite do exercício das sua funções.

Inconcebível, não é?

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publicado às 15:51


Inconsequente

por Francisco Clamote, em 03.01.13
A mensagem de Cavaco Silva foi, como é de regra, objecto das mais variadas interpretações, fazendo cada qual a leitura que mais lhe agradou. Como é usual e aliás compreensível.

Desta vez, também eu me dei ao trabalho de ouvir e de ler a mensagem e, se bem ouvi e li, Cavaco Silva não foi além do exercício que lhe é habitual: fez uns tantos avisos, mas, à partida, deixou claro que os seus avisos não são para levar a sério. Qualquer que seja a evolução dos acontecimentos e por mais grave que venha a ser a situação social e económica, Cavaco Silva recusa a hipótese duma crise política. Nestas condições, é óbvio que Passos Coelho tem caminho livre para fazer o que muito bem lhe aprouver. Siga  ele, ou não, os conselhos de Cavaco, este não tirará daí quaisquer consequências, em conformidade, aliás, com o seu procedimento em relação este governo. Cavaco avisa, lava as mãos e, desta forma, sacode a água do capote. Com êxito, até agora, reconheço.

"Inconsequente" disse a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, ao comentar a mensagem. Inconsequentes, corroboro eu, a mensagem e o autor.

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publicado às 00:17


Definitivamente, o "morto" não ressuscita

por Francisco Clamote, em 19.12.12

 


"A secretaria do Tribunal Constitucional encerrou sem que o Presidente da República tenha ali entregue hoje, último dia do prazo, um pedido de fiscalizaçãp preventiva da constitucionalidade do OE 2013"


A verdade é esta: estavam reunidas todas as condições para que o "morto" regressasse à vida. Pode mesmo afirmar-se que dificilmente poderá ocorrer uma oportunidade tão, ou mais, favorável. O certo é que, mesmo assim, o "morto" não ressuscitou. Assim sendo, é de afastar definitivamente a possibilidade de ressurreição. Pelo menos no que diz respeito ao "peso morto" instalado em Belém.

(Notícia e imagem daqui)

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publicado às 23:13


O dia da institucionalização do fascismo às escâncaras

por Rogério Costa Pereira, em 15.12.12

«Cavaco Silva vai promulgar o Orçamento do Estado para 2013 e, com toda a probabilidade, enviá-lo seguidamente para o Tribunal Constitucional para fiscalização sucessiva.» [Expresso]
O dia em um Presidente da República optar pela fiscalização sucessiva da constitucionalidade de um Orçamento em detrimento da fiscalização preventiva, assim permitindo que um diploma legal vigore embora tenha duvidas acerca da sua adequação à Constituição que jurou cumprir, será o dia oficial do fim do Estado de Direito Democrático. O dia de um golpe de Estado levado a cabo pela figura máxima desse mesmo Estado. O dia da institucionalização do fascismo às escâncaras. A partir desse momento é dever de todo o cidadão tudo fazer para repor o Estado de Direito Democrático, que ainda impera na letra da Lei Fundamental.

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publicado às 19:22


Enterrá-lo e já!

por Francisco Clamote, em 28.11.12
Como escreve aqui o Henrique Monteiro com quem, só uma vez por outra, consigo estar de acordo, como  é desta vez o caso, "o Orçamento para 2013 vai morrer. Alguns dos seus artigos serão declarados inconstitucionais, pois só com grandes artifícios jurídicos, o mesmo Tribunal Constitucional que não permitiu a iniquidade entre funcionários públicos e privados permitirá iniquidade maior (e mais injusta) entre reformados e trabalhadores ativos".
Por essa razão, mas não só, é certo e sabido que a Lei do Orçamento, quer o governo queira ou não queira, vai passar pelo crivo do Tribunal Constitucional. Se não for a instâncias de Cavaco, sê-lo-á, a requerimento dum número suficiente de deputados, incluindo alguns dos que sentam na bancada do PS, queira ou não queira, o Seguro. 

 

É óbvio que, quanto mais tarde o Tribunal Constitucional se pronunciar, maiores serão os danos, caso o Tribunal Constitucional conclua pela existência de normas inconstitucionais, como, a meu ver, é o mais provável, se é que não é certo. 
Sendo assim, mandaria o bom senso que o "enterro" tivesse lugar o quanto antes, possibilidade que está apenas na mão de Cavaco. É ele, pois, quem tem a palavra. Terá ele também o bom senso? 

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publicado às 19:55


A palavra ao coveiro de Portugal

por Rogério Costa Pereira, em 27.11.12

Após a aprovação do OE, eis que fica nas mãos de quem começou a abrir o buraco tapá-lo. Não tenho dúvidas que o fará -- com o país lá dentro --, promulgando a ignomínia, cumprindo-se a si mesmo. Resta, pois, a fiscalização sucessiva. E o TC. Mas a esperança é pouca. Este TC é acima de tudo um tribunal político. Palavra ao povo!

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publicado às 14:08


Do tornado: o texto que gostaria de escrever

por Rogério Costa Pereira, em 18.11.12

Não posso deixar de salientar e elogiar a forma célere e esforçada como o senhor primeiro-ministro e o excelentíssimo presidente da República acorreram ao Algarve, terra deste último, para apoiar, no terreno, as populações vítimas do tornado da passada sexta-feira.
Efectivamente, e apesar dos eventuais apupos que receberiam do povo pela política económica, austera mas necessária, que desenvolvem e apadrinham, os representantes primeiros do povo não hesitaram, sem medos, em fazer-se à estrada para se juntar a quem os elegeu e que viu ir pelos ares parte das suas vidas. 
Ei-los, pois, no seu melhor. Ei-los, pois, exercendo os respectivos mandatos da forma irrepreensível a que já nos habituaram. Outros fossem, sem carácter e sem vergonha, e remeter-se-iam ao recato prudente e impudente de pífias e inconsequentes declarações aos jornalistas.

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publicado às 15:30


Esperemos que não seja já tarde de mais

por Francisco Clamote, em 15.11.12
Cavaco confessou que não viu as imagens dos desacatos e da carga policial ocorridos, ontem, frente à Assembleia da República e Passos Coelho não sei se as chegou a ver. Facto é que nem um, nem o outro  se dispensaram de fazer comentários sobre os acontecimentos, elogiando, sem mais, a actuação policial. 

No caso de Cavaco Silva é simplesmente espantoso que alguém que não viu o que se passou possa, quando questionado sobre se não tinha havido excessos por parte das forças policiais, retorquir que "afirmações desse tipo só podem ser um insulto à polícia". Espantoso e preocupante, para não ir mais longe.

No caso de Passos Coelho, como digo acima, não sei se as chegou a ver. Em todo o caso, para fazer os comentários que fez, não deve ter tido tempo para as ver bem.

Em qualquer caso, pode em relação quer a um, quer ao outro, aplicar-se o que escreve Vítor Belanciano  num artigo de opinião com o título "Eles não aprendem nada", artigo que é, ao mesmo tempo um testemunho presencial dos factos e cuja leitura se recomenda, sobretudo a Cavaco Silva e a Passos Coelho. Isto, claro, partindo do pressuposto de que, embora não tenham aprendido nada, até agora, ainda queiram aprender para tirarem as devidas conclusões. Não sei é se, tal como conclui Vítor Belanciano, não é já tarde de mais.

Esperemos que não.

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publicado às 23:14


Ei-la(los), au naturel [recados à nação]

por Rogério Costa Pereira, em 03.11.12

«A antiga líder do PSD e ex-ministra das Finanças Manuela Ferreira Leite disse hoje, em Coimbra, que a resolução de problemas complexos ou a afronta a corporações "não é muito possível, na prática", de ser feita em democracia.

Resolver problemas complexos "não é muito possível, na prática", em democracia

Intervindo no ciclo de conferências políticas "A Democracia e o Futuro", promovido pela autarquia de Coimbra e pela Fundação Bissaya Barreto, Manuela Ferreira Leite começou por classificar de "provocatória" a questão que lhe foi lançada pelo moderador do debate, o jornalista Henrique Monteiro, que perguntou a Manuela Ferreira Leite se Portugal conseguirá ultrapassar a atual situação de crise "preservando todos os princípios do regime democrático".

"Aquilo que eu na altura disse [quando falou da suspensão da democracia por seis meses] e que, provavelmente, neste momento é atual, é que em situações de extrema complexidade em que para ultrapassar os problemas complexos não se vê outra solução do que enfrentar ou afrontar determinado tipo de corporações, determinado tipo de interesses, possivelmente isso não é muito possível, na prática, ser feito em democracia", argumentou a antiga governante.

Adiantou que a intervenção da 'troika' em Portugal põe em causa a soberania nacional e que o sistema democrático "nem sempre" consegue enfrentar elementos externos.

"Não é com certeza em nome do Estado português que eu ouço a todo o momento falar na chamada 'troika', ou seja, estamos sempre a falar em elementos externos que não são, com certeza, defensores da nossa soberania, são, pelo contrário, algo que põe em causa a nossa soberania", disse Manuela Ferreira Leite.» [DN]

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publicado às 20:37


O "padrinho", entretanto, ressona

por Francisco Clamote, em 18.10.12



Perante o estado de degradação a que chegou a coligação no poder e conhecidas que são as previsões independentes que anunciam que o Orçamento do Estado apresentado por este governo é inexequível e que vai conduzir a um desastre de enormes proporções, a confirmar-se a previsão do FMI, que aponta para uma possível queda da economia superior a 5%, é evidente que o Cavaco Silva já deveria ter tomado uma qualquer acção no sentido de pôr cobro a esta situação.

No mínimo dos mínimos, como "padrinho" deste governo, já deveria ter chamado os cônjuges desavindos para porem termo ao triste e degradante espectáculo que vêm exibindo na praça pública. O mais certo e o mais adequado à situação seria, no entanto, dissolver este Parlamento e convocar novas eleições. Por muito incerto que seja o resultado de uma tal opção, pior não seria do que o desastre para que este governo está a conduzir o país, pois o desastre é mais que certo, face a todas as previsões de entidades independentes e às opiniões quase unânimes dos especialistas sobre a inexequibilidade do Orçamento apresentado. 

O facto, porém, é que, por enquanto, o "padrinho" não faz mais do que ressonar.

Minto: em abono da verdade deve dizer-se que, de vez em quando, durante os intervalos do ressonar, vai deixando um avisos no Facebook. Mas é tudo. Se calhar, Cavaco Silva acha que, como presidente da República, a mais não é obrigado. Só pode.

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publicado às 19:37


Encenação

por Francisco Clamote, em 22.09.12

Por muito respeito que me mereçam alguns membros do Conselho de Estado, com os ex-presidentes à cabeça, a verdade é que estou convencido que a  convocação do Conselho por parte do presidente da República não passou, tal como escrevi  aqui, de mais uma manobra  de Cavaco. Não me restam dúvidas que a reunião não foi mais que uma encenação para dar cobertura ao recuo de Passos e do seu desastrado governo em relação às alterações da TSU, impossíveis de levar por diante, face à movimentação e contestação popular. No fundo, uma encenação para salvar os seus.

A leitura do comunicado final (O Conselho de Estado foi informado da disponibilidade do Governo para, no quadro da concertação social, estudar alternativas à alteração da Taxa Social Única) tira-me as dúvidas.

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publicado às 21:11


A culpa, obviamente, é da "troika"

por Francisco Clamote, em 02.09.12

5,3%? Upa, upa!

6,9% é que é! Isto no final do 1º semestre, porque no final do ano ainda estamos para ver. E não vai ser lindo, está mais que visto, tal o descontrolo da execução orçamental.
Culpada disto tudo é troika, diz Cavaco e não há que duvidar.
De facto, não foi a troika quem elaborou o Orçamento do Estado e o fez aprovar na Assembleia da República, pela maioria governamental (PSD/CDS)?
E, por acaso, não foi também a troika quem promulgou a Lei do Orçamento do Estado, enquanto Cavaco se entretinha a fazer uns rabiscos nuns papéis enviados pela Assembleia da República? 

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publicado às 14:36


Ora bem...

por n, em 25.07.12

Pedro Passos Coelho é criticado por utilizar expressões populares, as quais não ficam bem a um político e o aproxima muito do "popularucho".

Jorge Sampaio era criticado por utilizar expressões eruditas e fazer discursos impercptíveis, os quais não ficam bem a um político e não o aproximavam do "popularucho".

Cavaco Silva é/era criticado por não falar, silêncios que não ficam bem a um político e não o aproximam do "popularucho".

Paulo Portas é criticado pelos "soundbytes", com frases que não ficam bem a um político e o aproximam muito do "popularucho".

José Socratés foi criticado pela preocupação com a imagem, com poses que não ficam bem a um político e o aproximam do "popularucho".

 

Ou seja: se fala popular, leva. Se fala erudito, leva. Se não fala, leva. Se fala a pensar na comunicação social, leva. Se tiver preocupações estéticas, leva. Conclusão: não seja político!

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publicado às 12:17


O bolo ou o disparate

por Francisco Clamote, em 20.07.12
Desde que os seus amigos tomaram conta do "pote", com a sua prestimosa e indispensável ajuda, Cavaco deixou-se de "avisos" e agora, quando fala, ou diz banalidades ou sai-lhe asneira.
A culpa não é tanto dele, reconheço. É mais da responsabilidade da sua Casa Civil que abandonou, não sei por que razão, a rotina de ter sempre à disposição de Cavaco um bolo que ele se apressava a mastigar, evitando assim  que lhe saísse da boca mais algum disparate.
Seja essa ou não a razão, a verdade é que os disparates na boca de Cavaco dispararam.
Vem este intróito a propósito da  última entrevista dada por Cavaco ao "Sol", entrevista que, diga-se desde já, não li, mas da qual tomei conhecimento através do "Público" que faz simultaneamente o favor de transcrever algumas das "pérolas" proferidas por Cavaco.
Uma delas merece destaque. Segundo a transcrição do "Público", Cavaco garante que o país é hoje mais respeitado”.
Faltou-lhe o bolo, saiu disparate. Neste caso, porém, é fácil tapar-lhe a boca. Como os factos são recentes e até têm reflexos no presente, é suficiente fazer-lhe uma simples pergunta para o calar.
Portugal, deve ele lembrar-se, tem actualmente assento no Conselho de Segurança das Nações Unidas, assento que alcançou, era então primeiro-ministro José Sócrates, em disputa com um país da dimensão do Canadá que gozava, e goza,  de enorme prestígio a nível internacional. Não obstante, o certo é que, nessa disputa directa, foi Portugal o eleito, tendo o Canadá, perante a evolução das votações, acabado por desistir da contenda para não fazer pior figura. 
Isto dirá alguma coisa a Cavaco sobre o respeito e o prestígio de que Portugal gozava na altura, a nível internacional? Se calhar, não. Mas, se tem dúvidas, daqui se lhe sugere que promova a repetição da experiência, nas Nações Unidas, ou noutra organização internacional qualquer. Talvez consiga ver, então, o tamanho do seu disparate.
A Cavaco garanto eu que não assistirá a uma tal façanha, nos tempos mais próximos e seguramente nunca antes do fim do seu actual mandato.
(imagem daqui)

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publicado às 18:14


Não quero ser desmancha-prazeres

por Francisco Clamote, em 24.05.12

Cavaco já chegou à Austrália e, pelo ar dele, concluo que está satisfeito. Por mim, que não sou desmancha-prazeres, pode ficar por lá. Ou, se preferir, em alternativa, pode regressar a pé.

(Notícia e imagem daqui)

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publicado às 22:56



Barómetro
Os dados do Barómetro Político da Marktest de Abril indicam que tanto o Presidente da República como o Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, atingiram o saldo de imagem mais baixo de sempre, o que significa que os portugueses foram este mês ainda mais críticos na avaliação negativa da sua actuação.

Estudos de Opinião  , Grupo Marktest,  Ontem

 


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publicado às 16:00


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