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A orelha (arrancada) do Gaspar

por Rogério Costa Pereira, em 19.03.13

Estive a dar uma vista de olhos nos ditos do Gaspar durante a audição parlamentar e gosto particularmente de um que mostra bem o ridículo do "economês" da moda, a patetice do sistema estúpido e desfigurado que nos abraça como um urso.

«15h17 - Vítor Gaspar mostra as perspectivas de crescimento para 2013. "Temos um crescimento previsto de -2,3%"».

E um gajo vai-se habituando a isto e até acha natural e tal. Que é assim que a malta que sabe de números fala e se entende.

"Temos um crescimento previsto de -2,3%".

Porra, pá, isso não é crescer, é minguar.

O domínio dos números sobre os homens e sobre as palavras dos homens, bem sei.

Sei, mas não aceito. Não quero. Não compro.

Não sei se percebeste, Gaspar; vou dar-te um exemplo. Se eu te arrancar uma orelha e te disser que a tua orelha cresceu -100% és gajo para achar que estou a gozar contigo, não é? E eu perceberia isso, e, por piedade, até era gajo para te devolver a orelha que não havia crescido -100%, mas sim sido arrancada a pontapé. E dava-te a orelha de volta ou, como tu dirias, terias a tua orelha novamente a crescer os previstos 0%.

Vá, agora vai-te lá embora (tipo, mesmo). Parece que há para aí malta com vontade de te ver crescer -100%.

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publicado às 16:58

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publicado às 23:00


Os especuladores estarão a fazer isto?

por Luis Moreira, em 22.02.12

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publicado às 15:00

“Se as pessoas que precisam trabalhar juntas em uma empresa confiam umas nas outras porque estão agindo segundo um conjunto comum de normas éticas, o custo de se fazer negócios diminui.” Francis Fukuyama* - economista político nipo-estadunidense

A entrevista (em inglês) abaixo referida em DER SPIEGEL com Francis Fukuya que visa nada menos que a salvação do mundo, motivou-me a comentar as afirmações centrais desse conhecido economista político nipo-estadunidense.

1º Paralogismo: após a queda da União Soviética, Fukuyama festejou no seu célebre ensaio "O fim da história” o capitalismo democrático como vencedor e ponto final de toda a evolução social. Errou, pois o desfecho foi bem diferente.

2º Paralogismo: na presente entrevista fez a seguinte afirmação central: “(...) Ainda não existe nenhuma alternativa ao capitalismo (...)”

3º Paralogismo: encontra-se escondido na citação referida em epígrafe

Ora vejamos o porquê dos paralogismos:

 Já escrevi sobre o tema. Francis Fukuyama, tal como a grande maioria da população mundial, não compreendeu que aquilo que se chama capitalismo em realidade não existe – que existe sim uma unidade polar indivisível entre os dois antagonistas capitalismo e socialismo – o céu para uns e o inferno para outros e vice-versa – que tem que ser vencida. Precisamente através da dedicação à terceiros, criando benefícios. Portanto, o que existe é um equilíbrio sistémico e quando este estiver estabelecido, costuma-se dizer que o capitalismo ou o socialismo é bom porque é óbio que – pontualmente – funciona. Se esta unidade polar indivisível não for constantemente tida em conta e vencida, mais ou menos tarde instalam-se a destruição e a morte, além de gigantescos prejuizos económicos, culturais e ecológicos.

Quanto à citação de Fukuyama, que soa de tal modo bem e que certamente uma grande maioria de pessoas de bem e de boa fé estaria disposta a subscrever o seu conteúdo, o pequeno mas fundamental paralogismo consiste na transmissão da ideia de que tudo corre bem a nívl da economia quando nos nossos actos reina um “conjunto comum de normas éticas”.  Nada mais errado que isso. É a estratégia que determina o sucesso/insucesso dos nossos actos. Com efeito, quando a nossa estratégia for certa – maximização de benefícios para um determinado grupo-alvo! –, uma das muitas consequências desejáveis é o fomento da ética, assim como o da motivação, produtividade, dos lucros pessoais e empresariais, harmonia, bem-estar e paz social, solidariedade, coesão social, baixa taxa de doenças, etc. Basta recordarmos a experiência falhada do Forum de Administradores de Empresas, que em 1995 visou criar a harmonia na economia nacional sob o primado da ética. Na altura os responsáveis, apoiados cientificamente pelo então vice-reitor da UCP, não quiseram ouvir os meus conselhos e em 4 de Maio 1996 o Expresso informou sobre o malogro do projecto. Foi realmente pena, mas perante a falta de uma abordagem sistémica-holística não era de prever outro desfecho possível.

Quanto tempo o grupo-alvo predilecto da UE ainda terá que esperar até esta acordar?

P.S. Os imensos pormenores e conjecturas/previsões em que Fukuyama se perde ao longo da entrevista, não me interessam porque sob o modo de pensar e agir as suas conclusões são perfeitamente aleatórias.

SPIEGEL ONLINE, 02/01/2012

 

 

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publicado às 18:22


O novo capitalismo de estado

por Luis Moreira, em 26.01.12

Diz o Pedro Lomba no Público: que espera Portugal quando se agarra a "salvadores" que são " estados capitalistas" , que mexem com a sua bem visível mão na economia, muito para além da mão invisível do mercado? Angola entrou por aqui dentro as mais das vezes sem dinheiro, pede emprestado e depois paga com "o pelo do mesmo cão", tem milhares de portugueses a trabalhar no seu território, oferece-se como um importante mercado para as nossas exportações, enfim, estamos nas mãos do Angolanos. E, vamos dizer mal deles na comunicação social do estado ? Foram cinco jornalistas para a rua de uma só vez! A dependência paga-se!

Com a China, outro estado capitalista ou que pratica o capitalismo de estado, vamos na mesma, vai comprando e nós sequiosos do seu dinheiro. Estamos à espera de quê, que o estado Chinês venha para aqui e não meta a sua mão bem visível nos mercados e na economia? Estados intervencionistas muito para além dos estados sociais democratas da Europa que praticam a economia social de mercado?

Temos consciência que por cada acção de empresa que vendemos a estes estados capitalistas entregamos parte da nossa soberania? Onde estão os indignados com a perda da soberania quando assinamos o acordo da Troika?

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publicado às 20:43


A Islândia é a nova utopia.

por Luis Moreira, em 25.12.11

Não pagaram aos bancos e retomaram a sua vida, provando que é possível fugir ao garrote do capitalismo global e selvagem! A Islândia!

"

A Islândia não é a Utopia. É conhecido que não pode haver reinos de liberdade no império da necessidade do capitalismo tardio. Mas é sim o reconhecimento de uma ausência dramática. A Islândia é a prova de que o capital não detém toda a verdade sobre o mundo, mesmo quando aspira a controlar todos os mapas de que dele dispomos.

Com a sua decisão de travar a marcha trágica dos mercados, a Islândia abriu um precedente que pode ameaçar partir a espinha dorsal do capitalismo tardio. Por agora, esta pequena ilha, que está aquilo que se dizia ser impossível por ser irreal, não parece desaparecer no caos, apesar de estar desaparecida no silêncio noticioso. Quanta informação temos sobre a Islândia e quanta temos sobre a Grécia? Porque é que a Islândia está fora dos meios que nos deviam contar o que acontece no mundo? "

É, realmente impressionante!

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publicado às 12:00

Esta crise trás várias lições uma delas é que há muito quem estrabuche mas a verdade é que ninguém apresenta alternativa consistente. Depois do que se passou na União Soviética e "noutros lugares" a alternativa ao capitalismo é o primado da Lei, mercados regulados...

"Segundo Sampaio, "o capitalismo não tem alternativa depois do falhanço do socialismo soviético e de coisas parecidas" e, definiu, "o grande problema que se coloca é não haver um outro sistema "home made"".
Mas, alertou, "tem que haver uma transição com o mínimo de razoabilidade" porque, disse, "as pessoas não podem de repente ficar sem sistema".
Jorge Sampaio apontou como "grave" o facto de as "pessoas que decidem" olharem para "todos" como "números" o que, afirmou, "faz desaparecer a classe média americana e que faz com que as desigualdades se alarguem".
Aliás, tanto Jorge Sampaio como Allan Kratz realçaram a importância de "reduzir as desigualdades" como prioridade.
"Para mim sucesso é eliminar as desigualdades económicas no mundo", explicou Kratz.
O caminho para isto é, segundo Sampaio, "através de uma visão multilateral" para o mundo.

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publicado às 14:00


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