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Regina Resnik – Mezzo-soprano americana

por António Filipe, em 30.08.13
No dia 30 de Agosto de 1922, nasceu, em Nova Iorque, a mezzo-soprano Regina Resnik.

Resnik, estreou-se na sua cidade natal, em 1942, com Macbeth de Giuseppe Verdi  e cantou pela primeira vez no Metropolitan Opera, em 1944, interpretando Aida, do mesmo compositor.
Desenvolveu uma carreira internacional que a levou à Europa e aos estúdios de gravação, tornando-se uma das melhores intérpretes de Carmen, de Bizet, que gravou em 1962, sob a direcção de Thomas Schippers, ao lado de Mario del Monaco, Tom Krause e Joan Sutherland. Foi a intérprete-criadora do papel de Dalila de “The Warriors”, de Bernard Rogers.
Na sua discografia destacam-se sucessos como “Elektra”, de Richard Strauss, com Birgit Nilsson e Sir Georg Solti, além de “Um Baile de Máscaras”, de Verdi, com Luciano Pavarotti, entre outros.

Regina Resnik faleceu Nova Iorque, a 9 de agosto de 2013.


“Gypsy Song”, da ópera “Carmen”, de Bizet

Mezzo-soprano: Regina Resnik

Bell Telephone Orchestra
Maestro: Donald Voorhees

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José Carreras – Tenor espanhol

por António Filipe, em 05.12.12
No dia 5 de Dezembro de 1946 nasceu em Barcelona, o tenor espanhol José Carreras, que desde muito cedo revelou as suas extraordinárias aptidões para cantar.

Aos 8 anos fez a sua primeira apresentação pública, cantando a ária “La Donna e Mobile” na rádio espanhola. Em 1970 estreou-se em Barcelona, interpretando Nabucco e logo a seguir cantou a Norma, de Bellini, com a sua conterrânea Montserrat Caballé. Montserrat gostou e convidou-o para o que viria a ser o seu primeiro grande êxito: Lucrecia Borgia.
Nos anos que se seguiram Carreras actuou nas principais capitais europeias e em Nova Iorque, San Francisco, e Buenos Aires. Nos anos 80 a sua popularidade saltou dos palcos para o pequeno ecrã, ao formar, com Placido Domingo e Luciano Pavarotti, o célebre grupo de 3 tenores. Tem hoje gravados mais de 120 discos com óperas completas. Além disso, canções populares, clássicos do cinema, canções de Natal, música ligeira, música sacra e outras, em mais de uma dezena de línguas.


Ária "La fleur que tu m'avais jetée", da ópera “Carmen”, de Bizet
Tenor: José Carreras

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Robert Merrill – Barítono americano

por António Filipe, em 23.10.12

No dia 23 de Outubro de 2004 morreu um barítono que se sentia tão à vontade na noite de estreia no Metropolitan Opera como no dia de abertura do campeonato no Estádio dos Yankees. Tinha 85 anos e chamava-se Robert Merrill. Morreu na sua casa, em New Rochelle, enquanto assistia, pela televisão, a um jogo de baseball. Tinha nascido no dia 4 de Junho de 1919, em Brooklyn, Nova Iorque. Era filho de um vendedor de sapatos e de uma cantora de ópera que o guiou nos primórdios da sua aprendizagem musical. Cresceu em Brooklyn e despertou para a música quando assistiu a uma interpretação da ópera “Il Trovatore”, de Verdi. O jovem barítono pagava as lições com dinheiro que ganhava a jogar baseball, como semi-profissional.
Merrill, que foi uma vez descrito na revista Time como “um dos melhores barítonos do Met” tornou-se também famoso entre os fãs dos Yankes por cantar o hino nacional na abertura dos jogos, uma tradição que começou em 1969. Nos 31 anos de temporadas consecutivas no Metropolitan Opera, Robert Merrill interpretou quase todos os papéis de barítono no repertório operático. Deixou o Met em 1976, mas regressou aos seus palcos em 1983, quando a companhia celebrou o centésimo aniversário. Ganhou admiração pelas suas interpretações de dúzias de papéis, incluindo Escamillo, na Carmen e Fígaro, no Barbeiro de Sevilha. Sabe-se que esta última era a sua ópera favorita. Dizia que a ópera é a arte mais difícil. “É um instrumento humano. A tua voz, tantas palavras, tanta música… Há muita emoção.”


Canção do Toreador, da ópera “Carmen”, de Bizet
Barítono: Robert Merrill

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Tatiana Troyanos – Mezzo-soprano americana

por António Filipe, em 21.08.12

No dia 21 de Agosto de 1993 morreu, em Nova Iorque, a mezzo-soprano americana Tatiana Troyanos. Tinha nascido na mesma cidade no dia 12 de Setembro de 1938. Cursou canto na Forest Hills High School e, em 1963, fez a sua estreia como profissional, na Ópera de Nova Iorque. Nas décadas de setenta e oitenta foi uma das vozes preferidas do público do Metropolitan, aclamada pela sua voz sensual e quente, pela sua versatilidade, pela sua beleza e pela intensidade de todas as suas interpretações.
Tatiana era, pela tessitura da sua voz, um mezzo-soprano dramático, o que significa que possuía uma voz de grande amplitude e capaz de interpretar papéis que exigem potência e intensidade de expressão vocal.
É o caso do papel da protagonista Carmen, a cigana trabalhadora na fábrica de tabaco e destroçadora de corações, na popular ópera de Georges Bizet – talvez a mais consagrada das interpretações da cantora.


“Seguidille”, da ópera “Carmen”, de Bizet
Mezzo-soprano: Tatiana Troyanos
Tenor: Placido Domingo
Orquestra do Metropolitan Opera de Nova Iorque
Maestro: James Levine

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Georges Bizet – Compositor francês

por António Filipe, em 03.06.12

No dia 3 de Junho de 1875 morreu, em Bougival, perto de Paris, Georges Bizet, compositor francês da época do romantismo. Tinha nascido em Paris, no dia 25 de Outubro de 1838. O pai era professor de canto, e a mãe pianista e irmã do famoso professor François Delsarte. Aos nove anos foi admitido no Conservatório de Música de Paris. Em 1857 foi agraciado com um prémio oferecido por Jacques Offenbach pela ópera “Le Docteur Miracle” e obteve o Prémio de Roma, onde estudou durante três anos. Depois da sua estadia em Roma, voltou a Paris onde se dedicou totalmente à composição.
Em 1869, casou com a filha de Fromental Halévy, compositor com quem tinha estudado no Conservatório. Embora tenha sido mais famoso como compositor, foi também um grande pianista, elogiado por Franz Liszt, que o considerou um dos melhores executantes de toda a Europa. Bizet morreu de ataque cardíaco, no dia 3 de Junho de 1875, data do seu aniversário de casamento e pouco tempo depois de ter composto a sua imortal “Carmen”.


Prelúdio+Sur la Place, da ópera “Carmen”, de Bizet
Soprano: Maria Ewing
Tenor: Luis Lima
Royal Philharmonic Orchestra
Maestro: Zubin Mehta

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No dia 24 de Maio de 1886 nasceu, em Le Tréport, o maestro, organista e compositor francês Paul Paray. O seu pai, Auguste, era escultor e organista na igreja de St. Jacques e presidente de uma sociedade de músicos amadores. Foi nesta sociedade que o jovem Paul teve os primeiros contactos com a música. Mais tarde foi para Rouen estudar música e órgão, como preparação para entrar no Conservatório de Paris.
Em 1911, Paul Paray ganhou o primeiro grande prémio de Roma, com a sua cantata Yanitza. Quando começou a 1ª guerra mundial alistou-se no exército francês. Em 1914 foi prisioneiro de guerra no campo de Darmstadt, onde compôs um quarteto de cordas.
Depois da guerra, foi convidado para dirigir a orquestra do casino de Cauterets. Mais tarde, foi director musical da Orquestra de Monte Carlo e presidente dos concertos de Colónia. Em 1939, estreou-se na América, com a Orquestra Filarmónica de Nova Iorque.
Em 1952 foi nomeado director musical da Orquestra Sinfónica de Detroit, com a qual fez inúmeras gravações. Manteve-se nesse cargo durante dez anos. Paul Paray morreu em Monte Carlo, no dia 10 de Outubro de 1979.


Excerto da Suite “L'Arlésienne”, de Bizet
Orquestra do Teatro de Monte Carlo
Maestro: Paul Paray

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No dia 22 de Janeiro de 1897 nasceu em Connecticut, nos Estados Unidos a soprano norte-americana Rosa Ponselle. Reinou no repertório dramático e lírico nas décadas de 20 e 30, do séc. XX. Nascida Rosa Ponzillo, era filha de imigrantes italianos vindos dos arredores de Nápoles. Começou a cantar em vaudevilles em 1915 e, em 1918, foi descoberta pelo célebre tenor Enrico Caruso, o qual se impressionou com a sua qualidade vocal e a levou imediatamente para os palcos do Metropolitan Opera, em Nova Iorque, que necessitava de uma intérprete para o papel de Leonora, de “A força do destino”, de Verdi.
Ponselle iniciou a sua grande carreira no Metropolitan a 15 de Novembro de 1918. As críticas foram bastante favoráveis e obteve sucesso junto da plateia. Mas, ao contrário do que diz a lenda, houve também menções negativas à sua interpretação, embora fosse reconhecido o imenso potencial da jovem soprano. Em 1927, canta a sua primeira “Norma”, um dos maiores êxitos de sua carreira, tendo sido considerada a maior intérprete desse papel até ao advento de Maria Callas, nos anos 50. Em 1937, abandonou os palcos repentinamente, com apenas 40 anos. A sua última actuação ocorreu em Cleveland, a 17 de Abril de 1937. A soprano continuou com a sua carreira de concerto até 1939, quando então deixou os palcos definitivamente. Rosa Ponselle morreu no dia 25 de Maio de 1981.


 Habanera, da ópera Carmen, de Bizet
Soprano-Rosa Ponselle

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Victoria de los Angeles – Soprano espanhola

por António Filipe, em 15.01.12

No dia 15 de Janeiro de 2005 morreu Victoria de los Ángeles, uma das mais destacadas sopranos do séc. XX. Tinha nascido em Barcelona, Espanha, no dia 1 de Novembro de 1923. Cantou pela primeira vez em público em 1945 e, em 1947, recebeu o 1º Prémio numa competição internacional em Genéve que lhe abriu a portas da fama. Paris ouviu-a em 1949 e Salzburgo em 1950. Seguiu-se o Covent Garden, em Londres, no papel de “Mimi”, da ópera "La Bohéme", de Puccini.

Foi uma extraordinária “Carmen” da ópera de Bizet. Dedicou-se, longos anos, a dar concertos. Cantou no Scala de Milão e no Metropolitan Opera de Nova Iorque e, depois de uma carreira de sucesso, deu a derradeira récita em 1979. Recitais pelo mundo inteiro deram-lhe imensa fama. Em 1991 a Espanha atribuiu-lhe o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes. Retirou-se da vida artística em 1994.

 


"Seguidille", da ópera “Carmen”, de Bizet
Soprano: Victoria de los Angeles

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