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William Primrose – Violista e professor escocês

por António Filipe, em 23.08.13
No dia 23 de Agosto de 1904, nasceu, em Glasgow, o violista e professor escocês William Primrose.

Inicialmente, estudou violino. Em 1919, ingressou na Guildhall School of Music, em Londres. Depois, mudou-se para a Bélgica onde teve como professor Eugène Ysaÿe, que o encorajou a estudar viola, em vez de violino. Em 1930, integrou o Quarteto de Cordas de Londres, como violista. O grupo dissolveu-se em 1935 e, em 1937, Primrose começou a tocar na Orquestra Sinfónica da NBC, sob a direcção de Arturo Toscanini. Quando, em 1941, surgiram rumores de que Toscanini ia abandonar a orquestra, Primrose despediu-se e iniciou uma carreira como solista, fazendo digressões com o tenor Richard Crooks.
Em 1944, William Primrose patrocinou um concerto para viola, de Béla Bartók. O compositor faleceu em 1945, deixando-o inacabado. A sua composição foi terminada, quatro anos depois, por Tibor Serly. A estreia realizou-se no dia 2 de Dezembro de 1949 e Primrose foi o solista. Em 1950, o compositor Benjamin Britten também lhe dedicou uma das suas obras.
Em 1953, a Rainha Isabel II atribuiu-lhe o título de Comandante da Ordem do Império Britânico. Pela sua contribuição para a indústria fonográfica, tem uma estrela no Passeio da Fama, em Hollywood.
Primrose tornou-se num notável professor, escrevendo vários livros sobre como tocar viola e ensinando em vários países como Japão, Austrália e os Estados Unidos, ocasionalmente na Universidade da Califórnia do Sul (com Jascha Heifetz), na Juilliard School, na Eastman School of Music, na Jacobs School of Music da Universidade de Indiana e no Curtis Institute of Music.
Em 1979 foi criado, em sua honra, o Concurso Internacional de Viola, que foi o primeiro concurso internacional para violistas.
William Primrose morreu, de cancro, em Provo, no estado do Utah, no dia 1 de Maio de 1982.


Polonaise, de Beethoven
Ave Maria, de Schubert
Capricho nº 24, de Paganini
Viola: William Primrose
Piano: David Stimer

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Paul Baumgartner – Pianista suíço

por António Filipe, em 21.07.13
No dia 21 de Julho de 1903, nasceu em Altstätten, na Suíça, o pianista Paul Baumgartner.

Estudou piano e composição com Walter Braunfelsna Hochschule für Musik und Theater, em Munique e com Eduard Erdmann, em Colónia, onde, mais tarde, ensinou. Para fugir aos nazis, foi, novamente para a Suíça, passando a residir na Basileia, onde ensinou no Conservatório.
Baumgartner foi um dos vários músicos que se juntou ao violoncelista Pablo Casals e tocou no primeiro Festival Casals.
Embora tivesse sido um exímio pianista, hoje é mais recordado como professor. Entre os seus alunos, figuraram Alfred Brendel, Karl Engel, Arie Vardi e o maestro Günter Wand.
Paul Baumgartner morreu em Locarno, na Suíça, a 19 de Outubro de 1976.


Andante Favori, de Beethoven
Piano: Paul Baumgartner

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No dia 2 de Junho de 1863 nasceu em Zadar, na Dalmácia, o compositor, pianista, escritor e maestro austríaco Felix Weingartner.

Foi um dos últimos alunos de Franz Liszt, de quem recebeu ajuda para produzir a sua ópera Sakuntala. Entre 1908 e 1927 foi o maestro principal da Orquestra Filarmónica de Viena. Além de diversas óperas, escreveu sete sinfonias, uma sinfonietta, concertos para violino e para violoncelo, obras orquestrais, pelo menos quatro quartetos de cordas, quintetos para cordas e para piano com clarinete e outras peças.
Como maestro, Weingartner foi, talvez, o primeiro a gravar o ciclo completo das sinfonias de Beethoven. Também escreveu livros sobre regência, sobre as sinfonias de Beethoven e sobre a sinfonia desde Beethoven, além de edições de obras de Gluck, Wagner e outros, e uma grande edição de Berlioz (a quem chamou "criador da orquestra moderna").
Felix Weingartner morreu em Winterthur, no dia 7 de Maio de 1942.


4º andamento da Sinfonia nº 9 “Ode à Alegria”, de Beethoven
Soprano: Luise Helletsgruber
Contralto: Rosette Anday
Tenor: Georg Maikl
Bass: Richard Mayr
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Felix Weingartner

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Abertura “Egmont”, de Beethoven

por António Filipe, em 24.05.13
No dia 24 de Maio de 1810 estreou-se, no Teatro Hofburg, em Viena, a Abertura “Egmont”, de Ludwig van Beethoven.

Quando, em 1809, Beethoven recebeu uma encomenda para escrever música programática para a peça “Egmont”, de Goethe, escritor por quem Beethoven tinha profunda admiração, o compositor aceitou imediatamente. A música incorpora a convicção de Egmont e de Beethoven de que a morte não é um fim quando a esperança e os ideais permanecem intactos.
Egmont conta a história da perseguição espanhola ao povo dos Países Baixos, durante a Inquisição, no séc. XVI. O Conde Egmont é, inicialmente, leal aos espanhóis, porém sente-se incomodado quando vê as injustiças cometidas por eles e pede tolerância por parte do Rei de Espanha.
No entanto, por ordem do Duque de Alba, comandante das forças espanholas, Egmont é preso e condenado à morte. A sua morte como mártir servirá, mais tarde, como impulso decisivo para a rebelião.
Egmont, de Beethoven, consiste num conjunto composto pela abertura e mais nove peças para voz e orquestra, que narram essa história. A abertura em particular, destaca-se, hoje em dia, nas salas de concerto, devido à sua força, nobreza e carácter triunfante.


Abertura “Egmont”, de Beethoven
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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Otto Klemperer – Maestro e compositor alemão

por António Filipe, em 14.05.13
No dia 14 de Maio de 1885 nasceu em Breslau, o maestro e compositor alemão Otto Klemperer, considerado um dos mais importantes maestros do século XX.

O início da sua carreira esteve decisivamente ligado a Gustav Mahler. O primeiro encontro entre ambos deu-se em 1905, em Berlim, numa altura em que Oskar Fried lá dirigia a 2ª Sinfonia do compositor austríaco. Cerca de 2 anos depois, já em Viena, Klemperer tocou, de memória, para Mahler, uma redução para piano do scherzo dessa mesma sinfonia. Impressionado, o compositor escreveu cartas de recomendação para a Ópera de Viena e para o Teatro Alemão de Praga. Os resultados não tardaram, tendo Klemperer sido convidado para dirigir o coro deste último. Pouco tempo depois seria nomeado maestro principal. Em 1910, e de novo com a ajuda de Mahler, Klemperer seria nomeado maestro da Ópera de Hamburgo, a que se seguiram convites para muitas outras cidades da Europa e da América.
Em 1927, Klemperer foi nomeado maestro da Ópera Kroll de Berlim, dedicando-se, afincadamente, a divulgar a música contemporânea. Interpretava compositores de todas as partes do globo. Esta universalidade não coincidia exactamente com a forma como as autoridades nazis idealizavam a promoção da cultura alemã o que, aliado às origens judaicas de Klemperer, fazia antever problemas. E eles vieram, em 1933, quando foi demitido da Ópera do Estado de Berlim, e teve que se refugiar, juntamente com a sua família, primeiro na Áustria e depois na Suíça. Curiosamente, pouco tempo antes destes acontecimentos tinha recebido uma medalha de ouro pela sua "extraordinária contribuição para a cultura alemã".
Otto Klemperer faleceu, em Zurique, no dia 6 de Julho de 1973.


Sinfonia nº 3 “Eroica”, de Beethoven
Orquestra Nova Filarmonia
Maestro: Otto Klemperer

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No dia 9 de Abril de 1889 nasceu, em Rostov on Don, na Rússia, o compositor, professor, maestro e violinista Efrem Zimbalist.

O pai era maestro e, aos nove anos, já Efrem Zimbalist era primeiro violino na orquestra do pai. Aos 12 anos estudou com Leopold Auer, no Conservatório de S. Petersburgo, onde se graduou em 1907, depois de ter ganhado uma medalha de ouro e o prémio Rubinstein. Aos 21 anos já era considerado um dos maiores violinistas do mundo. Em 1928 começou a ensinar no Curtis Institute of Music, em Filadélfia, do qual foi director entre 1941 e 1968.
Efrem Zimbalist retirou-se em 1949, mas voltou 3 anos depois para um recital onde interpretou o Concerto para violino, de Menotti, que lhe tinha sido dedicado. Voltou a retirar-se em 1955. Fez parte do júri na Competição Internacional Tchaikovsky em 1962 e 1966. Casou com a famosa soprano americana Alma Gluck, com a qual fez algumas digressões. Tiveram dois filhos actores: Efrem Zimbalist, Jr. e Stephanie Zimbalist. Faleceu, com 94 anos, no dia 22 de Fevereiro de 1985.


Tema e Variações sobre a Sonata “A Kreutzer”, de Beethoven
Piano: Harold Bauer
Violino: Efrem Zimbalist

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Ludwig van Beethoven – Compositor alemão

por António Filipe, em 26.03.13

No dia 26 de Março de 1827 morreu, em Viena, Ludwig van Beethoven, um célebre alemão, canhoto, surdo, com o rosto marcado pela varíola e a quem chamavam “o espanhol”, devido à sua tez morena e cabelos muito negros. Tinha nascido em Bona, na Alemanha, no dia 16 de Dezembro de 1770.

Hans von Bülow refere-se a Beethoven como um dos "três Bs da música" (os outros dois seriam Bach e Brahms), considerando as suas 32 sonatas para piano como o Novo Testamento da música.
Ludwig nunca teve estudos muito aprofundados, mas sempre revelou um talento excepcional para a música. Com apenas oito anos de idade, foi confiado a Christian Gottlob Neefe, o melhor professor de cravo da cidade, que lhe deu uma formação musical sistemática, e lhe deu a conhecer os grandes mestres da música alemã. Neefe afirmava que o seu aluno, de dez anos, dominava todo o repertório de Johann Sebastian Bach, e apresentava-o, orgulhosamente, como um segundo Mozart.
Existem especulações históricas sobre um provável encontro entre Beethoven e Mozart, mas não existe nenhum facto histórico que o possa comprovar. No entanto, existem histórias do seu encontro, como por exemplo, uma que refere um Mozart absorto no seu trabalho, na composição de Don Giovanni, que não terá tido tempo de lhe prestar a devida atenção. Uma outra, bem mais interessante, refere um encontro em que Mozart terá dito acerca de Beethoven: "Não o percam de vista, um dia há-de dar que falar."
Beethoven demonstrou genialidade em praticamente todas as obras que compôs. E foram muitas, entre sinfonias, concertos, quartetos, trios, sonatas, não esquecendo uma ópera. No ano em que morreu, ainda conseguiu compor cerca de 44 obras musicais. A sua influência na história da música foi imensa. Ao morrer, a 26 de Março de 1827, estava a trabalhar numa nova sinfonia e projectava escrever um Requiem. Conta-se que cerca de dez mil pessoas compareceram no seu funeral, entre elas, Franz Schubert. Ludwig van Beethoven faleceu de cirrose hepática, após contrair pneumonia.
A sua obra-prima, na opinião de muitos, foi a Sinfonia nº 9 em ré menor, Op.125. Pela primeira vez é inserido um coral num andamento de uma sinfonia. O texto é uma adaptação do poema de Friedrich Schiller, "Ode à Alegria", feita pelo próprio Beethoven. Otto Maria Carpeaux, na sua obra “Uma Nova História da Música”, afirma que Beethoven assistiu à primeira apresentação pública da sua 9ª Sinfonia, ao lado de Umlauf, que a regeu, mas abstraído na leitura da partitura e já com uma surdez avançada, não percebeu que estava a ser ovacionado até que Umlauf, tocando-lhe no braço, lhe chamou a atenção para a sala, e então Beethoven inclinou-se diante do público que o aplaudia.


Sinfonia nº 9 “Ode à Alegria”, de Beethoven
Soprano: Anna Samuil
Mezzo-soprano: Waltraud Meier
Tenor: Michael König
Baixo: René Pape
Coro Nacional da Juventude da Grã-Bretanha
West-Eastern Divan Orchestra
Maestro: Daniel Barenboim

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Adrian Boult – Maestro inglês

por António Filipe, em 22.02.13

No dia 22 de Fevereiro de 1983 faleceu o maestro inglês Adrian Boult. Tinha nascido a 8 de Abril de 1889, em Chester.

Estudou em Oxford e no Conservatório de Leipzig. Em 1918 estreou-se à frente da Orquestra Sinfónica de Londres. Estreia auspiciosa que lhe valeu, pouco depois, a possibilidade de estrear “Os Planetas”, ainda hoje a obra por que é mais conhecido o seu compatriota Gustav Holst.
Em 1930, Adrian Boult fundou a Orquestra Sinfónica da BBC, que dirigiu até 1950. Permaneceu activo até depois dos 90 anos.


1º andamento do Concerto para violino, de Beethoven
Violino: David Oistrakh
Orquestra Sinfónica de Londres
Maestro: Sir Adrian Boult

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Concerto para violino, de Beethoven

por António Filipe, em 23.12.12
No dia 23 de Dezembro de 1806, no Theater an der Wien, em Viena, aconteceu a estreia do Concerto para violino, de Ludwig van Beethoven. Ao que parece, sem ter tido nenhum ensaio.

A estreia do Concerto em ré maior, op. 61, para violino e orquestra, de Beethoven esteve longe de ser aquilo a que se poderia chamar um grande sucesso. Consta que Franz Clement, o violinista na estreia, mal teve tempo para estudar o concerto, terminado por Beethoven pouco tempo antes, tendo mesmo tocado a parte solo sem nunca a ter ensaiado. Além disso, os 3 andamentos foram tocados separadamente e nos intervalos, para entreter a audiência, Clement exibiu alguns dos seus dotes como, por exemplo, tocar com o violino de pernas para o ar...
O concerto foi composto por Beethoven para o violinista Franz Clement. No entanto, a 1ª edição impressa, em 1808, foi dedicada a Stephan von Breuning, amigo do compositor. Não foi um sucesso imediato e, na verdade, só voltou a ser executado mais uma vez durante a vida de Beethoven. Devemos a sua redescoberta a Felix Mendelssohn que, em 1844, dirigiu uma interpretação com o famoso violinista Joseph Joachim. Na verdade, este concerto já tinha sido tocado em 1834 por Vieuxtemps, que tinha, na altura, 14 anos. Mas esse facto passou desapercebido.
Contrariamente à atitude prevalecente na época, este concerto de Beethoven é, realmente, um concerto para violino e orquestra e não apenas um concerto para fazer brilhar o solista, com uma orquestra subserviente e secundária. Desde a interpretação de Mendelssohn, passou a ser uma das peças mais executadas do repertório de violino.


Concerto em ré maior, op. 61, para violino, de Beethoven
Violino: Itzhak Perlman
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Daniel Barenboim

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Joshua Bell – Violinista norte-americano

por António Filipe, em 09.12.12
No dia 9 de Dezembro de 1967 nasceu em Bloomington, Indiana, nos Estados Unidos, o violinista Joshua Bell que, durante mais de 2 décadas, tem encantado audiências, pelo mundo inteiro, com uma virtuosidade de faltar a respiração e uma tonalidade de rara beleza.

Começou a receber lições de violino aos quatro anos, tendo sido um estudante brilhante. Viveu uma vida normal, jogou videogames e praticou ténis e golfe, tendo participado num torneio nacional de ténis com dez anos. Estudou inicialmente com Mimi Zweig, e, mais tarde, com o violinista e pedagogo Josef Gingold.
Com a idade de catorze anos, Bell apareceu como solista da Orquestra de Filadélfia dirigida por Riccardo Muti. Estudou violino na Indiana University Jacobs School of Music e obteve o diploma da Bloomington High North School em 1984. Em 1989, recebeu um Diploma de Artista na Interpretação de Violino, da Universidade de Indiana.
Joshua Bell fez estreou-se no Carnegie Hall em 1985 com a Orquestra Sinfónica de Saint Louis. Interpretou, como solista, a banda sonora do filme “O Violino Vermelho”, de John Corigliano, que ganhou um Óscar. Também apareceu, com outros notáveis violinistas, no filme “Music of the Heart”, uma história sobre o poder da música.
O instrumento de Bell era um violino Stradivarius, construído em 1713, durante a chamada “Idade de Ouro” de Antonio Stradivari. Este violino já tinha sido roubado duas vezes desde o anterior proprietário, Bronislaw Huberman. Bell comprou-o por cerca de quatro milhões de dólares.
A sua primeira gravação foi “Romance do Violino”, na etiqueta Sony Classical, em 2003. Vendeu mais de cinco milhões de cópias e permaneceu no topo das tabelas de música clássica durante 54 semanas. Bell foi parceiro artístico da Saint Paul Chamber Orchestra, na temporada de 2004-2005, e professor na Royal Academy of Music, em Londres e no Massachusetts Institute of Technology.
Numa iniciativa inédita do jornal Washington Post, o violinista Joshua Bell, com o seu Stradivarius, tocou durante 45 minutos na estação de comboios, no centro de Washington, sendo praticamente ignorado por cerca de 2000 pessoas!


Concerto para violino e orquestra, de Beethoven
Violino: Joshua Bell

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No dia 28 de Novembro de 1811 realizou-se na Gewandhaus, em Leipzig, a estreia do Concerto nº 5, op. 73, em mi bemol maior, para piano e orquestra, de Beethoven. O solista foi Friedrich Schneider. Em 1812, Carl Czerny, outro aluno de Beethoven, estreou a obra em Viena.

Mais conhecido como “Concerto do Imperador”, foi o último concerto, para piano, escrito pelo compositor. Foi composto entre 1809 e 1811, em Viena, e foi dedicado ao Arquiduque Rudolf, patrono de Beethoven.
O subtítulo de “Concerto do Imperador” não foi atribuído por Beethoven, mas por Johann Baptist Cramer, o editor inglês desta obra. De facto, o compositor nunca concordaria com esse nome, devido à sua conotação com Napoleão Bonaparte, mas foi esse o nome que prevaleceu através dos tempos e pelo qual ainda hoje é conhecido.
Este concerto é composto por três andamentos e, tal como outros concertos de Beethoven, desta época, o 1º é relativamente longo.
Embora os primeiros quatro concertos tivessem sido interpretados, em palco, pelo compositor, Beethoven nunca chegou a interpretar o nº 5. O facto de deixar de escrever concertos deve-se à sua surdez cada vez mais acentuada e ao declínio da sua carreira, como pianista, que daí resultou.


Concerto nº 5, op. 73, para piano, de Ludwig van Beethoven
Piano: Krystian Zimerman
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Leonard Bernstein

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Wilhelm Kempf - Compositor e pianista alemão

por António Filipe, em 25.11.12
No dia 25 de Novembro de 1891 nasceu em Jüterbog, Brandeburgo, o compositor e pianista alemão Wilhelm Kempf.

Cresceu perto de Potsdam, onde o pai era director de música e organista, na Igreja de S. Nicolau. O seu avô também era organista e o irmão, Georg, foi director de música de igreja na Universidadde de Erlangen. Kempff começou a estudar música numa escola de Berlim, depois de ter tido lições com o pai, quando era mais novo. Em 1917, deu o seu primeiro grande recital. Depois disso, actuou por quase toda a Europa e pelo resto do mundo.
Entre 1936 e 1979, Wilhelm Kempff actuou dez vezes no Japão (deram o nome de Kempu-san a uma pequena ilha japonesa, em sua honra). Actuou pela primeira vez em Londres, em 1951 e, em Nova Iorque, em 1964. Em 1981, deu o seu último concerto em Paris e, depois, retirou-se, devido a problemas de saúde. Tinha a doença de Parkinson. Morreu em Positano, na Itália a 23 de Maio de 1991, com 95 anos. Embora o seu repertório inclua Bach, Liszt, Chopin, Schumann e Brahms, Kempff é mais conhecido pelas suas interpretações da música de Schubert e Beethoven. Gravou, pelo menos uma vez, as sonatas completas destes dois compositores.


3º andamento da Sonata “Ao Luar”, de Beethoven
Piano: Wilhelm Kempff

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Eugene Ormandy - Maestro e violinista americano

por António Filipe, em 18.11.12
No dia 18 de Novembro de 1899 nasceu, em Budapeste, na Hungria, o maestro e violinista Eugene Ormandy. Inicialmente, ganhou fama como violinista, na sua terra natal.

Foi o aluno mais novo da história da Academia de Música de Budapeste (hoje chamada Academia de Música Franz Liszt), onde entrou com 5 anos, deu os primeiros concertos aos 7 e formou-se com o grau de Mestre aos 14. A carreira de maestro começou, por acidente: em 1921 ia fazer uma digressão, como violinista, pelos Estados Unidos, com a promessa de proventos fabulosos, mas que não passou de um embuste. Sem dinheiro, lá arranjou um empregozito no Teatro do Capitólio de Nova Iorque, de que, 4 anos depois, já era o maestro principal. Tornou-se cidadão americano em 1927. A oportunidade da sua vida surgiu quando, por doença, Toscanini se viu impedido de dirigir a Orquestra de Filadélfia. Corria o ano de 1931.
Ormandy agarrou essa oportunidade, causando tal impressão que, pouco tempo depois, foi convidado para maestro principal da Orquestra Sinfónica de Minneapolis. Com esta orquestra, foi contratado pela RCA Victor para uma série de gravações, que decorreram em 1934 e 1935 e graças às quais, seleccionando e dirigindo músicos cuja técnica apurou laboriosamente, o maestro granjeou prestígio e reconhecimento mundial. Em 1938, depois de 2 anos como maestro auxiliar, passou a maestro principal da Orquestra de Filadélfia, de onde só saiu para a reforma, 42 anos depois!!! Foram suas as primeiras gravações da Sinfonia nº 4 e do Concerto para Violoncelo nº 2, de Shostakovich, no segundo caso com o violoncelista Mstislav Rostropovich. Foi ainda com Ormandy que, no dia 21 de Março de 1948, foi efectuada a primeira transmissão televisiva de uma sinfonia: a nº 1 de Rachmaninov.
Faleceu no dia 12 de Março de 1985, em Filadélfia.


Sinfonia nº 8, de Beethoven
Orquestra Filarmónica de Viena
Maestro: Eugene Ormandy

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Daniel Barenboim – Pianista e maestro argentino

por António Filipe, em 15.11.12
No dia 15 de Novembro de 1942 nasceu, em Buenos Aires, o pianista e maestro Daniel Barenboim, que vive em Berlim e possui cidadania argentina, israelita e espanhola.

Começou a ter aulas de piano com a mãe, aos cinco anos, e continuou a estudar com o pai, que foi o seu único professor. Em Agosto de 1950, com apenas sete anos, deu o primeiro concerto formal, em Buenos Aires. Em 1952, a família mudou-se para Israel e, no verão de 1954, os seus pais foram para Salzburgo para que o jovem Daniel pudesse ter aulas de direcção de orquestra, com Igor Markevitch.
Nesse verão, Barenboim conheceu Wilhelm Furtwängler, que o tratava por "fenómeno" e o chamou para tocar o primeiro concerto para piano, de Beethoven, com a Filarmónica de Berlim, mas o pai de Barenboim não permitiu, dizendo que não era aconselhável uma criança judia tocar em Berlim.
Em 1955, Barenboim estudou harmonia e composição com Nadia Boulanger, em Paris. Estreou-se como pianista, em Viena e Roma, em 1952, em Paris em 1955, Londres em 1956 e Nova Iorque em 1957, sob a batuta de Leopold Stokowski. Fez digressões regulares pela Europa, Estados Unidos, América do Sul, Austrália e Extremo Oriente. Em 1967, Barenboim casou-se com a famosa violoncelista britânica Jacqueline du Pré, em Jerusalém. O casamento acabou com a morte de du Pré por esclerose múltipla, em 1987.
De 1991 a 2006, Daniel Barenboim foi director musical da Orquestra Sinfónica de Chicago e, desde 1992, da Ópera Estatal de Berlim, da qual é maestro vitalício. No dia 15 de Maio de 2006, foi nomeado maestro principal convidado do La Scala, de Milão.
É conhecido pelo seu trabalho com a West-Eastern Divan Orchestra, uma orquestra de jovens músicos árabes e judeus, que co-fundou com Edward Saïd, um escritor palestiniano e defensor dos direitos do povo da Palestina.


Último andamento da Sinfonia nº 9, de Beethoven
West-Eastern Divan Orchestra
Maestro: Daniel Barenboim

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Walter Gieseking - Pianista franco-alemão

por António Filipe, em 26.10.12

No dia 26 de Outubro de 1956, morreu em Londres o pianista franco-alemão Walter Gieseking. Tinha nascido em Lyon, França, no dia 5 de Novembro de 1895. Ambos os pais eram alemães. Possuía, portanto, dupla nacionalidade. Recebeu as primeiras lições de piano da mãe e estudou depois com Karl Leimer em Hannover, ingressando aí no conservatório com a avançada idade de 16 anos. Cinco anos depois de ter entrado no conservatório encontramo-lo a tocar o Concerto nº 1 para piano e orquestra de Franz Liszt. É largamente lembrado pelas suas interpretações de Debussy assim como as de Ravel, embora o seu reportório seja imensamente grande.
Uma das coisas fascinantes em Walter Gieseking é a sua total mentalização da forma de tocar piano. Conta-se que tinha, certa vez, um concerto à noite e que recebeu nesse dia a partitura de uma nova obra que ainda não tinha sido estreada. Lê a partitura no comboio e toca a peça à noite de cor! Também consta que não estudava muito. Que por vezes passava horas e horas em frente a uma partitura mas que não chegava sequer a experimentar o que quer que seja num piano, o que chegava a irritar bastante a sua mulher. O mais incrível é que as suas gravações, em conjunto com as críticas da época, mostram-nos um pianista de excelente técnica e um som magnífico.
Walter Gieseking permaneceu na Alemanha durante a 2ª guerra mundial, mas, às vezes, também actuava na França, na altura ocupada pelos nazis. Isto fez com que o acusassem de colaborar com o partido Nazi. Alguns dos seus concertos, especialmente nos Estados Unidos, foram cancelados, devido a protestos contra o pianista. Eventualmente, o seu nome foi limpo por um tribunal dos Aliados e, em 1953, Gieseking fez, com muito sucesso, uma tournée pelos Estados Unidos. Morreu durante uma gravação da Sonata nº 15, para piano, de Beethoven. Já tinha gravado os primeiros três andamentos e estava previsto gravar o quarto no dia seguinte. Morreu durante a noite, antes de terminar a gravação.


1º andamento da Sonata nº 21 "Waldstein", de Beethoven
Piano: Walter Gieseking

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No dia 21 de Outubro de 1908 nasceu, em Vilna, na Lituânia, o violinista, maestro e professor Alexander Schneider. Uma vez, afirmou: “O meu objectivo é que os jovens aprendam a fazer música. Quando se faz música, tem que vir do coração, da alma, ou não tem significado. Os jovens produzem um som que as orquestras profissionais não conseguem: o amor pela música”. Aos 13 anos esteve à beira da morte, com o tétano, depois de ter cortado o joelho, num acidente. Em 1924 ganhou uma bolsa para estudar violino em Frankfurt. Para aí se deslocou e foi aluno de Adolf Rebner, que era o professor de violino no Conservatório de Hoch.
Em 1927, Schneider foi maestro de uma orquestra em Saarbrücken e em 1929 foi nomeado maestro da Orquestra Norddeutscher Rundfunk, em Hamburgo. Em 1932 perdeu o trabalho, como resultado da campanha nazi contra os judeus e assumiu o cargo de 2º violino do Quarteto de Budapeste. Dois anos depois os Nazis começaram a fazer ameaças ao quarteto. Os seus membros tiveram que abandonar Berlim, rumo a Paris e nunca mais voltaram à Alemanha. Quando rebentou a guerra, em 1939, estavam em tournée, nos Estados Unidos. Obtiveram autorização de residência e fizeram desse país a sua base de trabalho.
Sentindo a necessidade de se desenvolver como músico independente, Alexander Schneider abandonou o Quarteto de Budapeste em 1944. Foi-lhe oferecido o cargo de maestro no Metropolitan Opera, em Nova Iorque e o de dirigente dos quartetos Pro Arte e Paganini, mas recusou. Em 1949 formou um quarteto de cordas para interpretar e gravar os 83 quartetos de Haydn, tarefa que não conseguiu concluir, porque o patrocinador, a Haydn Society, esgotou os fundos. Schneider era muito sociável e tinha um grande círculo de amigos. Trabalhou arduamente na promoção da música de câmara, dando muitos concertos, uns gratuitamente e outros subsidiados.
Em 1956, o Quarteto Budapeste convenceu Alexander Schneider a regressar. O grupo desmantelou-se em 1967. Schneider foi director artístico dos Concertos Schneider na Nova Escola, em Nova Iorque, desde 1957 até à sua morte. Sob o auspício da Nova Escola, fundou a Orquestra de Cordas de Nova Iorque, em 1969. Em 1988 recebeu as Honras do Kennedy Center. Alexander Schneider faleceu no dia 2 de Fevereiro de 1993.


Trio “Fantasma”, para piano, violin e violoncello, de Beethoven
Piano: Glenn Gould
Violino: Alexander Schneider
Violoncelo: Zara Nelsova

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No dia 6 de Outubro de 1927 nasceu, em Viena, o pianista austríaco Paul Badura-Skoda. Desde muito cedo revelou um especial talento musical. Entrou no Conservatório de Viena em 1945 e, dois anos depois, ganhou o primeiro prémio do Concurso de Música da Áustria, obtendo uma bolsa de estudo que lhe permitiu estudar em Lucerne, na Suíça, com Edwin Fischer, com o qual veio a desenvolver uma longa amizade, além de ter sido seu assistente. A sua carreira internacional iniciou-se depois do êxito obtido em 1949 em concertos com orquestra, dirigidos, entre outros, por Wilhelm Furtwängler e Herbert von Karajan. Converteu-se rapidamente num artista mundialmente famoso.
O repertório de Badura-Skoda vai do barroco à música moderna. Além de emérito pianista, é compositor, maestro e escritor. Tem gravado um vasto repertório - mais de 200 LPs e dezenas de CDs que incluem os ciclos completos das sonatas de Beethoven, Schubert e Mozart.


Sonata nº 14, op. 27, nº2, de Beethoven
Piano: Paul Badura-Skoda

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David Oistrakh – Violonista russo

por António Filipe, em 30.09.12

No dia 30 de Setembro de 1908 nasceu, em Odessa, o violinista russo David Oistrakh,

considerado um dos mais importantes intérpretes do violino do séc.XX – tão importante que ficou conhecido como “o rei David”.
Ilustres contemporâneos seus, como Khachaturian e Shostakovich, dedicaram-lhe os seus concertos para violino; e Prokofiev fez para ele um arranjo da sua sonata para flauta, convertendo-a na segunda sonata para violino e piano.
Tendo iniciado os seus estudos musicais aos 5 anos, David Oistrakh obteve a formatura no Conservatório de Odessa em 1926 (tinha então 18 anos) e debutou como concertista em 1933, em Moscovo. A partir de 1934 repartiu a sua actividade musical de prestigiado professor, director de orquestra e concertista de afanosas tournées, que começaram pelas diversas repúblicas da então União Soviética.
Em 1937, David Oistrakh ganhou em Bruxelas o 1º prémio de interpretação do Concurso Rainha Isabel. Desde então, o seu impecável estilo e a sua técnica perfeita colocaram-no entre os maiores intérpretes do violino em todo o mundo. A partir de 1951 fez intermináveis digressões pela Europa e pela América, com a maior admiração de todos os críticos.
Gravou discos interpretando as mais importantes obras para violino e com as melhores orquestras. Foi considerada insuperável a gravação do Concerto para 2 Violinos, em Ré menor, de Bach, que fez com seu filho Igor Davidovich. E ficou célebre a gravação que fez, numa autêntica equipa de luxo (com o pianista Sviatoslav Richter, o violoncelista Mstislav Rostropovich e o maestro Herbert von Karajan) do Triplo Concerto de Beethoven.
David Oistrakh faleceu, em Amesterdão, no dia 24 de Outubro de 1974.


Concerto para violino, violoncelo e piano, de Beethoven
Violino: David Oistrakh
Piano: Sviatoslav Richter
Violoncelo: Mstislav Rostropovich
Orquestra Filarmónica de Berlim
Maestro: Herbert von Karajan

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No dia 29 de Agosto de 1972 morreu o compositor, maestro, teórico musical e professor francês René Leibowitz. Tinha nascido em Varsóvia no dia 17 de Fevereiro de 1913. Com 5 anos começou a estudar violino. A partir dos 9 anos começou a dar recitais de violino em Varsóvia, Praga, Viena e Berlim, mas, aos 13 anos, o pai decidiu acabar com a sua prematura carreira, já que queria que o filho tivesse uma vida normal e não a de um menino-prodígio. Mas nem por isso o interesse de Leibowitz pela música diminuiu. Continuou a praticar diariamente e começou a dirigir quando jovem estudante, em Berlim.
No início dos anos 30, do séc. XX Leibowitz mudou-se para Paris, onde estudou composição com Maurice Ravel, Schoenberg e Webern e direcção de orquestra com Pierre Monteux. Em 1937 estreou-se como maestro com a Orquestra de Câmara da Radiodifusão Francesa, na Europa e nos Estados Unidos. Em 1944 foi professor de composição e direcção de orquestra.
Muitas das obras da Segunda Escola de Viena foram ouvidas primeiramente em França, no Festival Internacional de Música de Câmara, organizado por Leibowitz, em Paris, em 1947. Leibowitz teve uma enorme influência no estabelecimento da reputação da Segunda Escola de Viena quer através da sua actividade como professor em Paris, depois da 2ª guerra mundial, quer através do seu livro “Schoenberg e a sua Escola”, publicado em 1947.
Como maestro, Leibowitz participou em muitos projectos de gravação. Um dos mais notáveis e conhecidos é o conjunto das sinfonias de Beethoven gravadas para o Reader’s Digest. Foram as primeiras a serem gravadas, seguindo as marcas originais do metrónomo, feitas por Beethoven. Ao escolher esta abordagem Leibowitz foi influenciado pelo seu colega e amigo Rudolf Kolisch. Além destas, fez muitas outras gravações para o Reader’s Digest.

Abertura Leonore nº 3, de Beethoven
Royal Philharmonic Orchestra
Maestro: René Leibowitz

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No dia 15 de Agosto de 1951, morreu em Axenstein, na Suiça, o pianista austríaco Artur Schnabel, que é considerado um dos maiores pianistas do séc. XX. Tinha nascido em Lipnik, Moravia (na altura, parte da Áustria), no dia 17 de Abril de 1882.
Em 1900, quando tinha 18 anos, fixou-se em Berlim, onde iniciou a carreira de pianista profissional e onde viveu mais de 30 anos. Em 1933, quando o Partido Nazi tomou o poder na Alemanha, partiu para a Inglaterra e deu masterclasses na Itália. A sua condição de judeu levou-o a mudar-se para os Estados Unidos, em 1939, e a naturalizar-se americano ainda durante a guerra. Com a paz, em 1945, voltou à Europa e deu concertos em diversos países, incluindo a Inglaterra, a Rússia e os E.U.A.
Como compositor, Artur Schnabel escreveu sobretudo música atonal, talvez por influência do seu compatriota austro-americano Arnold Schonberg, de quem foi amigo próximo, mas as suas peças são, além de difíceis e estruturalmente complexas, também marcadas por genuína originalidade de estilo. Mas como pianista – e com a mesma seriedade intelectual e profundidade interpretativa que o distinguiram enquanto professor – construiu um notável repertório de obras de Mozart, Brahms e, acima de tudo, Beethoven e Schubert.


1º andamento da Sonata para piano, op. 57 "Appassionata", de Beethoven
Piano: Artur Schnabel

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