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O Chapéu de Três Bicos, de Manuel de Falla

por António Filipe, em 22.07.13
No dia 22 de Julho de 1919, a companhia de bailado Ballets Russes estreou, no Teatro Alhambra, em Londres, o bailado “O Chapéu de Três Bicos”, do compositor espanhol Manuel de Falla.

O enredo deste bailado – um magistrado obcecado pela mulher de um moleiro tenta seduzi-la – foi adaptado de um romance de Pedro Antonio de Alarcón.
Durante a 1ª Grande Guerra, Manuel de Falla escreveu um pequeno bailado, com duas cenas, a que chamou “O Magistrado e a Mulher do Moleiro”. A obra foi composta para uma pequena orquestra de câmara e foi executada em 1917. Sergei Diaghilev, director dos Ballets Russes, viu a estreia deste bailado e ofereceu um patrocínio a Manuel de Falla, para o reescrever. O que daí resultou foi um bailado em dois actos, escrito para uma grande orquestra, chamado “O Chapéu de Três Bicos”. Os cenários e figurinos para o dia da estreia foram criados por Pablo Picasso e a coreagrafia esteve a cargo de Léonide Massine. Diaghilev pediu a Falla que dirigisse a estreia, mas o compositor achou que não tinha experiência suficiente para dirigir uma obra tão complexa e, depois de um só ensaio, Ernest Ansermet empunhou a batuta.


O Chapéu de Três Bicos, de Manel de Falla
Orquestra Sinfónica de Barcelona e Nacional de Catalunha
Maestro: Lawrence Foster

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No dia 30 de Junho de 1846 nasceu, em Pádua, o compositor e pianista italiano Riccardo Drigo.

O pai era advogado e a mãe dedicava-se à política, não havendo qualquer ligação ao mundo da música. Mas, aos cinco anos, Drigo começou a ter as primeiras lições de piano com um amigo da família. Devido à sua rápida evolução, o pai permitiu que fosse estudar para o Conservatório de Veneza.
Com menos de vinte anos, já Riccardo Drigo fazia as suas primeiras composições. Em 1862, permitiram-lhe que dirigisse uma orquestra de amadores, em Pádua, interpretando algumas das suas próprias composições. A partir daí, começou a mostrar interesse em ser maestro. Quando acabou o curso do Conservatório, arranjou emprego como pianista de ensaios, no Teatro Garibaldi, em Pádua.
A primeira ópera de Drigo, “D. Pedro de Portugal”, foi estreada, com sucesso, no dia 25 de Julho de 1968, mas, depois, teve que ser cancelada, devido a um surto de cólera, que obrigou a fechar todos os teatros na vizinhança de Pádua. As capacidades de Drigo como pianista foram, também, muito apreciadas, no seu tempo. No La Scala, acompanhou, várias vezes, o grande violinista Antonio Bazzini. Era muitas vezes chamado pelo Czar Alexandre III, para actuar na Corte Imperial Russa e acompanhava músicos em digressão, no Teatro Bolshoi.
Quando rebentou a 1ª guerra mundial, em 1914, Drigo encontrava-se de férias em Itália e só dois anos depois conseguiu voltar à Rússia. Pouco depois da sua chegada a Petrogrado teve que sair de casa, porque o prédio onde vivia foi convertido em escritórios para o novo governo soviético. Durante algum tempo viveu na pobreza com um grupo de emigrantes italianos. Em 1919, Drigo foi repatriado para a Itália e passou o resto da vida a compor canções e missas até que morreu, em Pádua, no dia 1 de Outubro de 1930.

Excerto do bailado “O Talismã”, de Riccardo Drigo

Grupo de Bailado da Ópera de Roma

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Aram Khatchaturian – Compositor arménio

por António Filipe, em 06.06.13
No dia 6 de Junho de 1903 nasceu em Tblisi, Geórgia, o compositor arménio Aram Khatchaturian.

A vida de Khatchaturian esteve toda ela ligada à evolução política da União Soviética: foi um compositor do regime soviético, tendo em 1943 escrito a sua Sinfonia nº 2 para a comemoração do 25º aniversário da revolução bolchevique. Em 1948 foi acusado de compor música “com tendências burguesas”. Em 1954, após a morte de Staline, foi proclamado “Artista do Povo” e, em 1959, recebeu o Prémio Lenine.
Nasceu numa família humilde e teve os primeiros contactos com a música através de danças e canções folclóricas. Esta influência original terá contribuído para as características peculiares da sua obra: a música de Khatchaturian é estruturada sob a forma tradicional e tem um ritmo e um colorido que a tornam muito popular.
Não se pense, porém, que a música de Khatchaturian é simples ou fácil. Pelo contrário, as suas composições fazem brilhar os virtuosos e a sua obra global é variada. São célebres os seus Concerto para Piano, Concerto para Violino, e Concerto para Violoncelo, a par de magistrais obras para orquestra, entre as quais 3 sinfonias, a suite sinfónica Masquerade e os bailados Spartacus e Gayaneh.
Desta última obra – o bailado Gayaneh – faz parte a peça que é talvez a mais famosa das obras de Khatchaturian: A Dança do Sabre.
Aram Khatchaturian morreu em Moscovo, no 1º de Maio de 1978.


“Dança do Sabre” e “Dança do Curdos”, do bailado “Gayaneh”, de Khatchaturian
Coreografia: Nina Anisimova
Orquestra Mariinsky
Maestro: Valery Ovsyanikov

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A Sagração da Primavera, de Stravinsky

por António Filipe, em 29.05.13
Faz hoje 100 anos que se estreou o bailado "A Sagração da Primavera", do compositor russo Igor Stravinsky.

Depois de passar por revisões quase até ao dia da sua primeira apresentação, a obra foi apresentada pelo Ballets Russes, a 29 de Maio de 1913, no Teatro dos Campos Elísios, em Paris. O programa dessa noite começou com "As Sílfides", um bailado com música de Chopin, seguido de "A Sagração da Primavera".
A estreia envolveu um dos mais famosos motins de música clássica na história. O ritmo intenso, o cenário primitivo e a coreografia chocaram o público que estava habituado à maior elegância do ballet clássico. A música complexa e os passos de dança violentos causaram vaias e assobios no público. Havia opiniões fortes na plateia entre apoiantes e opositores da obra, o que originou gritos e brigas nos corredores do teatro. A agitação na plateia eventualmente degenerou num motim. A polícia de Paris teve que intervir, mas não conseguiu evitar o caos durante o resto da apresentação. Diaghilev, o empresário dos Ballets Russes, ascendia e apagava as luzes numa tentativa para tentar acalmar a plateia.
Depois do espectáculo, consta que Diaghilev comentou, num jantar com o coreógrafo Nijinsky e com o compositor Stravinsky, que o escândalo era "exactamente o que eu queria."
"A Sagração da Primavera" tornou-se na obra mais conhecida de Stravinsky.


"A Sagração da Primavera", de Stravinsky
Orquestra e Bailado do Teatro Mariinsky
Maestro: Valery Gergiev
Fagote: Rodion Tolmachev

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