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Hoje é dia de festa

por Licínio Nunes, em 29.09.13
Em última análise, existem apenas dois tipos de sociedades, umas podem ser designadas por fechadas e as outras por abertas. [...] O drama das sociedades abertas, é que têm que permitir a actuação dos seus inimigos.
Karl Popper in A Sociedade Aberta e Os Seus Inimigos


A festa da Democracia, com toda a sua majestade, e eu festejo-a como posso. Festejo-a no seio dum Povo rude e alienado, que dificilmente justificará a maiúscula, mas que é o meu e que me faz, também, aquilo que eu sou.

Celebro a festa da Democracia numa condição de ocupação. Estrangeira como só a ocupação consegue ser, protagonizada por um von Colditz solicito e seboso, que assegura aos seus senhores que sim, Belém já está a arder, no fogo lento da miséria sem amanhã nem esperança, com lugar reservado apenas para os membros do seu arco. Que me exclue, mas também me liberta da obrigação de respeitar as consequências das péssimas escolhas dos meus concidadãos.

Festejo com um nó na garganta, firmemente decidido a afirmar que o futuro não pertence à corja de patifes designados por ministros-e-secretários-de-estado-de-cavaco-silva, assim como não pertence ao fedelho ranhoso que conseguiu começar a trabalhar mais tarde até do que os filhinhos do sr. Kadafhi. Nem a este nem àquela víbora peçonhenta, cujo apelido me incomoda, e que prova como a verdadeira miséria desafia a gravidade e sobe, sempre; pelo menos até ao Largo do Caldas.

É dia de festa. Seja lá qual for a decisão colectiva do meu Povo rude, hoje senti ou recordei um cheirinho de alecrim. Gostei.

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publicado às 17:37

Só pode. Com gastos em panos de cozinha e papel higiénico deste montante não há orçamento que resista. Há que reinvindicar reforço de verba!

 

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publicado às 15:59


Um estado devedor

por Luis Moreira, em 13.03.12

Mil Milhões é quanto as Autarquias devem ao sector privado principalmente às pequenas e Médias Empresas. As mesmas empresas que não têm acesso ao crédito e que estão estranguladas na sua tesouraria. 

"Temos de clarificar que utilização vai ter o fundo dos 12 mil milhões de euros. Se não forem totalmente utilizados, pelas necessidades de recapitalização da banca, então temos de os utilizar em benefício das empresas", afirmou José Eduardo Carvalho, na abertura de um seminário sobre os incentivos do QREN.  
O líder da Associação Industrial Portuguesa (AIP) propôs ainda a reprogramação das verbas do QREN de modo a permitir o financiamento das médias empresas através dos Programas Operacionais Regionais, a criação de um fundo de emergência para o financiamento de empresas e um fundo de liquidação de dívidas das autarquias às PME. 

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publicado às 14:00


No país das maravilhas

por Ariel, em 01.03.12

Lê-se e não se acredita.

 

"400 funcionários da câmara de Setúbal terão de devolver perto de um milhão de euros relativos a aumentos salariais decorrentes de alterações de posição remuneratória por opção gestionária referentes aos anos de 2009 e 2010."

[...]

"Há casos de trabalhadores em que os aumentos foram superiores a 150 euros por mês. Os valores recebidos, alguns deles com efeitos retroactivos, ascendem em alguns casos a perto de cinco mil euros."

 

Quem são estes gestores autárquicos  que parecem aliar a demagogia à incompetência, mas não são capazes de parar um momento para pensar e perceber que  alguma coisa não ía  bater certo nesta história? Cinco mil euros de retroactivos pagos por uma autarquia, quando o país atravessa graves constrangimentos financeiros?

 

" para a IGAL, o ponto não se podia traduzir numa menção de “Bom

 

Lá diz o ditado, quem conta um conto acrescenta um ponto....

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publicado às 10:31


Uma pergunta em duas linhas e meia

por António Leal Salvado, em 21.10.11

Se eu aproveitar o debate do chamado "Livro Verde" para mostrar contas e apresentar uma proposta segundo a qual a Administração Local disciplinada em termos de país desenvolvido e políticos com ética bastará para resolver a crise sem sacrificar os trabalhadores e a classe média... O Poder analisa-a e responde-lhe?

Mesmo que não respondam, mesmo que respondam nim, eu vou apresentá-la. Dêem-me oito dias.

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publicado às 20:16


Defender os autarcas - até à morte!

por António Leal Salvado, em 16.08.11
O mais feroz crítico dos autarcas? Nem tanto.
Não sou o mais feroz – sou apenas severamente crítico da pouca vergonha a que chegou a ingestão da res publica pelos autarcas que temos.
Não importam aqui as razões – de resto, resumidas a isto:
32 anos de conhecimento das autarquias por dentro;
34 anos em profissão com acesso a factos;
37 anos de conhecimento próximo dos personagens;

*

Mas aquilo que aqui me traz é mais simples:
Estou muito perto de ser o mais convicto defensor do Poder Local – e dos seus protagonistas, claro.
Estou muito perto disso. Falta mesmo muito pouco.

Falta apenas – nada de extinção de freguesias e concelhos, nada de endeusamento de troikas ou outros truques – falta apenas que cheguemos a acordo, os autarcas e eu, na interpretação do que é a cidadania ao serviço da eficiência das autarquias.
Só que os autarcas aceitem – com força decretada por lei – 2 princípios lineares mas fundamentais:

1. Os autarcas não auferirão quaisquer benefícios individuais com o exercício dos seus cargos (remuneração, veículos de uso pessoal, ajudas de custo, despesas de representação, senhas de presença, lugares para familiares ou pessoas que gerem conflito de interesses);

2. Os autarcas eleitos como maioria continuarão com a prerrogativa de decidir da gestão das suas autarquias, suas obras, etc. – mas todos os actos de contabilidade e tesouraria terão obrigatoriamente intervenção dos eleitos pela oposição e estarão permanentemente patentes ao público, em lugar de estilo e on line com actualização diária.

Por tão pouco, com a simples aceitação de se tornarem honestos servidores da causa pública, ganharão um empenhadíssimo aliado.

E, mais que isso, estarão livres dos desonestos predadores do dinheiro público logo no 1º acto eleitoral - e ganharão o respeito e o apoio de 9 milhões de portugueses. E mais ainda, com o exemplo e a imposição natural das regras de transparência ao Poder Central, ganharão um país sem dívidas e sem necessidade de mais sacrifícios, muito bem gerido por pessoas vocacionadas e apaixonadas pelo Serviço Público.

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publicado às 19:00


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