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Elizabeth Harwood – Soprano inglesa

por António Filipe, em 21.06.13
No dia 21 de Junho de 1990 morreu, de cancro, em Fryerning, Essex, com 52 anos, a soprano inglesa Elizabeth Harwood. Tinha nascido em Barton Seagrave, um subúrbio de Kettering, a 27 de Maio de 1938. Cresceu Yorkshire.

Depois de frequentar uma escola de música, teve uma carreira operática que durou mais de duas décadas. Trabalhou com importantes maestros como Colin Davis e Herbert von Karajan. Foi uma das poucas sopranos inglesas da sua geração a ser convidada para cantar em produções no Festival de Salzburgo, no La Scala de Milão e no Metropolitan Opera.
Depois de algumas actuações em Glyndebourne e cinco anos na Companhia de ópera Sadler's Wells, na década de 1960, Harwood cantou no Covent Garden, em Londres, e na Ópera Escocesa, antes de atingir reputação internacional na década de 1970.

O reportório de Elizabeth Harwood era extenso, mas ficou particularmente conhecida pelas suas actuações em óperas de Mozart e Richard Strauss.
Em salas de concerto, representou oratórias e, nos últimos anos, concentrou-se mais em recitais de Canções (Lieder).


Ária "Porgi amor", da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart
Soprano: Elizabeth Harwood
Orquestra Sinfónica de Queensland
Maestro: Werner Andreas Albert

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Giulietta Simionato - Mezzo-soprano italiana

por António Filipe, em 12.05.13
No dia 12 de Maio de 1910 nasceu em Forli a mezzo-soprano Giulietta Simionato.

Em todo o século XX poucos artistas foram tão respeitados e estimados pelos auditórios, colegas e críticos como Giulietta Simionato. Desde a consagração de carreira, em 1930, até que se retirou em 1966, foi uma das grandes vozes do palco da ópera. Durante mais de 3 décadas, o mundo inteiro dispensou-lhe os mais rasgados elogios, não só pela beleza da sua voz e a sua superlativa musicalidade, mas também pela graciosidade e afabilidade do seu carácter. Já neste século, conservou o seu enorme prestígio, como produtora e professora, com extraordinária vitalidade mesmo após os 90 anos de idade.
Exibindo um desempenho vocal e interpretativo ao nível do excelente, Giulietta Simionato impressionou pela qualidade e pelo à-vontade com que igualmente brilhava nos papéis dramáticos como na ópera cómica, em canto lírico e no mais pesado repertório. Manteve uma relação da maior cordialidade com as grandes “imperatrizes” do século, Maria Callas e Renata Tebaldi e foi aclamada em todos os grandes palcos da ópera mundial, incluindo o Scala, o Metropolitan, Covent Garden e o Teatro Nacional de São Carlos, onde actuou em 1954.

Giulietta Simionato faleceu em Roma no dia 5 de Maio de 2010, uma semana antes de fazer 100 anos.


Ária “Voi Che Sapete”, da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart
Mezzo-soprano - Giulietta Simionato

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Edith Mathis – Soprano suíça

por António Filipe, em 11.02.13
No dia 11 de Fevereiro de 1938 nasceu, em Lucerne, na Suíça, a soprano Edith Mathis.

Recebeu educação musical no Conservatório da sua cidade natal e estudou com Elisabeth Bosshart, em Zurique. Em 1956, estreou-se como o 2º rapaz, na ópera “A Flauta Mágica”, de Mozart. Depois do início de carreira em Lucerna e Zurique, ingressou na Ópera de Colónia, em 1959, tendo nesse período sido diversas vezes intérprete convidada da Ópera de Hamburgo. Em 1963 integrou o elenco da Ópera Alemã, em Berlim e, a partir daí, cantou nas principais casas de ópera do mundo, tais como a Royal Opera House, Covent Garden, o Metropolitan Opera, em Nova Iorque, a Ópera Estatal de Viena e a Ópera de Paris.
Juntamente com a sua carreira na ópera, Edith Mathis tem um extenso repertório de Canções e Oratórias e as suas actuações incluem digressões pelo Japão, Estados Unidos, Austrália, Rússia e Israel. Recebeu inúmeros prémios pelas suas interpretações, incluindo a Medalha Mozart, do Mozarteum de Salsburgo, o Hans-Reinhard-Ring da Sociedade Suíça para o Teatro, o Prémio das Artes, da cidade de Lucerne e o Prémio Mundial do Disco. Edith Mathis casou com o maestro e pianista Bernhard Klee, com quem vive actualmente, na Suiça. Nos últimos anos tem-se dedicado ao ensino.


Ária “Non so più cosa son, cosa faccio”, da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Wolfgang Amadeus Mozart
Soprano: Edith Mathis

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René Jacobs – Maestro e contratenor belga

por António Filipe, em 30.10.12
No dia 30 de Outubro de 1946 nasceu em Ghent, na Bélgica, o maestro e contratenor belga René Jacobs, que é reconhecido internacionalmente como um dos mais importantes maestros no domínio da ópera barroca dos séculos XVII e XVIII.

Durante a infância, René Jacobs descobriu o gosto pela música como cantor na catedral de Ghent. Depois de frequentar a Universidade de Ghent, estudou canto em Bruxelas e complementou a sua formação em Haia. Gustav Leonhardt, Alfred Deller e os irmãos Kuijken encorajaram-no a especializar-se como contratenor. Ao fim de poucos anos, tornou-se num dos mais eminentes cantores neste domínio, dando recitais em toda a Europa, nos Estados Unidos e no Extremo Oriente. Fascinado pela música barroca e pelo seu vasto repertório, dedicou-se com paixão à redescoberta das primeiras óperas e de outras grandes obras esquecidas, começando a dirigir as partituras no momento em que a sua carreira de cantor atingia grande popularidade.
Ao fim de pouco tempo, René Jacobs ganhou grande reputação como maestro. É convidado regularmente por teatros e festivais de prestígio por todo o mundo. Em 1998, recebeu o Grand Prix para "Melhor Actuação Lírica do Ano", pelo Orfeo de Monteverdi, que dirigiu no Festival de Aix-en-Provence. No ano seguinte, foi nomeado "Personalidade Musical do Ano", nomeadamente pelas suas gravações de Così fan tutte, de Mozart e de Il primo Omicidio de Alessandro Scarlatti. Em 2000, recebeu o Grand Prix du Disque da Academia Charles Cros. René Jacobs gravou mais de 250 discos. Scarlatti, Gluck, Monteverdi e Mozart foram os compositores que mais vezes interpretou e que lhe valeram prémios de prestígio. Fez gravações consideradas históricas, como “As Bodas de Fígaro” e “Cosi Fan Tutte”, de Mozart.


Abertura da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart
Agrupamento “Concerto Koln”
Maestro: René Jacobs

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George Szell – Compositor e maestro húngaro

por António Filipe, em 07.06.12

No dia 7 de Junho de 1897 nasceu, em Budapeste, o compositor e maestro húngaro George Szell. Cresceu e estudou em Viena e foi como maestro que mais se notabilizou, embora também tenha sido compositor. Dele se dizia que tinha uma batuta “muito afiada”, o que traduz bem como era reconhecida a sua precisão interpretativa.
Aos 11 anos iniciou uma digressão pela Europa, como pianista e compositor. Os jornais declararam-no “o próximo Mozart”. Durante a adolescência actuou com várias orquestras, incluindo a Filarmónica de Berlim, quando tinha 17 anos. Foi com essa idade que também dirigiu a Sinfónica de Viena, quando lhe pediram que substituísse o maestro titular, que tinha magoado um braço. Desistiu da carreira de compositor, para se dedicar, exclusivamente, à carreira de maestro.
No início da 2ª guerra mundial, em 1939, Szell foi para Nova Iorque. Depois de um ano como professor, começou a receber convites frequentes para maestro convidado de várias orquestras. Destes convites, destaca-se o da Orquestra Sinfónica da NBC, com a qual deu uma série de quatro concertos, em 1941. Em 1942 estreou-se no Metropolitan Opera, onde trabalhou nos quatro anos seguintes e, em 1943, estreou-se com a Filarmónica de Nova Iorque. Tornou-se cidadão americano em 1946. Nesse mesmo ano foi convidado para director musical da Orquestra de Cleveland. Rapidamente, esta orquestra que, embora altamente considerada, não passava de uma orquestra regional, passou a ser uma das melhores do país e a ter projecção internacional.
Foi precisamente na cidade de Cleveland que George Szell veio a falecer, de cancro da medula óssea, no dia 30 de Julho de 1970.


Abertura da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart
Orquestra Sinfónica de Chicago
Maestro: George Szell

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Margaret Price – Soprano gaulesa

por António Filipe, em 13.04.12

No dia 13 de Abril de 1941 nasceu, no País de Gales, a soprano Margaret Price. Oriunda de uma família musical, desde cedo começou a cantar. Aos quinze anos, o seu professor de música organizou uma audição com Charles Kennedy Scott, que a convidou para estudar na Faculdade de Música Trinity, em Londres. Depois de se graduar, trabalhou no Agrupamento Ambrosian Singers.
Price estreou-se, como soprano, na Ópera Nacional Gaulesa, em 1962, no papel de Cherubino, da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart. No mesmo ano, foi trabalhar para a Royal Opera House, Covent Garden, em Londres, onde interpretou papéis menores. Quando Teresa Berganza cancelou a sua actuação como Cherubino, Price foi escolhida para a substituir.
O maestro e pianista James Lockhart convenceu-a a ter lições de canto para aperfeiçoar a voz, o que ela fez nas décadas de 1970 e 1980. Margaret Price também foi ajudada por Otto Klemperer, que dirigiu a sua primeira gravação numa ópera completa, interpretando o papel de Fiordiligi, em “Così fan Tutte”, de Mozart.
Price não gostava muito de viajar. Mantinha-se no mesmo sítio durante longos anos, primeiro no Covent Garden, depois em Colónia e, a partir de 1971, na Ópera do Estado da Baviera, em Munique, onde se manteve até 1999, ano em que se retirou dos palcos. Voltou, então, ao País de Gales, onde vive actualmente.


Ária "Dove sono", da ópera “As Bodas de Fígaro”, de Mozart
Soprano: Margaret Price
Maestro: Kurt Herbert Adler

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