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No dia 9 de Outubro de 1835 nasceu, em Paris, o compositor, pianista e organista francês Camille Saint-Saëns. O pai morreu quando ele tinha apenas quatro meses de idade, e Camille foi criado pela mãe e por uma tia.
Como havia um piano em casa, aos dois anos e meio de idade o garoto já gostava de brincar com as teclas e, em pouquíssimo tempo, já tocava pequenas melodias sem ter sido ensinado por ninguém. A mãe e a tia deram-lhe as primeiras lições de teoria musical.
Aos seis anos deu o primeiro concerto público e aos 7 já escrevia pequenas peças. Recebeu lições de piano e harmonia, e aos 10 anos já conseguia tocar algumas das peças mais difíceis de Mozart e Beethoven. Com 13 anos começou a ganhar dinheiro para ajudar a família, como organista da Igreja da Madeleine.
Apresentou-se em público pela primeira vez na Sala Pleyel de Paris, a 6 de Maio de 1846. Ainda não tinha feito 11 anos. Aos 13, entrou para o Conservatório de Paris, onde estudou órgão, contraponto e fuga. Aos 25 anos já era famoso em toda a Europa como pianista e compositor.
Saint-Saëns conhecia música profundamente, familiarizado com as obras dos grandes compositores europeus antigos e modernos. Possuia uma vasta e sólida cultura em filosofia, ciência e literatura. Em astronomia chegou a alcançar verdadeira autoridade. Escreveu um livro de filosofia, Problèmes et Mystères, versos, uma comédia, e escreveu ele mesmo os libretos de várias de suas óperas.
A morte veio colhê-lo numa cama de hotel em Argel, na Argélia, no dia 16 de Dezembro de 1921. “Acredito que agora chegou mesmo o meu fim”, murmurou, e fechou os olhos para sempre. A obra de Camille Saint-Saëns é imensa. Entre as peças mais conhecidas deste compositor, podemos citar: o Concerto para violino nº 3, Introdução e Rondo Caprichoso para violino e orquestra, o Carnaval dos Animais, a ópera Sansão e Dalila e esta Dança Macabra.


Dança Macabra, op. 40, de Camille Saint-Saëns
Orquestra da NBC
Maestro: Arturo Toscanini

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Arturo Toscanini – Maestro italiano

por António Filipe, em 25.03.12

No dia 25 de Março de 1867 nasceu, em Parma, na Itália, o maestro Arturo Toscanini, considerado por muitos críticos e músicos como o melhor maestro que o mundo já conheceu.. Estudou violoncelo no Conservatório de Parma e tornou-se violoncelista da orquestra do Teatro alla Scala de Milão. Em 1886, quando Toscanini completava apenas dezanove anos de idade, a Orquestra do Teatro alla Scala fez uma digressão pelo Brasil. O destino do violoncelista viria a mudar quando, certa noite, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, durante uma apresentação da Aida de Verdi, o maestro foi vaiado. Convidado a subir ao pódio, Toscanini dirigiu uma Aida tão magnífica que foi aplaudido estrondosamente pelo público do Rio, considerado então como um dos centros mundiais da ópera. Jornais do mundo inteiro noticiaram o evento de tal forma, que o maestro se tornou numa figura de destaque internacional.
Toscanini dirigiu a estreia mundial de várias óperas de Puccini e estabeleceu-se em Nova Iorque, onde se tornou maestro do Metropolitan Opera House e da Orquestra Sinfónica de Nova Iorque. A Orquestra Sinfónica da NBC foi criada, para ele, em 1937. Durante várias décadas, Arturo Toscanini "reinou" na cidade norte-americana, que, graças à presença do maestro, ganhou destaque no mundo da música erudita. Toscanini era francamente anti-fascista. Chegou a afirmar certa vez: “Abram as portas das prisões, soltem todos os criminosos. Não encontrarão nenhum bandido pior que Mussolini.” Arturo Toscanini morreu em Nova Iorque, no dia 16 de Janeiro de 1957.


“Marcha triunfal”, da ópera “Aida”, de Verdi
Maestro: Arturo Toscanini

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Samuel Barber – Compositor norte-americano

por António Filipe, em 23.01.12

No dia 23 de Janeiro de 1981 morreu, em Nova Iorque, Samuel Barber que tinha nascido em Westchester, na Pennsylvania no dia 9 de Março de 1910.
Notabilizou-se como compositor e começou cedo: assinou a sua primeira composição quando tinha sete anos e aos 10, tentou escrever uma ópera. Foi organista aos 12 anos e, quando fez 14, ingressou no Curtis Institute, em Filadélfia, onde estudou piano, composição e canto. Ganhou duas vezes o Prémio Pulitzer: em 1958, pela sua primeira ópera, Vanessa e em 1963 pelo Concerto para piano e orquestra.
Barber passou muitos anos em reclusão depois de a sua terceira ópera “António e Cleópatra” ter sido rejeitada. Sofreu de depressão e tornou-se alcoólico. A ópera tinha sido escrita para a ocasião da abertura do novo Metropolitan Opera, no dia 16 de Setembro de 1966. Depois deste contratempo, continuou a escrever música até aos 70 anos. A música dos seus últimos anos seria aclamada como meditativa e contemplativa, mas sem a característica de infelicidade de outros compositores no final da vida.
Ficou célebre, acima de tudo, pelo Adágio para Cordas, que é uma das obras clássicas mais utilizadas no cinema, nos mais diversos tipos de filmes.
Em Janeiro de 1938, Barber enviou o Adagio a Arturo Toscanini. O maestro devolveu-lhe a partitura sem qualquer comentário, o que desgostou severamente o jovem compositor. Passado pouco tempo, Toscanini escreveu a um amigo, dando notícia de que estava a preparar a apresentação da peça e acrescentou que a devolvera sem comentários porque, simplesmente… a tinha memorizado integralmente. No dia 5 de Novembro desse ano de 1938 o Adagio para Cordas teve a sua estreia com a Orquestra Sinfónica da NBC. Foi interpretada a versão original do arranjo do próprio Barber e a dirigir a orquestra estava Toscanini.


Adagio, do Quarteto para cordas, op. 11, de Samuel Barber (arranjos para orquestra)
Orquestra Sinfónica da NBC
Maestro: Arturo Toscanini

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Émile Waldteufel

por António Filipe, em 08.12.11

No dia 9 de Dezembro de 1837 nasceu em Estrasburgo, no seio de uma família de músicos judeus, Émile Waldteufel, compositor francês de música popular e de numerosas obras para piano, como valsas e polcas.
O pai tinha uma orquestra e o irmão era um músico muito apreciado. Quando o irmão conseguiu uma vaga no Conservatório de Paris, como estudante de violino, toda a família se mudou para lá e foi na capital francesa que Émile passou o resto da vida. Waldteufel estudou piano no Conservatório de Paris de 1853 até 1857. Entre os seus colegas encontrava-se Jules Massenet, o famoso compositor de ópera. Durante este período, a orquestra do seu pai tornou-se numa das mais famosas de Paris e Émile era frequentemente convidado para tocar quando havia acontecimentos importantes.
Com 27 anos, foi pianista da corte da Imperatriz Eugénia. Depois da guerra franco-prussiana ter dissolvido o Império francês, a orquestra começou a tocar nos corredores presidenciais, no Palácio do Eliseu. Em Outubro de 1874 tocou num acontecimento a que assistiu o Príncipe de Gales, o futuro rei Eduardo VII da Inglaterra. O príncipe ficou encantado com a valsa “Manolo”, e isso bastou para que a sua música passasse a ser conhecida no Reino Unido. A partir daí dominou a cena musical em Londres e tornou-se famoso por todo o mundo. A sua valsa “Os Patinadores” é, talvez, a sua obra mais conhecida. Morreu no dia 12 de Fevereiro de 1915, em Paris. 


Valsa dos Patinadores, op. 183, de Émile Waldteufel
Orquestra Sinfónica da NBC
Maestro: Arturo Toscanini

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